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Posts de janeiro 2010

Mulheres perfeitas demais

25 de janeiro de 2010 1

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Ter uma mulher que é uma dona de casa perfeita e uma esposa dedicada, sem deixar de ser elegante e sempre impecável, é o sonho de muitos homens. Para eles, Stepford é o paraíso: ali as mulheres estão sempre lindas e se dedicam obsessivamente ao lar e aos maridos. Mas isso seria normal?
É essa a estranheza que sente Joanna Eberhart, presidente de uma emissora de televisão demitida em meio a uma crise nervosa e logo a seguir convencida pelo marido a se mudar para Stepford. Ali, percebe ela, as mulheres são dóceis e perfeitas, mas nem um pouco interessadas nas conquistas femininas. E o marido de Joanna, ao que parece, também quer que ela seja assim. Ela conseguirá escapar?
Esse é o enredo de As possuídas, clássico do escritor Ira Levin que já foi adaptado duas vezes para o cinema _ a primeira em 1975, com o título de As Esposas de Stepford e protagonizado por Katharine Ross, e a segunda em 2004, como Mulheres Perfeitas, estrelado por Nicole Kidman.
A edição que ilustra esse post é da Rio Gráfica, com 141 páginas.

Postado por Maristela Scheuer Deves, Caxias do Sul

Calafrios com Hitchcock

24 de janeiro de 2010 1

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Se os filmes de Alfred Hitchcock são de deixar quem assiste com um frio na espinha, vale dizer que a mesma sensação se aplica a quem lê os livros com histórias selecionadas por esse mestre do suspense.

É o caso de Histórias para dar calafrios, antiga edição da Record (224 páginas) que reúne 13 contos escolhidos a dedo pelo cineasta britânico. Entre elas estão Padrão de culpa, de Helen Nielsen, Motivos justos para matar, de Donald Olson, e A morte é uma amante solitária, de Robert Colby.

Uma leitura para quem gosta de emoções fortes.

Postado por Maristela Scheuer Deves, Caxias do Sul

Neste domingo tem Livro Livre

22 de janeiro de 2010 2

Leu pouco nestas férias? Então, não perca essa oportunidade de renovar suas leituras gratuitamente: neste domingo, dia 24, tem a primeira edição externa do ano do programa Livro Livro, ligado à Biblioteca Pública Municipal de Caxias do Sul.

Será das 15h às 18h, no Parque dos Macaquinhos, onde também ocorre o lançamento da programação cultural e de eventos do ano. Para participar, basta levar um livro já lido e trocar por outro, gratuitamente.

E quem não puder ir até o parque no domingo também pode fazer a troca durante a semana na própria biblioteca, das 8h às 18h, onde o Livro Livro é permanente.

***

Para março, devem voltar também as programações do Livro Livre na Universidade de Caxias do Sul (UCS), no Shopping Iguatemi e no Centro da Cultura Dr. Henrique Ordovás Filho.

E novidades podem vir por aí: segundo a diretora da Biblioteca Municipal, Maria Cristina Pisoni, existe a ideia de ampliar o projeto para o interior do município. A aguardar.

Postado por Maristela Scheuer Deves, Caxias do Sul

Lotação esgotada

22 de janeiro de 2010 1

A ideia de fazer uma noitada literária para meninos e meninas de 12 a 14 anos dentro da Biblioteca Pública Municipal Dr. Demétrio Niederauer, em Caxias do Sul, foi um sucesso.

Embora a programação do Dormindo na Biblioteca – Histórias de uma Noite de Verão vá ocorrer apenas na noite do dia 12 para o dia 13 de fevereiro, a turma já está fechada. Eram 10 vagas, e os inscritos foram quase 30, além de dezenas de pedidos de informação sobre a atividade.

E não é para menos: a programação promete ser muito boa, com contação de histórias, jogos envolvendo contos, sessão de filmes e até memo uma sopa de letrinhas para nutrir a criançada.

Quem não conseguiu vaga não precisa ficar triste: outras edições do Dormindo da Biblioteca devem ocorrer, quem sabe ainda este ano.

Postado por Maristela Scheuer Deves, Caxias do Sul

Riso e clichês à la Verissimo

21 de janeiro de 2010 0

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Diz o ditado que a mente desocupada é o jardim do diabo. Mas não se pode dizer que Estevão, o escritor de histórias policiais que protagoniza o ótimo e divertido O Jardim do Diabo, de Luis Fernando Verissimo, seja desocupado _ pelo contrário, ele é tão produtivo que escreve um livro por mês, sempre assinado com um diferente pseudônimo americano. São folhetins de banca que seguem sempre o mesmo modelo: muita ação, cenas de sexo em determinada página, mais ação, uma virada na página tal, e assim por diante, até que o mocinho vença todas as provações.

No entanto, tudo muda na tranquila rotina de Estevão quando ele recebe a visita do enigmático inispetor Macieira. Ele está investigando um crime no qual uma mulher foi encontrada esfaqueada em seu quarto, tendo na parede palavras em grego escritas com sangue. A questão é que a cena é igual à descrita por Estevão no seu último romance, embora o assassinato tenha sido cometido antes de o livro ser lançado. A partir daí, os personagens das tramas que o escritor escreve começam a invadir sua vida, num jogo em que até mesmo o leitor fica em dúvida sobre o que é real.

O Jardim do Diabo foi o primeiro romance de Luis Fernando Verissimo, publicado em 1997 pela L&PM e que ganhou em 2005 uma reedição pela Objetiva, com 180 páginas e totalmente revisto. Uma leitura imprescindível para os fãs desse escritor gaúcho, divertida e recheada de referências, metalinguagem e clichês sobre o ofício de quem escreve.

Postado por Maristela Scheuer Deves, Caxias do Sul

O escritor como personagem

19 de janeiro de 2010 0

Escrever sobre o que se conhece é um conselho constantemente dado a quem sonha em se tornar um escritor. Coincidência ou não, não são poucos os livros que têm escritores como protagonistas. Dos mais variados gêneros, essas obras dão um gosto extra à leitura: a sensação de penetrar, um pouquinho que seja, no universo de quem cria universos.

O costume de utilizar esse recurso, que serve também para humanizar a figura do escritor, fazendo com que se aproxime mais do leitor, não é de hoje. Um exemplo é o romance de terror Os Mortos Vivos, de Peter Straub, escrito no final dos anos 1970. Nele, um escritor, Donald Wanderly, não apenas narra a ação como é também um dos personagens centrais.

Ainda no terror, quem rotineiramente utiliza escritores como protagonistas é o mestre Stephen King. Um dos livros em que o personagem/autor aparece é na obra Angústia, também publicada com o nome de Misery. Nela, o fato de o protagonista ser escritor tem suma importância para os rumos da narrativa, já que o escritor fictício Paul Sheldon é mantido preso por uma fã que quer que ele escreva um livro ressuscitando um personagem. Entre outros, o recurso aparece tambem no recente romance Love – embora o livro seja teoricamente a história de Lisey, a mulher de um escritor morto, a figura do criador de histórias ainda está presente e muito forte.

Do suspense/terror ao suspense psicológico, alguns bons exemplos do que falamos aqui são os livros End of Story (Fim da história, em tradução livre), de Peter Abrahams – no qual a escritora iniciante Ivy vai ensinar escrita criativa em um presídio e descobre lá dentro um talento maior do que o seu – e Quase o autor, de John Colapinto, que conta a história de um jovem aspirante a escritor que, ao descobrir o original inédito e muito bem construído de um amigo morto, resolve publicá-lo como se fosse seu. Esse mote do escritor que rouba o livro de outro também dá a tônica de Inveja, de Sandra Brown: nele, uma editora se envolve com um misterioso autor cujo livro fala sobre um escritor que roubou a obra de outro.

A lista de livros com personagens/escritores segue com os ótimos Vertigem, de Erica Spindler, O vendedor de histórias, do consagrado Jostein Gaarder, e Oscar Wilde e os Assassinatos à Luz de Velas, de Gyles Brandreth. Esse último tem ainda o atrativo a mais de transportar para a ficção dois escritores reais, os célebres Oscar Wilde, autor de O retrato de Dorian Gray, e Arthur Conan Doyle, criador de Sherlock Holmes.

E se um escritor fictício é bom, o que dizer de dois, tendo de quebra ainda uma editora? É o caso do divertidíssimo Um bestseller para chamar de meu, de Marian Keyes, que traz a escritora famosa Lily, a escritora iniciante Gemma e a editora Jojo.

A lista de exemplos poderia seguir indefinidamente. No entanto, o que vale destacar é que o atrativo dos escritores-personagens está no fato de eles fazerem com que o leitor veja os escritores como alguém real, concreto, “gente como a gente” – além de mostrar um pouquinho como é a rotina de quem vive da escrita.

Alguns desses livros já foram citados anteriormente aqui no blog, outros não. Mas todos são uma ótima leitura, sem dúvida.

Postado por Maristela Scheuer Deves, Caxias do Sul

Nesta terça tem Reinações

18 de janeiro de 2010 1

A Confraria Reinações realiza nesta terça-feira, dia 19, o seu sétimo encontro.

Será na livraria Do Arco da Velha (Rua Os 18 do Forte, 1.690, no centro de Caxias do Sul), às 19h30min, com discussão do livro O fazedor de velhos, de Rodrigo Lacerda (editora Cosac Naify).

A coordenação do encontro será feita por Rogério Becker.

***

Em tempo: para quem não conhece, a confraria é um grupo de leitura de textos infantis e juvenis que se reúne mensalmente para debater a produção literária voltada a esse público.

 

Postado por Maristela Scheuer Deves, Caxias do Sul

Fantasma poliglota

18 de janeiro de 2010 0

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Uma ilha no litoral paulista, um casarão suspeito e um fantasma alemão – que, surpreendentemente, fala espanhol. Com esses ingredientes se desenvolve a trama do livro O fantasma que falava espanhol, de Luiz Galdino editora FTD.

A deliciosa história começa quando quatro adolescentes vão à ilha para mergulhar em busca de tesouros em navios afundados. Marcelo, Cláudia, Tetê e Quico deparam com muitos mistérios e perigos nas 103 páginas do livro.

Integrante da coleção Que Mistério é Esse?, o livro é uma divertida opção para os pequenos.

Postado por Maristela Scheuer Deves, Caxias do Sul

Baker Street, 221B

15 de janeiro de 2010 0

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Seis anos atrás, em visita a Londres, lembrei-me de verificar se existia realmente o famoso endereço de Sherlock Holmes.

Como fazia algum tempo que lera uma aventura sua pela última vez, no entanto, eu me lembrava apenas da rua, Baker Street, e não do número. Até achei um hotel dedicado ao maior detetive da ficção e avistei uma estátua representando o personagem ali perto, mas fiquei nisso mesmo.

Hoje sei que estive ali pertinho, e que o endereço é real: Baker Street, 221B (tenho de me lembrar se voltar à capital britânica algum dia!). Lá existe um museu dedicado ao detetive criado por Sir Arthur Conan Doyle, representando exatamente o cenário descrito nos livros.

Mas não é preciso ir até a Inglaterra para conhecê-lo. Também dá para acessar o site www.sherlock-holmes.co.uk. Ali é possível fazer um tour virtual pelo museu, assistir a um vídeo sobre o lugar, saber mais sobre o personagem, mandar cartões postais, participar de quizz e de chat e, até mesmo, ler todas as aventuras de Sherlock Holmes – em inglês, é claro.

Vale a pena conferir.

Postado por Maristela Scheuer Deves, Caxias do Sul

Adrenalina pura em `Velocidade`

15 de janeiro de 2010 0

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“Se você não levar esse bilhete para a polícia, eu vou matar uma adorável e loira professora. Se você levar… Eu vou, no lugar, matar uma velha senhora que faz trabalho de caridade. Você tem seis horas para decidir. A escolha é sua.”

 

Ao encontrar essa estranha nota no parabrisa do carro, Billy inicialmente pensa que não passa de uma piada de mau gosto. No entanto, uma professora loira é realmente assassinada, e Billy recebe outro bilhete, com outra escolha impossível de fazer. É preciso pensar rápido, ou outras pessoas vão morrer.

Esse é o enredo do arrepiante romance Velocidade, do americano Dean Koontz (editora Nova Fronteira). Impossível de largar, como todos os outros livros do autor, ele é adrenalina capítulo após capítulo, página após página – e enquanto o protagonista corre contra o para evitar mais mortes, o leitor quer correr até o final das 383 páginas para saber o final.

Postado por Maristela Scheuer Deves, Caxias do Sul