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Posts de maio 2010

Quarta é dia de Proust no 'Filosofia e Literatura'

31 de maio de 2010 0

O próximo encontro do curso Filosofia e Literatura, promovido pela Universidade de Caxias do Sul (UCS), será na quarta-feira, às 18h, abordando o trabalho do escritor francês Marcel Proust.

O responsável pela palestra Proust e a Busca do Tempo Perdido será o professor Jayme Paviani.

Aberto ao público e gratuito, o encontro ocorre no auditório do Bloco E.

Editora gaúcha publicará 'Elvis' em quadrinhos

28 de maio de 2010 5

ReproduçõesA editora gaúcha 8Inverso adquiriu esta semana os direitos de publicação no Brasil da graphic novel alemã Elvis, biografia em quadrinhos do Rei do Rock

Organizada por Titus Ackermann e Reinhard Kleist e com arte dos melhores quadrinhistas da atualidade na Alemanha, a obra reúne 10 histórias curtas sobre a vida do cantor. Kleist assina duas histórias.

Elvis foi publicado na Alemanha em 2007, seguido de edição na França. Em abril passado, chegou também à Holanda, e também está prevista uma edição nos Estados Unidos.

Acima, as capas das edições francesa e holandesa.

A vespa de 'Alice'

28 de maio de 2010 0

Quem leu o clássico Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, com certeza lembra do Coelho, do Chapeleiro Maluco, da Rainha de Copas e de diversos outros personagens para lá de esquisitos. Mas você se lembra da Vespa de Peruca? Com certeza, não.

Segundo revela uma carta que foi posta em leilão hoje em Londres, na Inglaterra, um capítulo inteiro de Alice foi deixado de fora do livro porque o ilustrador da primeira edição, Sir John Tenniel, se negou a fazer o desenho da tal vespa, pois, como diz na carta, esse capítulo não o interessava.

Como na época, 1865, Lewis Carroll (ou melhor, Charles Dodgson, seu verdadeiro nome) não era famoso, ele cedeu e retirou o trecho. E nós, leitores, ficamos sem conhecer a vespa de Alice, com ou sem peruca.

***

Curiosidade: a expectativa é de que a carta de Tenniel seja vendida por 15 mil a 20 mil libras, algo em torno de R$ 39 mil a R$ 52 mil.

'Cães da Província' ganha nova edição em junho

27 de maio de 2010 0

ReproduçãoA editora L&PM vai reeditar a obra do escritor gaúcho Luiz Antônio de Assis Brasil. O primeiro título a ganhar nova edição será Cães da Província, que chega às livrarias em junho.

Também em junho deve sair a versão pocket de Manhã Transfigurada, e em julho está prevista a republicação de Videiras de Cristal. Ainda neste ano, em setembro, deve sair também a reedição de Perversas Famílias, da série Um Castelo no Pampa.

A reedição das obras de Assis Brasil deve ficar completa no próximo ano, quando saem Pedra da Memória e Os Senhores do Século (ambos também da série Um castelo no pampa), Bacia das Almas, As Virtudes da Casa, Anais da Província-Boi e O Homem Amoroso.

Uma nova caça-vampiros

27 de maio de 2010 0

ReproduçãoOntem fez 113 anos que Bram Stocker publicou seu Drácula, mas o tema vampiros, como já falamos antes por aqui, continua mais forte do que nunca — para confirmar isso basta olhar as prateleiras das livrarias, que ostentam dezenas de obras no gênero. Um dos novos títulos que está chegando para brigar por esse público leitor é O Legado da Caça-Vampiro (Geração Editorial /Jardim dos Livros, 376 pg, R$ 39,90), primeiro volume da série Crônicas Vampíricas de Gardella.

Escrito pela americana Colleen Gleason, o livro tem como protagonista a jovem Vitória Gardella, e como cenário, a Londres de 1820. Embora pareça uma moça normal, que valsa nos bailes da alta sociedade e procura um marido, Vitória guarda um segredo: é uma Venadora, ou caça-vampiro.

Para combater os descendentes de Judas Iscariotes, o traidor de Cristo que se transformou no primeiro vampiro, a jovem conta com um amuleto poderoso, o vis bulla, que leva no umbigo como se fosse um piercing.

A história promete sangue, sobrenatural, erotismo e morte. É conferir para ver se ela se destaca ou se será apenas mais um título dentro da atual onda de vampiromania.

'Drácula' está de aniversário

26 de maio de 2010 0

Os vampiros sempre povoaram o imaginário dos mais variados povos, e voltaram recentemente à moda com a nova onda de vampiromania _ provocada, entre outras obras, pelos livros e filmes da série Crepúsculo, de Stephenie Meyer. Mas como não dá para esquecer os clássicos, que deram origem a várias outras versões no correr dos anos, lembramos hoje o aniversário de Drácula, de Bram Stoker.

Publicado em 26 de maio de 1897, o romance tem a forma de cartas, por meio das quais os vários personagens vão contando a sua história. Tudo começa quando o jovem Jonatham Harker chega a um castelo na Transilvânia e conhece o misterioso conde Drácula. A partir daí, muitos pescoços serão atacados pela sede do vampiro – incluindo a noiva de Harker, Mina, e a amiga desta, Lucy.

O romance teve várias adaptações ao cinema e originou diversas outras histórias, algumas mais fiéis ao conceito vampírico original, outras com vampiros modernos e charmosos – como o Lestat de Anne Rice e o Edward de Stephenie Meyer.

Agora, Drácula completa 113 anos com o mesmo fascínio da época em que foi lançado. Para quem gosta do gênero, vale ler (ou reler) o romance original, que ganhou nova edição no ano passado.

'Toda ficção é inspirada na vida real'

26 de maio de 2010 0

foto Flávio Neves, bdNascido em Uberaba (MG) e radicado atualmente em Florianópolis (SC), o escritor Mario Prata acaba de lançar, pela editora Leya, o seu segundo livro policial protagonizado pelo detetive Ugo Fioravanti Neto, Os Viúvos (do qual já falamos em post anterior aqui no blog).
Com uma trama envolvente, divertida e cheia de referências a grandes mestres do gênero, o livro tem uma curiosidade à parte: a ideia surgiu a partir de um problema com a Receita Federal pelo qual passou o próprio autor, e que acabou virando a “motivação” de um dos personagens da trama.
Por e-mail, o autor conversou com o Palavra Escrita. Confira:

Palavra Escrita: A trama central de Os Viúvos gira em torno do problema com o fisco acontecido com o personagem E.R.N., que o motiva a cometer seus “crimes”. Na vida real, foi um problema semelhante que lhe deu a ideia para esse livro. Em que medida a realidade é matéria-prima para um escritor?
Mario Prata:
Toda ficção é baseada, inspirada na vida real. Estava vendo o filme Avatar. Ficção maior do que aquela é impossível, não é mesmo? Mas é real demais. O imperialismo americano cru e nu, não é mesmo? Aquele povo azul me parece muito com os brasileiros pós-golpe de 64. Nas mãos deles.
No caso de Os Viúvos, não pretendia escrever sobre o assunto da Receita Federal, mas a coisa foi ficando tão absurda, tão irreal, tão com cara de ficção que eu não tive alternativa. Tive que enfrentar os caras com as minhas teclas. O Brasil é uma ficção, meu cara. Cada vez está mais fácil escrever. Fazer humor então, nem se fala. Eu não consigo ver um deputado na televisão e não rir. Todos eles são personagens. Péssimos, pobres, com as mesmas falas, os mesmos golpes. A Justiça brasileira é CEGA MESMO.

Palavra Escrita: O livro é ambientado em Florianópolis, onde você vive há nove anos. Isso reforça a tese de que o escritor deve escrever sobre o que conhece, ou foi uma escolha ao acaso?
Mario Prata:
É impressionante o que vem ocorrendo com o lançamento do livro. Todas as entrevistas a mesma pergunta: por que Florianópolis? É incrível. E eu repondo: por que não? Por que toda a literatura brasileira tem que passar pelo eixo Rio-São Paulo ou pelo nordeste? Floripa ainda não foi muito cantada em prosa e verso. É meio virgem. E, como toda virgem, cativante, nos chamando, se oferecendo com toda a sua beleza.

Palavra Escrita: Outra característica marcante do romance é a intertextualidade com outros autores. Isso é uma constante de todas as suas obras? Qual a motivação/importância desse intercâmbio com os grandes autores do gênero?
Mario Prata:
Não, não é constante.  Começou com o primeiro policial com o Fioravanti, o Sete de Paus. Há cinco anos estou lendo só policiais, enquanto estou escrevendo, e, ao ler, vou anotando e imaginando aquele texto dentro do meu. Mas é claro que coloco aspas e dou a fonte. Mais ainda, dou uma pequena biografia do autor do texto chupado, no final do livro.

Palavra Escrita: As 63 notas de rodapé, detalhando os personagens: como surgiu essa ideia?
Mario Prata:
O maior escritor de romances policiais de todos os tempos, Georges Simenon, perseguia o que ela chamava de “romance puro”, um texto onde não entrasse nada que não fosse da trama principal. Descrição de cidades, de roupas, cheiros, etc, que não acrescentem nada à história. E eu acho que a descrição do personagem, no corpo do livro, “suja” um pouco. Comecei isto também com o Sete de Paus. Gostei e acho que o leitor também gostou. É uma respirada.

Palavra Escrita: Já está em desenvolvimento alguma nova história com o detetive Ugo Fioravanti Neto?
Mario Prata:
Sim, serão — pelo menos é o que penso hoje — cinco histórias com ele. Sim, já tenho as outras três. Mas o próprio Fiora me proibiu de contar. Vai ser um por ano. E já tem um canal de televisão atrás do cara. Mas o que eu queria mesmo era fazer cinema com ele. Aqui, em Floripa. Um policial nada noir, mas a céu aberto, na areia.

Uma vida entre obras raras

25 de maio de 2010 1

Foto Tatiana CavagnolliA Fundação Biblioteca Nacional é a nona maior biblioteca do mundo e a maior da América Latina, com mais de 12 milhões de obras. Entre elas estão muitos livros considerados raros, por sua antiguidade e por sua importâncias histórica — o número exato não está contabilizado, mas esse setor tem 2,1 quilômetros de prateleiras repletos de publicações, o que dá uma ideia da dimensão do acervo.

No comando da Divisão de Obras Raras está a bibliotecária Ana Virginia Pinheiro, 52 anos, que desde 1982 trabalha no setor e o chefia desde 2004. Ana, que nesta terça-feira palestra em Caxias do Sul durante o 3º Seminário Internacional de Literatura e Leitura. Ela conta ao blog Palavra Escrita um pouco mais sobre a divisão que dirige:

— A Divisão de Obras Raras abriga livros que pertenciam à biblioteca real que a corte portuguesa trouxe para o Brasil, em 1808, incluindo obras dos séculos 15 e 16, desde que Gutemberg criou a tipografia, e também os primeiros livros impressos no Brasil — revela.

Há raridades ainda mais antigas, como obras artesanais do século 11, com mil anos de idade.

— São livros que permanecem com o passar do tempo, antigos e de importância histórica, ou de importância dentro de determinada área — explica Ana Virginia.

Ela conta que todo o acervo está microfilmado e digitalizado e pode ser acessado inclusive a distância, mas o público também pode ter acesso à obra em si caso isso for necessário para uma pesquisa, por exemplo.

— Esses novos suportes (como a digitalização) multiplicam o acesso ao material e auxiliam na conservação dos originais, porque eles são menos manuseados, mas nada substitui o acesso ao livro original — defende.

E quem pode ter acesso ao acervo de obras raras? Como a Biblioteca Nacional é uma biblioteca pública — erudita, é verdade, mas pública —, explica a chefe do setor, todos podem ter acesso, desde que sejam maiores de 18 anos. Para isso é preciso preencher um cadastro, explicar o motivo da consulta a determinada obra e levar cartas de apresentação. É um acesso controlado, com restrições (ou seja, não vale querer olhar os livros apenas por curiosidade), mas há acesso.

Ana Virginia, também autora de O que é livro raro, publicado nos anos 1980, enumera alguns fatores que podem caracterizar uma raridade literária. O primeiro, claro, é a antiguidade — um livro de 500 anos será uma raridade, independente do conteúdo. Outro é a contrafação, ou seja, obras que antigos impressores imprimiam como se fossem de um determinado autor que estava em voga na época. Há ainda os livros de importância histórica, como livros proibidos na época da ditadura que tiveram exemplares escondidos ou recuperados por alguém, e os de importância em determinada área do conhecimento científico e que não são mais editados.

Um livro que reúne importância científica, histórica e antiguidade é Divina Proportione, escrito em 1509 por Luca Paciol e ilustrado por ninguém menos que Leonardo Da Vinci. Esse era um dos livros que estavam no “cemitério” da Biblioteca Nacional, ou seja, entre as obras que não podem ser mais manuseadas, devido ao seu desgaste. Para não perder o conhecimento guardado em obras como essa, das quais existem poucos exemplares no mundo, a Fundação desenvolveu o Projeto Fênix, que, com o patrocínio do BNDES, lançou edições facsimilares de cerca de 100 livros raros.

Editados em papel pela própria Fundação Biblioteca Nacional, os exemplares reproduzem as páginas de texto e ilustrações originais – no caso de Divina Proportione, com os textos originais em latim e italiano e as ilustrações de Da Vinci. Outra obra que entrou no projeto é Frutos do Brasil, de Antonio do Rosário, também com quase 500 anos.

Esses livros facsimilares podem ser comprados na livraria da Fundação Biblioteca Nacional ou baixados no site da instituição, o www.bn.br — onde também pode ser encontrado boa parte do acervo digitalizado da Biblioteca.

Contato permanente com os leitores

24 de maio de 2010 0

foto Tatiana CavagnolliAutor de 112 obras, sendo 75 delas infanto-juvenis, sete para adultos e 30 de teatro, o escritor Ignacio Martínez diz que prefere escrever para os jovens leitores.

- O mundo é deles – justifica o escritor, que abre na noite desta segunda-feira o 3º Seminário Internacional de Literatura e Leitura, em Caxias do Sul.

Além disso, diz, os adultos têm menos tempo para a leitura. E os jovens, garante, ainda leem muito, mesmo com o advento da internet e das múltiplas opções de entretenimento.

- Eles sempre voltam aos livros. E a principal preocupação é que eles leiam, seja livros, seja internet – explica.

E como escrever para esse público?

- Para começar, é preciso conhecer o público leitor que se quer atingir: saber como ele vive, como fala, o que procura. E escrever numa linguagem clara, não fácil, mas clara, falar para eles – ensina Martínez.

Para conseguir isso, o escritor mantém contato permanente com crianças e adolescentes. Isso é gratificante, pois também ensina muito a quem escreve, diz. Além disso, também proporciona situações engraçadas:

- Um menino me disse um dia que se admirou em me conhecer, por eu ser um autor vivo. Ele achava que todos os escritores eram autores já mortos – conta.

Esse desmistificar a figura do escritor, acredita o uruguaio, ajuda a aproximar o jovem do livro. Se ele gostar do contato, vai ler mais livros do autor, e livros em geral.

Martínez tem 54 anos, mora em Montevidéo e passou 10 anos viajando pelo mundo. Escreve desde criança, mas publicou seu primeiro conto 30 anos atrás. Hoje, escreve muitos livros de aventura, mesclados com história, temas ambientais, animais, poemas e canções. Tem livros em vários países e já esteve três vezes em Caxias, conversando com estudantes.

- Mesmo falando no meu portunhol, eles me entendiam. Criança entende – relata.

O escritor é vencedor de vários prêmios, sendo o mais recente o Prêmio Hispanoamericando de Dramaturgia pela obra de teatro musical O Bosque dos Meus Livros, concedido em abril em Washington, nos EUA, pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Martínez mantém o site www.ignacio-martinez.com. Confira alguns livros do autor:

- El libro de todos

- La Fantástica Historia de una Granja Rebelde y el Secreto de un Rio

- Los Fantasmas de La Escuela

- Cuentos para Antes de ir a Dormir

- Franca, La Ballena Valiente

Escritor uruguaio abre hoje Seminário Internacional de Literatura e Leitura

24 de maio de 2010 1

O escritor uruguaio Ignacio Martinez abre, às 19h30min de hoje, o Seminário Internacional de Literatura e Leitura - Memória: da Oralidade à Escrita, que ocorre no Plenário da Câmara Municipal de Vereadores de Caxias do Sul. Promovido pela Biblioteca Pública Municipal Dr. Demetrio Niederauer, o evento prossegue amanhã durante todo o dia, com palestras e painel de debates.

A palestra inicial, proferida por Martinez, tratará do tema Los Pueblos Que No Tienen Memoria, Sucumben Hoy y No Construyen Su Futuro (os povos que não têm memória sucumbem hoje e não constróem seu futuro).

Outro destaque do seminário será a chefe da Divisão de Obras Raras da Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, Ana Virgínia Teixeira da Paz Pinheiro, e participam também a diretora da Biblioteca Pública do Estado do RS, Morgana Marcon, o professor Jayme Paviani, o escritor Delmino Gritti e a escritora e contadora de histórias Cléo Busatto.

No público devem estar participantes de vários estados brasileiros, e, devido ao número limitado de vagas, na semana passada elas já estavam esgotadas, com vários nomes na lista de espera.