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Posts de julho 2010

Kirst, o embaixador do livro

31 de julho de 2010 4

Porthus JuniorAjudar a organizar a próxima Feira do Livro de Caxias do Sul, que ocorre de 1º a 17 de outubro, e atuar como anfitrião do evento são duas das missões do jornalista e escritor Marcos Kirst, 44 anos, escolhido esta semana como patrono da 26ª edição da Feira.

Natural de Ijuí e há 18 anos morando em Caxias, Kirst conta que recebeu com surpresa a notícia de que seu nome havia sido escolhido.

— Minha obra ainda é pequena (são cinco livros publicados, sendo um romance, um infanto-juvenil, um sobre a biblioteca municipal e dois sobre empresas), até pensava em ser patrono um dia, mas imaginava que isso aconteceria daqui a 10, 15 anos — revela.

Com a surpresa e a alegria por ter sido escolhido, veio também a consciência do desafio.

— Fiquei surpreso e lisonjeado, mas também preocupado, pois sei da responsabilidade e seriedade que é ser patrono. Caxias, hoje, é um polo gerador de cultura, inclusive na área literária. Nós temos autores que passam das fronteiras regionais e estaduais, estamos nos transformando também num polo produtor de livros. Eu diria que a Feira de Caxias é a segunda mais importante do Estado, é um desafio muito grande, e preciso corresponder — diz Kirst.

Confira nesta entevista um pouco sobre o que o patrono da 26ª Feira do Livro pensa sobre o livro, a leitura e seus desafios à frente do evento:

Como será sua atuação como patrono?

Minha atuação começa agora, ajudando na organização, dando sugestões sobre a programação, nomes a serem trazidos. Durante a feira, é preciso ser o anfitrião, integrar a comunidade que aceita o convite de ir à feira. Na verdade, é preciso atuar como o embaixador do livro e da leitura, que é algo que eu já venho fazendo no meu cotidiano, desde que eu me conheço por gente. Toda a minha vida é pautada pela paixão que eu tenho pelo livro e por tudo que vem dele. Isso transpira em mim em todas as minhas relações pessoais e profissionais, e acho que o convite (para ser patrono) provavelmente tenha vindo também por esse aspecto meu.

O que você mudaria na Feira do Livro?

Uma valorização maior, durante a feira, dos autores locais, no que se refere à disponibilização visual dos seus livros. Já ocorre a valorização deles em mesas-redondas, debates, como patronos, mas seria preciso que os leitores que circulam pelas barracas da feira deparassem mais claramente com os livros produzidos aqui.

A feira passada comercializou 71 mil livros. Foi um crescimento em relação à edição anterior, mas não seria ainda pouco se comparado ao tamanho da população caxiense?

O número de livros vendidos cresce a cada ano na medida em que a população cresce, mas a proporção de leitores em relação à população ainda é pequena no Brasil. Ainda é um número insatisfatório, na minha opinião, por isso, a necessidade desse nosso engajamento, de fazer a nossa parcela no sentido de democratizar a leitura e de demonstrar a importância e o fundamental do ato de ler.

O que fazer para que se leia mais no país?

Apostar, principalmente, no novo leitor. São raros os casos dos que têm a atenção para a literatura despertada depois de adulto. Na maioria dos casos, o leitor adulto teve estímulo e acesso (ao livro) durante a infância. Então é preciso intensificar ações governamentais, não governamentais, pessoais, focando não só o estímulo à leitura entre as crianças, mas principalmente em métodos para manter essa leitura na medida em que as crianças se transformam em adolescentes. É nesse período que esse exército de leitores diminui. Nas feiras do livro há seções enormes dedicadas ao público infanto-juvenil, que são lotadas, você vê crianças com brilho nos olhos pegando os livros, lendo, um percentual muito grande das crianças é leitora. Só que há um momento em que esse encantamento se desfaz, na mudança da infância para a adolescência, que é quando tem a competição com outros estímulos, como a televisão, a internet, etc. Nosso desafio é manter esses leitores, n essa passagem. Como fazer? Não tem uma fórmula mágica, mas a acredito que a atenção deve ficar mais focada aí.

De que modo o poder público poderia contribuir nesse incentivo à leitura?

Na verdade há iniciativas governamentais, tanto em âmbito municipal quanto federal. O que precisa é a comunidade se dar por conta de que esses canais existem. A Biblioteca Municipal, por exemplo, faz aquisições periódicas de obras atuais, é muito fácil chegar na biblioteca e poder retirar, ler de graça, livros que estão na mídia. E se o livro não está lá, dá para dar a sugestão, a chance desse livro logo estar na biblioteca é muito grande. As pessoas têm de aprender a utilizar mais os canais que estão à sua disposição. Na minha opinião, quem quer ler, consegue.

O alto preço dos livros é normalmente apontado como um dos motivos para o baixo índice de leitura no país. Na sua opinião, isso é efetivamente um motivo, ou seria apenas uma desculpa? O que se pode fazer quanto a isso?

Na minha opinião, para muita gente funciona mais como uma desculpa. Claro que o livro na faixa de R$ 30, R$ 50, não são preços baratos, mas aí entra a questão da relativização dos teus interesses, do que realmente é importante para ti. É o valor que você dá às coisas. É comum ouvir “R$ 40 por um livro? Com esse valor eu poderia ir num rodízio de pizza”. Eu uso o raciocínio inverso: “Puxa, R$ 40 por um rodízio de pizza? Com esse valor eu poderia comprar um livro”. É legal ir comer pizza, eu adoro, mas um livro dura a vida toda, outras pessoas ao redor de mim também vão poder ler.

E como é o leitor Marcos Kirst?

Desde os 10 anos, eu não paro de ler. Termino um livro, começo outro. Ler, para mim, é um hábito arraigado, faz parte do meu cotidiano, como comer, dormir. Leio diversos gêneros, de acordo com a vontade do momento; leio o que me dá prazer. Leio todo dia, sempre encontro um tempo para a leitura. Essa máxima que muitos usam, de que não têm tempo para ler, não é verdade. Se uma pessoa acha tempo para ir no cabeleireiro, ou para jogar bola, é porque isso é importante para ela. Sempre se acha tempo para o que se gosta, e se ela gosta de ler, vai achar um tempo para isso. Minha agenda é atribulada, mas o tempo para a leitura sempre existe, no mínimo uma hora por dia.

O que você está lendo atualmente?

Machado de Assis. Estou lendo o volume 2 de uma coleção de contos temáticos, com contos de adultério e ciúme.

O livro que marcou a infância de Marcos Kirst, patrono da 26ª Feira do Livro

30 de julho de 2010 0

Fotos Adriana Paula Sirena, divulgaçãoO jornalista e escritor Marcos Fernando Kirst será o patrono da 26ª Feira do Livro de Caxias do Sul, que ocorre de 1º a 17 de outubro na Praça Dante Alighieri. Seu nome foi escolhido na noite de quinta-feira.

Kirst, natural de Ijuí mas radicado há vários anos na Serra, é autor dos livros O Gato que não Sabia de Nada (infantil, editora Belas-Letras) e Dois Passos Antes da Esquina (romance, editora AGE).

Uma curiosidade: na última terça-feira, participando como convidado especial do encontro de aniversário da Confraria Reinações Caxias (foto acima), o escritor revelou que o livro que marcou sua infância e o definiu como leitor foi Grimble (abaixo), de Clement Freud (neto de Sigmund Freud), lido aos 12 anos.

Publicado em 1968, Grimble conta a história de um menino de “aproximadamente 10 anos” que tem uns pais muito excêntricos — eles sequer sabem a idade exata do filho, e comunicam-se com ele principalmente por meio de bilhetes. Um dia, eles saem viajar e deixam por escrito as instruções de o que ele deverá fazer nos próximos dias, justamente os dias descritos no livro.

Um mundo de glamour e festas em 'Todo Mundo que Vale a Pena Conhecer'

29 de julho de 2010 0

ReproduçãoJá imaginou se o seu trabalho incluísse frequentar festas todas as noites, namorar o homem mais desejado do país e beber muita champanhe? Pois é nesse universo que vive Bette Robinson, a protagonista de Todo Mundo que Vale a Pena Conhecer (editora Record, 496 páginas), de Lauren Weisberger — a mesma autora de O Diabo Veste Prada e À Caça de Harry Winston.

Na trama, Bette acaba de deixar seu emprego estressante em um banco e começa a trabalhar em uma empresa de relações públicas e organização de eventos que se orgulha de ter uma lista com os contatos de “todas as pessoas que vale a pena conhecer”. A partir daí, sua vida antes pacata entra num turbilhão de acontecimentos, roupas de grife, festas e gente bonita. E, após conhecer um atraente playboy, passa a ser figurinha constante também nas colunas de fofoca.

As quase 500 páginas do livro garantem muitas gargalhadas aos leitores, mas, também, uma sensação de déjà vu para quem já leu (ou assistiu à versão cinematográfica de) O Diabo Veste Prada: o enredo tem o mesmo mote do mundo glamouroso x os ideais da protagonista, em que a adaptação ao trabalho num meio que parece encantado acaba atrapalhando relacionamentos pessoais de amor e amizade. O final relativamente aberto também é um ponto comum.

O livro vale a leitura, mas sempre com essa ressalva. E falando em ressalvas, faço mais uma: esse é o segundo livro da autora em que mulheres brasileiras são retratadas de uma forma, digamos, não muito elogiosa. Enquanto em À Caça de Harry Winston uma das protagonistas, Adriana, era uma mulher que não conseguia ter um namorado só e era filha de uma modelo brasileira que havia se casado por interesse com um ricaço, neste Todo Mundo que Vale a Pena Conhecer há uma passagem em que um grupo de playboys, numa festa, fica bolinando modelos brasileiras de 14 anos, em roupas sumárias. É algo que aparece apenas de passagem, mas, infelizmente, faz ver que nossa imagem lá fora não é das melhores.

'Millenium' dispara também entre os livros eletrônicos

28 de julho de 2010 0

ReproduçõesOs livros policiais da série Millenium, do escritor sueco Stieg Larsson, são sucesso não apenas na versão em papel.

A trilogia, que inclui as obras Os homens que não amavam as mulheres, A menina que brincava com fogo e A rainha do castelo de ar, foi a primeira a ultrapassar a marca de 1milhão de exemplares vendidos na livraria eletrônica Kindle, segundo anúncio da distribuidora Amazon.

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Alguns dados sobre o fenômeno Millenium:

* Os livros (na versão em papel, foto acima) venderam 21 milhões de exemplares no mundo todo, sendo 300 mil só no Brasil

* O filme sueco baseado no primeiro livro da série alcançou em 2009 a marca de terceiro filme em língua não-inglesa mais bem sucedido do mundo

* Hollywood já comprou os direitos para fazer a sua versão cinematográfica da série, e Daniel Craig deve estrelar Os homens que não amavam as mulheres no papel de Mikael Blomkvist

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Para lembrar: o autor morreu logo após entregar os três originais à editora e nem chegou a ver sua obra publicada. Haveria ainda um quarto livro inédito, incompleto.

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Para lembrar 2: o filme Os homens que não amavam as mulheres — versão sueca, com Naomi Rapace no papel da hacker Lisbeth Salander e Michael Nyqvist no papel de Mikael Blomkvist — está em cartaz até domingo na Sala de Cinema Ulysses Geremia, no Centro de Cultura Ordovás, em Caxias do Sul.

Confraria Reinações comemora 1º aniversário

28 de julho de 2010 3

Fotos Adriana Paula Sirena, divulgaçãoFoi um sucesso o encontro comemorativo ao primeiro aniversário da Confraria Reinações Caxias, realizado ontem à noite na Do Arco da Velha Livraria e Café. Participaram 30 pessoas, incluindo um grupo de 10 confrades de Porto Alegre, que vieram a Caxias do Sul especialmente para a ocasião.

A reunião começou com leitura de um conto de Mia Couto pelo confrade porto-alegrense Hermes Bernardi Junior (foto acima), seguida de apresentação dos livros infantis do autor moçambicano, O Gato e o Escuro e O Beijo da Palavrinha, pela escritora e confrade caxiense Rejane Romani Rech.

Depois, um grupo de convidados — Marcos Kirst, Tiago Marcon, Uili Bergamin, Luciana Todeschini Ferreira, Germano Weinrich e esta blogueira aqui —falou dos livros que marcaram sua infância, suscitando muitas reminiscências entre todos os participantes.

O próximo encontro da Reinações será na terceira terça-feira de agosto. Para lembrar: o encontro ocorre às 19h30min e é aberto a todos que se interessam por literatura infanto-juvenil, com entrada franca.

Os diários de Agatha Christie

28 de julho de 2010 0

Antecipando-se à comemoração dos 120 anos do nascimento da “rainha do crime” Agatha Christie, a editora Leya publicará, no mês de agosto, Os Diários Perdidos de Agatha Christie, de autoria de John Curran.
Curador literário da autora, Curran encontrou 73 diários nas coisas dela. O livro reproduzirá trechos desses diários, notas, relatos pessoais e finais alternativos para diversos livros que viraram bestsellers. Mas o melhor de tudo é uma pedida imperdível para os fãs da escritora: dois contos inéditos estrelados por Hercule Poirot.
No livro, a revelação do legado da autora de 66 romances policiais, 20 peças de teatro, seis romances sob pseudônimo e mais de 150 contos tenta explicar o sucesso de Agatha Christie, que mesmo décadas após a sua morte ainda segue como uma das mais lidas no mundo todo.

Anita Garibaldi em quadrinhos

27 de julho de 2010 1

ReproduçãoUma personagem importante da história da Revolução Farroupilha acaba de ganhar uma biografia em quadrinhos. O cartunista paulista (filho de lagunenses e casado com uma gaúcha) Custódio acaba de lançar o álbum Anita Garibaldi, o Nascimento de uma Heroína.

Para chegar à obra, foram três anos de pesquisa, roteiro e desenho, comcom viagens entre Porto Alegre, Gravataí, Tramandaí, Laguna e São Paulo. O livro, premiado pela Secretaria de Cultura de São Paulo, traz fatos inéditos da infância e juventude de Anita, além de retratar o início da Revolução Farroupilha, o papel de Bento Gonçalves e a famosa travessia dos barcos de Garibaldi em carroções pelo Vale do Capivari são retratados.

A publicação foi feita de forma independente, tem 68 páginas e preço de R$ 25. As vendas estão sendo feitas pelo e-mail anita@custodio.net.

O mundo de Zofia

26 de julho de 2010 0

ReproduçãoNão, o título do post não está errado – não vou falar aqui de O mundo de Sofia, bestseller de Jostein Gaarder, mas de outro livro que vem conquistando leitores por todo o mundo e que ganha agora sua primeira edição no Brasil, O estranho mundo de Zofia e outras histórias. A obra deve chegar às livrarias em agosto, pela editora LeYa.

A publicação, com 254 páginas e preço de R$ 34,90, reúne nove contos da premiada autora Kelly Link, apontada como uma das mais representativas na atualidade no gênero de ficção fantástica. Lançado em 2005 nos Estados Unidos, foi eleito livro da década por sites dedicados à temática, além de escolhido como o livro do ano pela Time Magazine.

As histórias do livro remetem ao universo das fábulas e lendas, ainda que possam ser ambientadas nas cidades e nos dias de hoje, numa mistura de elementos mágicos com componentes da vida cotidiana. No conto Animais de pedra, por exemplo, uma família muda-se para o subúrbio e logo depois vê sumir misteriosamente vários de seus pertences, enquanto um bando de coelhos passa a frequentar o quintal. No conto que abre o livro, uma bolsa mágica guarda um vilarejo inteiro e pertence à Zofia do título, que diz ter 200 anos.

O estranho mundo de Zofia

é o segundo livro de Kelly Link e o prêmioYoung Lions Fiction Award, concedido pela New York Pulic Library; o prêmio Bram Stoker, da Horror Writer’s Association, e foi finalista do World Fantasy Award.

'O Aleph' chega às livrarias

24 de julho de 2010 1

Chega às livrarias neste sábado o mais novo livro do “mago” Paulo Coelho, O Aleph (editora Sextante, 253 páginas, R$ 24,90), cujo lançamento foi antecipado.

Narrado em primeira pessoa, o livro conta uma nova peregrinação do autor, ocorrida em 2006, quando, durante uma crise de fé, ele decidiu viajar pela Europa, pela Ásia e pela África, numa busca espiritual.

Falando em peregrinações: neste momento, Paulo Coelho refaz o famoso caminho de Santiago de Compostela, que deu origem a seu primeiro sucesso, O Diário de um Mago.

Mia Couto na Bienal

23 de julho de 2010 0

Adriana Franciosi, BDA lista de escritores internacionais na Bienal do Livro de São Paulo, terceiro maior evento literário do mundo e que ocorre de 12 a 22 de agosto na capital paulista, não para de crescer. Agora, foram três escritores do continente africano que confirmaram participação: o moçambicano Mia Couto, considerado atualmente um dos grandes escritores mundiais da língua portuguesa, e os angolanos Ondjaki e José Eduardo Agualusa.

Eles debaterão com o público questões ligadas à lusofonia, que é um dos quatro temas da feira neste ano. Os outros são Monteiro Lobato, Clarice Lispector e o livro digital.

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Só para lembrar: dois livros infantis de Mia Couto também serão discutidos na próxima terça-feira em Caxias do Sul, durante o encontro especial comemorativo ao primeiro aniversário da Confraria Reinações Caxias, às 19h30min, na livraria Do Arco da Velha.