Investigar crimes do passado é também algo presente em mais de um livro de Agatha Christie. É o caso de Os Cinco Porquinhos, publicado originalmente em 1943.
Na trama, Hercule Poirot entra em cena após receber a visita de uma bela jovem. Angustiada, ela pede ao detetive que a ajude a provar que sua mãe, que morreu na prisão após ser condenada pelo assassinato do marido, era inocente.
Ela conta que a mãe dizia ser inocente da morte do pai, que era um pintor famoso, mas que nunca fez nada prar prová-lo. Como vai se casar, a jovem quer ter a certeza de que a mãe não era uma psicótica. E Poirot precisa, agora, reconstruir o passado cena a cena, com seus numerosos personagens, para chegar a verdade.
Uma curiosidade: esse é, também - como em O Caso dos Dez Negrinhos -, um enredo que envolve poemas infantis: "Este porquinho foi ao mercado, este porquinho ficou em casa, este porquinho comeu rosbife, este porquinho nada comeu, este porquinho chorou..." É daí que vem o nome do livro.
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A capa que ilustra este post é de uma edição da Record, que li nos anos 1990.
