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Stephen King na sua melhor forma em 'Under the Dome'

19 de outubro de 2010 4

Reprodução

A cena que ilustra a capa de Under the Dome, de Stephen King, parece idílica: uma cidadezinha interiorana, com poucas casas, uma torre de igreja ao fundo, uma estrada, aves voando. Quem é leitor assíduo do escritor americano, porém, adivinha que a aparência é enganosa, e que o livro reserva fortes emoções.


Só com essa certeza, aliás, para criar coragem de encarar a leitura das 1074 páginas da história. A questão é que vale a pena, até porque a trama é tão bem amarrada que nenhuma palavra fica sobrando. A tensão começa nas primeiras páginas e se mantém até o final, fazendo o leitor querer devorar tudo de uma só vez (embora, é claro, seja impossível fazer isso, devido ao tamanho).

Vamos, pois, à história: num belo e ensolarado dia de outubro, a cidadezinha de Chester’s Mill é repentinamente separada do resto do mundo por uma parede invisível e instransponível. Esse domo, como passa a ser chamado, segue os limites exatos da cidade, e, embora não possa ser visto, já chega causando tragédia: animais e pessoas que estavam na divisa são cortados ao meio, carros e até um avião batem na barreira e explodem, a energia da cidade é cortada, os telefones não fazem ligações para fora.

Como se não bastasse ficarem isolados do mundo, os moradores ainda têm de enfrentar um problema extra, que é a tirania de Big Jim Rennie. Sedento de poder, ele vê na situação a possibilidade de crescer politicamente, e para isso começa ordenando a inclusão, às forças policiais, de um bando de rapazes de ficha não muito limpa, entre eles seu filho, Jim Junior. Aos poucos, o caos e o pânico se instalam, várias mortes acontecem, e a única pessoa que parece ter condições de controlar as coisas e buscar uma saída é o ex soldado Dale Barbara, veterano do Iraque. No entanto, ele é desafeto de Big Jim, que não vai poupar esforços para que ele vá para a cadeia.

Enquanto isso, as crianças da cidade têm estranhas visões. Um menino muito esperto organiza um protesto, desconfiado que o campo de força que mantém a cidade isolada seja alguma experiência do governo. O supermercado é depredado, o jornal local é incendiado, e a cidade se divide em quem é pró e quem é contra Dale Barbara. Quando parece que a situação chegou ao limite, novos desdobramentos aumentam ainda mais a tensão, e o tempo dos moradores de Chester’s Mill começa a se esgotar.

Como fã de Stephen King, já li vários de seus livros, e esse sem dúvida é um dos melhores. O leitor fica tão envolvido com a história que corre o risco de varar a noite lendo, só para saber um pouco mais. Só mais uma página, e mais uma, e mais uma, e, quando vê, já leu mais de 100 e ainda não quer parar.

Li o livro em inglês, pois não encontrei a versão em português na livraria. Pelo mesmo motivo, não sei ao certo a tradução correta do título, que deve ser algo como Sob o Domo, em tradução livre. Aliás, se alguém conhecer a versão “nacional” da obra, deixe aqui um recado com o título e editora.

Comentários (4)

  • William_8 diz: 20 de outubro de 2010

    Interessante, vou esperar a versão nacional.

  • André diz: 20 de outubro de 2010

    Buscando mais do Discípulo de Alfred Joseph Hitchcock do Maine achei a seguinte matéria:
    O novo livro de Stephen King, Under the Dome, antes mesmo de ser publicado nos EUA no último dia 10 de novembro já teve os direitos para a TV adquiridos pela DreamWorks. As mais de mil páginas do livro serão adaptadas em uma minissérie a ser produzida por Steven Spielberg, Stacey Snider e o próprio Stephen King. O livro, o mais épico de King desde A Dança da Morte (The Stand), mostra os habitantes de uma pequena cidade do Maine que são isolados do resto do mundo por um campo de força invisível, e “sob a redoma” eles se separam em facções rivais.

  • Andrea diz: 28 de outubro de 2010

    Fiquei muito curiosa para ler esse livro, pena que também não sei se tem a versão nacional (ainda não consigo ler um livro deste tamanho todo em inglês – falta paciência).

  • Fábio diz: 3 de setembro de 2012

    Essa notícia é de 2010, espero que o leitor que postou primeiro esteja esperando sentado.
    Essa editora que tem os direitos no Brasil está perdendo dinheiro, vão traduzir esse livro ou não ? Morar em país de analfabeto que gosta de ver novela é f*.

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