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Posts de outubro 2011

Investigação na era da internet (dica do dia)

13 de outubro de 2011 0

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Um dos mais prestigiados autores da região, José Clemente Pozenato é conhecido principalmente pelo romance O Quatrilho, que deu origem ao filme homônimo (que chegou a representar o Brasil no Oscar). É também dele A Cocanha, que tem sessão de autógrafos nesta sexta na Feira do Livro, às 17h. Mas nem só de saga italiana vive sua produção, que é grande e variada.

Um exemplo é a dica de leitura de hoje: O Caso do E-Mail, publicado em 2000 pela editora Mercado Aberto. No livro, ele traz mais uma vez o personagem Pasúbio, um investigador que já aparecera em livros anteriores, como O Caso do Martelo (que foi adaptado para a TV) e O Caso do Loteamento Clandestino.

Na história, Pasúbio está às voltas com mais uma investigação de assassinato. Só que, dessa vez, tem uma pista a mais: um e-mail de uma testemunha que estava próximo ao local do crime. O rapaz, que escrevia a uma amiga, digitara "ouvi um tiro, vou ver e já volto, bie". Assim, pela hora registrada no e-mail, a polícia tem o que seria a hora do crime.

O resultado é um ótimo romance policial, com surpresas até o fim.

Um menino e seus balangandãs (dica do dia)

12 de outubro de 2011 0

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Você tem mania de colecionar coisas? Ou não tem coragem de se desfazer de nada? Então, talvez se identifique com Ivan, personagem do livro Ivan Balangandã (Liddo Editora, 28 páginas, R$ 25), que a escritora Helô Bachichette lança hoje, às 16h30min, no Palco Infantil da Feira do Livro de Caxias.

A obra cont a história de um menino, o Ivan do título, que guarda muitas coisas: copos, latas, selos, pregos, insetos e até pontas de lápis de cor - para desespero de sua mãe, que se assusta com a bagunça do quarto. Um dia, ele encontra um menino que também recolhe coisas, só que para vender...

O livro, voltado ao público infantil, tem belas e coloridas ilustrações de Danilo Marques.



Confira quem ganhou os livros de presente

12 de outubro de 2011 0

Os livros que o blog está dando de presente neste Dia das Crianças já têm ganhadores. Foram vários e-mails, e o primeiro solicitando cada obra ganhou o presente pedido.

Marina Rodrigues Alves da Silva, nove anos, ganhou Eu Absolutamente Preciso Muito Usar Óculos, de Lauren Child.

Júlia Rezer de Figueiredo, também de nove anos, ganhou Menino com Pássaro ao Ombro, de Sergio Napp.

João Alberto Nichetti Nascimento, oito anos, ganhou O Boi Leição, de Stela Barbieri e Fernando Vilela.

Fiquem de olho no blog, que nos próximos dias terá mais livros de presente.


Três livros de presente para os pequenos

11 de outubro de 2011 0

Porthus Junior

Como amanhã é Dia da Criança, o blog Palavra Escrita vai dar três livros de presente para a gurizada: Menino com Pássaro no Ombro (editora Artes e Ofícios, 32 págs.), de Sergio Napp; O Boi Leição (editora Scipone, 40 págs.), de Stela Barbieri e Fernando Vilela; e Eu Absolutamente Preciso Muito Usar Óculos (editora Ática, 24 págs.), de Lauren Child.


Ficou interessado? Então, se você tem até 12 anos, mande um e-mail para maristela.deves@pioneiro.com, com seu nome completo, idade, um telefone de contato e nome do livro que quer ganhar. Só vale pedir um livro.

Os primeiros que pedirem cada um dos livros, levam. Os ganhadores serão avisados por telefone e deverão retirar o presente na portaria do jornal Pioneiro.


Um policial instigante (dica do dia)

10 de outubro de 2011 0

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Minha primeira aquisição na Feira do Livro deste ano foi Eu Sei o Que Você Está Pensando (editora Arqueiro, 256 páginas, R$ 29,90), de John Verdon. Não conhecia o autor, mas estava passando de banca em banca, olhando um e outro livro, folheando, lendo contracapas e orelhas, e o enredo desse chamou minha atenção.

Na história, o detetive aposentado David Gurney recebe a visita de um antigo colega de faculdade, que não via há quase 30 anos. O agora bem sucedido guru de autoajuda Mark Mellery pede sua ajuda para enfrentar um inimigo misterioso, que parece ter poderes sobrenaturais. Tudo começou, conta Mellery, quando ele recebeu uma estranha carta escrita a mão, com tinta vermelha, na qual o remetente dizia saber de seus segredos e conhecê-lo tão bem que até podia adivinhar seu pensamento. Para provar, pedia que o guru pensasse um número qualquer, de um a mil, e depois abrisse outro envelope anexo. Ele pensa 658, abre o envelope e lá está: "Ficou chocado por eu saber que você pensaria no número 658?"

Depois desse primeiro e estranho contato, o correspondente misterioso passa a enviar pequenos poemas de oito versos cada, que vão se tornando mais e mais ameaçadores. Eles fazem referências ao passado de Mellery, a seu problema com a bebida — vício que ele abandonara anos antes — e a uma suposta retribuição por algum dano que ele teria causado, e que ele diz não saber o que é. Logo os temores de Mellery se mostram fundamentados: ele aparece assassinado, quase degolado, com pelo menos 14 golpes no pescoço feitos com uma garrafa quebrada de uísque.

Mesmo aposentado, Gurney é chamado para ajudar nas investigações, em meio a pistas que parecem não levar a nada. É quando outras mortes semelhantes acontecem, todas envolvendo pessoas que tiveram problemas com a bebida — e, em todos os casos, o assassino sabia que a vítima escolheria o número 658.

Como ele fazia isso? E por que esses homens estavam sendo mortos? Um quebra-cabeças instigante, para o leitor ir resolvendo junto com Gurney nesse excelente thriller.

Cinco garotos, um cão e muitas aventuras (dica do dia)

09 de outubro de 2011 0

Reproduções

Como o Dia da Criança está chegando, resolvi que as dicas deste final de semana serão sobre uma série infanto-juvenil que eu adorava ler quando estava com meus 12 ou 13 anos: Os Seis.

As capinhas reproduzidas acima são de apenas alguns desses livros, que me deliciavam tanto a ponto de só parar de ler quando meu pai ralhava que eu estava horas e horas enfurnada no quarto, sem sair para fazer qualquer outra coisa.

Escritas por Hélio do Soveral (ou Irani de Castro, pseudônimo que aparecia em algumas das edições), as tramas contavam as aventuras de um grupo de garotos que, todo final de semana, se reunia na Praia de Sepetiba e se envolvia em mistérios e confusões: Zé Luiz, seu primo Dudu, Anete e os irmãos Marilene e Beto Ferrugem. A Sociedade Secreta dos Seis era completada por Saci, o cachorrinho dos dois irmãos, que sempre acompanhava a meninada.

Munidos de walkie-talkies e diversos outros apetrechos, eles se encontravam em uma caverna secreta no morro junto à praia. A partir daí, combinavam o que fariam no final de semana — e sempre acabavam se envolvendo em um mistério a resolver, muitas vezes correndo perigo.

Lembro de um verão em que conegui comprar a coleção completa, com os 19 livros d'Os Seis. Foi a glória, e tive leitura para as férias inteira. Além dos títulos reproduzidos acima, outras aventuras dessa turma que gostei muito são Os Seis e o Trem Fantasma, Os Seis e o Teco-Teco Misterioso e Os Seis e o Segredo do Sambaqui.

Ah: esses livros saíam pela Ediouro, mas não sei dizer se ainda estão em catálogo.


Uma ilha de surpresas (dica do dia)

07 de outubro de 2011 0

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Não é regra, claro, mas histórias passadas em ilhas normalmente costumam ser interessantes. Não é diferente em O Outro Lado da Ilha (editora Ática, 95 páginas), livro infanto-juvenil de José Maviel Monteiro.

Integrante da coleção Vaga-Lume (lembram dela?), a história começa quando um grupo vai passar uns dias na deserta Ilha da Cacaia, uma reserva natural onde o naturalista Tio Cirilo vai fazer pesquisas sobre as aves e seus ninhos. Ele vai até lá acompanhado de Robson e Débora e dos jovens Ivan, Leda e Lia.

Tudo vai bem até que eles encontram um grande número de carcaças de aves. Na mesma noite, todos acordam com os balidos desesperados das cabras - e, na manhã seguinte, encontram sangue no quintal da casa, e os restos de um cabrito morto.

Que tipo de animal estaria rondando por ali? Tio Cirilo, Ivan e os outros estariam em perigo?

Para a gurizada ou para adultos que gostam de uma boa aventura, O Outro Lado da Ilha é uma leitura leve e agradável, que desperta a curiosidade até o final.

Um Simenon mais 'sério' (dica do dia)

06 de outubro de 2011 0

 

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Quando se fala em Georges Simenon, a primeira coisa que vem à mente é Maigret, o comissário de polícia que protagoniza 75 de seus livros, além de diversos contos, e que ficou famoso entre os apreciadores da literatura policial. No entanto, o escritor belga também escreveu o que ele próprio denominou de "trabalhos mais sérios" (palavras dele, não minhas, pois acredito que romances policiais são também excelente literatura).

Esse outro Simenon pode ser conferido em livros como O Homem que Via o Trem Passar.Nessa trama, o pacato Popinga, um burguês bem-sucedido que, repentinamente, resolve abandonar tudo, a família, o trabalho, a vida tranquila, e seguir para Amsterdã, cidade na qual se envolve numa série de crimes, inclusive assassinato - e passa a divertir-se iludindo a polícia.

A transformação começa com a nostalgia que ele sente sempre que vê o trem passar - uma nostalgia que ele não sabe exatamente de que. Até que um dia, encontra seu patrão bêbado, e o desabafo deste faz sua vida mudar. Repentinamente, torna-se um personagem totalmente diferente do Popinga do início da trama, num crescendo de delinquência.

Além da história em si, que acompanha o protagonista como uma câmera que estivesse gravando seus passos, chama a atenção o cuidado de Simenon com a forma, com as palavras. Apenas para exemplificar, reproduzo aqui o início do romance: "No que diz respeito a Kees Popinga, pessoalmente, cumpre admitir que, às oito da noite, ainda havia tempo, pois seu destino não estava decidido."

Se, como dizia um antigo professor meu, é a primeira frase que captura o leitor, essa é uma isca certeira.

***

A capa que ilustra esse post é de uma edição da Nova Fronteira, de 2006, com 206 páginas. Já a edição que eu tenho é da Abril, de 1983, com 182 páginas.

Sueco leva o Nobel de Literatura

06 de outubro de 2011 0

Jessica Gow, AP

O poeta sueco Tomas Transtromer, 80 anos, é o vencedor do Nobel de Literatura 2011.

Seu nome foi anunciado agora pela manhã pela Academia Sueca, segundo quem o autor "por meio de suas imagens condensadas e translúcidas, permite um acesso novo à realidade".

As obras de Transtromer, que sofreu um derrame em 1990 mas seguiu escrevendo, já foram traduzidas para mais de 50 idiomas.

Escola Luiz Antunes incentiva a leitura

06 de outubro de 2011 0
 

Fotos Márcia Marcolim, divulgação

Ler para quê?

Para responder a essa pergunta, alunos e professores da Escola Municipal Luiz Antunes, de Caxias do Sul, estão engajados desde abril em um projeto muito interessante, que tem o próprio questionamento como título. A coordenação é da professora de português, Márcia Marcolim.

A partir de uma ação dos estudantes de 6ª série, toda  a escola se integrou ao projeto, que começou com pesquisas para saber o que os adolescentes queriam ler. Depois, os próprios alunos entraram em contatos com editoras, recebendo a doação de mais de 120 diferentes obras, incrementando a biblioteca da escola.

O projeto, que estenderá até o final do ano letivo, terá lançamento oficial agora pela manhã, às 10h15min, com um coquetel, encenações de estudantes a partir de diversas obras e ciranda literária. A partir de então, as obras literárias recebidas estarão à disposição dos alunos e da comunidade.

Uma bela iniciativa, em que alunos e professores merecem os parabéns.