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Posts de dezembro 2011

Eco e suas obras

31 de dezembro de 2011 1

 


Reprodução

Na próxima semana, mais precisamente no dia 5 de janeiro, o escritor italiano Umberto Eco completa 80 anos. Para quem ainda não leu suas obras, uma dica: vale muito a pena.Eco, que é também filósofo, semiólogo, linguista e bibliófilo, domina a escrita como poucos e conduz o leitor por tramas intrincadas, bem construídas e cheias de intertextualidade. A reconstrução de épocas e cenários é outra de suas características marcantes.


Na área teórica, o escritor italiano começou a publicar ainda nos anos 1960, década na qual escreveu duas de suas mais conhecidas obras nessa área: Obra Aberta, em que parte do conceito básico de que toda obra de arte é aberta porque comporta diferentes interpretações, e Apocalípticos e Integrados. Ao todo, Eco soma mais de três dezenas de obras teóricas, com destaque ainda para Seis Passeios pelos Bosques da Ficção, de 1994, e Não Contem com o Fim do Livro, de 2010 (esse último, como coautor).

Como romancista, fez sua estreia em 1980, em grande estilo, com o conhecidíssimo O Nome da Rosa (que ganhou adaptação cinematográfica com Sean Connery), trama de suspense policial que se passa num mosteiro franciscano medieval. O momento histórico, a fé usada como desculpa para atos hediondos, os costumes da época, tudo permeia e enriquece a trama.

Outro romance do autor que merece destaque é o intrincado e instigante O Pêndulo de Foucault, de 1988, em que sociedades secretas estão envolvidas em um suposto plano para dominar o mundo. Mais uma vez, a escrita não se resume ao enredo em si: há muitas informações e referências, trechos de livros antigos e raros, referências à cabala e à alquimia, entre outros elementos que dão mais sabor e conteúdo ao livro.

O terceiro romance de Umberto Eco é A Ilha do Dia Anterior, badaladíssimo na época do lançamento, em 1994 (lembro-me que esperei semanas na fila para conseguir retirá-lo em uma locadora de livros). Dessa vez, o que move a história não são crimes ou conspirações: o enredo é construído ao redor de um jovem piemontês que sofre um naufrágio nos mares do sul. Ele vai parar em uma ilha onde, supostamente, se encontraria a linha de mudança do fuso horário. Isolado, ele passa a rememorar questões filosóficas e culturais, como a própria mudança do tempo – já que, na tal ilha, bastaria dar um passo atrás e estaria no dia anterior.

Mais recentemente, Eco voltou a frequentar as listas de mais vendidos com seu novo romance, O Cemitério de Praga – que já era sucesso em vários países desde o ano passado e foi publicado apenas em 2011 no Brasil, pela Record. Nesse livro, o autor volta a utilizar-se de seitas e sociedades secretas, conspirações e crimes, levando o leitor até a Paris do final do século 19 e passando ainda por Turim e Palermo. Personagens reais, como Sigmundo Freud e Giuseppe Garibaldi, mesclam-se com personagens fictícios, em especial o protagonista, Simone Simonini, um italiano de humor ácido com julgamentos de mundo bem peculiares.

Esse lado satírico do personagem não poupa ninguém. Os jesuítas, declara o protagonista em certo ponto, são “maçons vestidos de mulher” – o que provocou protestos de setores da Igreja Católica. Mas Simonini também não gosta dos judeus (o livro aborda de certa forma o surgimento do antissemitismo), de quem diz ter aprendido diversos adjetivos pouco elogiosos com o avô (“além de vaidoso como um espanhol, ignorante como um croata, cúpico como um levantino, ingrato como um maltês, insolente como um cigano…”, enumera à página 14), dos alemães (“até trabalhei para eles: o mais baixo nível concebível da humanidade”), os franceses (“desde que me tornei francês, compreendi que meus novos compatriotas são preguiçosos, trapaceiros, rancorosos, ciumentos, orgulhosos além de todos os limites”), as mulheres e até os próprios italianos. Ninguém escapa da língua ferina do personagem.

A leitura das mais de 470 páginas não é fácil, mas é, com certeza, compensadora. Como declarou o jornal italiano La Repubblica: O Cemitério de Praga é “uma obra destinada a se tornar um clássico”.

Os mais vendidos de 2011

30 de dezembro de 2011 3

 

 

Reproduções

Os balanços do ano ainda não estão fechados, e isso vale também para os livros mais vendidos. Mesmo assim, já dá para se ter uma ideia.


Pelo último levantamento do site especializado Publishnews, o campeão do ano é Ágape, do padre Marcelo Rossi (Globo Livros), com mais de 518 mil exemplares vendidos apenas nas livrarias que participam da pesquisa. Em segundo lugar vem a biografia Steve Jobs, sobre o fundador da Apple, escrita por Walter Isaacson (Companhia das Letras), que mesmo lançada bem depois, já alcançou 109,6 mil livros vendidos — aliás, apenas na última semana medida, anterior ao Natal, foram 17.784, o maior do período. A ficção fica com o terceiro lugar, graças ao livro A Cabana, de William P. Young (Arqueiro): 105,4 mil exemplares.

O romantismo de Nicholas Sparks, tradicional nome nos rankings, rendeu-lhe o 4º lugar geral no ano até agora, com 92 mil exemplares de Querido John (Novo Conceito). Logo a seguir, a ficção brasileira by Jô Soares: As Esganadas (Companhia das Letras), lançado no segundo semestre, já vendeu 88,3 mil livros (na última semana pesquisada, foi o segundo colocado, com 16.150 exemplares) e é o quinto mais procurado do ano no país.

A lista dos 10 primeiros prossegue com o épico A Guerra dos Tronos, de George R. R. Martin (LeYa, 88.187), o best-seller histórico Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, de Leonardo Narloch (LeYa, 81.823), Nicholas Sparks outra vez com Diário de Uma Paixão (Novo Conceito, 75.235), o também histórico 1822, de Laurentino Gomes (Nova Fronteira, 72.872) e o romântico Água para Elefantes, de Sara Gruen (Arqueiro, 71325).

Ah: o campeão infantil do ano, apesar dos inúmeros novos lançamentos e febres entre a garotada, é um clássico: O Pequeno Príncipe, de Antoine Saint-Exupéry (Agir), que é também o 11º na listagem geral de mais vendidos, contabilizando 70,8 mil exemplares vendidos até agora em 2011.

Novo herói juvenil em breve

22 de dezembro de 2011 0

Deve chegar às livrarias brasileiras no primeiro semestre de 2012, pela editora Lua de Papel, o livro juvenil Michael Vey, The Prisoner of Cell 25, de Richard Paul Evans.

Recém-premiada nos Estados Unidos como um dos melhores livros do ano pela National Science Teachers Association e pelo Children’s Book Council, a obra teve mais de 220 mil exemplares vendidos em apenas três meses em solo americano e ficou nos primeiros lugares da Amazon e do New York Times.

Na trama, que integra uma série de sete livros, Michael Vey é um menino aparentemente comum, que adora videogames, não gosta de deveres escolares e sofre bullying na escola. No entanto, ele tem poderes especiais que terá de usar para encontrar sua mãe, que está desaparecida, e combater o poderoso Elgen.

O autor, Richard Paul Evans, estreou com essa obra no segmento juvenil, mas já é autor de mais de 20 romances adultos, a maioria dos quais alcançou o primeiro lugar na lista dos mais vendidos do The New York Times.

Em tempo: até o final do próximo ano, a história também deve virar filme.

Helô representa a Serra na Ages

17 de dezembro de 2011 0

 

foto Ricardo Wolffenbüttel, banco de dados

Desde sábado passado, Caxias do Sul tem uma representante na diretoria da Associação Gaúcha de Escritores (Ages). É a escritora e contadora de histórias Helô Bacichette, que tomou posse como diretora de Literatura Infanto-Juvenil da entidade, integrando o grupo presidido pelo escritor Caio Riter.

Associação criada em 1981, a Ages busca reunir e representar os escritores de todo o Estado, além de estimular expressões e atividades culturais. Para entender um pouco mais a importância da entidade e de a região ter um integrante no grupo de coordenação, o blog conversou com Helô. Confira trechos da entrevista:

 

Palavra Escrita: Há alguma ação programada para a Serra?

Helô Bacichette: Sim. Estamos trabalhando para realizar atividades em parceria aqui em Caxias e com outros municípios da região. Ainda não podemos revelar quais seriam esses eventos, mas posso adiantar que estamos em tratativas para que aconteçam aqui na cidade ou em outro município da Serra.

Palavra Escrita: O que pretendes defender na tua gestão, juntamente com o Caio?

Helô: Caio Riter destacou a importância do diálogo, desde as primeiras conversas que teve conosco. Trabalhar em equipe e o fato dessa diretoria retomar a ideia da descentralização de ações, indicando representantes do interior é muito significativo. Considero a primeira ação da nova diretoria importantíssima: retomar o diálogo com as cidades do interior.

Pretendemos mapear ações já existentes, buscando aproximar interesses das instituições envolvidas; articular redes de escritores que desenvolvem atividades na cidade e em munícipios vizinhos são passos necessários para encurtarmos “distâncias” que possam estar interrompendo o fluxo de ações conjuntas, facilitadoras e multiplicadoras. Por exemplo: em Caxias temos a Academia Caxiense de Letras (ACL) que organiza anualmente a Semana do Escritor Caxiense. Queremos descobrir, divulgar e fazer parcerias com esse tipo de associação. Contudo, ainda sabemos pouco sobre as entidades de escritores que organizam eventos como esse em outros municípios da Serra gaúcha. Bento Gonçalves, Farroupilha, Flores da Cunha, Carlos Barbosa, Garibaldi, Veranópolis , entre outros municípios da região realizam vários eventos literários . Existem associações de escritores à frente dessas ações? Como podemos aproximar esses encontros com os encontros da Ages? E que modo essas ações podem dialogar? Nossa equipe já está trabalhando em várias frentes. Quando iniciamos nossas conversas, quando descobrimos interesses comuns estabelecemos vínculos de respeito e confiança. Temos muito trabalho pela frente e vários desafios. Contamos com a colaboração dos escritores de Caxias e municípios vizinhos para que juntos possamos fortalecer a Ages como um todo.

Palavra Escrita: E como está a participação dos escritores serranos na entidade?

Helô: Pouca gente sabe, mas o Professor Jayme Paviani foi um dos primeiros associados da Ages. E, por falar no professor Jayme, durante o jantar comemorativo de 30 anos da Ages, realizado em novembro no Palácio do Governo do Estado, seu nome foi citado duas vezes por escritores, como um importante incentivador, um divulgador da associação. A participação dos escritores da serra gaúcha na Ages ainda é muito tímida. Pretendemos ampliar o número de associados.

Sócios

Pode ser sócio da Associação Gaúcha de Escritores quem:

a) tenha publicado livro como autor ou co-autor;

b) publique, regularmente, em jornais ou revistas, artigos ou qualquer outra peça de natureza literária;

c) seja tradutor de obras literárias;

d) seja autor ou co-autor de peça teatral encenada ou premiada, de trabalho cênico equiparado, roteiro de rádio, televisão ou cinema.

Preenchendo estes pré-requisitos, é só preencher o formulário e aguardar o contato da diretoria da associação. Mais informações podem ser obtidas no site www.ages.org.br.


Os próximos debates da Reinações

14 de dezembro de 2011 0

Reproduções

Alô, interessados na literatura infanto-juvenil: os próximos encontros da Confraria Reinações Caxias já têm data e livro definidos.


O de janeiro será no dia 17, e debaterá o livro O Mágico de Oz, de Lyman Frank Baum.

O de fevereiro será dia 14 (foi antecipado da terceira para a segunda terça-feira do mês devido à Festa da Uva) e discutirá Pinóquio, do italiano Carlo Collodi.

Em março será a vez de os confrades debaterem, no dia 20, Os Meninos da Rua da Praia, de Sérgio Caparelli.

Com a lista na mão, dá tempo a quem gosta de ler e discutir literatura se preparar para os encontros, que são gratuitos e abertos ao público.

Noite de Dickens na Confraria

13 de dezembro de 2011 0

Reprodução

O livro Um Conto de Natal, de Charles Dickens, será a obra debatida no encontro da Confraria Reinações Caxias que ocorre logo mais, das 19h30min às 21h, na Da Arco da Velha Livraria e Café (Rua Os 18 do Forte, 1,690, no centro de Caxias do Sul).

Último debate do ano do grupo que se reúne mensalmente para discutir literatura, o encontro tem participação gratuita e é aberto a todos os interessados.

Não é necessário fazer inscrição.



A lista completa

13 de dezembro de 2011 0

Schari Kozak, divulgação

Complementando o post anterior, eis a listagem completa dos vencedores do Açorianos de Literatura 2011:


Melhor Livro do Ano e Infantil: DIÁFANA, de Celso Sisto (Editora Scipione)

Ensaio de Literatura e Humanidades: Ó MEUS AMIGOS, NÃO HÁ AMIGOS, organização de: Suzana Albornoz e Eunice Piazza Gai (Editora Movimento)

Especial: COOJORNAL – UM JORNAL DE JORNALISTAS SOB O REGIME MILITAR, de Rafael Guimaraens, Ayrton Centeno e Elmar Bones (Editora Libretos)
Poe
sia: CALENDÁRIO, de André Dick (Oficina Raquel)
Conto:
DAIMON JUNTO À PORTA, de Nelson Rego (Editora Dub linense)

Infanto-Juvenil:
SUPER, de Marcelo Carneiro da Cunha (Editora Record) Airton Cattani; projeto gráfico: Airton Catani (Marcavisual)

Narrativa Longa: DON FRUTOS, de Aldyr Garcia Schlee (Editora ARdoTEmpo )

Crônica: BAILARINA SEM BREU, de Mariana Bertolucci (Editora Libretos)

Projeto Gráfico: 40 MICROCONTOS EXPERIMENTAIS, de

Capa: QUERO SER REGINALDO PUJOL FILHO, de Reginaldo Pujol Filho
Capa: Samir Machado de Machado (Não Editora)

Destaques (projetos):
Banco de Livros, da Fundação Gaúcha dos Bancos Sociais – FIERGS
Série Autores Gaúchos, da Radiofam – Famecos/PUCRS

Prêmio Açorianos de Criação Literária/Narrativa Longa: POR QUE OS PONCHOS SÃO NEGROS, de Roberto Schaan Ferreira

Livro infantil é o Livro do Ano do Açorianos

13 de dezembro de 2011 0

 

Reprodução

O escritor Celso Sisto foi o grande vencedor do troféu de Livro do Ano do Açorianos de Literatura 2011, entregue na noite desta segunda-feira em Porto Alegre. A conquista se deve ao seu livro Diáfana (editora Scipione), que também levou o troféu de melhor livro infantil.

Essa é a  primeira vez, desde que a premiação foi criada, um livro infantil foi considerado o melhor Livro do Ano.

Em narrativa longa, o vencedor foi Don Frutos (editora ARdoTEmpo), de Aldyr Garcia Schlee. Em contos, Daimon junto à Porta (editora Dublinense), de Nelson Rego, e em poesia, Calendário (Oficina Raquel), de André Dick.


Confira todos os vencedores do Açorianos de Literatura 2011 clicando aqui.

Açorianos de Literatura será entregue hoje

12 de dezembro de 2011 0

A partir das 20h de hoje, o Teatro Renascença, em Porto Alegre, sedia a entrega do Prêmio Açorianos de Literatura 2011.

Além dos vencedores em cada categoria, também será anunciado o vencedor do troféu de Livro do Ano.

***

foto Tatiana Cavagnolli, banco de dados

Vale lembrar: em 2010, o poeta Marco de Menezes (foto), radicado em Caxias do Sul e que este ano foi patrono da 27ª Feira do Livro da cidade, teve sua obra Fim das Coisas Velhas (editora Modelo de Nuvem) escolhida como Livro do Ano, além de vencer em poesia.


Desta vez, Marco volta à disputar o troféu de poesia, com Ode Paranoide, da mesma editora.

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Você pode conferir a lista completa dos finalistas em cada categoria clicando aqui.

Quer ver seu livro publicado?

03 de dezembro de 2011 1

Se você escreve e sonha em ver seu livro publicado, talvez essa seja a sua oportunidade: estão abertas, até 16 de janeiro, as inscrições para a 8ª edição do Prêmio Barco a Vapor, promovido pelas Edições SM.

O concurso é voltado a originais inéditos de literatura infantil e juvenil, e tem como prêmio a publicação da obra. Além de ver seu livro editado e distribuído em todo o Brasil, o autor vencedor ainda ganha R$ 30 mil de adiantamento de direitos autorais.

O prêmio é inspirado pelo espírito desbravador e sonhador de Tom Sawyer e Huckleberry Finn, personagens do escritor norte-americano Mark Twain, que se envolviam nas mais espetaculares aventuras ao longo do rio Mississipi, no final do Século 19, a bordo desse meio de transporte muito inovador para a época.

- É uma aposta na fantasia, na imaginação e na reflexão como meios de despertar o gosto pela leitura e formar novos leitores, levando-os a compreender melhor o mundo – comenta a gerente da Fundação SM, Rosângela Rossi.

Como participar? Em primeiro lugar, você precisa de uma história inédita – e esse ineditismo vale até mesmo para a internet, ou seja, o texto não pode ter sido publicado nem mesmo em blogs, por exemplo.

O tamanho do texto deve ser de acordo com a faixa etária a que se destina:  leitor iniciante (a partir de 6 anos), entre 8 e 15 laudas; leitor em processo (a partir de 8 anos), entre 16 e 45 laudas; leitor fluente (a partir de 10 anos), entre 45 e 90 laudas; leitor crítico (a partir de 12 anos), entre 70 e 150 laudas, tendo a lauda aproximadamente 1200 toques.

É possível participar com mais de um original. Os textos deverão ser encaminhados em quatro vias, sob pseudônimo, para Edições SM – Prêmio Barco a Vapor – Rua Tenente Lycurgo Lopes da Cruz,, 55 – Água Branca – 05036-120 – São Paulo/SP.  Veja mais detalhes sobre a formatação necessária e a questão do pseudônimo clicando aqui.