Vender 7,5 milhões de exemplares de um livro no Brasil é para poucos, muito poucos. Justamente por ter conseguido essa façanha, o padre Marcelo Rossi e seu livro Ágape são odestaque da reportagem de capa da revista Veja que chegou às bancas no final de semana.
Além do padre, campeão de vendas no último ano e há 76 semanas consecutivas na lista de mais vendidos, a matéria aborda outros escritores brasileiros que podem ser considerados best-sellers, e constata: embora na ficção os autores nacionais ainda disputem lugar com os estrangeiros, nos segmentos adolescente, auto-ajuda, espiritualidade, história, biografias e mesmo ciências eles estão na liderança.
Um exemplo citado na revista é Thalita Rebouças, sucesso entre os adolescentes e cujas obras já venderam 1,2 milhões de exemplares (o mais procurado é Fala Sério, Mãe!, com 150 mil cópias). Já quando o assunto é história, Laurentino Gomes segue imbatível, com 1,4 milhão de livros vendidos, sendo 920 mil apenas de 1808.
Mas a ficção brasileira, embora não ocupe o primeiro lugar da lista, também tem ficado entre os "10 mais", e isso se deve principalmente a Jô Soares, cuja marca também ultrapassa a casa do milhão. Atualmente, comparece no ranking com As Esganadas — que na lista da Veja está em 9º lugar, mas na do site especializado Publishnews, que separa ficção adulta dos infanto-juvenis, é o 5º. Seu maior sucesso, entretanto, ainda é O Xango de Baker Street, publicado em 1995 e que vendeu 500 mil exemplares. Ao todo, os livros do escritor-apresentador-humorista já somam 1,1 milhão.
Ainda na seara da ficção, outros autores destacados pela Veja são Eduardo Spohr, que vendeu 300 mil exemplares de A Batalha do Apocalipse (no total, seus livros somam 400 mil), e André Vianco, que totaliza 920 mil exemplares (230 mil apenas de Os Sete, seu principal sucesso, do ramo vampiresco).
Além disso, outro dado interessante da reportagem feita pela revista é que os índices de leitura estão crescendo no Brasil: em 2010, segundo pesquisa da Câmara Brasileira do Livro e da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, o número de exemplares vendidos cresceu 8%. Ainda assim, a médida de leitura no país ainda é baixa, apenas 1,8 livros por pessoa ao ano.










