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O livro que estou louca para ler

16 de junho de 2012 1

Reprodução

Provavelmente já disso isso por aqui, mas não custa repetir: apesar de acompanhar com atenção as listas de mais vendidos, não costumo pautar minhas leituras por elas, muito pelo contrário – o fato de que “todo mundo está lendo” não é sinônimo, para mim, de que a história vai ser boa ou bem escrita. Dito isso, devo admitir que, por vezes, há, sim, obras interessantes e de qualidade surpreendente por ali.


Trouxe o assunto à tona porque estou doida para ler O Prisioneiro do Céu, mais novo livro do escritor espanhol Carlos Ruiz Zafón, que vem frequentando nas últimas semanas várias listas dos “10 mais”. Na relação da revista Veja deste final de semana, a obra é a terceira de ficção. Mas, ressalto: não é por isso que quero lê-la.

Quero ler o livro porque ele é anunciado como a continuação do excelente A Sombra do Vento, sendo descrito também como a história que vai unir essa trama com a de O Jogo do Anjo, outro belo exemplo da criatividade e do talento literário do escritor. Li esses dois livros há menos de um mês, depois deles repousarem por mais de um ano na minha estante (tenho a mania de comprar vários livros de uma vez e, com isso, algumas leituras vão sendo adiadas).

Como eu dizia, se seguir na linha dos suas tramas anteriores, O Prisioneiro do Céu deve ser mesmo arrebatador. Mas não me entendam mal: Zafón não é daqueles autores que escrevem sempre a mesma história. Tanto A Sombra do Vento quanto O Jogo do Anjo, embora tenham um ou outro cenário compartilhados (e uma certa relação entre personagens secundários), são tramas únicas e diferentes.

Em A Sombra do Vento, por mais rica, cheio de personagens surpreendentes, de mistérios e de suspense que seja a história, pode-se dizer que ela é focada no mundo real – ok, alguém que sai por aí queimando livros de determinado autor e um “cemitério” para os livros esquecidos não são algo que se veja todo dia, mas tudo tem uma explicação concreta, plausível. Já O Jogo do Anjo passa uma forte impressão de sobrenatural, embora a trama seja igualmente bem construída e magistralmente narrada. Claro, há ainda o elo comum de um outro escritor maldito, talentoso mas ignorado, e o próprio cemitério dos livros esquecidos, que também tem seu papel aqui.

E é justamente o enigma desse lugar, que poderia ser descrito como uma espécie de catedral dos livros em plena Barcelona, um dos temas de O Prisioneiro do Céu. Segundo o que li, o personagem central é mais uma vez Daniel Sempere, agora já casado há um ano e com um filho. A ação se desencadeia quando um homem misterioso chega à livraria Sempere e Filhos e quer comprar, a todo custo, um livro raro e caríssimo. Ao sair, deixa ali um livro, dedicado a Firmín (o amigo de Daniel e empregado da livraria, já conhecido de quem leu A Sombra do Vento). A intrigante dedicatória diz “A Firmín Romero de Torres, que retornou de entre os mortos e tem a chave do futuro”.

Como eu já desconfiava que Firmín era um personagem ainda mais complexo do que parecia, fiquei ainda mais curiosa. Assim, pretendo logo logo conferir essa nova trama de Zafón, acompanhando as intrigas e segredos escondidos nas 248 páginas do livro. A edição é da Suma de Letras, e o preço de capa, R$ 39,90.

Comentários (1)

  • Marta Pulita diz: 16 de junho de 2012

    Já estou na página 106(Cap.15). Eu gosto muito das intrigas que Zafón cria, despertando a curiosidade de saber o que vem logo depois. E ele sempre trilha caminhos que me parecem ser aquilo que não imaginamos que virá. Boa leitura Maristela.

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