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Posts de março 2013

Caio Riter volta ao universo adolescente em novo livro

28 de março de 2013 0

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Pouco mais de dois meses depois de lançar o livro infantil Sete Patinhos na Lagoa, o escritor gaúcho Caio Riter prepara um novo lançamento: no próximo dia 6, autografa, em Porto Alegre, o livro Vicente em Palavras.  Dessa vez, o livro, voltado ao público adolescente, aborda uma temática forte: a morte de alguém querido.


A trama conta a história sofrida de Henrique, um garoto que vive a dor da perda do irmão. O texto é polifônico, com vários personagens — o irmão, a namorada, o melhor amigo, a ficante, a mãe, o pai, a avó — recordando Vicente, expondo suas diferentes visões sobre o garoto sedutor que morreu num acidente. Nesse caleidoscópio narrativo, o leitor terá de construir sua própria imagem do menino falecido.

Vicente em Palavras sai pela editora Lê, de Belo Horizonte, e o lançamento será no dia 6, às 17h, na Palavraria Livros (Rua Vasco da Gama, 165), em Porto Alegre.

Blogs literários em pauta

25 de março de 2013 0

Hoje à noite, a partir das 20h30min, esta blogueira será uma das convidadas do Órbita Literária, bate-papo com entrada franca que ocorre na Do Arco da Velha Livraria e Café (Rua Os 18 do Forte, 1.690), no centro de Caxias do Sul, com promoção do Grupo Literário Independente NósSemHora.

O tema de hoje são os blogs literários. Para abordar o assunto, além de mim, estarão presentes as também blogueiras Elisandra Eccher de Andrade, Janine Stecanella e Rachel Machado.

Passa lá conferir!

Cinco livros (divertidíssimos) de Marian Keyes

25 de março de 2013 1

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Já é hora de retomar as minhas “listas” aqui no blog, e, como ainda estamos no Mês da Mulher, resolvi listar aqui cinco livros divertidíssimo da escritora Marian Keyes.


Marian, para quem não conhece, escreve um tipo de literatura que se convencionou chamar de “chick lit”, ou simplesmente literatura feminina. Confesso, como já devo ter dito por aqui antes, que até alguns anos atrás eu fazia parte do grupo que torce o nariz para o gênero. Mas depois que resolvi deixar o preconceito de lado e experimentar, simplesmente adorei.

Ao menos no caso da obra da escritora irlandesa, os livros são muito bem escritos, mesclando romance, humor e temas “sérios” em proporções exatas para proporcionar uma leitura agradável e leve, sem deixar de ser profunda. Temas como alcoolismo, morte, violência contra a mulher e separação dos pais, por exemplo, são abordados com tanta habilidade que as centenas de páginas de cada história são devoradas em um número mínimo de horas.

Vamos, então, a cinco dicas de livros da escritora (todos publicados pela editora Bertrand Brasil):

- Sushi (569 páginas): o livro conta a história de três mulheres, a elegante diretora de revista Lisa, a atrapalhada editora Ashling e a dona de casa insatisfeita Clodagh. Com ingredientes como uma escrita irônica e divertida e personagens bens construídas, pode ser considerado um recorte da vida das mulheres de hoje, rendendo boas gargalhadas.

- Casório?! (644 páginas): a história de Lucy Sullivan poderia ser a de qualquer mulher solteira de hoje, com mais de 25 anos, que sonha em encontrar um par mas, por mais que procure, não vê nenhum pretendente promissor no horizonte. No primeiro capítulo, Lucy ouve de uma cartomante que, em um ano, estará casada – e suas amigas se apressam em espalhar a notícia do casório. Só falta, digamos, um pequeno ingrediente, que a heroína tentará de todo jeito conseguir: o noivo.

- Um Bestseller pra Chamar de Meu (741 páginas): quem escreve e diz que não se importa se será ou não lido provavelmente está mentindo (para si mesmo, inclusive). E nesse livro de Marian Keyes, há várias candidatas a escritora best-seller, a começar por Lilly, cujo primeiro romance faz um sucesso estrondoso, bem maior do que ela esperava (e que ela teme não repetir). Temos também a produtora de eventos Gemma, que foi a melhor amiga de Lilly até esta lhe tomar o namorado – e que agora também quer ser uma escritora popular. Completa o trio de protagonistas do livro a editora Jojo, que cuida dos escritos de ambas, enquanto enfrenta seus próprios problemas.

- Tem Alguém Aí? (598 páginas): o livro integra a série sobre as irmãs Walsh (são vários livros, cada um contando a história de uma das irmãs e que podem ser lidos de forma independente). Dessa vez, é a história de Anna, que, no início do livro, recupera-se de ferimentos no sofá da sala de seus pais, em Dublin, enquanto sonha em voltar para Nova York. Lá está o emprego de sonhos, no qual tem acesso a cosméticos maravilhosos, e principalmente Aidan, seu lindo e atencioso marido. Só que ele parece não querer mais saber dela, pois não retorna suas ligações. Isso teria a ver com o segredo que ele tentara lhe contar algum tempo antes?

- Cheio de Charme (784 páginas): a história é contada do ponto de vista de quatro mulheres, sendo que todas são, ou já foram, apaixonadas pelo mesmo homem, o charmoso e sedutor Paddy, que agora vai concorrer a um cargo importante. A primeira a “falar” é a personal stylist Lola (a que mais aparece, aliás), que fica simplesmente chocada ao ler no jornal que seu namorado, Paddy, vai se casar – com outra. Temos ainda a jornalista Grace e a irmã dela, Marnie, ex-namorada de Paddy, bem como a atual noiva dele, Alícia – que fará de tudo para mantê-lo só para ela.

Na esteira de 'Cinquenta Tons de Cinza'

24 de março de 2013 1

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Que o sucesso mundial do best-seller erótico Cinquenta Tons de Cinza fez escola e deu origem a uma infinidade de outros títulos um tanto quanto, digamos, apimentados, é um fato. Os lançamentos do gênero se multiplicaram nos últimos meses, e quase já cansei de receber dezenas de relises sobre o assunto. Alguns deles, entretanto, chamam a atenção pela similaridade (proposital, claro) de título e capa que mantêm com o livro “original”.


É o caso, por exemplo, de 50 Noites em Tons de Cinza (editora Planeta, 112 páginas, R$ 19,90), da norte-americana Laura Elias. No enredo, claro, muito sexo apimentado: dois personagens não identificados fazem o que é descrito como “uma excitante jornada de 50 inesquecíveis noites”. Tudo começa quando uma mulher decide aprender tudo sobre o sexo, e entra numa relação recheada de fetiches, acessórios, fantasias, jogos, ménage à trois, strip-tease e posições que ela antes nunca havia sequer imaginado. Isso tudo em lugares que incluem até mesmo o cinema e o escritório.

Indo numa linha um pouco diferente, mas mantendo o apelo da similaridade capa-título, a editora Novo Século lançou a “paródia erótica” Cinquenta Vergonhas de Cinza (256 páginas, R$ 24,90), da também norte-americana Fanny Merkin. No livro, a autora usa pitadas de surrealismo para zombar dos pequenos elementos do “parente” best-seller. O documento que estabelece as regras de dominação e submissão entre os personagens, por exemplo, é transformado em um quiz sobre sexo de uma revista feminina e a deusa interior da protagonista se torna uma “periguete”.

Ficam as dicas para quem ainda aguenta ler “novos” romances eróticos…

Hoje tem contação de histórias

23 de março de 2013 0

Atenção, criançada e papais de Caxias do Sul: hoje, sábado, às 15h, tem Hora da Criança na livraria Saraiva do Shopping Iguatemi Caxias, com a contadora de histórias, escritora e arte-educadora Marta Troian Pulita.

Desta vez, a contação abordará a história do circo, como surgiu, como ele era e como é hoje. Depois, as crianças poderão participar de uma oficina para confecção de máscaras de caracterização do principal personagem circense, o palhaço.

A participação é gratuita.

Ficção retoma a dianteira

22 de março de 2013 0

A ficção, capitaneada pelo best-seller erótico Cinquenta Tons de Cinza, retomou a dianteira na lista geral de livros mais vendidos do site especializado Publishnews, divulgada nesta sexta-feira — na semana passada, eram as obras de autoajuda que lideravam.

Na atual listagem, a ficção ocupa os quatro primeiros lugares (curiosamente, todos livros da editora Intrínseca): depois do líder Cinquenta Tons de Cinza, de E.L. James, que vendeu 5.179 exemplares em uma semana nas livrarias pesquisadas, vêm O Lado Bom da Vida, de Matthew Quick, com 4.638 exemplares; Cinquenta Tons de Liberdade, com 4.088; e Cinquenta Tons Mais Escuros, com 3.922.

No quinto lugar, aparece a obra de autoajuda Casamento Blindado, de Cristiane e Renato Cardoso (editora Thomas Nelson Brasil, 3.710 exemplares). O sexto é novamente ficção, Garota Exemplar, de Gillian Flynn (Intrínseca, 2.794), e o sétimo, outra autoajuda, Mentes Brilhantes, de Alberto Dell’Isolla (Universo dos Livros, 2.406). Em oitavo está Uma Curva na Estrada (Arqueiro, 2.341), de Nicholas Sparks — escritor que, no ano passado, chegou a emplacar quatro títulos de uma só vez entre os 10 primeiros.

Completam os 10 mais vendidos da semana outros dois livros de autoajuda, Eu Não Consigo Emagrecer, de Pierre Dukan (Bestseller, 2.309) e Só o Amor Consegue, de Zibia Gasparetto (Vida e Consciência, 2.242).

Três lançamentos da Benvirá

21 de março de 2013 0

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A editora Benvirá, ligada ao grupo Saraiva, está lançando vários títulos. Confira três deles:


- Inveja, de Gregg Olsen: certo dia, a jovem Katelyn Berkley é encontrada morta na banheira de sua casa. Tudo indica que foi suicídio, mas duas de suas amigas não acreditam que ela seria capaz de dar fim à própria vida e resolvem investigar. Quanto mais mergulham no mundo de Katelyn, mais descobrem fatos perturbadores, que indicam que a garota pode ter sido assassinada. Com 336 páginas, o livro custa  R$ 34,90.

- A Morte de Virgílio, de Hermann Broch: nessa obra que é um marco da literatura alemã, Hermann Broch recria as dramáticas últimas dezoito horas de Virgílio, um dos maiores poetas da literatura clássica latina, nas quais ele cogita destruir a Eneida, obra de sua vida. O romance é construído com sonhos, pensamentos e falas do próprio poeta, ou seja, com um complexo fluxo de consciência, que delineia, num mosaico narrativo, seus questionamentos existenciais e estéticos. 512 páginas, R$ 49,90.

- A Vida Financeira dos Poetas, de Jess Walter: de uma hora para outra, a vida de Matt Prior torna-se uma sucessão de crises — financeira, da meia-idade, do amor desfeito, a de se confundir bens materiais com segurança e segurança com felicidade. Com dois filhos pequenos e responsável também por cuidar do pai, Matt é um sujeito de humor inabalável que precisa arranjar uma forma de ganhar a vida. E ele arranja, mas de maneira nada convencional… O livro tem 352 páginas e preço de R$ 39,90.

'Enquanto Água' vence 2ª edição do Prêmio Moacyr Scliar

20 de março de 2013 1

 

Adriana Franciosi, banco de dados

A 2ª edição do Prêmio Moacyr Scliar, que foi dedicada a narrativas curtas, teve seu vencedor anunciado agora pela manhã. É o escritor Altair Martins, com o livro de contos Enquanto Água (editora Record).


Além do prêmio em dinheiro, de R$ 150 mil, o autor ganha ainda uma nova edição de 5 mil exemplares da obra, impressa pela Corag, para ser distribuída na rede estadual de bibliotecas públicas e em pontos de cultura gaúchos.

Enquanto Água é o quarto livro de contos do autor (ele tem também um romance publicado) e reúne 18 histórias com a água como tema. O livro já havia recebido, no ano passado, o troféu Açorianos de melhor livro de Contos.

Noite de debate (e polêmica) na Confraria Reinações

19 de março de 2013 0

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Não, o título do livro a ser debatido hoje à noite, a partir das 19h30min, no encontro mensal da Confraria Reinações Caxias, não está errado no cartaz ao lado. A obra é mesmo a novela Max e Os Felinos, do escritor gaúcho Moacyr Scliar. Mas aposto que muita gente, ao olhar para a imagem do rapaz e do felino num bote, pensa logo em A Vida de Pi, livro do canadense Yann Martel transformado no filme As Aventuras de Pi, que concorreu no último Oscar.


Embora esse não seja o foco do debate não seja esse, com certeza a polêmica da semelhança entre as duas obras não poderá ficar de fora. Inclusive a edição mais recente de Max e os Felinos pela coleção Pocket da L&PM traz uma introdução do autor comentando o assunto. Nela, Scliar conta que ficou sabendo do livro de Martel em 2002, quando uma jornalista lhe telefonou para que se posicionasse sobre o assunto, após A Vida de Pi vencer um prêmio na Europa.

Segundo o relato de Scliar, ele não se incomodou com o uso da ideia em si — um rapaz náufrago em um bote, após um naufrágio, tendo como única companhia um felino feroz —, mas sim o fato de não haver sido comunicado que ela seria reutilizada, além de seu livro não ter sido citado na outra obra (houve apenas um “agradecimento a Moacyr Scliar”). Martel ainda teria dito que estava fazendo bom uso de uma ideia mal aproveitada por um “escritor menor”.

Mesmo assim, e apesar de seu livro ser bem anterior — foi lançado em 1981 e saiu nos Estados Unidos em 1990, de onde provavelmente Martel ouviu falar dele —, o gaúcho não quis dar sequência à polêmica. O que importa, avaliou, é o livro em si, e, apesar de terem o mesmo ponto de partida, as histórias tomam rumos diferentes.

No caso de Max e Os Felinos, o protagonista é o Max do título, um jovem alemão que está fugindo do nazismo e embarca para o Brasil. O velho cargueiro no qual viaja leva também animais de um zoológico (outro ponto de ‘coincidência’ entre esse livro e A Vida de Pi, só que neste último o zoo é do pai do protagonista), e, depois de um naufrágio, Max se salva em um escaler, tendo por única companhia um jaguar (no livro do canadense, é um tigre).

“O texto de Martel é diferente do texto de Max e os Felinos. Mas o leitmotiv é, sim, o mesmo”, escreve Scliar na introdução.

Enfim, o debate desta noite promete. Para quem quiser conferir, o encontro da Confraria ocorre na Do Arco da Velha Livraria e Café (Rua Os 18 do Forte, 1.690), no centro de Caxias do Sul. A entrada é franca, e mesmo quem não leu o livro pode participar.

Efemérides literárias desta terça

19 de março de 2013 1

 

Escritor Philip Roth aniversaria hoje (Divulgação)

Nesta terça, 19 de março, é dia de lembrar o nascimento de dois importantes escritores norte-americanos: Irving Wallace, nascido em 1916 (e morto em 1990), e Philip Roth, nascido em 1933.

 

Entre as dezenas de romances de Wallace estão Os Sete Minutos, A Segunda Dama, O Sétimo Segredo, O Milagre, O Documento R e A Senha. Também escreveu muitos livros de não ficção e teve várias obras transformadas em livros.

Já Philip Roth (foto) é considerado um dos maiores escritores norte-americanos da segunda metade do século 20. Destaca-se principalmente no romance, mas também escreveu contos e ensaios. Sua estreia literária foi com Adeus, Columbus, de 1959. Entre suas obras, vale ainda lembrar Homem Comum e Indignação, entre outras. Venceu cerca de 20 prêmios literários por todo o mundo, entre os quais o National Book Award, em 1995, por Teatro de Sabbath, e o Pulitzer de Ficção, em 1998, por Pastoral Americana.

Ainda nesta terça-feira, é aniversário da morte de um grande poeta brasileiro: Cruz e Souza, falecido em 1898. Natural da atual Florianópolis, era filho de ex-escravos e foi um dos precursores do simbolismo no Brasil.

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Perdão, leitores: como costumo trabalhar sempre com um ou dois dias de adianto, eu me confundi nas datas e havia colocado este post na tarde de ontem. Mas ele se refere a hoje, terça-feira.