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Posts do dia 1 maio 2013

Resenha: '1222'

01 de maio de 2013 0

 

Reprodução

Já disse por aqui que gosto de descobrir novos autores, lendo orelhas e contracapas, folheando os livros antes de me decidir por comprá-los. Foi assim com 1222 (Fundamento, 304 páginas, R$ 29,50), da norueguesa Anne Holt. O título, que pode soar um tanto estranho, se refere à altitude do lugar em que se passa a história.


Tudo começa quando um trem descarrila no alto de uma montanha. As duas centenas e meia de passageiros, muitos deles feridos, são levados para um hotel, o Finse 1222, onde acabam presos devido a uma impiedosa nevasca, que dura vários dias. Isolados do mundo, eles ainda vão ter de lidar com um outro problema: um dos passageiros, um pastor popular, é brutalmente assassinado.

Sem ter como apelar às autoridades, os responsáveis pelo hotel recorrem a uma das passageiras, Hanne Wilhelmsen, uma ex-policial sarcástica e antissocial que, por acaso, estava no trem. Mas, presa a uma cadeira de rodas, ela não tem a mínima vontade de se envolver — ainda se lembra muito bem de sua última missão, que custou sua mobilidade.

Ao mesmo tempo, sem ter mais o que fazer, ela acaba cedendo em parte, dando alguns conselhos enquanto observa seus companheiros de confinamento. Entre eles, um outro pastor, mais tímido do que o primeiro; um casal muçulmano; um garoto que parece ter fugido de casa e por qual ela passa a nutrir certo carinho; uma jovem toda vestida de negro, ainda mais antissocial do que ela; um médico anão, inteligente e simpático; uma militante que está sempre incitando revoltas; um rapaz bonitão, líder de uma espécie de gangue de fortões.

Não bastassem as mortes (sim, há outras) e os conflitos que surgem entre os confinados, há ainda os boatos de que um membro da família real viajava num vagão isolado e agora está escondido numa ala reservada do hotel, sob forte esquema de segurança. Hanne não acredita que haja uma princesa ali — mas, decididamente, há alguém muito importante escondido ali (aliás, adorei a escolha que a autora fez para esse personagem misterioso).

O livro, segundo consta na capa, já conta com mais de 6 milhões de exemplares vendidos no mundo e vem sendo considerado “uma mistura de Stieg Larsson e Agatha Christie”. Não sei se concordo plenamente com essa frase, que seria do Daily Mirror, mas é preciso admitir: o livro é muito bom, uma ótima pedida para quem gosta de literatura policial. Agora, fiquei curiosa por descobrir outras obras da autora…