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Posts de junho 2013

Efeméride cativante

29 de junho de 2013 0

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“És eternamente responsável por aquele que cativas”. Quem leu O Pequeno Príncipe certamente se lembra dessa frase, uma das muitas que marcaram os leitores daquele que, por muito tempo, foi o livro de cabeceira das candidatas a miss, e que recentemente voltou a marcar forte presença nas listas de livros infantis mais vendidos.


Pois a frase está aqui neste post para lembrar do escritor e aviador francês Antoine de Saint-Exupéry, autor do livro, que nasceu a 29 de junho de 1900.

Embora O Pequeno Príncipe, publicado originalmente em 1943, seja seu livro mais conhecido mundo afora, Saint-Exupéry deixou vários outros livros: O Aviador (1926), Correio do Sul (1929), Voo Noturno (1931), Terra dos Homens (1939), Piloto de Guerra (1942), Carta a um Refém (1943/1944) e Cidadela (1948).

Uma curiosidade: a maioria das obras do escritor francês têm algo a ver com viagens e aviões, provavelmente aproveitando a própria experiência do autor, que era aviador do correio francês.

Resenha: 'O Discurso Secreto'

27 de junho de 2013 0

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O romance O Discurso Secreto, de Tom Rob Smith (Record, 443 páginas), é para aqueles que gostam de histórias fortes, marcantes, que tocam o leitor ao mesmo tempo em que despertam nele sensações contraditórias.


Nesse livro, uma espécie de sequência de Criança 44 mas que pode também ser lido separadamente, o leitor é levado para a União Soviética da segunda metade dos anos 1950, no período pós-Stalin. Ali encontramos o agente Liev Demidov, ex-MGB (o organismo que antecedeu a KGB). Ele — que no prólogo é mostrado vários anos antes fazendo a prisão política de um clérigo e sua esposa — agora investiga assassinatos, e depara com uma série de mortes que têm como alvo ex-integrantes do sistema de repressão do qual o próprio Liev já fez parte.

Antes de morrer, as vítimas recebem cópias do “discurso secreto”, um discurso real feito pelo então líder soviético Kruschev, em que denunciava os crimes de seu antecessor, listando vítimas e torturadores. Aos poucos, Liev percebe que aqueles que estão sendo mortos têm alguma relação com a primeira prisão que ele fez na vida, aquela mostrada no início do livro e ocorrida sete anos antes.

Quem executa a maioria das mortes é um menino vory, ou seja, membro de uma gangue normalmente formada apenas por homens, mas que, nesse caso, tem uma mulher à frente — uma mulher sedenta de vingança, contra Liev e contra o sistema que a separou de sua família e a enviou a um gulag, um campo de trabalhos forçados.

A partir daí, Liev vai mais uma vez confrontar o seu passado, e precisará colocar-se a si mesmo em grande perigo para tentar salvar Zoia, a filha adotiva que o odeia mais que tudo na vida. Sua carreira, seu casamento, tudo o que ele tem — inclusive a sua vida e a de sua mulher, Raíssa — estarão em jogo nessa história eletrizante, repleta de traições e de limites tênues entre o que é certo e o que é errado.

 O livro custa R$ 57,90, mas quem quiser economizar pode optar pela versão de bolso vira-vira da BestBolso, que inclui ainda o romance Criança 44 e custa apenas R$ 19,90 (uma pechincha).

Efeméride orwelliana...

25 de junho de 2013 0

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Nos últimos anos, a expressão “Big Brother” virou sinônimo de reality show, de “dar uma espiadinha”, enfim, de diversão e entretenimento. Por mais de meio século, entretanto, ela teve uma significação oposta, simbolizando a opressão, o autoritarismo, o controle exagerado a que, um dia, talvez todos nós tivéssemos de nos submeter.


Toco no tema porque hoje é 25 de junho, aniversário de nascimento do escritor George Orwell, autor do grande romance 1984, em que criou a figura do Big Brother, ou Grande Irmão, aquele que tudo vê e tudo controla. O ambiente do livro, lançado originalmente em 1949, é bem mais sombriu do que a atração televisiva, e os desafios e perspectivas dos personagens, muito mais cruéis do que simplesmente ficar algum tempo presos em uma casa luxuosa.

No romance, todos os passos de todas as pessoas, em qualquer lugar, são acompanhados e controlados pelo governo, personificado no Big Brother. Nada do que se diga ou se faça escapa a essa vigilância, e os personagens vivem numa constante tensão, com um medo contínuo de fazer ou dizer algo que desagrade ao Grande Irmão. 1984 é, em outras palavras, um retrato de uma sociedade autoritária e controladora, que Orwell queria denunciar antes que se tornasse realidade.

Ah: Orwell, autor também de A Revolução dos Bichos (1945)  — considerado uma crítica ao comunismo —, nasceu em 25 de junho de 1903, e seu nome verdadeiro era Eric Arthur Blair.

Quem conta um conto...

24 de junho de 2013 0

Conto: narrativa-nocaute, mesmo nome de uma oficina literária desenvolvida durante este mês, será o tema do encontro de hoje do Órbita Literária, promovido pelo grupo NósSemHora.

Para conduzir o debate, os convidados da noite são a escritora Natalia Borges Polesso, que ministrou a oficina (e que recentemente lançou um livro de contos), e seus “alunos” que participaram do curso. Esse é o momento em que os conhecimentos transitados ao longo dos quatro encontros serão socializados no grande grupo.

O Órbita Literária começa às 20h, na Do Arco da Velha Livraria e Café (Rua Os 18 do Forte, 1.690), em Caxias do Sul, e tem entrada franca.

Efeméride best-seller...

22 de junho de 2013 1

Tom Hanks e Audrey Tautou em 'O Código Da Vinci' (Simon Mein, divulgação)

Um dos autores em alta no momento é o aniversariante deste sábado: Dan Brown, que nasceu em 22 de junho de 1964 e completa hoje 49 anos.


O escritor norte-americano estreou na literatura em 1998, com Fortaleza Digital, mas ficou conhecido mundialmente a partir de 2003, quando lançou O Código Da Vinci, livro que vendeu mais de 80 milhões de exemplares e virou filme estrelado por Tom Hanks.

No último mês, Dan Brown voltou a encabeçar as listas de mais vendidos, com o romance Inferno, que faz alusão à obra de Dante Alighieri e traz, mais uma vez, o simbologista Robert Langdon como protagonista. O mesmo personagem está também em Anjos e Demônios e em O Símbolo Perdido. O autor escreveu ainda Ponto de Impacto.

Efémerides do dia

21 de junho de 2013 0

Minissérie 'Capitu' foi baseada em 'Dom Casmurro', de Machado de Assis (TV Globo, divulgação)

Eu sei, a sessão de efemérides do blog andava meio sumida… Mas, já que ela está de volta, vamos relembrar fatos ligados ao mundo literário que marcaram o dia 21 de junho na história.


Para os brasileiros, hoje é dia de lembrar um de nossos maiores escritores, Machado de Assis. O autor de Dom Casmurro nasceu em 21 de junho de 1839 e é até hoje lido e elogiado pelo público em geral e por estudiosos. É considerado um escritor inovador pela temática e pelo estilo, e o crítico Harold Bloom o listou entre os grandes gênios da literatura, ao lado de Shakespeare, Dante Alighieri e Camões.

A sua obra maior (ou ao menos mais conhecida) é, sem dúvida, Dom Casmurro — quem é que nunca debateu a célebre questão sobre se Capitu traiu ou não traiu Bentinho? Mas a bibliografia deixada pelo autor é enorme, destacando-se ainda títulos como A Mão e a Luva, Helena, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba e O Alienista, entre muitos outros livros.

Outros escritores que nasceram nessa data foram o brasileiro Graça Aranha, em 1868, e o norte-americano David Foster Wallace (1962),

Resenha: '6º Alvo'

20 de junho de 2013 1

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Quem acompanha o blog há algum tempo sabe que sou fã de literatura policial — não há nada como um bom mistério para manter minha atenção presa madrugada adentro. Pois foi assim o meu primeiro contato com um dos livros protagonizados pelas integrantes do “Clube das Mulheres contra o Crime”.


Li, na semana passada, 6º Alvo (Arqueiro, 208 páginas, R$ 24,90), de James Patterson e Maxine Paetro. Na trama, a tenente Lindsay Boxer — uma das integrantes do tal clube, um grupo informal de amigas que inclui ainda a repórter Cindy Thomas, a legista Claire Washburn e a assistente de promotia Yuki Castellano — está às voltas com dois crimes bem distintos: um atirador que abriu fogo em uma balsa lotada, matando três pessoas e ferindo gravemente outras duas (incluindo Claire), e o sequestro de uma menina-prodígio de apenas cinco anos.

Quando o atirador é preso, sua condenação passa a ser da alçada de Yuki, que luta para provar que ele tinha consciência de seus atos. Enquanto isso, Lindsay e seu parceiro, Richard Conklin, correm contra o tempo para tentar encontrar Madison Tyler. Quando as primeiras pistas surgem, Lindsay descobre que há outros casos semelhantes, e que em nenhum deles o sequestrador pediu resgate. E a policial sabe que, a cada dia que passa, é menor a chance de a menina ser localizada com vida.

Não bastassem esses dois crimes, um maníaco assassino parece estar solto no prédio novo de Claire: primeiro, são cachorros que aparecem mortos a pauladas, e, depois, pessoas. Para completar, a vida pessoal de Lindsay é uma montanha-russa graças a seu relacionamento com Joe…

Apesar das várias tramas que se cruzam, a narrativa flui, levando ao típico fenômeno do “só mais algumas páginas” que acaba fazendo o leitor não querer parar antes do final. Um ótimo livro, cheio de suspense, mostrando mais uma vez o talento de Patterson, também autor da série Alex Cross.

Uma curiosidade: pelo que vi até agora, a maioria dos livros da série Clube das Mulheres contra o Crime traz um número em destaque: 4 de Julho, 5º Cavaleiro, 6º Alvo, 7º Céu, 8ª Confissão… Interessante, não?

Fábulas de Esopo pautam encontro da Confraria

18 de junho de 2013 0

Reprodução da capa do CD infantil 'A Cigarra e a Formiga'

Você certamente já ouviu histórias como A Raposa e as Uvas, A Cigarra e a Formiga, A Tartaruga e a Lebre ou O Lobo e o Cordeiro… Pois essas e outras fábulas que atravessaram os séculos, creditadas a Esopo — um escravo que viveu na Grécia Antiga de 620 a 560 antes de Cristo — e depois recontadas por La Fontaine e outros, serão tema do encontro que a Confraria Reinações Caxias promove hoje, a partir das 19h30min.


A coordenação do encontro, que ocorre na Do Arco da Velha Livraria e Café (Rua Os 18 do Forte, 1.690), em Caxias do Sul, estará a cargo de Rogério Becker. Ele abordará essas histórias que têm, entre suas características, animais personificados e lições de moral.

O encontro é aberto a todos os interessados, e a entrada é franca.

Noite de haicai

17 de junho de 2013 0

Haicai não cai do céu será o tema da 56ª Órbita Literária, que ocorre nesta segunda-feira, a partir das 20h, na Do Arco da Velha Livraria e Café (Rua Os 18 do Forte, 1.690), em Caxias do Sul, numa promoção do Grupo Literário Independente NósSemHora.

Para conduzir o público pela milenar arte literária japonesa do haicai, o convidado da noite será o escritor caxiense Dinarte Albuquerque Filho.

O haicai (ou haikai, no original), que tem como mestre Matsuô Bashô (1644-1694), é um poema curto de extrema sutileza: três versos, um de cinco sílabas, o segundo com sete e o desfecho também com cinco sílabas. Derivando da concentração e ao mesmo tempo do “insight”, em suas origens, esteve sempre relacionado com a natureza. Com o passar do tempo e com a disseminação da arte, ganhou novos contornos e conteúdos.

Diversos autores brasileiros se arriscaram nesse gênero, passando por Haroldo de Campos, Olga Savary, Paulo Leminski, Casaco, Mário Pirata, Alice Ruiz e Millôr Fernandes.

No encontro de hoje, que tem entrada franca, a ideia é conversar sobre o tema e promover a leitura de alguns poemas.

Uili Bergamin lança 'A Mordaça'

15 de junho de 2013 1

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A safra de lançamentos literários deste ano em Caxias do Sul está, mesmo, muito fértil. Ontem foi um livro de contos de uma autora estreante (veja post mais abaixo), e hoje é a vez do quase veterano Uili Bergamin lançar um livro voltado ao público juvenil, A Mordaça (Ueba Produtos Notáveis, 88 páginas, R$ 18).


O lançamento será em dois horários, às 10h30min e às 17h, no Centro de Cultura Ordovás (Rua Luiz Antunes, 312, no bairro Panazzollo), juntamente com a estreia da peça homônima, encenada pela Ueba.

Bergamin, autor de oito livros, do infantil ao adulto, estava com o texto engavetado há muito tempo. Tinha escrito a história como texto de teatro, mas acabou vertendo-a para a prosa. O livro ganhou ainda os traços Guidini, que assina a capa e as ilustrações, em preto e branco.

Mas vamos à história: na trama de A Mordaça, os amigos Neo e Arcade se veem cercados por um sistema que tenta calá-los, num mundo soterrado pelo excesso de tecnologia.