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Posts de janeiro 2014

No cinema e nos mais vendidos...

31 de janeiro de 2014 0
Reprodução

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Nada melhor do que um filme para levar um livro de volta à lista dos mais vendidos. A Menina que Roubava Livros, do escritor australiano Markus Zusak — cuja versão para a tela grande estreia hoje nos cinemas —, está de volta entre os best-sellers do momento.

Publicado originalmente em 2006, com primeira edição no Brasil em 2007, o livro que conta a história de Liesel, a tal  menina que rouba livros do título. Além da trama em si, que se passa no período da Segunda Guerra Mundial, a obra chamou a atenção pelo fato de a história ser contada por um personagem bem peculiar: a morte, que vê a garota lhe escapar e se afeiçoa a ela (segundo li, no filme a morte é transformada num narrador em off, fazendo a trama perder um pouco do seu impacto).

Febre entre os leitores na época do seu lançamento, o livro agora voltou às paradas e alcançou o 2º lugar em ficção na lista divulgada hoje pelo site especializado Publishnews (na lista geral, fica em 5º). A Menina que Roubava Livros está atrás apenas de A Culpa é das Estrelas, do escritor queridinho do momento, John Green.

Vale notar que, nessa última contagem — feita no período de 20 a 26 de janeiro, portanto uma semana antes da estreia do filme —, o livro de Zusak ultrapassou dois outros livros de Green, Cidades de Papel e O Teorema Katherine, além de A Redenção de Gabriel, de Sylvain Reynard, que estavam na sua frente na semana anterior.

 

Ah: agora também é possível encontrar nas livrarias a versão com a capa relativa ao filme, essa que ilustra o post. Editado pela Intrínseca, A Menina que Roubava Livros tem 480 páginas e preço de R$ 39,90.

***

Em tempo: não é só no Brasil que o livro voltou a fazer sucesso. Nos Estados Unidos, ele é o mais vendido no segmento “young adults”, segundo lista que será publicada neste final de semana no NY Times (e que já pode ser conferida no site daquele jornal).

A lista do Facebook

30 de janeiro de 2014 2

Normalmente não gosto das modas e correntes que circulam pelas redes sociais, mas achei essa interessante e resolvi entrar também.

Pela brincadeira, as pessoas citadas devem fazer uma lista com os 10 livros (ficção ou não ficção) que tenham lhe marcado, além de indicar outros 10 amigos para fazerem suas próprias listas. 

Como 10 livros é pouco, fiquei fazendo e refazendo a minha lista (apesar de as instruções dizerem para “não pensar muito”), e, no final, saíram esses. Da maioria, já falei mais detalhadamente antes, então, quem quiser saber mais pode seguir os links:

Reproduções

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O Vermelho e o Negro, de Stendhal
O Nome da Rosa, de Umberto Eco
1984, de George Orwell
Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley
Chatô, o Rei do Brasil, de Fernando Morais
Sem Família, de Hector Malot
O Mistério do Trem Azul, de Agatha Christie
Celular, de Stephen King
A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Záfon
O Mistério do Cinco Estrelas, de Marcos Rey

Ah: encontrei um post de abril de 2010 em que listei meus livros inesquecíveis da fase adulta, numa lista bem parecida com a atual. Vejo que ela só mudou porque incluí a obra de Záfon e dois livros da fase infantojuvenil (de Malot e Marcos Rey), além de ter trocado a minha obra preferida da Rainha do Crime…

E você, quais são seus livros marcantes ou preferidos? Conte pra nós!

Memória e literatura na revista VOX

29 de janeiro de 2014 0
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Tem participação caxiense no novo número da VOX, revista cultural do Instituto Estadual do Livro (IEL), com edição do escritor e jornalista Tailor Diniz.

Um dos destaques desta sexta edição, que tem como tema memória e literatura, é o texto Dentro de Mim Mora um Menino que Lembra, depoimento do poeta Eduardo Dall’Alba — nome conhecido das letras caxienses que morreu em fins de dezembro, quando a revista provavelmente já estava fechada.

Nota ainda para a participação do também poeta Leandro Angonese, atual presidente da Academia Caxiense de Letras (ACL), que escreve sobre o livro Contos de Amores Vãos, de Uili Bergamin (outro escritor radicado em Caxias).

Entre os assuntos abordados na revista estão também a questão da memória em Grande Sertão Veredas, de Guimarães Rosa, e na obra de Jorge Luis Borges. Além dos artigos e ensaios, quatro das páginas da revista são dedicadas a dicas de livros.

Completam a lista de colaboradores, ao lado dois autores caxienses, Ayalla de Aguiar, Camila Vianna Leão, Gabriela Silva, Giancarlo Carvalho Borges, Helena Terra, Joana Schossler, Lau Siqueira, Liniane Haag Brum, Marlova Aseff, Sidnei Schneider, Olavo Amaral, Odemir Tex Jr., Paulo Bentancur, Pedro Brum Santos, Pedro Gonzaga, Rafael Bán Jacobsen, Vera Lúcia de Oliveira e Vitor Biasoli.

Ficou interessado? A publicação pode ser baixada do blog da IEL (http://ielrs.blogspot.com.br/) ou retirada gratuitamente na sede da entidade, em Porto Alegre (Rua André Puente, 318).

'A Rainha Está Morta' ganha nova edição

28 de janeiro de 2014 0
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Essa é a nova capa do romance policial A Rainha Está Morta, do jovem escritor caxiense Pedro Guerra, que, como o blog adiantou em post do último dia 15, está ganhando nova edição. Ela estará à venda nas principais livrarias da cidade a partir do final de semana.

E, para comemorar o relançamento e divulgar a obra, no dia 8 de fevereiro o autor vai percorrer as ruas de Caxias do Sul, com distribuição gratuita dos 17 exemplares restantes da primeira edição (capa antiga, mas envolta na imagem da nova capa). A ideia é que, após lerem o exemplar presenteado, os ganhadores o passem adiante, divulgando ainda mais a leitura.

— A ideia é percorrer as ruas centrais da cidade para expandir ainda mais os leitores de uma história que é nossa —  explica Pedro sobre a trama, que traz um assassinato em plena escolha da rainha da Festa da Uva.

E como a Festa da Uva está próxima, o autor também quer contribuir com a divulgação do evento, por isso, durante a caminhada, também distribuirá material sobre o evento.

— Como qualquer caxiense, devo muito à Festa, acho que é ela que nos une muitas vezes. A Festa reforça o que e quem somos. Creio que chegou a hora de retribuir — afirma.

Outros brindes, como garrafinhas personalizadas de suco de uva, blocos de anotação personalizados, marcadores de página e jornais que anunciam o assassinato fictício também serão entregues durante a ação.

Lançada pela Quatrilho Editorial, selo da Editora Belas Letras, a nova edição de A Rainha Está Morta ganhou capa de Celso Orlandin Jr., da Volt. O livro tem 105 págs., R$ 19,90).

A leitura de Paulinha, da novela das nove

26 de janeiro de 2014 2
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Nos últimos dias, quem estava atento durante a cena em que Paulinha, personagem de Klara Castanho na novela Amor a Vida, pergunta a Paloma (Paola Oliveira) e Bruno (Malvino Salvador) sobre o porque de eles não a deixarem se aproximar do tio, Felix, deve ter percebido que, antes de entrar no assunto, a garota comenta com os pais sua leitura do momento: o livro As Gêmeas da Família, se Stella Maris Rezende.

Achei a iniciativa genial. Novelas costumam ser usadas para divulgar e vender tantas coisas e idéias que nada mais natural do que usar essa grande vitrine igualmente para uma causa nobre como o incentivo a leitura. Talvez para muitos a referencia ao livro tenha passado despercebida, mas se uma pequena parcela dos milhões de telespectadores tiver visto nisso um incentivo para ler um pouquinho, ótimo.

E a “dica de leitura” dada pela Paulinha não foi a única da novela, que se encaminha para a reta final. Por diversas vezes, vi a mãe da Pilar (não lembro agora o nome da personagem interpretada pela Natália Thimberg) com um livro nas mãos, ou conversando sobre ele com a filha.

Como disse acima, uma excelente iniciativa do autor e da Globo. Quem sabe ela possa se repetir em outros programas da emissora e se tornar mais frequente, para ajudar o brasileiro a ver que tem, sim, diversão nas páginas dos livros…

 

Planos para 2014: Cássio Pantaleoni

24 de janeiro de 2014 0
Acervo pessoal, divulgação

Acervo pessoal, divulgação

Natural de Pelotas, o escritor Cássio Pantaleoni — também diretor geral e fundador da editora gaúcha 8Inverso — lança em breve o livro infantil A Corda que Acorda.

A obra deve sair em março ou abril, com ilustrações são da designer paulista Tayla Nicoletti.

— O livro é um poema livre que conta a história de uma menina que irrompe em uma sala silenciosa para fazer barulho ao piano — explica.

Além deste, há outros dois lançamentos seus previstos: uma novela juvenil e um novo livro de contos, cujos títulos prefere não divulgar ainda.

— Sobre a novela juvenil, é minha primeira incursão no gênero e está sendo uma ginástica escrever no tom de uma menina de 15 anos mas mantendo o meu estilo. O livro de contos ainda não tenho muitos detalhes, mas o fato é que o conto principal fala sobre o golpe de 64.

Ele também fala dos planos da editora 8Inverso:

— Teremos três novos livros de autores gaúchos, predominantemente juvenis. Devemos ainda lançar logo no primeiro trimestre o segundo volume Ida graphic novel “Boubon Street”, de Alexis Chabert e Philippe Charlot, e estamos em negociações para outros três quadrinhos inéditos no Brasil, um alemão e dois franceses.

A gente não quer só comida...

22 de janeiro de 2014 0

 

O livro de Caio Riter que está entre os distribuídos pelo McDonalds (reprodução)

O livro de Caio Riter que está entre os distribuídos pelo McDonalds (reprodução)

Merece aplausos a iniciativa do McDonalds, que, a partir do final do mês, vai distribuir livros infantis em vez de brinquedinhos junto com o McLanche Feliz, segundo nota do colunista Ancelmo Gois.

Serão obras de diversos autores, incluindo o gaúcho Caio Riter, de quem poderá ser lido Menino Qualquer. Ana Maria Machado também está na lista, bem como Márcio Vassalo.

Além de ter suas obras distribuídas (e lidas) país afora, os escritores ainda ganham status de best-sellers: a tiragem será de cerca de 2 milhões de exemplares por autor!

Um prato cheio para a cultura. Que venham mais iniciativas como estas!

Planos para 2014: Uili Bergamin

22 de janeiro de 2014 0
Roni Rigon, banco de dados

Roni Rigon, banco de dados

O escritor Uili Bergamin, radicado em Caxias do Sul, já tem dois lançamentos previstos para este ano.

— No Dia da Poesia, 14 de março, lançarei meu novo livro de poemas O Suor dos Fortes, pela Editora Épsilon, uma nova editora que está nascendo em Caxias do Sul. O livro compila as poesias que escrevi desde a publicação de meu livro em versos anterior (Do Útero do Mundo – 2007, 2ª edição 2010). São poemas mais concisos do que o anterior. Bem diferente por tanto, gosto muito de experimentar nas formas.

O segundo lançamento será Bisbilhoteca, uma obra infantil, pela Editora Correa.

— Além disso, estou trabalhando em uma biografia. Fui contratado por uma empresa de Veranópolis para escrever a vida de seu fundador, Elias Ruas Amantino. Ele foi um grande empreendedor e político da região, que criou uma das maiores empresas de armas do país.

Uili acrescenta que também vêm várias reedições de suas obras por aí: A Mordaça, lançado ano passado, terá sua 3ª edição já para fevereiro ou março. O juvenil A Ilha Mágica e a coletânea Contos de Amores Vãos também terão novas edições para 2014.

Planos para 2014: Luis Dill

20 de janeiro de 2014 0
Leonardo Brasiliense, divulgação

Leonardo Brasiliense, divulgação

Quem também está com muitos novos livros programados para 2014 é o escritor porto-alegrense Luis Dill, que tem mais de 20 anos de carreira.

O primeiro é Final de Linha (editora Scipione), que acabou de chegar e já está à venda nas livrarias. A novela, ambientada no Trensurb, começa com dois jovens, um negro e um branco, que se olham com desconfiança e seguem a viagem buscando defeitos um no outro sem deixar de lados suas próprias mazelas (que não são poucas).

Depois, vem Na Companhia de Ágata (editora Artes & Ofícios), que narra uma noite de aventura em Porto Alegre. Nessa história, uma jovem do interior busca seu antigo namorado e conta com a ajuda de um menino apreciador de filmes de zumbi.

Safári (ed. Prumo/Rocco) é um romance policial, que, conta Dill, estava programado para 2013 e deve sair agora em 2014. Nele, um advogado bem-sucedido tem como hobby abater a tiros pessoas que considera indesejáveis.

O quarto lançamento do ano é Longe, tão perto (editora Zit), história infantil narrada por um personagem que ainda não nasceu. Ele conta como seus pais se conheceram depois de muitos desencontros.

A lista se completa (por enquanto) com O Telephone (editora Biruta), em que um telefone antigo é capaz de se comunicar com o passado. Com uma arquitetura narrativa diferenciada, a novela apresenta um menino do século 21 iniciando amizade com uma mulher dos anos 1960 enquanto se vê às voltas com um crime que está prestes a cometer.

— Existe ainda uma encomenda da editora Garamond na qual começo a trabalhar agora. Trata-se do Projeto Olímpia, livros juvenis sobre temas relacionados aos Jogos Olímpicos — conta o escritor, que ainda não decidiu se fará algum lançamento formal.

Resenha: ‘Em Uma Cidade Estranha’

19 de janeiro de 2014 0
Reprodução

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O dia 19 de janeiro marca o aniversário de nascimento do pai da ficção policial, Edgar Allan Poe, autor também de numerosas histórias macabras. E é nas primeiras horas desse dia que, anualmente, uma figura misteriosa presta seu tributo ao escritor, deixando rosas e conhaque em seu túmulo, no cemitério de Baltimore, nos Estados Unidos.

O Celebrante de Poe, ou Poe Toaster, é um personagem real, que por mais de setenta anos cumpriu esse ritual anonimamente (ele não teria aparecido nos últimos três anos). E esse visitante, vestido com uma capa negra, um chapéu e uma echarpe, é também o ponto de partida do romance Em Uma Cidade Estranha (Record, 361págs., R$ 42), de Laura Lippman.

No livro, a detetive particular e ex-repórter Tess Monaghan recebe a visita de um homem desagradável, que quer contratá-la para descobrir a identidade do Celebrante de Poe. Sem querer estragar uma tradição da cidade, ela recusa o serviço, mas fica curiosa e resolve, mesmo assim, fazer uma visita ao cemitério na fria madrugada de 19 de janeiro.

O que ela vê, entretanto, não é um, mas dois Celebrantes que chegam quase ao mesmo tempo. Um deles deixa seu tributo e foge. O outro é morto com um tiro, disparado por alguém que ela não consegue ver. Agora, Tess está decidida a descobrir, não quem é o fã de Poe, mas quem é o assassino.

A partir daí, o enredo segue na melhor linha policial, com pistas escondidas em poemas e na própria obra de Poe, suspeitos, mais mortes, roubos, suspense e reviravoltas.

Uma curiosidade é que o livro saiu em inglês em 2001 e ganhou edição no Brasil recém no ano passado, 2013. Na época em que ele foi escrito, a autora, Laura Lippman, fez como a personagem e visitou o túmulo de Poe na madrugada de seu aniversário. Era janeiro de 2000, e ela pode acompanhar, em primeira mão, o ritual quase lendário.

Quando li o livro, fiquei com vontade de, um dia, fazer também essa visita, mas agora descobri que, desde 2010, o Celebrante de Poe não mais apareceu – quem sabe ele reapareça hoje! O fim da tradição, entretanto, não deixa de ter lógica: o misterioso personagem “original” teria cumprido seu papel até fins dos anos 1990, quando morreu e seu filho assumiu seu lugar (o próprio Celebrante deixou uma nota no local afirmando isso). Talvez algo tenha acontecido ao segundo da linhagem antes que ele passasse a missão adiante.

De qualquer maneira, fica a dica do livro, uma boa ficção policial com uma pitadinha de realidade. E, claro: sempre vale também ler (ou reler) as obras do próprio Poe, como Os Crimes da Rua Morgue, O Escaravelho de Ouro, O Relato de Arthur Gordon Pym, O Corvo