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Posts de março 2014

Livro livre parisiense

26 de março de 2014 1
Fotos Stela Michielin, divulgação

Fotos Stela Michielin, divulgação

Olhem só o que a professora de francês Stela Michielin, da Aliança Francesa de Caxias do Sul, encontrou no saguão de um cinema de Paris: uma espécie de “livro livre”, como o promovido pela biblioteca caxiense.

Na versão francesa, há uma estante com obras que podem ser levadas, uma caixa para deixar as doações e um quadro que explica a filosofia do projeto. “Que cada um jogue o jogo, e nossa biblioteca dará vida aos livros amados e permitirá a descoberta de novos livros para amar”, finaliza o texto.

Um bom exemplo de que iniciativas pró-cultura não precisam, necessariamente, partir apenas do poder público.

Ilustrador brasileiro ganha o Hans Christian Andersen

25 de março de 2014 1
Em 2011, Roger Mello foi homenageado em Caxias (foto Roni Rigon, divulgação)

Em 2011, Roger Mello foi homenageado em Caxias (foto Roni Rigon, divulgação)

Roger Mello, que em 2011 foi o ilustrador homenageado na 27ª Feira do Livro de Caxias do Sul, foi anunciado ontem como o vencedor do prestigiado Prêmio Hans Christian Andersen, na categoria ilustrador.

O anúncio, feito durante a Feira do Livro Infantil de Bolonha (que segue até sexta-feira), consagrou o brasileiro como o primeiro latino-americano vencedor do Hans Christian Andersen, considerado o “Nobel” da literatura infantil e juvenil e concedido pela International Board on Books for Young People (IBBY). Já entre os autores, a escritora vencedora foi a japonesa Nahoko Uehashi.

Finalista do prêmio pela terceira vez, Mello foi indicado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, seção brasileira do IBBY. Com ele, concorreram outros cinco ilustradores: Rotraut Susanne Berner, da Alemanha; John Burningham, do Reino Unido; Eva Lindström, da Suécia; François Place, da França; e Øyvind Torseter, da Noruega.

Dentro da programação da Feira do Livro Infantil de Bolonha, que esse ano homenageia o Brasil, Roger Mello compõe ainda a lista dos 55 ilustradores brasileiros que integram a exposição Brasil: Incontáveis Linhas, incontáveis histórias.

Pozenato, Brás Cubas e tradução no Órbita Literária

24 de março de 2014 0
José Clemente Pozenato abordará tradução francesa de obra de Machado de Assis (foto Roni Rigon, banco de dados)

José Clemente Pozenato abordará tradução francesa de obra de Machado de Assis (foto Roni Rigon, banco de dados)

Um dos clássicos da literatura brasileira, Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, será o tema de hoje do bate-papo Órbita Literária, que começa às 20h na Do Arco da Velha Livraria e Café (Dr. Montaury, 1.570), em Caxias do Sul.

O foco do debate, entretanto, não será apenas a obra em si, mas o significado cultural e a importância literária da tradução do romance para o francês, feita por Chadebec de Lavalade.

Para abordar o tema, o painelista convidado é o escritor José Clemente Pozenato — autor de livros como O Quatrilho, A Cocanha e O Caso do Martelo.

A participação no encontro, como sempre, é aberta a todos os interessados e gratuita.

Navegando pelo mundo

21 de março de 2014 0
Reprodução

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Eis aí a versão em inglês do livro O Colecionador de Águas, da escritora caxiense Elaine Pasquali Cavion. A novidade, que pegou de surpresa a própria autora, será apresentada  pela Cortez Editora — a mesma que lançou o livro original, em 2012 — na Feira de Bolonha, maior feira internacional dedicada ao livro infantil, que começa segunda-feira na cidade italiana.

— Estou muito feliz — diz Elaine sobre The Boy Who Collected Water.

Ela conta que sabia da possibilidade de tradução do livro para o idioma, mas não que ela já estava pronta. Ficou sabendo ontem, e ainda está em busca de mais detalhes.

— Pelo que sei, teria postos de venda nos Estados Unidos, Inglaterra e talvez alguma coisa na China. Mas inglês é mundo, quando se publica em inglês, se abrem mercados — sintetiza.

A autora lembra que a obra, seu segundo livro, já tinha versão em espanhol, ganha ano passado, após a primeira apresentação em Bolonha. Sinal de que a qualidade e a leveza do texto da caxiense estão conquistando leitores mundo afora.

E que venham novas traduções…

Ainda é tempo de Carnaval (e poesia)

20 de março de 2014 0
Maurício Vieira, banco de dados

Maurício Vieira, banco de dados

Alô, Nova Petrópolis e arredores: hoje à noite ocorre o 2º Sarau Temático da Livraria Notre Dame, que, desta vez, vem com o tema Carnaval à Italiana.

O encontro começa às 19h30min no Cine Imigrante, situado na Galeria do Imigrante (Av. XV de Novembro, 1.883), no centro de Nova Petrópolis.

A noite promete muita poesia italiana, música e homenagem ao poeta Torquato Tasso. Tudo regado a vinho.

Aparece por lá!

Mais um concurso para quem escreve

19 de março de 2014 0
Reprodução

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Esse é tanto para quem já é escritor quanto para quem sonha em ser: já estão abertas as inscrições para 48º Concurso Anual Literário de Caxias do Sul, promovido pelo Departamento do Livro e da Leitura —  Sistema de Bibliotecas da Secretaria Municipal da Cultura.

Como no ano passado, o tradicional concurso agora premia tanto obras inéditas (nos gêneros contos, crônicas e poesias) quanto obras publicadas (2º Prêmio Vivita Cartier). As inscrições seguem até 15 de abril. Vamos aos detalhes.

Para obras inéditas, os concorrentes (que precisam ter mais de 16 anos e morar em Caxias do Sul há no mínimo dois anos) devem enviar conjuntos de três textos no gênero escolhido. Vale lembrar que esses textos deve ser rigorosamente inéditos, ou seja, não publicados em nenhum meio impresso ou eletrônico — portanto, não valem aqueles textos que você escreveu para um blog, por exemplo.

Já o Vivita Cartier premia obras publicadas no ano anterior ao edital, ou seja, podem concorrer autores (maiores de 16 anos e residentes em Caxias do Sul ou região ou que tiveram obras editadas por editoras da região) com livros publicados no ano passado. As obras devem ser de ficção — poesia, conto, teatro, crônica, novela ou romance.

Nas obras inéditas, o prêmio inclui troféu, certificado e publicação em coletânea. Nas obras publicadas, troféu e prêmio em dinheiro.

As inscrições podem ser feitas no 4º andar da Biblioteca Pública Municipal Dr. Demetrio Niederauer (Rua Dr. Montaury, 1.333). Quer mais detalhes sobre formatação, etc? Clique aqui e confira.

Resenha: 'Desafio Mortal'

18 de março de 2014 1

“Se terei de escolher um dia em detrimento dos outros, tem de ser aquela manhã de sábado, quando Jo Lynn e eu estávamos sentadas à mesa da cozinha, relaxadas, e minha irmã largou o jornal matutino e anunciou calmamente que ia se casar com um homem que estava sendo julgado pelo assassinato de treze mulheres.”

Reprodução

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Assim a psicoterapeuta Kate Siclair, protagonista de Desafio Mortal (Rocco, 392 páginas), de Joy Fielding, começa a contar a sua história. Casada, com duas filhas e uma vida confortável, Kate começa a enfrentar alguns problemas — como a mãe ficando paranóica, uma ex-paixão ressurgindo do passado e a filha mais velha em plena rebelião típica da adolescência. Nada se compara, porém, com o pavor que sente quando a irmã, Jo Lynn, decide que vai se casar com um homem acusado de ser um assassino em série.

Na verdade, Jo Lynn não o conhece, mas viu sua foto no jornal e diz não poder acreditar que alguém assim tão lindo seja capaz de matar alguém. Ela começa a frequentar o julgamento (e arrasta Kate consigo), até chamar a atenção de Colin Friendly, o homem preso pelo assassinato de 13 mulheres. Depois, passa a frequentar o presídio, visitando-o, e Kate não sabe mais o que fazer com a irmã.

Para piorar as coisas, sua filha defende a tia, e trata de imitá-la em tudo, inclusive no cabelo oxigenado e nas roupas provocantes. Além disso, Kate está convencida de que Friendly é, sim, o assassino, e que suas vítimas são ainda mais numerosas — entre elas estaria também a filha de uma paciente sua, desaparecida há mais de um ano, e a própria mãe do rapaz.

Apesar dos argumentos de Kate, entretanto, Jo Lynn está decidida: vai, sim, se casar com seu amado, nem que seja no corredor da morte… A tensão vai subindo a cada página, enquanto se acompanha o relato da psicoterapeuta, inicialmente confuso mas, depois, mais e mais angustiante.

O livro, segundo que li dessa autora, é muito bom. Apenas um porém: o exemplar que eu li era da biblioteca municipal, e agora, ao tentar descobrir o preço, não consegui encontrar o livro à venda em nenhuma livraria virtual. Imagino que possa estar esgotado, mas, se você gostar de um bom suspense e encontrá-lo num sebo ou biblioteca, não deixe de ler.

Cocanha pauta Órbita de hoje

17 de março de 2014 0
Nereu de Almeida, banco de dados

Nereu de Almeida, banco de dados

A formação da sociedade em que vivemos a partir das utopias existentes no imaginário e na literatura dos povos imigrantes que aqui chegaram vai pautar a edição de hoje do bate-papo Órbita Literária, que ocorre a partir das 20h na Do Arco da Velha Livraria e Café (Rua Dr. Montaury, 1.570), em Caxias do Sul.

Com o tema Cocanha: uma Utopia na História da Imigração, o encontro terá como convidada Cleodes Maria Piazza Júlio Ribeiro, conhecida pesquisadora da imigração italiana no Brasil e com vários trabalhos na área.

O bate-papo é aberto ao público e tem participação gratuita. A promoção é do Grupo Órbita Literária.

Preview de 'Under the Dome' (2ª temporada)

17 de março de 2014 0

Depois de ver o vídeo com o preview da segunda temporada de Under the Dome, que estreia em junho, fiquei ainda com mais vontade de assistir à continuação da versão televisiva / seriada desse romance de Stephen King.

Uma das cenas do vídeo mostra o protagonista Dale Barbara, o Barbie, com uma corda no pescoço, prestes a ser executado em praça pública (certamente por obra de Big Jim).

Fiquei curiosa, pois não lembro dessa parte no livro (já comentei por aqui que a série tem trazido várias mudanças em relação ao original), e a curiosidade aumentou ao ver os produtores executivos, Neal Baer e Brian K. Vaughan, prometerem novos mistérios e novos personagens para a temporada.

Enquanto a estreia não vem, confira o vídeo:

Resenha: 'O Menino da Mala'

16 de março de 2014 1
Reprodução

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Imagine que uma amiga lhe peça um favor: ir até a estação ferroviária da cidade buscar uma mala num guarda-volume. Você faz isso, e, ao abrir a mala, encontra dentro um menino de três anos, nu, dopado e que não fala a sua língua.

Assustador, não? Pois esse é o ponto de partida de O Menino da Mala (Arqueiro, 256 páginas, R$ 29,90), romance das dinamarquesas Lene Kaaberbøl e Agnete Friis. Na trama, a assistente social Nina Borg é obcecada em ajudar as pessoas – tanto que tem problemas em casa, pois frequentemente “esquece” o marido e a filha em prol dos necessitados. Mas quando ela encontra o menino da mala e descobre que ele está sendo caçado por um homem com toda a aparência de ser perigoso, ela não sabe o que fazer.

Sem querer procurar a polícia, ela vai atrás da amiga que lhe pediu para buscar a mala. Só que essa amiga foi assassinada, mais um indício de que há (muito) perigo na história. Nina, então, decide fugir com o menino, e busca no submundo de Copenhague, onde mora, a ajuda de uma prostituta estrangeira para tentar se comunicar com o garotinho assustado. Enquanto isso, bem longe dali, uma mulher sozinha sofre por não saber onde está o seu filho…

A narrativa é simplesmente eletrizante, e passa uma sensação de agonia ao leitor, com um desfecho inesperado. O final, entretanto, parece deixar algo meio em aberto — até que se descobre que o livro é o primeiro de uma série com a personagem Nina. Mesmo assim, poderia ter havido um pouco mais de foco no menino, que, afinal, dá título ao livro.