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Posts de maio 2014

Minhas próximas 1.156 páginas de leituras

30 de maio de 2014 1
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Sei que tenho pilhas de livros não lidos em casa, mas, depois de ver o episódio de ontem do seriado Resurrection — o penúltimo da temporada, que termina na próxima semana —, não resisti.

Afinal, justamente agora que o número de “ressuscitados” está crescendo exponencialmente, como é que vou esperar as próximas temporadas para saber o final da história? Assim, hoje pela manhã, entrei no site de uma grande livraria e fiz minha encomenda do livro Ressurreição, de Jason Mott (Verus, 336 páginas, R$ 35),que deu origem à série de TV transmitida pelo canal pago AXN.

Como não sou muito contida quando o assunto são livros, aproveitei e fiz mais duas “comprinhas”: Doctor Sleep, de Stephen King — em inglês, porque a versão em português ainda não chegou. Um detalhe interessante: acabei comprando a edição inglesa, com a capinha acima, diferente daquela que eu vinha mostrando por aqui. Motivo? É bem mais barata, estava R$ 56,30 enquanto a norte-americana custava R$ 95,10 (sim, os livros de King, enormes, costumam ser bem caros). Com 500 páginas, a edição é da Hodder & Stoughton.

A terceira aquisição foi Os Deixados para Trás (Intrínseca, 320 páginas), de Tom Perrotta. Esse, fiquei curiosa por ler quando li uma resenha feita por Stephen King, na revista Mapa, da qual falei por aqui ontem. Na história, milhares de pessoas somem misteriosamente, no que fica conhecido como Partida Repentina. Uma das hipóteses é de que tenha ocorrido o “arrebatamento”, ou seja, a ascenção ao céu dos bons, que ocorreria na segunda vinda de Cristo. Mas nem só pessoas boas foram levadas, e a reação dos remanescentes varia da rebeldia à adesão a seitas…

Também o livro de Perrotta tem duas opções de capa, uma azul e outra rosa, ambas da mesma editora. Optei pela rosa, pois essa estava em promoção, a R$ 9,90, enquanto o livro azul, mesmo em promoção, custaria R$ 33,90 (o preço de capa de ambos é R$ 39,90). Ah: a informação é de que Os Deixados para Trás também vai virar série.

Bem, agora é esperar os livros chegarem, e mergulhar nessas leituras um tanto quanto fantásticas-sobrenaturais…

Uma (ótima) revista sobre livros

29 de maio de 2014 0
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No Brasil não temos, como em outros países, a tradição das revistas literárias — elas existem, claro, mas não são algo comum, ainda mais no formato tradicional, em papel.

Pois recentemente recebi dois números de uma nova publicação, a Mapa, editada e distribuída — gratuitamente — pela editora Arte & Letra e pelo programa Conversa entre Amigos.

“Podemos parecer ingênuos, mas procuramos ser idealistas (e ousados). Então dizemos sim quando todo mundo diz não. Sim, é possível fazer uma revista baseada em textos bons que falam de livros como se costuma falar de filmes”, diz o editorial da publicação.

O foco não são textos de críticos especializados em teoria literária, mas a história em si, os personagens, as cenas marcantes — enfim, aquilo que mais chama a atenção de nós, leitores comuns, ao ler um livro. Isso não significa artigos rasos, muito pelo contrário, até porque a publicação mantém parceria para utilização de conteúdos da revista The New York Review of Books e do jornal The New York Times.

O primeiro número trouxe, por exemplo, uma matéria com Dan Brown, autor de O Código Da Vinci e Inferno, que falou sobre o que ele gosta (e o que não gosta) de ler. No segundo número, o destaque foi para Stephen King, com matérias sobre seus dois mais recentes livros, Novembro de 1963 e Doctor Sleep, este último ainda sem versão em português. Destaque ainda para um texto do próprio King, falando sobre o livro Os Deixados para Trás, de Tom Perrotta.

Aqui no Rio Grande do Sul ainda não tem pontos de distribuição da revista, que é bimestral, mas a informação é de que ela pode ser recebida em casa, bastando se cadastrar pelo e-mail mapa@arteeletra.com.br.

Vale a pena.

Best-sellers pirateados

26 de maio de 2014 0
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Geralmente acesso o site especializado Publishnews para ver as listagens de mais vendidos, mas agora há pouco, descobri lá que existe uma outra lista, a dos mais pirateados.

Segundo uma matéria do site, assinada por Leonardo Neto, a Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR) e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) fazem esse monitoramento mensalmente, e no último “ranking” divulgado oito dos títulos mais pirateados são de ficção (os outros dois são da área do direito).

Estão na lista A Torre Negra, de Stephen King; A menina que roubava livros, de Markus Zusak; O caçador de pipas, de Khaled Hosseini; Diários do vampiro (Galera Record), de Lisa Jane Smith; Fallen, de Lauren Kate; O mundo de Sofia, de Jostein Gaarder; o infantojuvenil A cidade sinistra dos corvos, de Lemony Snicket (pseudônimo de Daniel Handler, integra a saga Desventuras em Série); e Crepúsculo, de Stephenie Meyer.

Muitos vão justificar a pirataria dizendo que o livro é caro no Brasil. Como compro livros com frequência, sim, eu gostaria que eles fossem um pouco mais baratos, mas isso não é motivo para piratear (ou para não ler): apenas mostra, mais uma vez, quão desvalorizado é o livro na nossa sociedade. Afinal, muitos dos que usam esse argumento não veem nada de mais em gastar vinte ou trinta vezes o valor de um livro para trocar de telefone a cada seis meses, ou o valor de dois livros para entrar numa festa.

Questão de prioridades. E a do brasileiro, infelizmente, não é a cultura.

Resenha: 'Arrabal e a Noiva do Capitão'

25 de maio de 2014 0
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Tenho defendido aqui no blog que os leitores descubram o que há de bom na literatura brasileira — e, com isso, não refiro aos autores clássicos e consagrados, como Machado de Assis e Graciliano Ramos, por exemplo — que já têm seu lugar garantido na lista de boas leituras —, mas aos escritores contemporâneos, que existem e, muitas vezes, acabam deixados de lado pela velha máxima de que santo de casa não faz milagre.

Pois bem. Hoje quero partilhar uma recente descoberta minha nesse universo da nova literatura brasileira, o belo romance Arrabal e a Noiva do Capitão, da carioca Marisa Ferrari. A trama, muito bem urdida, passa-se em Nápoles, na Itália, em meados do século 18. No primeiro capítulo, que bem poderia ser o prólogo da história, encontramos uma jovem mulher, Gioconda, dando à luz os filhos gêmeos Giuseppe e Giordano. Na sequência, as crianças estão com sete anos e, durante uma brincadeira, começam a brigar pela posse de um boneco, para desespero da mãe, que vem sofrendo dos nervos.

A história então salta três décadas, com os irmãos já adultos. Diferentes já na infância, eles seguiram caminhos totalmente diversos ao crescer: Giordano, o orgulho do pai, virou capitão da guarda do re; Giuseppe adotou o nome de Arrabal, o poeta, e apresenta-se de cidade em cidade com uma trupe de atores itinerantes. Enquanto o primeiro é sempre bem recebido no palácio da família, o segundo, que costuma circular vestido de Arlecchino e com a indefectível máscara da commedia del’arte no rosto, só pode entrar na casa às escondidas, pois não é bem-vindo.

Há anos os gêmeos não se encontram, mas, agora, trinta anos após aquela briga pelo marionete feito pelo avô, Arrabal e Giordano vão estar ao mesmo tempo em Nápoles. Ao chegar em casa, o capitão descobre que seu pai lhe arrumou uma noiva, e, apesar da obediência de sempre, revolta-se, pois não tem intenção de se casar. Seus sentimentos, entretanto, serão balançados quando ele conhecer a linda Luigia.

Tudo iria bem se não fosse o fato de a moça, filha do poderoso duque de Medinacelli, ter ido escondida ver uma apresentação da trupe de Arrabal — e se apaixonado por ele, sendo automaticamente correspondida. Luigia, entretanto, não fica imune ao charme rude de Giordano, tão idêntico a Arrabal na aparência mas tão diferente na essência, como se fosse o seu oposto.

E assim, a velha disputa dos irmãos se reacende, dessa vez com o boneco substituído por uma bela mulher — a quem os dois irmãos, ambos mulherengos assumidos, querem dedicar todo seu amor. Uma escolha terá de ser feita, e, enquanto ela vai se desenhando, o leitor vai sendo, como Luigia, seduzido tanto pelo charme e o mistério de Arrabal quanto pela coragem e a fragilidade escondida de Giordano.

Lançado pelo selo Novas Páginas, do grupo editorial Novo Conceito, o livro tem 368 páginas e custa R$ 29,90.

Biblioteca da UCS promove troca de livros

23 de maio de 2014 0

Sabe aquele livro que você já leu e agora está guardado num canto? Que tal trocá-lo por novas leituras?

Pois a Biblioteca Central da Universidade de Caxias do Sul, com o objetivo de incentivar a leitura, está disponibilizando, de forma permanente, uma estante de troca de livros.

— Quem quiser participar pode colocar ali os seus livros para doação e levar aqueles que mais lhe interessam — explica o professor Marcos Hübner, coordenador do Sistema de Bibliotecas da UCS.

Mesmo quem não tenha livro para doar poderá escolher uma das obras expostas, pois, segundo Hübner, a intenção é mesmo incentivar e democratizar o acesso à leitura.

A bibliotecária Michele Marques Baptista acrescenta que qualquer pessoa pode participar, sem necessidade de vínculo com a instituição. Pede-se apenas que os livros doados sejam em bom estado de conservação, de qualquer gênero literário (não valem obras técnicas e didáticas ou de cunho político e religioso).

O horário de funcionamento da Biblioteca Central é de segunda a sexta-feira, das 7h45min às 22h40min, e aos sábados, das 7h45min às 19h. Lembrando que na próxima segunda, dia 26, é feriado em Caxias do Sul, portanto a instituição estará fechada.

Resenha: 'O Jogo de Ripper'

22 de maio de 2014 0
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Uma vidente famosa dá o aviso: vai ocorrer um banho de sangue em São Francisco. Ninguém, entretanto, acredita muito nisso — nem mesmo sua afilhada, Amanda Martín, uma estudante introvertida cujo passatempo preferido jogar RPG online. Quando um crime realmente acontece, a jovem, ainda descrente da previsão da madrinha, convoca seus amigos do jogo de Ripper para tentar solucioná-lo, e aos outros crimes que ocorrem na sequência.

Assim começa O Jogo de Ripper (Bertrand Brasil, 490 páginas, R$ 50), mais recente livro da consagrada escritora chilena Isabel Allende — que já havia mostrado sua versatilidade com a série juvenil As Aventuras da Águia e do Jaguar e agora resolveu se aventurar num novo gênero, o romance policial (lembrando que ela é casada com o romancista policial William C. Gordon, que esteve em Caxias do Sul na Feira do Livro do ano passado).

Na trama, Amanda é ajudada em sua investigação pelo avô, Blake Jackson, e pelos parceiros do Ripper, espalhados por vários pontos do globo. Quem não gosta muito do hobby da menina são seus pais, o inspetor-chefe Bob Martín (encarregado de investigar os casos) e a curandeira Indiana. Esta última, que engravidou ainda adolescente e separou-se de Bob logo depois, vive cercada de admiradores, como o ex-soldado Ryan Miller e o namorado Alan Keller.

Aos poucos, o grupo do Ripper percebe que a morte do vigia de uma escola tem relação com outras que acontecem nos meses seguintes, embora as vítimas aparentemente não se conhecessem e as mortes em si sejam diferentes. O inspetor-chefe reluta em acreditar nas deduções da filha, mas então mais um assassinato ocorre e Indiana desaparece… Agora que prender o serial killer se tornou uma questão pessoal, Amanda vai levar o jogo ainda mais a sério.

Uma curiosidade é que um personagem secundário da trama, o detetive particular Samuel Hamilton Jr., é “filho” do protagonista dos livros de Gordon — o próprio marido da autora é citado umas duas ou três vezes nas páginas, meio que de passagem.

Embora Isabel Allende tenha declarado, em entrevistas, que criou personagens um tanto quanto caricatos, numa brincadeira com o gênero, ela conseguiu reunir no livro todos os elementos de uma boa trama policial. Por vezes, as digressões sobre a vida pessoal ou profissional de alguns personagens parecem um pouco deslocadas, mas aos poucos o leitor vai percebendo que elas serão essenciais para o desdobrar dos acontecimentos e para a solução do mistério (atenção, leitor: estou dando uma pista importante se você é daqueles que entra no jogo do autor e tenta encontrar o culpado antes do final!).

E falando em pistas, há também muitas pistas falsas, armadilhas para o leitor, que pensa que descobriu tudo e, quando vê, estava indo pelo caminho errado — ou não, pois as coisas podem mudar novamente, e aquele suspeito que parecia descartado voltar ao foco. Minha dica, então, para quem quer jogar O Jogo de Ripper, é prestar muita atenção a tudo, desconfiar de todos, e seguir a velha máxima dos detetives policiais da ficção: tirando o impossível, o que resta, por mais improvável que pareça, é a solução…

'Boneco de Neve' vai virar filme

21 de maio de 2014 1
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A literatura escandinava vem ganhando cada vez mais espaço, inclusive na tela grande. Agora, será a vez do livro Boneco de Neve, do norueguês Jo Nesbo, ganhar adaptação para o cinema.

A direção do longa será do sueco Tomas Alfredson, que já levou aos cinemas adaptações de Deixa ela entrar (baseado no livro de John Ajvide Lindqvist) e O espião que sabia demais (na obra de John Le Carré). A produção ficará por conta de Martin Scorsese.

Autor de thrillers de enorme sucesso, Nesbo já vendeu mais de 23 milhões de livros no mundo. Lançado no Brasil pela editora Record, Boneco de Neve fala sobre uma série de desaparecimentos e assassinatos investigada pelo detetive Harry Hole, estrela de muitas das obras de Nesbo.

 

Para quem quer saber mais sobre a história, fiz uma resenha do livro em janeiro, que pode ser lida clicando aqui.

8 x 2 para a ficção

20 de maio de 2014 2

A ficção continua crescendo na lista das leituras preferidas dos brasileiros. Cerca de um mês atrás, fiz dois posts aqui no blog falando sobre isso: registrei, então, que em uma semana seis dos livros mais vendidos do país eram ficcionais, e na seguinte, já eram sete. 

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Pois agora, verificando a última listagem divulgada pelo site especializado Publishnews, vi que a ficção está mais em alta ainda: oito dos dez melhores colocados na listagem geral. Desses, cinco são voltados ao público infantil ou juvenil, e três ao adulto. É um crescimento e tanto, uma vez que tradicionalmente a autoajuda e a não ficção costumavam ter um apelo maior entre os leitores brasileiros.

O campeão geral é a ficção infantojuvenil A Escolha, de Kiera Cass (ed. Seguinte), que estreou entre os mais vendidos desbancando o romance A Culpa é das Estrelas, de John Green (ed. Intrínseca), que vinha ocupando o primeiro lugar e agora é o segundo. 

Veronica Roth mantém dois de seus livros infantojuvenis entre os preferidos: Divergente, em 5º, e Insurgente, em 9º (ambos publicados pela Rocco). Diário de um banana – Maré de azar, da série infantojuvenil de Jeff Kinney (ed. Vergara & Riba), ocupa o 6º lugar, e o romance A menina que roubava livros (ed. Intrínseca), de Markus Zusak, é o 7º.

Os pequenos leitores também estão lendo bastante, e colocaram o livro infantil A História de Peppa, de Mark Baker/Neville Astley (ed. Salamandra), em 8º. Para completar, o romance Adultério, do escritor brasileiro Paulo Coelho, segue na lista, em 10º.

Já disse, mas repito: agora só falta os leitores brasileiros descobrirem mais escritores brasileiros de ficção…

Horror no mundo da moda

20 de maio de 2014 0
Marcus Lorenzet, ArtSpell, divulgação

Marcus Lorenzet, ArtSpell, divulgação

“O luxo não pode ser contido… E nem o horror.”

Essa é a premissa do novo livro da escritora caxiense Suzy M. Hekamiah, Démodée, uma trama de horror ambientada no universo da moda que será lançada em agosto, durante a Bienal do Livro de São Paulo — em Caxias do Sul, o lançamento está previsto para setembro.

Na história, durante um dos maiores desfiles do planeta, dois acontecimentos chocam o mundo da moda: a ossada de uma famosa modelo desaparecida há vinte anos é encontrada em uma antiga tecelagem em Manchester, no Reino Unido, e na França outra super modelo desaparece.

As pistas não estão claras, mas para o estudante de Direito Jonathan Rodriguez, que encontrou os restos mortais da jovem, a única certeza é que todo glamour das passarelas esconde o pior dos horrores.

Ainda não há detalhes sobre preço e número de páginas da obra, que sai pela editora Literata, mas a capa é esta aí ao lado, com arte de Marcus Lorenzet, da ArtSpell.

A aguardar!

Noite de Agatha Christie na Confraria Reinações

20 de maio de 2014 0
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Dez pessoas, que não se conhecem, são convidadas a passar o final de semana numa ilha. Uma a uma, elas vão sendo assassinadas. Essa é, em resumo, a trama do livro E não sobrou nenhum, de Agatha Christie, que será debatido hoje, a partir das 19h, no encontro mensal da Confraria Reinações Caxias, que ocorre na Do Arco da Velha Livraria e Café (Rua Dr. Montaury, 1.570), em Caxias do Sul.

Para quem não está reconhecendo o nome do livro, é porque esse é o título “politicamente correto” de O Caso dos Dez Negrinhos, um dos clássicos da Rainha do Crime — essa versão já era utilizada nas edições americanas, e nos últimos anos passou a ser a preferida também nas reedições brasileiras.

Um dos mais de 80 livros de Agatha Christie, O Caso dos Dez Negrinhos / E não sobrou nenhum foi publicado originalmente em 1939. A obra ganhou várias adaptações para o cinema e para o teatro e é hoje a mais vendida da autora.

Com entrada franca, o bate-papo será conduzido por Tatiane Becker.