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Posts de julho 2014

Efemérides literárias - o retorno

31 de julho de 2014 0
Criadora de Harry Potter faz aniversário hoje (foto Debra Hurford Brown, divulgação)

Criadora de Harry Potter faz aniversário hoje (foto Debra Hurford Brown, divulgação)

Depois de algum tempo sem falar dos “aniversários” do dia, resolvi retomar a sessão efemérides literárias. Então, vamos a elas…

Hoje é aniversário de 49 anos da escritora britânica Joanne Rowling, mais conhecida como J.K. Rowling, que nasceu em 31 de julho de 1965. Alçada à fama repentina com o primeiro livro da série Harry Potter, em 1997, ela se tornou mundialmente conhecida e multimilionária graças aos sete livros da série, que deram origem a oito filmes.

Depois de concluída a saga do bruxinho mais famoso do planeta, resolveu investir na literatura adulta e lançou, em 2012, o romance Morte Súbita. Em 2013, anonimamente, lançou um romance policial, O Chamado do Cuco, sob o pseudônimo de Robert Galbraith. As críticas iam boas e as vendas, nem tanto, até que a verdadeira autoria vazou e o livro virou também um best-seller. A segunda trama assinada como Robert Galbraith, The Silkworm, acaba de ser lançada, mas a versão em português ainda não chegou.

Foi também num 31 de julho, em 1944, que a literatura mundial perdeu um de seus grandes nomes: o francês Antoine de Saint-Exupéry. Mais conhecido pelo clássico O Pequeno Príncipe, o escritor e aviador deixou ainda os romances O Aviador, Correio do Sul, Voo Noturno, Terra dos Homens, Piloto de Guerra, Carta a um Refém e Cidadela.

Muita ação na reestreia de 'Under the Dome'

29 de julho de 2014 1
Dois personagens morrem no primeiro episódio da nova temporada (CBS, divulgação)

Dois personagens morrem no primeiro episódio da nova temporada (CBS, divulgação)

O primeiro episódio da segunda temporada de Under the Dome mal havia começado, ontem à noite, e eu já sentia uma coceirinha nos dedos, de tanta vontade de comentar aqui no blog. Mas me segurei, o que foi bom, pois na hora e meia seguinte muita coisa mais aconteceu, entre fenômenos eletromagnéticos, desmaios coletivos, novos personagens e duas mortes.

Foram dois episódios seguidos, o suficiente para prender aqueles fãs que estavam com saudade da série, baseada no romance homônimo de Stephen King e exibida pelo canal pago TNT. Vale lembrar que, como muitos leitores do blog já comentaram, a versão para TV modifica muitas coisas do livro, mantendo personagens que morrem nas primeiras páginas do original e matando outros.

Nesse ponto, só tenho a dizer que alguém que morreu no início do romance e parecia ter se metamorfoseado em personagem fundamental da adaptação encontrou seu fim neste início de temporada, embora de maneira bem diferente daquela conhecida dos leitores. Para não me acusarem de spoiler, só vou dizer que as duas mortes mostradas ontem à noite são de mulheres, e que uma foi causada pelo domo, outra por um assassino misterioso.

Entre os  novos personagens, um deles é Rebecca, uma professora que não havia aparecido na primeira temporada e que agora parece assumir papel importante, tentando combater os efeitos do domo. O mocinho Dale Barbara apoia suas iniciativas, para desgosto de Julia, que por sua vez ganha ajuda do cunhado recluso de Big Jim, que também não tinha aparecido antes — no caso dele, porque vivia na floresta há anos. Com isso, fica estabelecido um ciúme mútuo, e possíveis novos pares românticos para os protagonistas (embora Rebecca já tenha dado mostras de que pende mais para Big Jim).

Também surgiu uma moça misteriosa, que ninguém sabe quem é e que estava presente no momento da morte de uma das personagens. Seria a assassina? Ou apenas uma testemunha? A mãe de Junior também reapareceu, inicialmente num sonho do rapaz, mas deixando uma brecha de que ela pode, sim, estar viva em algum lugar, talvez fora do domo. Ah: a mão ensanguentada da foto acima é da pessoa assassinada ao final do primeiro episódio.

Para quem perdeu esse início de temporada, fica a dica: o TNT reprisa Under the Dome daqui a pouquinho, às 12h40min, e no próximo domingo, às 23h20min.

Poirot retorna à cena em setembro

28 de julho de 2014 1
Reproduções

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Reza a lenda que Agatha Christie não queria que acontecesse, com seus personagens, o mesmo que aconteceu com outros detetives do mundo literário: serem utilizados por outros autores, após sua morte. Mas não adiantou a Rainha do Crime matar seus heróis, Hercule Poirot e Miss Marple, respectivamente em Cai o Pano e Um Crime Adormecido (perdoem-me o spoiler, mas os verdadeiros fãs certamente já leram esses livros): quase quarenta anos após perecer em 1975, poucos meses antes de sua criadora, o famoso detetive belga volta à ativa em setembro com o lançamento do livro Os Crimes do Monograma.

Embora seja anunciado como “novo livro de Agatha Christie”, na verdade a obra foi escrita pela também britânica Sophie Hannah. Como já tínhamos comentado aqui no blog ainda ano passado, ela reviverá o personagem com o aval da família de Agatha e da Acorn Productions, que detém os direitos da escritora, morta em 1976.

A capa é esta acima, divulgada semana passada na página da editora Nova Fronteira no Facebook juntamente com a chamada #poirotvemaí. Foram mais de mil curtidas e cerca de 200 compartilhamentos, embora não tenham faltado críticas na própria página, com muita gente comentando que, se não foi escrito por Agatha, não é Poirot de verdade, e que nenhum escritor, por melhor que seja, conseguirá se igualar à Rainha.

De minha parte, até concordo com esses argumentos, mas mesmo assim continuo curiosa para ler Os Crimes do Monograma. Tanto para conferir mais uma aventura do meu detetive preferido (sim, prefiro Poirot e suas esquisitices a Sherlock Holmes) quanto para ver como a Sophie Hannah se saiu. Creio que nunca li nada dela, mas para ter aceito o desafio de “substituir” Agatha Christie (que, convenhamos, é insubstituível), ela deve ter talento ou, no mínimo, bastante coragem.

Até agora, porém, ainda não falei da história. Segundo a sinopse divulgada, Poirot está ceando em um café londrino quando é abordado por uma jovem que diz estar prestes a ser assassinada. Ela não quer, entretanto, que o detetive investigue, pois diz que sua morte será para fazer justiça. Naquela mesma noite, três pessoas são assassinadas num elegante hotel, e na boca da cada uma é encontrada uma abotoadura. Poirot não resiste e põe suas famosas células cinzentas para funcionar, enquanto mais um crime está prestes a ser cometido…

Pelo que li, não sei dizer se o personagem será “ressuscitado”, mas creio que a ideia é que a trama se passe antes daquela de Cai o Pano, uma vez que é ambientada nos anos 1920 (o primeiro livro com Poirot, O Misterioso Caso de Styles, foi lançado em 1920, e o último, em 1975). Também não encontrei ainda detalhes sobre número de páginas e preço do livro, mas sei que o lançamento no Brasil deverá ser simultâneo ao lançamento mundial, em setembro — segundo a revista Veja, a data exata é o dia 8.

Ah: a título de curiosidade, publico aqui, além da colorida capa da edição brasileira, as versões britânica (do meio) e americana/canadense (a terceira), que trazem na capa a tradicional assinatura de Dame Agatha.

Hoje é dia de 'Under the Dome'

28 de julho de 2014 1
CBS Entertainment, divulgação

CBS Entertainment, divulgação

Alô, fãs de Stephen King: começa hoje a segunda temporada de Under the Dome, com exibição às 22h30min, no TNT. Isso no Brasil, claro, pois lá nos Estados Unidos os episódios estão sendo exibidos desde fins de junho. Eu bem que tentei seguir alguns links do que foi exibido por lá, mas aparecia uma mensagem de que “não é permitido para esta região”…

Bom, hoje vou poder começar a saciar minha curiosidade, inclusive com relação à foto acima. Será que Junior vai morrer? Mas a mão dele não tinha servido como uma das “chaves” no minidomo, lá pelos últimos episódios da primeira temporada? Aliás, para que serve aquele minidomo?

Segundo os produtores, esta temporada será recheada de novidades, como um novo fenômeno magnético associado ao domo, que passará a atrair objetos, e a aparição de novos personagens. Entre eles, a mãe de Junior, que era dada como morta, e o pai de Barbie, do qual não me lembro do livro. Uma pergunta que não quer calar é de onde virão esses personagens, já que, com o domo, ninguém entra e ninguém sai.

Mas como o próprio Stephen King está envolvido na produção da série, com certeza acharão uma boa explicação para isso.

Também estou curiosa sobre o que vai acontecer com o herói-mocinho-galã Dale Barbara, o Barbie. Isso porque eu vi, meses atrás, um preview que o mostrava com uma corda no pescoço (certamente por obra de Big Jim Rennie!). Com certeza ele não vai morrer, pois é o protagonista, mas provavelmente vai passar por vários apertos.

Bom, chega de especular: o jeito é aguardar até a noite e sentar bem quietinha em frente à TV, para ver o que vai rolar. Claro que, antes, vou dar uma folheada no meu livro, para ver se relembro essa parte da história…

Cinco bons livros nacionais V

24 de julho de 2014 0
Reproduções

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Diversificada, a literatura produzida em Caxias do Sul tem também espaço para os romances policiais.

Nessa seara, encontramos desde o veterano escritor José Clemente Pozenato (que apesar de ser mais conhecido por O Quatrilho possui vários títulos policiais) até estreantes na literatura, passando ainda por esta blogueira.
Confira cinco dicas.

- O Caso do Martelo, de José Clemente Pozenato: na trama, o delegado Pasúbio precisa resolver o assassinato de um velho senhor, morto a marteladas numa pequena comunidade italiana. Aos poucos, percebe que o homicídio está ligado a segredos familiares, amores e ódios.

- Você Pode Guardar um Segredo?, de Pedro Guerra: embora mais conhecido pelo livro A Rainha está Morta, lançado ano passado, o jovem escritor caxiense lançou antes esse romance policial ambientado num típico condado norte-americano. Nele encontramos Christine, funcionária de um laboratório fotográfico, que se envolve em um mistério quando começa a receber estranhas fotos para revelar.

- O Pentagrama de Dante, de Heleusa M. Concer: o livro é no melhor estilo thriller, e as 425 páginas fluem naturalmente na história do detetive falido Dante, que repentinamente recebe uma nova missão, enquanto milhares de reais começam a chover em sua conta antes vazia.

- Contagem dos Inocentes, de Fernando Bins: a trama é ambientada em Caxias do Sul, com o primeiro de uma série de crimes acontecendo junto ao Monumento ao Imigrante. Detalhe para a construção psicológica dos personagens (o autor é estudante de Psicologia).

- A Culpa é dos Teus Pais, de Maristela Scheuer Deves: peço licença aos leitores para apresentar também esse meu livro, em que encontramos a jovem jornalista Guisela às voltas com um serial killer que deixa sempre o mesmo bilhete junto aos corpos de suas vítimas: “a culpa é dos teus pais”.

Morre o escritor Ariano Suassuna

23 de julho de 2014 0
Matheus Beck, banco de dados

Matheus Beck, banco de dados

Em plena Semana do Livro Nacional, a literatura brasileira acaba de sofrer mais uma perda: o escritor paraibano Ariano Suassuna, 87 anos, que sofreu um AVC na segunda-feira e estava hospitalizado no Recife.

Autor de obras importantes da bibliografia nacional, como O Auto da Compadecida, Uma Mulher Vestida de Sol Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai e Volta.

Vale lembrar que, nos últimos dias, a cena literária do Brasil perdeu também João Ubaldo Ribeiro, na sexta-feira (dia 18), e Rubem Alves, no sábado (dia 19).

Cinco bons livros nacionais IV

23 de julho de 2014 0
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Os escritores de Caxias do Sul e região também fazem bonito na nossa literatura.

As opções de bons livros de autores locais são muitas, confira aqui algumas delas:

- O Quatrilho, de José Clemente Pozenato: mesmo que já tenha visto o filme (que concorreu ao Oscar), vale ler o livro do escritor caxiense. A trama gira em torno de uma troca de casais, nos tempos da imigração italiana ao Rio Grande do Sul. Tudo começa quando dois casais amigos resolvem dividir a mesma casa, levando uma das mulheres a se interessar pelo marido da outra. Eles fogem e seus parceiros acabam também ficando juntos — para escândalo da sociedade da época.

- O Cavaleiro Feérico, de Luiz Hasse: uma ótima leitura para fãs de fantasia e aventura medievais. A trama, com elementos de narrativa heroica, romance de cavalaria, drama romântico, conto de fadas e contos de horror, conta a história de Garth, um jovem meio humano, meio fada, que precisa vencer obstáculos e, no caminho, aprende sobre responsabilidade, dever e amor.

- Sangue de Adão, de Márson Alquati: lançado no ano passado, o romance traz um tema bem atual, o de uma epidemia global de um vírus que parece o da gripe, mas, logo, começa a matar milhões de pessoas ao redor do planeta. O protagonista, um homem cético e sem tempo para a família, terá de tomar uma decisão muito difícil.

- Chegaram os Americanos, de Paulo Ribeiro: neste romance do escritor bonjesuense radicado em Caxias, encontramos o americano Gregg Toland em visita a Bom Jesus, colocando em polvorosa a pacata cidade. A obra parte de um fato real, a visita do diretor de fotografia de Cidadão Kane ao Estado em 1943. A partir disso, a imaginação de Ribeiro faz ele “esticar” o passeio até sua cidade natal…

- Borboleta Nua, de Marcos Mantovani: com sensibilidade, o primeiro livro do escritor caxiense nos apresenta Débora, uma mulher em crise, dividida entre trair ou não o marido. Aos poucos, acompanhando os pensamentos da personagem, o leitor acaba se identificando com ela em muitos aspectos, numa empatia que tem muito a ver com a forma como a obra é escrita.

Frei Jaime Bettega é o patrono da Feira do Livro de Caxias do Sul

22 de julho de 2014 0
frei

Ricardo Wolffenbüttel, BD, Agência RBS

Frei Jaime Bettega é o patrono da Feira do Livro de Caxias do Sul. Ele foi escolhido na noite desta quarta-feira por um colegiado formado pela Associação dos Livreiros. A escolha do religioso, colunista diário do Pioneiro, obedeceu a critérios como o número de leitores conquistados pelo frei – ele já teve o livro mais vendido de uma edição, Fazer o Bem, em 2001 -, além de seu papel desempenhado como um difusor do hábito da leitura.

- Ele tem uma escrita diária e muita gente o lê, ele tem uma forma diferenciada de escrever, que pode fugir da questão literária, mas traz a leitura para muitas pessoas – disse a coordenadora do Departamento do Livro e da Leitura, Daniela Tomazzoni Ribeiro. Além de Fazer o Bem, frei Jaime escreveu A Perfeição do Amor.

Também nesta quarta-feira, foi escolhida a escritora Lourdes Curra como homenageada. Uma das novidades da Feira deste ano será o 1° Festival Literário e Cultural Entrelinhas, tendo como enfoque a programação de debates, bate-papos, mesas-redondas e oficinas, entre outras atividades literárias. O escritor de livros infantis Kalunga será o homenageado do Festival.

A Feira do Livro, em sua 30ª edição, será de 3 a 19 de outubro.

Cinco bons livros nacionais III

22 de julho de 2014 0
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Os escritores gaúchos também se destacam, e não é de hoje, no cenário da literatura brasileira.
Então, fica o registro de algumas de suas obras, nesta Semana do Livro Nacional:

- Incidente em Antares, de Erico Verissimo: uma greve de coveiros faz os mortos insepultos se revoltarem – e voltarem à vida, para pavor dos moradores de Antares e diversão do leitor. Mesmo que você tenha visto a versão televisiva de alguns anos atrás, com Fernanda Montenegro e Paulo Betti, leia o livro. Vale a pena.

- A Asa Esquerda do Anjo, de Lya Luft: Gisela, a protagonista, cresceu numa rígida família de origem alemã, comandada com mão de ferro pela avó, Frau Wolf. Não bastassem as regras rígidas que tem de seguir, quando tudo o que queria era ser como as outras crinças, ela ainda sofre por não ser perfeita como a prima Anemarie (a preferida da avó). O anjo do título é o que guarda o mausoléu da família, uma espécie de síntese dos anseios e culpas com os quais Gisela cresce e vive sua vida.

- Max e os Felinos, de Moacyr Scliar: muito antes do filme A Vida de Pi e do livro que lhe deu origem, o gaúcho Moacyr Scliar já havia escrito essa história, em que outro jovem (dessa vez um jovem alemão) se vê num bote, em pleno mar, na companhia de uma fera. Mas o felino do bote não é o único da vida Max: há outros, ainda na Alemanha e depois no Brasil, na Serra gaúcha, onde se instala. Um livro breve, e muito bom.

- Canibais, de David Coimbra: muitos anos atrás, já circulavam pelo Estado todos histórias sobre o açougueiro da Rua do Arvoredo, que usava a mulher como isca para atrair homens e depois transformá-los em salame (vendidos em seu açougue!). Pois a história, verdadeira, ganha toques de humor e erotismo nesse romance “baseado em fatos reais” do jornalista e escritor David Coimbra.

- Cães da Província, de Luiz Antônio de Assis Brasil: o romance centra-se na figura real do dramaturgo Qorpo-Santo, que, nos tempos do Império, foi considerado louco porque não se adequava aos parâmetros considerados normais — a começar pela grafia do nome que adotou.

Se você estranhou a falta de escritores de Caxias do Sul e região na lista, não se preocupe: ainda tem muitos outros posts sobre livros brasileiros até o final da semana…

Cinco bons livros nacionais II

22 de julho de 2014 0
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Dando sequência à série de dicas da Semana do Livro Nacional, trago hoje cinco obras contemporâneas:

- Monstros Fora do Armário, de Flavio Torres: neste livro de contos, o fluminense radicado em Porto Alegre nos apresenta uma sequência de histórias que podem ser resumidas como um soco no estômago do leitor. As tramas são simples, mas contundentes, mostrando ora um menino de rua em busca de sua mãe, ora um homem vegetariano que se cansa de negar carne ao filho, ora uma mulher doente cujo sonho é engravidar… Nessas e em outras tramas, há sempre algo sobre paternidade/maternidade, mas isso é apenas o superficial: o que os textos mostram, mesmo, são nossos monstros pessoaais, nossas emoções, fracassos, misérias e, em alguns momentos, também redenção.

- O Fantasma da Infância, de Cristovão Tezza: o romance trata da questão do duplo, nos apresentando o protagonista André Devinne – que hora surge como um escritor frustrado, abandonado pela mulher e para quem é apresentada uma grande chance, ora como um rico assessor de um político, casado e com uma filha. Mas qual desses Andrés é o verdadeiro?

- Barba Ensopada de Sangue, de Daniel Galera: muitos anos atrás, durante um apagão, um homem foi morto num baile na praia de Garopaba. Seu corpo, entretanto, desapareceu. Agora, seu neto, um professor de natação com dificuldade para gravar rostos, se muda de Porto Alegre para a praia catarinense para tentar descobrir o que aconteceu de verdade – e também para tentar encontrar a si mesmo.

- Dias Perfeitos, de Raphael Montes: no melhor estilo thriller, o livro acompanha a trajetória de Téo, um estudante de Medicina que, apesar de visto por todos como um bom moço, não nutre nenhum sentimento por ninguém (algo sempre apontado como característica dos psicopatas). Até que ele conhece Clarice, e se encanta por ela. Mas e se o sentimento não for recíproco?

- Cidade Ilhada, de Milton Hatoum: outro excelente livro de contos, a maioria ambientada em Manaus, terra natal do escritor. Acompanhando a trajetória dos diversos personagens, o leitor consegue quase sentir o clima úmido e sufocante descrito numa das histórias, e compartilhar os dramas vividos.

Ah: hoje de tarde tem mais, com uma lista de algumas boas obras de gaúchos…