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Para quem quer se aventurar no conto

22 de maio de 2013 0

Almir Dupont, banco de dados

Se você gosta de escrever e quer se aventurar no mundo do conto, anote aí: nas quatro segundas-feiras de junho, sempre das 18h30min às 20h, o Grupo Cultural Literário Independente NósSemHora promove a oficina Conto: Narrativa-Nocaute, com Natália Borges Polesso.

Os encontros vão ocorrer na Do Arco da Velha Livraria e Café (Rua Os 18 do Forte, 1.690), em Caxias do Sul, e incluirão leitura e discussão de textos teóricos sobre o gênero conto, além de escrita, leitura e reescrita de textos. Confira a programação, data a data:

Dia 3: Acepções da palavra conto segundo Poe e Cortázar e a questão da brevidade. Leitura de A Continuidade dos Parques, de Julio Cortázar. Discussão e elaboração de um conto ou rascunho desse conto (será desenvolvido ao longo do mês).

Dia 10: Tipos de contos, suas origens e transformações. Leitura de Restos do Carnaval, de Clarice Lispector, e de Propriedade, de Tania Jamardo Faillace.

Dia 17: Teses sobre o conto (Ricardo Piglia) e truques para escrever contos segundo Horacio Quiroga. Leitura de Travesseiro de Pena, de Quiroga, e A Mãe dos Monstros, de Guy de Maupassant.

Dia 24: Leitura e sugestões de reescrita sobre a produção dos participantes.

Ficou interessado? Para quem quiser participar dos encontros "avulsos", o custo é de R$ 15 por noite. Para a oficina completa (quatro encontros), o preço é de R$ 50. Mais informações pelo e-mail nossemhora@gmail.com.



Hoje é noite de Confraria

21 de maio de 2013 0

Reprodução

A programação para quem curte literatura está de vento em popa em Caxias do Sul. Depois do ótimo Órbita Literária, realizado ontem, hoje à noite ocorre o encontro mensal da Confraria Reinações Caxias, também na Do Arco da Velha Livraria e Café (Rua Os 18 do Forte, 1.690).


O tema de hoje da Confraria — grupo que se reúne mensalmente para debater literatura infantojuvenil e que está prestes a completar quatro anos — é o livro O Homem de Areia, de E.T.A. Hoffmann. A coordenação dos debates estará a cargo de Germano Weirich.

O encontro começa às 19h30min e vai até as 21h, com entrada franca. Mesmo pessoas que ainda não integram a Confraria (ou que não leram o livro) podem participar.

Lançamento mundial de 'O Silêncio das Montanhas'

21 de maio de 2013 0

Reprodução

É hoje o lançamento mundial de O Silêncio das Montanhas (Globo Livros, 352 páginas, R$ 39,90),  novo livro do escritor afegão Khaled Hosseini, autor de best-sellers como O Caçador de Pipas e A Cidade do Sol — só no Brasil, suas obras já venderam quase 4 milhões de exemplares.


O romance que chega hoje às livrarias traz como protagonistas os irmãos Pari e Abdullah, que moram em uma aldeia distante de Cabul, são órfãos de mãe e têm uma forte ligação desde pequenos. Assim como a fábula que abre o livro, as crianças são separadas, marcando o destino de vários personagens.

Paralelamente à trama principal, Hosseini narra a história de diversas pessoas que, de alguma forma, relacionam-se com os irmãos e sua família, sobre como cuidam uns dos outros e a forma como as escolhas que fazem ressoam através de gerações. Assim como em O Caçador de Pipas (livro que ganhará este ano edição comemorativa de 10 anos), o autor explora as maneiras como os membros sacrificam-se uns pelos outros, e muitas vezes são surpreendidos pelas ações de pessoas próximas nos momentos mais importantes.

Segundo o próprio Hosseini, o novo título "fala não somente sobre a minha própria experiência como alguém que viveu no exílio, mas também sobre a experiência de pessoas que eu conheci, especialmente os refugiados que voltaram ao Afeganistão e sobre cujas vidas tentei falar tanto como escritor quanto como representante da Organização das Nações Unidas. Espero que os leitores consigam amar os personagens de O Silêncio das Montanhas tanto quanto eu os amo".

A história segue os personagens pelo mundo, de Cabul a Paris, de São Francisco à Grécia, numa trama que fala de vidas partidas, inocências perdidas e o amor em uma família que tenta se reencontrar.

Noite de Hitchcock no Órbita Literária

20 de maio de 2013 1

Divulgação

Os fãs do mestre do suspense Alfred Hitchcock têm compromisso hoje à noite, a partir das 20h: a 52ª edição do Órbita Literária, promovido pelo Grupo Literário Independente NósSemHora, que terá o diretor como tema.

O encontro, que ocorre na Do Arco da Velha Livraria e Café (Rua Os 18 do Forte, 1.690, no centro de Caxias do Sul), tem entrada franca, e o convidado da noite é Conrado Heoli. Vale lembrar que muitas das obras hitchcockianas tiveram como origem as páginas dos livros, como Rebecca, vencedor do Oscar em 1941, adaptado da obra de Daphne Du Maurier, e Marnie — Confissões de uma Ladra, de Winston Graham, que o diretor transformou em filme em 1964.

Além disso, há vários livros que reúnem histórias de terror escolhidas por Hitchcock, como Festival Hitchcock e Histórias para Dar Arrepios, entre outros.

Além de abordar essa questão literatura-cinema, o painelista irá discorrer sobre como a extensa obra do diretor tem servido como tema para novas biografias, peças teatrais, filmes e séries televisivas — o recente telefilme A Garota, por exemplo, aborda a fixação de Hitchcock pela atriz Tippi Hedren, com a qual ele aparece na foto acima, nas filmagens de Marnie — e sobre a sua influência no contemporâneo.



A leitura do final de semana

17 de maio de 2013 0

Reprodução

Acabo de receber o livro Enquanto Água, de Altair Martins, já com o selo que o anuncia como vencedor do 2º Prêmio Moacyr Scliar de Literatura, entregue na última segunda-feira, em Porto Alegre.


A coletânea de contos, que já havia vendido o Açorianos e sido finalista do Jabuti, foi publicada originalmente pela editora Record, e ganhou agora uma nova edição, de 5 mil exemplares, impressos pela Corag, que serão distribuídos gratuitamente na rede estadual de bibliotecas públicas e em pontos de cultura gaúchos.

O multipremiado escritor — que já venceu por duas vezes os prêmios Guimarães Rosa e Açorianos, e também foi premiado no Josué Guimarães, no Luiz Vilela e no São Paulo de Literatura — teve sua obra escolhida por uma comissão formada por Carlos Nejar, Charles Kiefer, Edson Cruz, Ivana Arruda Leite e Marcelino Freire. Como prêmio, além da reedição, embolsa R$ 150 mil.

O Moacyr Scliar de Literatura é concedido pelo Instituto Estadual do Livro (IEL) e pela Associação Lígia Averbuck.

Quanto a mim, já tenho leitura para o final de semana...

Erotismo em quadrinhos

16 de maio de 2013 0

Reprodução

A editora gaúcha L&PM entrou na onda da literatura erótica e está relançando, na sua Coleção Quadrinhos, A História de "O", de Guido Crepax.

Na graphic novel, baseada no livro homônimo de Pauline Réage, a personagem título, chamada simplesmente de "O", é levada a um castelo por seu amante René. Lá, ela é submetida a uma série de práticas de dominação, incluindo as mais criativas e bizarras fantasias de seu "senhor".

A partir daí, "O" descobre que prazer e submissão são dois lados da mesma moeda e que carrasco e vítima não passam de cúmplices em um pacto sinistro que pode satisfazer a todos.

A obra foi publicada pela primeira vez no Brasil nos anos 1980, também na Coleção Quadrinhos L&PM, e é uma das HQs eróticas mais famosas e polêmicas de todos os tempos.

Com 184 páginas, A História de "O" custa R$ 38.



14 obras inscritas no Vivita Cartier

15 de maio de 2013 0

Um total de 14 autores inscreveram suas obras na 1ª edição do Prêmio Vivita Cartier, promovido pelo Departamento do Livro e da Leitura de Caxias do Sul. O prêmio, uma das modalidades do 47º Concurso Anual Literário do município, vai premiar uma obra já publicada, categoria que não existia nos concursos anteriores.

Dentre os inscritos há desde obras de poesia, como Meu Universo a Poesia, até obras históricas, como Cabedelo: Odisséia de Uma Vida, pasando ainda por romances, novelas e outros gêneros.

Já para as categorias Contos, Crônicas e Poesias, voltadas a textos inéditas, foram 80 inscrições. Os premiados nessas categorias receberão troféus (primeiro lugar) e medalhas (segundo e terceiro), além da publicação em antologia. Já para o Vivita Cartier, o prêmio é um troféu mais um valor em dinheiro, equivalente a 240 VRMs (cerca de R$ 5,5 mil).

A premiação ocorre no mês de junho, dentro das comemorações do aniversário de Caxias do Sul.

Confira a lista das obras que concorrem ao Prêmio Vivita Cartier:

Cabedelo: Odisséia de Uma Vida, de Alberto Arioli (Belas-Letras)

A Constelação da Lira, de Acácio de Geórgia (Quatrilho Editorial)

Meu Universo a Poesia, de Jussára Godinho (Celes)

Desacreditações Recreativas, de José Otávio Carlomagno (Modelo de Nuvem)

Mulheres e Destinos, de Rejane Maria Romani Rech (Maneco)

Alcova dos Anjos, de Adriano Moreira (Belas-Letras)

A Menina do Arco, de Bernadete P.G. Zardo (Maneco)

Pétalas do Quotidiano, de Luiz Damo (Lorigraf)

Você Pode Guardar um Segredo?, de Pedro Guerra (Baraúna)

Era em Pleno Dia a Ascensão da Noite, de Luís Narval (AGE)

Os Ferozes, de Teresinha Isabel R. Treganzin (Modelo de Nuvem)

A Arte de Conviver, de Regyna de Queiroz Gazzola (Quatrilho)

A Arte Real, de João Darlan Bettanin

Mariposas no Útero, de Tiago André Vargas (Multifoco)

Lançamento em Caxias: 'O Triângulo da Morte'

14 de maio de 2013 0

Silas Abreu, divulgação

No próximo dia 25, o jovem estudante Cesar Filho, acadêmico do curso de Letras, autografa seu livro de estreia, O Triângulo da Morte (editora Buriti, 104 páginas, R$ 29,90), na Do Arco da Velha Livraria e Café (Rua Os 18 do Forte, 1.690), em Caxias do Sul.


O triângulo do título é composto por Jezebel, uma prostituta, Henrique, seu amigo de infância, e Júlio, um de seus clientes. Diferentes entre si, os três personagens trazem em comum a ânsia de morte, numa narrativa repleta de crises existenciais e com elementos da literatura gótica.

Cesar Filho, que estuda na Universidade de Caxias do Sul, escreve desde a adolescência e é apaixonado por literatura de horror, principalmente a literatura gótica.

O lançamento será às 10h do dia 25.

Cigarros e livros

13 de maio de 2013 2

Volta e meia, escuto que o brasileiro não lê porque o livro é caro. Realmente, pagar entre R$ 30 e R$ 40 por um livro num país em que o salário mínimo é menor que R$ 700 é bastante. Mesmo assim, cada vez mais, eu me convenço de que a questão do preço é mera desculpa de quem não quer ler. E hoje escutei algo que me aumentou essa minha convicção.

No caminho do trabalho, escutava no rádio o programa Polêmica, da Rádio Gaúcha, e o debate era sobre se o cigarro fazia mais mal à saúde ou ao bolso. O que chamou a minha atenção foram duas pesquisas citadas pelo apresentador, Lauro Quadros: que em 2012 o brasileiro gastou com cigarros o dobro do que gastou com feijão e arroz e de que, para 2013, a projeção é de que os gaúchos gastem mais com fumo do que com livros e materiais escolares.

Pode-se argumentar que nem todos fumam, o que, graças a Deus, é verdade. Mas há que se atentar que, segundo outras pesquisas, a maioria dos fumantes está nas classes C e D, ou seja, nas que menos ganham, chegando a comprometer até 15% de sua renda com o vício do cigarro. Isso significaria R$ 105 mensais para um salário de R$ 700 — isso com a pessoa fumando menos de um maço por dia, senão, a conta seria ainda maior.

Aí, eu fiquei pensando: R$ 100 para cigarro por mês não é muito, mas R$ 30 para um livro é? Em que sociedade vivemos que os valores estão assim invertidos? A cultura vale tão menos do que um hábito que todos sabem ser prejudicial à saúde?

Pois é, algo a se refletir...

10 livros que ganhei de minha mãe

12 de maio de 2013 1

Reproduções

Quando eu era pequena, não havia livrarias na minha pequena cidade natal, mas, quase a cada vez que precisava ir até outra cidade, minha mãe me trazia livros. Também me incentivava a fazer encomendas em catálogos de editoras, cujos livros eram entregues via reembolso postal.


Além dos livros que eram "meus", havia ainda os livros dela, que eu acabava lendo também, principalmente na adolescência. Entre eles, clássicos como A Dama das Camélias, de Alexandre Dumas, e David Copperfield, de Charles Dickens. O primeiro romance de Agatha Christie que li também era da minha mãe: O Mistério do Trem Azul, em uma edição capa dura do Círculo do Livro.

Para marcar o Dia das Mães, selecionei 10 desses presentes que ajudaram a incentivar meu hábito de leitura — que segue até hoje.

Lilica, a Formiguinha Lírica, de Lúcia Pimentel Góes: o belo livro poderia ser descrito como uma releitura da fábula da cigarra e das formigas — só que, nesta história, é uma formiga que gosta de cantar. Uma história encantadora, mas não sei se ainda se encontra nas livrarias.

A Bruxinha Sabida, de Ofried Preussler: conta a história de uma bruxinha que não quer ser má, e, por isso, acaba excluída pelas outras bruxas.

Outra Vez Heidi, de Johanna Spyri: eu já havia lido, da biblioteca do colégio, o livro Heidi, então pude encomendar, de um catálogo, a sequência da história da alegre menininha que vivia com seu avô nas montanhas da Suíça.

Poliana, de Eleanor H. Porter: a famosa história da menina que vê o lado bom de tudo e está sempre otimista, independente da dificuldade da situação. O nome da personagem-título, criadora do "jogo do contente", é até usado por alguns como sinônimo de pessoa otimista.

Poliana Moça, de Eleanor H. Porter: a continuação da história de Poliana, agora já crescida e enfrentando com mais consciência os problemas da vida — e as alegrias e dores do amor.

A Inspetora e os Anjos da Cidade Fantasma, de Ganymedes José (ou Santos de Oliveira): esse é apenas um dos títulos da série de mistério infanto-juvnil Inspetora, encomendados de catálogos, que eu devorava na minha adolescência. Nessa série, a menina Eloísa, autointitulada Inspetora, e seus amigos Orelhão, Zé Luiz e Bortolina investigam os mais estranhos casos.

Sem Família, de Hector Malot: uma das histórias mais emocionantes que li na época, conta a odisséia do menino Renato, vendido por seu pai adotivo, que atravessa países, vive aventuras e enfrenta provações em busca da sobrevivência.

Aventura no Império do Sol, de Silvia Cintra Franco: esse livro da coleção Vaga-Lume é um dos que minha mãe me trouxe de uma ida a Porto Alegre. Conta a aventura de um grupo de meninas, jogadoras de vôlei, que vai para o Peru disputar um campeonato de vôlei. No entanto, uma das jogadoras é sequestrada...

A Vida Secreta de Jonas, de Luiz Galdino: também da série Vaga-Lume, relata a história de um menino, o Jonas do título, que aparece misteriosamente em uma cidade, sem saber dizer quem é ou de onde veio. Ele vai criar muitas amizades, e também ser vítima de maldades por parte de outro grupo.

O Outro Lado da Ilha, de José Maviel Monteiro: outro da Vaga-Lume (eu adorava essa coleção). Numa visita a uma ilha semideserta, muitas coisas estranhas começam a acontecer, como cabras aparecendo mortas e algo atacando a cabana onde o grupo está acampando com o tio naturalista.