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Iotti será o patrono da Feira do Livro de Caxias

09 de julho de 2013 0

Diogo Sallaberry

O cartunista Carlos Henrique Iotti será o patrono da Feira do Livro de Caxias do Sul deste ano.


O nome do criador do divertido Radicci foi confirmado agora à noite pela diretora do Departamento do Livro e da Leitura, Daniela Ribeiro.

A  homenageada será Iraci Maboni, que realiza trabalhos de leitura na Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Visuais, a Apadev, e na Biblioteca Municipal.

10 livros que ganhei de minha mãe

12 de maio de 2013 1

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Quando eu era pequena, não havia livrarias na minha pequena cidade natal, mas, quase a cada vez que precisava ir até outra cidade, minha mãe me trazia livros. Também me incentivava a fazer encomendas em catálogos de editoras, cujos livros eram entregues via reembolso postal.


Além dos livros que eram “meus”, havia ainda os livros dela, que eu acabava lendo também, principalmente na adolescência. Entre eles, clássicos como A Dama das Camélias, de Alexandre Dumas, e David Copperfield, de Charles Dickens. O primeiro romance de Agatha Christie que li também era da minha mãe: O Mistério do Trem Azul, em uma edição capa dura do Círculo do Livro.

Para marcar o Dia das Mães, selecionei 10 desses presentes que ajudaram a incentivar meu hábito de leitura — que segue até hoje.

Lilica, a Formiguinha Lírica, de Lúcia Pimentel Góes: o belo livro poderia ser descrito como uma releitura da fábula da cigarra e das formigas — só que, nesta história, é uma formiga que gosta de cantar. Uma história encantadora, mas não sei se ainda se encontra nas livrarias.

A Bruxinha Sabida, de Ofried Preussler: conta a história de uma bruxinha que não quer ser má, e, por isso, acaba excluída pelas outras bruxas.

Outra Vez Heidi, de Johanna Spyri: eu já havia lido, da biblioteca do colégio, o livro Heidi, então pude encomendar, de um catálogo, a sequência da história da alegre menininha que vivia com seu avô nas montanhas da Suíça.

Poliana, de Eleanor H. Porter: a famosa história da menina que vê o lado bom de tudo e está sempre otimista, independente da dificuldade da situação. O nome da personagem-título, criadora do “jogo do contente”, é até usado por alguns como sinônimo de pessoa otimista.

Poliana Moça, de Eleanor H. Porter: a continuação da história de Poliana, agora já crescida e enfrentando com mais consciência os problemas da vida — e as alegrias e dores do amor.

A Inspetora e os Anjos da Cidade Fantasma, de Ganymedes José (ou Santos de Oliveira): esse é apenas um dos títulos da série de mistério infanto-juvnil Inspetora, encomendados de catálogos, que eu devorava na minha adolescência. Nessa série, a menina Eloísa, autointitulada Inspetora, e seus amigos Orelhão, Zé Luiz e Bortolina investigam os mais estranhos casos.

Sem Família, de Hector Malot: uma das histórias mais emocionantes que li na época, conta a odisséia do menino Renato, vendido por seu pai adotivo, que atravessa países, vive aventuras e enfrenta provações em busca da sobrevivência.

Aventura no Império do Sol, de Silvia Cintra Franco: esse livro da coleção Vaga-Lume é um dos que minha mãe me trouxe de uma ida a Porto Alegre. Conta a aventura de um grupo de meninas, jogadoras de vôlei, que vai para o Peru disputar um campeonato de vôlei. No entanto, uma das jogadoras é sequestrada…

A Vida Secreta de Jonas, de Luiz Galdino: também da série Vaga-Lume, relata a história de um menino, o Jonas do título, que aparece misteriosamente em uma cidade, sem saber dizer quem é ou de onde veio. Ele vai criar muitas amizades, e também ser vítima de maldades por parte de outro grupo.

O Outro Lado da Ilha, de José Maviel Monteiro: outro da Vaga-Lume (eu adorava essa coleção). Numa visita a uma ilha semideserta, muitas coisas estranhas começam a acontecer, como cabras aparecendo mortas e algo atacando a cabana onde o grupo está acampando com o tio naturalista.

As leituras de Stephenie Meyer

14 de novembro de 2012 0

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Às vésperas da estreia da última parte da versão cinematográfica da saga Crepúsculo, o filme Amanhecer – Parte 2, que chega aos cinemas de todo mundo (Caxias do Sul, inclusive) na virada desta quarta para quinta-feira, nada melhor do que falar um pouco daquela que criou essa história que cativou muitos milhões de leitores e espectadores ao redor do mundo: a escritora Stephenie Meyer.


Sei que muito já se falou sobre ela nos últimos anos, por isso, vou me concentrar aqui em um único aspecto: as suas leituras. Como sou muito curiosa sobre a vida de escritores, comprei recentemente o livro Stephenie Meyer – A Rainha do Crepúsculo, de Chas Newkey-Burden, e descobri, entre outras coisas, que ela é uma grande leitora, desde sempre.

Quando pequena, o livro do qual mais gostava era A Espada de Shannara, de Terry Brooks. Toda noite, seu pai lia um capítulo para ela e as irmãs. Para não ter de esperar o trecho seguinte, ela se esgueirava escondido até onde estava guardado o livro para ler mais um pouco… Além de seu pai, sua mãe também lia muito, tendo entre suas escritoras preferidas a inglesa Jane Austen, da qual Stephenie acabou também se tornando fã incondicional (já a descreveu como sua autora “super preferida”). O nome do vampiro Edward, aliás, teria sido inspirado em dois outros personagens fictícios, sendo um deles do livro Razão e Sensibilidade

Segundo a biografia escrita por Newkey-Burden, entre os livros que a criadora de Bella e do vampiro Edward leu e “amou” estão os clássicos …E o Vento Levou, de Margaret Mitchell, Romeu e Julieta, de Willian Shakespeare, e Jane Eyre, de Charllote Brontë – este último, ela leu pela primeira vez aos nove anos, e voltou a lê-lo várias vezes.

A lista de autores cujas páginas passaram pelas mãos de Stephenie Meyer, antes e depois de ela mesma se tornar escritora, é longa. Inclui outros nomes consagrados como Daphne du Maurier (autora entre outras das obras de suspense Os Pássaros e Rebecca, que viraram filmes “cult”) e Agatha Christie, a Rainha do Crime, e há ainda William Goldman (A Princesa Prometida), L.M. Montgomery (Anne de Green Gables), Orson Scott Card (Speaker for the Dead), Eva Ibbotson (Uma Companhia de Cisnes), David Eddings (épicos de fantasia), Louisa May Alcott (escritora americana do século 19), Janet Evanovich, e muitos, muitos outros.

Criada em uma família mórmon, Stephenie também é leitora do livro dessa religião e da Bíblia. Ah: curiosamente, apesar de hoje em dia escrever histórias de vampiros, ela nunca gostou de ler histórias vampirescas e tem medo do terror em geral, embora tenha se aventurado em alguns dos livros de Anne Rice (a autora de Entrevista com o Vampiro). 

O que achei curioso é que, de acordo com a biografia, mesmo quando tinha os três filhos pequenos ela não parou de ler, muito pelo contrário: segurava o bebê com uma mão e um livro com outra… Eram cinco ou seis livros por semana, mesmo com as tarefas domésticas e os cuidados com as crianças.

 Foi por gostar de ler que ela escolheu o curso de inglês e literatura na hora de cursar uma universidade. As leituras teriam sido, inclusive, sua “escola” para a escrita, e ela fez questão de tornar sua heroína, Bella, uma leitora voraz como ela (e também apaixonada por clássicos como O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Brontë).

Enfim, foi uma grata surpresa saber que uma das escritoras-sensação dos últimos anos é principalmente uma leitora. Que os fãs de Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse e Amanhecer sigam seu exemplo e leiam muito, inclusive os clássicos…

O que você vai ler no feriadão?

06 de setembro de 2012 0

O Sete de Setembro é amanhã, e muita gente já está preparando as malas para viajar no feriado prolongado — ou, ao menos, entrando em contagem regressiva para a folga. A dica do blog é aproveitar o descanso para colocar as leituras em dia, seja na praia, seja em casa.

Afinal, no dia a dia corrido, nem sempre é possível parar algumas horas para apreciar um bom livro. Então, não esqueça: coloque na mala aquela obra que você ainda não conseguiu começar a ler, e boa leitura!

Contos gauchescos nas escolas

27 de abril de 2012 0

 


 

L&PM, reprodução

Mais um projeto bacana da L&PM Editores, desta vez em parceria com a Panvel e o Sesc: 3 mil exemplares do livro Contos Gauchescos e Lendas do Sul, de Simões Lopes Neto, serão distribuídos nas escolas da rede pública no interior do Estado.

 

 

Segundo o blog da L&PM, a ação faz faz parte do projeto 100 Anos de Contos Gauchescos, voltado a desenvolver entre os jovens o gosto pela leitura. O livro integra a coleção L&PM Pocket e ganhou edição especial para celebrar o centenário de sua publicação, com nova capa.


108 crianças mais felizes

18 de abril de 2012 0

 

Fotos Maicon Damasceno

A cena acima, do aluninho da Escola de Educação Infantil Criança Feliz curtindo tranquilamente um livro, seria impensável há um ou dois meses. Isso porque a biblioteca da escola, ligada à Associação Criança Feliz, em Caxias do Sul, foi destruída em fevereiro, devido ao grande volume de chuvas. Mas, graças à colaboração de centenas de pessoas que participaram da campanha Faça Uma Criança Feliz — promovida por este blog, vinculado ao jornal Pioneiro, e pela Confraria Reinações Caxias —, o acervo da biblioteca foi refeito.


A entrega oficial dos cerca de 1,5 mil livros infantis arrecadados foi realizada hoje pela manhã, com a presença desta blogueira e da articuladora da Confraria, Helô Bacichette (na foto abaixo, à esquerda, fazendo a entrega simbólica de uma das caixas). A entrega ocorreu na nova sede da escolinha, que atende a 108 crianças de dois a seis anos e que agora está instalada no bairro São José. Receberam as 10 caixas de livro a diretora Adriana Inês Griffante (à direita na foto) e também o gerente da Associação Criança Feliz, Délcio Agliardi.

A cerimônia de entrega, bem informal, contou com apresentação teatral dos aluninhos do Jardim 2A e 2B, que encenaram a historinha do livro T de Ti, T de Ta, de autoria de Helô. Depois, a criançada aproveitou para conferir os livros de perto.

Délcio agradeceu a iniciativa da Confraria e do jornal, bem como os apoiadores — como a gráfica Objeto Direto e diversas livrarias —, e ressaltou que, além dos livros da escolinha, outros 500, infanto-juvenis, também arrecadados na campanha, foram encaminhados para as crianças maiores atendidas pela associação.

Boas leituras para essa gurizada!

Um retrato do Brasil leitor

28 de março de 2012 1

O Intituto Pró-Livro acaba de divulgar os resultados da 3ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, levantamento que é considerado o maior e mais completo estudo sobre o comportamento leitor do brasileiro em todas as regiões do país. E o que se verifica é uma boa notícia: o consumo de livros aumentou desde a última edição do estudo, em 2007.

De acordo com os dados da pesquisa, realizada entre junho e julho de 2011, o brasileiro lê em média quatro livros por ano, entre literatura, contos, romances, livros religiosos e didáticos. Deste total, o brasileiro lê 2,1 livros inteiros por ano e dois em partes. De acordo com Karine Pansa, os dados podem ser considerados bons, uma vez que o mercado brasileiro de livros está aquecido.

— Muitos fatores têm contribuído para conscientizar a população sobre a importância do hábito da leitura, como a queda constante nos preços, o aumento do poder aquisitivo, principalmente da chamada nova classe média (que reflete na melhora do percentual de aquisições de obras registrado pela pesquisa, de 45% em 2007 para 48% em 2011), e o crescimento das novas tecnologias, como os e-books, que apresentam mais familiaridade com os jovens — afirma, no material divulgado à imprensa.

Hoje, 50% dos brasileiros são considerados leitores, o que totaliza cerca de 88,2 milhões de pessoas. Detalhe: foram considerados leitores apenas as pessoas que leram pelo menos um livro, inteiro ou em partes, nos últimos três meses. A pesquisa apontou ainda que as mulheres leem mais (53%) do que os homens (43%).

Considerando-se apenas os últimos três meses entre todos os entrevistados, período que o IPL determinou como mais fácil para a lembrança no ato da entrevista do que se leu, o brasileiro lê a média de 1,85 livros, sendo que a maior parte deste número (1,05) são os escolhidos por iniciativa própria e o restante (0,81) os indicados pela escola. Separando apenas os leitores, a média no mesmo período é de 3,74.

Quando abordados apenas os estudantes, o nível chega a 3,41 exemplares nos últimos três meses. Do índice total, 2,21 livros são indicados pelas escolas e divididos em 1,72 didáticos e 0,49 de literatura. Os alunos também revelaram que leem 1,20 livros por iniciativa própria, divididos entre literatura (0,47), bíblia (0,15), livros religiosos (0,11) e outros gêneros (0,47).

Outro dado apontado revela que a representação sobre a importância da leitura é positiva, pois para a maioria dos participantes, 64%, “ler bastante pode fazer uma pessoa vencer na vida e melhorar sua condição socioeconômica”. Sobre o tipo de gênero preferido, a Bíblia ainda aparece em primeiro lugar, seguido de livros didáticos, romances, livros religiosos, contos, literatura infantil, entre outros.

No contexto dos incentivadores à leitura, os professores passaram do segundo para o primeiro lugar, ultrapassando a indicação da mãe como a responsável por despertar o interesse pela leitura.

— As mães continuam sendo muito lembradas e quase empatam nessa positiva disputa, mas a subida importante do professor pode ser reveladora em relação a ações que estão dando certo. Na verdade, a pesquisa como um todo promove a oportunidade de que especialistas possam identificar projetos bem-sucedidos — diz Karine Pansa.

De acordo com a pesquisa, a região brasileira que tem a melhor média de livros lidos nos três meses avaliados pela pesquisa é a Centro-Oeste, com 2,12 exemplares. Uma importante melhora nesses quatro anos foi identificada nos indicadores de leitura do Nordeste, que aparece na segunda colocação com dois livros nos últimos três meses. As demais regiões do Brasil mantiveram-se praticamente no mesmo patamar apontado pela edição em 2007. O Sudeste registrou 1,84 livros nos últimos três meses, o Sul 1,68 e o Norte 1,51.

— Ainda há muito que ser feito para conseguirmos chegar a um patamar considerável ideal para um país como o Brasil, que tem potencial econômico forte e vigoroso, mas carece de melhoria nos indicadores de desenvolvimento humano e, em especial, nos indicadores de educação, para deixar as ultimas posições nas avaliações internacionais. Mas acredito que estamos no caminho certo — comemora a presidente do IPL.

'Hugo Cabret' para ler

17 de fevereiro de 2012 0

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O casamento entre litertura e cinema é algo que vem de tempo, geralmente com ótimos resultados — tanto em termos das produções em si quanto do incentivo à leitura das obras transpostas para a tela. Assim, a dica de leitura de hoje é A Invenção de Hugo Cabret, de Brian Selznick, cujaa versão cinematográfica estreia nesta sexta nos cinemas com direção de Martin Scorsese.


A história é uma fábula protagonizada por Hugo, um órfão de 12 anos que vive sozinho em uma estação de trem, cercado por relógios e por um robô quebrado, que quer consertar. Ele acabará por conhecer Méliès, um mágico que é dono de uma loja de brinquedos e que tem paixão por cinema.

Com numerosas referências à história da sétima arte, A Invenção de Hugo Cabret em versão filme teve 11 indicações para o Oscar — o maior número da premiação deste ano. Em livro, tem edição da Edições SM, com 533 páginas e preço médio de R$ 42. A capa é essa que ilustra o post.

Que tal uma biblioteca no 'BBB'?

11 de janeiro de 2012 5

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Já que milhões de brasileiros assistem a cada edição o Big Brother Brasil, bem que se podia aproveitar essa audiência para incentivar a cultura entre a população. Uma boa iniciativa seria implementar uma biblioteca na casa do BBB, o que seria até mesmo uma opção de lazer a mais para os “brothers”.

A validade disso? Bom, tudo o que aparece na telinha costuma virar moda, quem sabe assim a leitura também crescesse por aí.

Aliás, no ano passado o livro Deixe os homens aos seus pés, da americana Marie Forleo, foi parar nas listas de mais vendidos depois que apareceu no programa sendo lido pela “sister” Maria Melilo, a vencedora daquela edição.

***

Uma ideia que deveria ser considerada.

 

Adolescência americana (dica do dia)

05 de outubro de 2011 0

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Gosto de ler um pouco de tudo, até para espairecer. Por isso, poucos dias atrás, aceitei a dica (e o empréstimo do livro) de uma amiga de 13 anos: Maldosas (Rocco, 296 páginas), primeiro volume da série Pretty Little Liars, da escritora americana Sara Shepard.


A série, que virou fenômeno entre os adolescentes e transformou-se em seriado de televisão, conta a história de quatro típicas garotas (ricas) americanas, Spencer, Hanna, Aria e Emily, amigas até a sétima série, quando se distanciam após o desaparecimento repentino de outra amiga que liderava o grupo, Alison.

 Três anos depois, as quatro começam a receber estranhas e ameaçadoras mensagens por e-mail ou celular: alguém, que assina apenas como A, ameaça revelar seus mais negros segredos, inclusive aqueles que apenas Alison sabia.

Spencer, por exemplo, está interessada no namorado da irmã, como estivera três anos antes. A ex-gordinha Hanna teme que todos saibam como ela se mantém magra, entre outras coisas que esconde para manter as aparências. Aria, recém-chegada de um período na Islândia, descobre que seu novo namorado é também seu novo professor, mas isso não pode vir a público — ainda mais se for ligado, como ameaça A, a um segredo escandaloso do passado de sua família. E Emily se debate entre um futuro na natação, como querem os pais, e o forte sentimento por uma nova amiga, que está ocupando o lugar que era de Alison em seu coração.

Em meio a esses dilemas da adolescência, elas se confrontam com o medo de que Alison esteja de volta. E se não for ela, quem saberia coisas tão íntimas?