Já é hora de retomar as minhas "listas" aqui no blog, e, como ainda estamos no Mês da Mulher, resolvi listar aqui cinco livros divertidíssimo da escritora Marian Keyes.
Marian, para quem não conhece, escreve um tipo de literatura que se convencionou chamar de "chick lit", ou simplesmente literatura feminina. Confesso, como já devo ter dito por aqui antes, que até alguns anos atrás eu fazia parte do grupo que torce o nariz para o gênero. Mas depois que resolvi deixar o preconceito de lado e experimentar, simplesmente adorei.
Ao menos no caso da obra da escritora irlandesa, os livros são muito bem escritos, mesclando romance, humor e temas "sérios" em proporções exatas para proporcionar uma leitura agradável e leve, sem deixar de ser profunda. Temas como alcoolismo, morte, violência contra a mulher e separação dos pais, por exemplo, são abordados com tanta habilidade que as centenas de páginas de cada história são devoradas em um número mínimo de horas.
Vamos, então, a cinco dicas de livros da escritora (todos publicados pela editora Bertrand Brasil):
- Sushi (569 páginas): o livro conta a história de três mulheres, a elegante diretora de revista Lisa, a atrapalhada editora Ashling e a dona de casa insatisfeita Clodagh. Com ingredientes como uma escrita irônica e divertida e personagens bens construídas, pode ser considerado um recorte da vida das mulheres de hoje, rendendo boas gargalhadas.
- Casório?! (644 páginas): a história de Lucy Sullivan poderia ser a de qualquer mulher solteira de hoje, com mais de 25 anos, que sonha em encontrar um par mas, por mais que procure, não vê nenhum pretendente promissor no horizonte. No primeiro capítulo, Lucy ouve de uma cartomante que, em um ano, estará casada - e suas amigas se apressam em espalhar a notícia do casório. Só falta, digamos, um pequeno ingrediente, que a heroína tentará de todo jeito conseguir: o noivo.
- Um Bestseller pra Chamar de Meu (741 páginas): quem escreve e diz que não se importa se será ou não lido provavelmente está mentindo (para si mesmo, inclusive). E nesse livro de Marian Keyes, há várias candidatas a escritora best-seller, a começar por Lilly, cujo primeiro romance faz um sucesso estrondoso, bem maior do que ela esperava (e que ela teme não repetir). Temos também a produtora de eventos Gemma, que foi a melhor amiga de Lilly até esta lhe tomar o namorado - e que agora também quer ser uma escritora popular. Completa o trio de protagonistas do livro a editora Jojo, que cuida dos escritos de ambas, enquanto enfrenta seus próprios problemas.
- Tem Alguém Aí? (598 páginas): o livro integra a série sobre as irmãs Walsh (são vários livros, cada um contando a história de uma das irmãs e que podem ser lidos de forma independente). Dessa vez, é a história de Anna, que, no início do livro, recupera-se de ferimentos no sofá da sala de seus pais, em Dublin, enquanto sonha em voltar para Nova York. Lá está o emprego de sonhos, no qual tem acesso a cosméticos maravilhosos, e principalmente Aidan, seu lindo e atencioso marido. Só que ele parece não querer mais saber dela, pois não retorna suas ligações. Isso teria a ver com o segredo que ele tentara lhe contar algum tempo antes?
- Cheio de Charme (784 páginas): a história é contada do ponto de vista de quatro mulheres, sendo que todas são, ou já foram, apaixonadas pelo mesmo homem, o charmoso e sedutor Paddy, que agora vai concorrer a um cargo importante. A primeira a "falar" é a personal stylist Lola (a que mais aparece, aliás), que fica simplesmente chocada ao ler no jornal que seu namorado, Paddy, vai se casar - com outra. Temos ainda a jornalista Grace e a irmã dela, Marnie, ex-namorada de Paddy, bem como a atual noiva dele, Alícia - que fará de tudo para mantê-lo só para ela.









Se você já leu Você não soube me amar, de India Knight (editora Record, 2004), com certeza se dobrou de rir praticamente em todas as 315 páginas da trama. Se ainda não leu e quer dar boas gargalhadas, recomendo o livro - embora ele se enquadre no que costuma ser chamado de literatura feminina, é leitura divertida para ambos os sexos. A heroína da trama é Stella de la Croix, mãe solteira, com "mais de 35 anos", que não aguenta mais ouvir Frank, o amigo com quem divide a casa, transando no quarto ao lado. Não que o fato em si a incomode: é que isso a lembra que a parcela de sexo dela própria está muito, mas muito abaixo da média. Frank decide então ensiná-la a paquerar, dando a partida para uma série de acontecimentos e confusões hilários. Tudo recheado de muito humor irônico da protagonista - na qual é impossível não identificar traços de mulheres que conhecemos, talvez até de nós mesmas.