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Posts na categoria "chick lit"

Novas aventuras de Bridget Jones

29 de maio de 2013 0

Renée Zellwegger deu vida à heroína no cinema (divulgação)

Lembram de Bridget Jones, a solteirona obsessiva com calorias (e namorados) que fez sucesso nas páginas dos livros e na telona, uma década e meia atrás? Pois ela vai voltar, ainda este ano, num novo livro, o terceiro a narrar suas neuroses e seus momentos hilários.


O anúncio foi feito ontem em Londres pela editora Jonathan Cape. O novo livro da escritora Helen Fielding deverá se chamar Mad About The Boy, e chega às livrarias britânicas no dia 10 de outubro.

Dessa vez, Bridget — que foi vivida no cinema pela atriz Renée Zellwegger —, está um pouco mais velha (afinal, fazem 14 anos que foi lançado o segundo livro da série, no qual ela já passava dos trinta), mas continua preocupada, por exemplo, com calorias. Entretanto, outros "problemas" vêm se somar aos antigos, como o número de seguidores no Twitter.

Vale lembrar que O Diário de Bridget Jones, de 1996, e Bridget Jones: No Limite da Razão (1999) somaram mais de 15 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo. Vale esperar para ver se, passado tanto tempo, a sequência vai repetir o sucesso.

Ainda não há informações sobre quando o livro chega ao Brasil.

Cinco livros (divertidíssimos) de Marian Keyes

25 de março de 2013 1

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Já é hora de retomar as minhas "listas" aqui no blog, e, como ainda estamos no Mês da Mulher, resolvi listar aqui cinco livros divertidíssimo da escritora Marian Keyes.


Marian, para quem não conhece, escreve um tipo de literatura que se convencionou chamar de "chick lit", ou simplesmente literatura feminina. Confesso, como já devo ter dito por aqui antes, que até alguns anos atrás eu fazia parte do grupo que torce o nariz para o gênero. Mas depois que resolvi deixar o preconceito de lado e experimentar, simplesmente adorei.

Ao menos no caso da obra da escritora irlandesa, os livros são muito bem escritos, mesclando romance, humor e temas "sérios" em proporções exatas para proporcionar uma leitura agradável e leve, sem deixar de ser profunda. Temas como alcoolismo, morte, violência contra a mulher e separação dos pais, por exemplo, são abordados com tanta habilidade que as centenas de páginas de cada história são devoradas em um número mínimo de horas.

Vamos, então, a cinco dicas de livros da escritora (todos publicados pela editora Bertrand Brasil):

- Sushi (569 páginas): o livro conta a história de três mulheres, a elegante diretora de revista Lisa, a atrapalhada editora Ashling e a dona de casa insatisfeita Clodagh. Com ingredientes como uma escrita irônica e divertida e personagens bens construídas, pode ser considerado um recorte da vida das mulheres de hoje, rendendo boas gargalhadas.

- Casório?! (644 páginas): a história de Lucy Sullivan poderia ser a de qualquer mulher solteira de hoje, com mais de 25 anos, que sonha em encontrar um par mas, por mais que procure, não vê nenhum pretendente promissor no horizonte. No primeiro capítulo, Lucy ouve de uma cartomante que, em um ano, estará casada - e suas amigas se apressam em espalhar a notícia do casório. Só falta, digamos, um pequeno ingrediente, que a heroína tentará de todo jeito conseguir: o noivo.

- Um Bestseller pra Chamar de Meu (741 páginas): quem escreve e diz que não se importa se será ou não lido provavelmente está mentindo (para si mesmo, inclusive). E nesse livro de Marian Keyes, há várias candidatas a escritora best-seller, a começar por Lilly, cujo primeiro romance faz um sucesso estrondoso, bem maior do que ela esperava (e que ela teme não repetir). Temos também a produtora de eventos Gemma, que foi a melhor amiga de Lilly até esta lhe tomar o namorado - e que agora também quer ser uma escritora popular. Completa o trio de protagonistas do livro a editora Jojo, que cuida dos escritos de ambas, enquanto enfrenta seus próprios problemas.

- Tem Alguém Aí? (598 páginas): o livro integra a série sobre as irmãs Walsh (são vários livros, cada um contando a história de uma das irmãs e que podem ser lidos de forma independente). Dessa vez, é a história de Anna, que, no início do livro, recupera-se de ferimentos no sofá da sala de seus pais, em Dublin, enquanto sonha em voltar para Nova York. Lá está o emprego de sonhos, no qual tem acesso a cosméticos maravilhosos, e principalmente Aidan, seu lindo e atencioso marido. Só que ele parece não querer mais saber dela, pois não retorna suas ligações. Isso teria a ver com o segredo que ele tentara lhe contar algum tempo antes?

- Cheio de Charme (784 páginas): a história é contada do ponto de vista de quatro mulheres, sendo que todas são, ou já foram, apaixonadas pelo mesmo homem, o charmoso e sedutor Paddy, que agora vai concorrer a um cargo importante. A primeira a "falar" é a personal stylist Lola (a que mais aparece, aliás), que fica simplesmente chocada ao ler no jornal que seu namorado, Paddy, vai se casar - com outra. Temos ainda a jornalista Grace e a irmã dela, Marnie, ex-namorada de Paddy, bem como a atual noiva dele, Alícia - que fará de tudo para mantê-lo só para ela.

Novo livro de Marian Keyes em breve

13 de junho de 2012 16

Quem já conhece as irmãs Walsh de livros como Los Angeles, Férias e Tem Alguém Aí? vai gostar da boa-nova: a escritora Marian Keyes já tem pronto seu novo romance, The Mystery of Mercy Close, que terá como protagonista mais uma das "sisters", Helen Walsh. O livro será lançado no Irlanda e na Inglaterra no dia 13 de setembro, e, segundo o site da autora, logo a seguir começará a chegar também em outros países. 

 

Reprodução

No novo romance, Helen está tendo problemas com seu trabalho como detetive particular e ainda recebe a visita do ex-namorado, Jay Parker, que aparece lhe propondo que encontre uma pessoa desaparecida. Essa pessoa é o músico Wayne Diffney, que desapareceu de sua casa em Mercy Close (daí o título). Ele precisa ser encontrado logo, porque sua banda, a Laddz, tem apresentações agendadas em menos de uma semana.


 

Além de se preocupar com a investigação, Helen ainda enfrenta a falta de dinheiro, que faz com que precise voltar para a casa dos pais, e tem de lidar com Jay e com seu atual namorado, o sexy detetive Artie Devlin — sem falar na ex-mulher dele e nos seus filhos adolescentes, que a odeiam.

Tudo isso, claro, temperado com as tiradas hilariantes e as complicadas relações familiares típicas das obras de Marian Keyes, autora também de Melancia, Sushi, Casório?! e Um Best-Seller para Chamar de Meu, entre outros.

Carrie antes de 'Sex and the City'

07 de fevereiro de 2011 0

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Uma garota do interior, que usa botas de vinil branco com rachadura num dos bicos, sofre por ter sido rejeitada num curso de literatura avançada, teve apenas dois namorados e tem medo de nunca transar. Embora possa não parecer, essa é Carrie Bradshaw — sim, ela mesma, a glamourosa protagonista de Sex and the City, só que aos 17 anos.


No livro Os Diários de Carrie, lançado no ano passado e que no Brasil ganhou edição da Galera Record, a autora Candace Bushnell retoma sua personagem mais famosa, só que desta vez voltando vários anos no tempo, antes que a sofisticação fizesse parte da vida da protagonista.

Ser escritora e morar em Nova York, por enquanto, são apenas sonhos, e que parecem muito, muito distantes. Isso porque Carrie está no terceiro ano do ensino médio, sem namorado, acaba de receber uma carta de rejeição da escola que pretendia ingressar futuramente e seu pai quer que ela seja cientista, estudando na mesma universidade em que ele estudou.

Enquanto vive a vida de estudante terceiranista na pequena Castlebury, ela divide seus dias com as amigas Lali, Maggie e Mouse, se escandaliza quando descobre que uma delas perdeu a virgindade e suspira pelo recém-chegado Sebastian Kydd.

Embora o cenário não seja o mesmo do conhecido seriado, o livro é divertido e a leitura flui fácil. Dá para devorar uma centena de páginas rapidinho. A obra tem 400 páginas e preço médio de R$ 34,90.

Muito mais do que 'chick lit'

03 de agosto de 2010 1

ReproduçãoMesmo que você não seja leitor do gênero, provavelmente já ouviu falar de algum livro da irlandesa Marian Keyes, autora, entre outros, de Sushi, Melancia, Casório?! e Um Bestseller para Chamar de Meu. Além dos coloridos das capas, o que incentiva o interesse pela leitura são as descrições que quem já leu as obras: engraçadas, fáceis de ler apesar do elevado número de páginas (a maioria mais do que 500), gargalhadas garantidas a cada parágrafo.

São esses mesmos predicados, no entanto, que fazem a festa de alguns críticos ditos intelectuais — os livros citados seriam "apenas" literatura feminina, ou chick lit, como são conhecidos. O que os detratores não percebem (talvez pelo simples fato de não terem lido os livros) é que, em boa parte desses livros, há muito mais do diversão. É o caso de This Charming Man (Penguin Books, 676 páginas), que li recentemente na versão em inglês (não encontrei a tradução para o português nas livrarias, mas na internet vi que há uma edição portuguesa).

O livro é, sem dúvida, divertido. E, com certeza, muitas leitoras vão se identificar com uma das quatro mulheres acompanhadas pela trama, todas às voltas com a notícia de que o charmoso político Paddy De Courcy vai finalmente se casar: a estilista Lola, sua atual namorada (mas que não é a noiva); a jornalista Grace Gildee, que o conheceu anos atrás e quer uma matéria sobre o assunto; Marnie, irmã de Grace e primeira namorada de Paddy; e Alicia, a noiva. No entanto, o que poderia ser apenas uma sequência de risadas com a "dor de cotovelo" de Lola, por exemplo, tem como pano de fundo três problemas bem reais e atuais: a depressão, o alcoolismo e a violência contra a mulher.

Uma quinta personagem, a política Dee Rossini, aparece como símbolo de uma mulher abusada pelo marido que conseguiu dar a volta por cima. Além disso, após cada parte do livro (em que tipologias de letra diferenciadas identificam qual personagem está sendo acompanhada), há trechos que mostram cenas de violência, sem deixar claro para o leitor quem são os envolvidos — isso ele só descobrirá mais para o final da obra.

O alcoolismo de uma das protagonistas também é mostrado em toda a sua crueza, com as consequências do problema, a relutância em aceitá-lo e em procurar ajuda e a decadência causada por ele, que corre paralela à depressão.

Não pense, no entanto, que This Charming Man é um livro sombrio. Apesar dos temas pesados, a escrita é leve e cativante, e a leitura flui naturalmente. Os momentos "sérios", por assim dizer, estão diluídos em meio a passagens cômicas que não são forçadas — são tão corriqueiras que parecem ter sido tiradas da realidade dos leitores.

Em suma, muitas gargalhadas, mas também reflexão.

Um mundo de glamour e festas em 'Todo Mundo que Vale a Pena Conhecer'

29 de julho de 2010 0

ReproduçãoJá imaginou se o seu trabalho incluísse frequentar festas todas as noites, namorar o homem mais desejado do país e beber muita champanhe? Pois é nesse universo que vive Bette Robinson, a protagonista de Todo Mundo que Vale a Pena Conhecer (editora Record, 496 páginas), de Lauren Weisberger — a mesma autora de O Diabo Veste Prada e À Caça de Harry Winston.

Na trama, Bette acaba de deixar seu emprego estressante em um banco e começa a trabalhar em uma empresa de relações públicas e organização de eventos que se orgulha de ter uma lista com os contatos de "todas as pessoas que vale a pena conhecer". A partir daí, sua vida antes pacata entra num turbilhão de acontecimentos, roupas de grife, festas e gente bonita. E, após conhecer um atraente playboy, passa a ser figurinha constante também nas colunas de fofoca.

As quase 500 páginas do livro garantem muitas gargalhadas aos leitores, mas, também, uma sensação de déjà vu para quem já leu (ou assistiu à versão cinematográfica de) O Diabo Veste Prada: o enredo tem o mesmo mote do mundo glamouroso x os ideais da protagonista, em que a adaptação ao trabalho num meio que parece encantado acaba atrapalhando relacionamentos pessoais de amor e amizade. O final relativamente aberto também é um ponto comum.

O livro vale a leitura, mas sempre com essa ressalva. E falando em ressalvas, faço mais uma: esse é o segundo livro da autora em que mulheres brasileiras são retratadas de uma forma, digamos, não muito elogiosa. Enquanto em À Caça de Harry Winston uma das protagonistas, Adriana, era uma mulher que não conseguia ter um namorado só e era filha de uma modelo brasileira que havia se casado por interesse com um ricaço, neste Todo Mundo que Vale a Pena Conhecer há uma passagem em que um grupo de playboys, numa festa, fica bolinando modelos brasileiras de 14 anos, em roupas sumárias. É algo que aparece apenas de passagem, mas, infelizmente, faz ver que nossa imagem lá fora não é das melhores.

Um livro para quem quer se casar (e/ou rir muito!)

12 de junho de 2010 0

ReproduçãoHoje é Dia dos Namorados, então não poderia faltar uma dica de livro que fale sobre o amor — ou sobre a busca por ele. Para quem quer ler algo romântico e divertido, minha dica é Casório?! (Bertrand Brasil, 644 páginas), um dos sucessos da irlandesa Marian Keyes (a mesma autora de Sushi, Melancia, Los Angeles e Um Bestseller para Chamar de Meu, entre outros).

A trama começa quando Lucy Sullivan, 26 anos, aceita acompanhar as amigas até uma cartomante. A mulher, para sua surpresa, diz que ela irá se casar em um ano. As amigas tomam isso como verdade e chegam a espalhar a notícia — o problema é que Lucy está sem namorado, sem nenhum pretendente ou pretendido em vista e nunca teve muita sorte no amor. Mesmo assim, ela parte em busca do noivo ideal. Nessa busca, ela conhece Gus, bonito mas nada confiável, depois Chuck, um americano muito estranho. Ao mesmo tempo, ela ainda tem de lidar com o namoro da colega de apartamento com Daniel, seu amigo de infância e o maior paquerador do mundo.

O resultado é um enredo mais do que divertido, e, independente de ter ou não namorado, a leitora com certeza se identificará com algumas das situações. Se por acaso isso não acontecer, ao menos terá dado boas risadas durante as mais de 600 páginas.

Se Lucy casa no final? Ah, isso você vai ter de ler para descobrir...

Damas do romance feminino

09 de março de 2010 1

Fotos reprodução 


Ontem falei por aqui das principais autoras de romances policiais da literatura mundial. Hoje vou mudar radicalmente de gênero, e falar um pouquinho sobre escritoras de romances "chick lit", ou seja, aqueles livros de ficção feminina que abordam, com muito humor, o tema das mulheres modernas.

Embora vistos com preconceitos por alguns, os livros costumam prender a atenção por serem divertidos, leves e, principalmente, por reproduzirem com pitadas de humor e ironia situações cotidianas - ou seja, as leitoras se identificam imediatamente com as personagens, lendo página após páginas de um fôlego só (e olha que alguns livros têm mais de 500 páginas).

Um dos maiores nomes desse gênero é, sem dúvida, a irlandesa Marian Keyes, autora de sucessos como Melancia, Tem alguém aí?, Sushi e Um best-seller para chamar de meu (esses dois últimos, já resenhados aqui no blog). Com sensibilidade e ritmo ágil, ela aborda temas como trabalho, preocupações e sonhos, depressão, dor, etc, mas sempre em textos divertidos. Uma característica de seus livros, que no Brasil ganham sempre uma capa colorida característica, é a narração em primeira pessoa, que faz o leitor se sentir mais próximo da(s) personagen(s), como se estivesse vivenciando junto os acontecimentos e emoções.

Outro destaque indiscutível é a norte-americana Meg Cabot, autora de livros femininos-adolescentes. Mais conhecida pela série O diário da princesa, tem mais de 60 livros publicados, incluindo ainda as séries Garota americana, A rainha da fofoca, A mediadora e As Leis de Allie Finkle para Meninas. Detalhe curioso: quando esteve no Brasil em setembro passado, para a Bienal do Livro do Rio, a escritora se disse fã de Clarice Lispector.

E como esquecer da inglesa Helen Fielding, autora do Diário de Bridget Jones? Esse livro e sua sequência, Bridget Jones - No limite da razão, venderam 15 milhões de exemplares no mundo. A carismática e atrapalhada protagonista conquistou leitores de 40 países, atestando o talento da escritora, que também é jornalista e que criou a personagem como uma espécie de alter ego seu.

Merece destaque também a norte-americana Lauren Weisberger, autora de O diabo veste Prada, que virou filme sucesso de bilheteria e com duas indicações ao Oscar, e À caça de Harry Winston (já resenhado aqui no blog), que conta as aventuras de três amigas apavoradas com a proximidade dos 30 anos.

Para fechar o quinteto de damas do chick lit, não dá para deixar de fora a britânica Sophie Kinsella, autora, entre outros sucessos de público, de As Listas de Casamento de Becky Bloom, Os Delírios de Consumo de Becky Bloom e Lembra de Mim? Sua principal heroína, Becky Bloom, é uma jornalista de economia que adora compras. Importante: a autora é ex-jornalista de economia, mas, diferentemente de sua personagem, diz ser muito cuidadosa com seu dinheiro. Ficam as dicas para quem gosta do gênero e também para quem, mesmo não conhecendo ainda esses livros, quer dar boas gargalhadas.

Todos querem ser bestsellers

09 de setembro de 2009 2

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Escrever um livro (de preferência um que seja sucesso de vendas) é o sonho de muitos. Mas como saber o que vai agradar ao público? E como funciona toda a engrenagem por trás de uma obra bem sucedida? Esses são alguns dos pontos levantados, com muito humor, em Um Bestseller pra Chamar de Meu (editora Bertrand Brasil), da irlandesa Marian Keyes - autora também de outros sucessos como Melancia, Férias! e Sushi.

O romance conta a história de três mulheres, a editora Jojo Harvey, a escritora iniciante Lily Wrigth e a produtora de eventos Gemma Hogan, ex-melhor amiga de Lily até que esta tomou seu namorado. Contada hora em primeira pessoa, hora em terceira e utilizando um tom coloquial que equivale quase a uma conversa direta com o leitor - algumas vezes como se fosse uma confidência -, a história vai fluindo rapidamente, a despeito de suas 741 páginas. Os desafios e as incertezas do mercado editorial, as confusões amorosas das personagens, o tom de ironia de muitos trechos, tudo contribui para quem está lendo querer sempre saber mais.

Para completar, a história paralela do "pai fujão" de Emma, que deixa a mãe da personagem pela secretária jovem. O clichê é compensado pelos e-mails sobre o assunto que Emma começa a enviar para uma amiga distante, fantasiando histórias e realidades paralelas. A amiga, que sabe que a produtora de eventos sempre sonhou em ser escritora, envia os e-mails a Jojo - justamente a editora da sua rival Lily. O resultado, claro, são ainda mais confusões (e risadas por parte do leitor).

Enfim, uma leitura leve, agradável, divertida e viciante.

Postado por Maristela Scheuer Deves, Caxias do Sul

Vai um Sushi?

19 de agosto de 2009 2

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Eu já tinha visto aquele livro todo laranjado e com nome de comida japonesa várias vezes, tanto em livrarias e bibliotecas quanto em estandes de feira do livro. Uma colega me falou dele, teceu elogios, mas, mesmo assim, eu resistia em lê-lo. A desculpa era ter várias outras obras para ler, mas, no fundo, confesso que era um pouquinho de preconceito: ouvira e lera que era "literatura feminina", ou, como alguns dizem, "literatura mulherzinha". O rótulo, é claro, deixou-me com um pé atrás.

Enfim, como eu já tinha lido duas outras obras também ditas para o público feminino (e que no meu ver podem ser lidas por qualquer um que queira passar horas agradáveis), resolvi arriscar quando o vi novamente numa biblioteca. Levei Sushi (editora Bertrand Brasil) para casa sem pretensão alguma e degustei-o com prazer. Fiquei presa à história desde o início, percendo o porquê do seu sucesso - o exemplar que eu peguei para ler era uma prova: visivelmente gasto por ter sido lido várias vezes e da 6ª edição no Brasil em poucos anos.

Sushi lido, cheguei a uma conclusão. Definitivamente, a história de três mulheres - a elegante diretora de revista Lisa, a atrapalhada editora Ashling e a dona de casa insatisfeita Clodagh - criada pela escritora Marian Keyes é bem escrita, divertida, irônica, um recorte da vida das mulheres de hoje. Não importa se o leitor é homem ou mulher.

Afinal, um livro que prende a atenção por longas 569 páginas sem deixar cair a peteca (ou sem descer do salto, se preferir) vale a pena ser lido.

Postado por Maristela Scheuer Deves, Caxias do Sul