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Posts na categoria "curiosidades"

Efemérides deste sábado

05 de janeiro de 2013 0

Umberto Eco (Foto Sergio Siano, divulgação)

O dia 5 de janeiro registra pelo menos três acontecimentos importantes ligados ao mundo da literatura.

Em 1808, por exemplo, essa foi a data da criação da primeira tipografia no Brasil — passo importantíssimo para o desenvolvimento das letras nacionais.

Foi também num 5 de janeiro, em 1932, que nasceu o escritor e filósofo italiano Umberto Eco (foto acima(), conhecido por seu cultuado romance O Nome da Rosa, que chegou ao cinema com o ator Sean Conery na pele do personagem principal.

Outras obras de sua autoria são os romances O Pêndulo de Foucault, A Ilha do Dia Anterior, Baudolino e, mais recentemente, O Cemitério de Praga. Na não ficção, possui mais de 30 livros, incluindo Obra Aberta, Apocalípticos e Integrados, Seis Passeios pelos Bosques da Ficção, Não Contem com o Fim do Livro, Sobre a Literatura, História da Beleza e História da Feiúra.

O dia 5 de janeiro também registra uma história curiosa. Em 1825, o escritor francês Alexandre Dumas pai, então com 23 anos, participou de seu primeiro duelo. Dessas lutas, ele tirou inspiração para suas obras, entre elas o clássico Os Três Mosqueteiros.



As muitas capas de um livro

02 de outubro de 2012 0

Reproduções

As capinhas reproduzidas acima são, todas elas, de um mesmo livro, Festa no Covil — em versões para vários países e idiomas. Elas dão uma dimensão do alcance da obra de estreia do escritor mexicano Juan Pablo Villalobos, que estará logo, às 18h, conversando com leitores na 28ª Feira do Livro de Caxias do Sul.

Villalobos, que atualmente mora no Brasil, estreou tarde na literatura, aos 37 anos (em 2010, quando seu livro saiu na Espanha, onde estava radicado então), e a escrita madura conquistou leitores das mais variadas partes do globo. Neste mês, o livro chega também ao fechado mercado norte-americano.

Vale atentar que, nos diferentes países, a obra ganhou por vezes nomes diferentes. Na França, por exemplo, foi chamada de "Na Toca do Coelho Branco", na Itália, de "O Menino que Colecionava Palavras", e na versão em alemão, "Festa no Buraco do Coelho" (traduções literais). A menção ao coelho — significado do nome do personagem principal, o menino Tochtli — também aparece no título em inglês.

E, ao lado, você confere a capa "brasileira" de Festa no Covil, e também a capa (em espanhol) do novo livro do autor, Si viviéramos en un lugar normal, lançada há poucas semanas na Espanha — por aqui, ela deve chegar só no ano que vem.

Para quem quer conhecer um pouco mais de Villalobos, confira um pouco sobre suas leituras:

- Quais são seus três escritores preferidos?
Villalobos: Difícil... vou colocar meus três escritores favoritos dos últimos 10 anos: Daniel Sada, César Aira e Alan Pauls.
 
- Cite seus três livros preferidos:
Villalobos: Quijote (Dom Quixote), de Miguel de Cervantes; El llano en llamas y Pedro Paramo, de Juan Rulfo; e Ferdydurke, de Witold Gombowicz.
 
- Quais os três nomes, de qualquer nacionalidade, que você vê como apostas das letras hoje?
Villalobos: Emiliano Monge (México), Jorge Enrique Lage (Cuba) e Daniela Tarazona (México).

Capital mundial do livro

25 de agosto de 2012 2

 

Arquivo pessoal

Em visita a Buenos Aires, nesta semana, encantei-me com o grande número de livrarias da cidade. Não sei quantas são ao todo, mas era difícil andar cem metros na região central sem deparar com uma - ou mesmo com várias na mesma quadra. Da famosa Ateneo à quase onipresente Cuspide Libros (vi várias dessa rede), além de diversas outras, menores ou maiores, a cidade está muito bem servida de oferta de livros.

Não é à toa que ostenta, com orgulho, o título de Capital Mundial do Livro 2011, concedido no último ano pela Unesco (eu não resisti e posei para uma foto em frente a uma das placas de livraria que anunciam esse feito). O título foi concedido, segundo encontrei em alguns sites, devido ao trabalho de fomento à leitura, de promoção do livro e de divulgação do patrimônio literário do país. Podia-se acrescentar, nessa lista, a fartura de livrarias. 

Nesses templos dos livros, a variedade é igualmente imensa, desde best-sellers do momento até clássicos, muitos clássicos, autores portenhos, autores latino-americanos, autores de diversos países, autores conhecidos, autores dos quais nunca ouvira falar antes...

Os preços são igualmente muito atraentes. Claro que um lançamento que está no topo dos mais vendidos, como os três volumes da série erótica Cinquenta Tons de Cinza, saem por 120 pesos cada (pouco menos de R$ 60), mas saindo desse nicho há excelentes pechinchas. Comprei um livro, um thriller de um autor que não conhecia, por apenas 15 pesos, o que dá cerca de R$ 7 - algo impensável por aqui por um livro de 430 páginas. E havia várias opções assim, além de clássicos por sete pesos. Só não fiz mais compras porque meu espanhol não é lá muito bom...

 Enfim, o que eu queria dizer é que fiquei encantada com esse lado da capital argentina. Quem dera Caxias do Sul um dia chegue a ostentar o mesmo título!

Ator vai lançar livro

22 de julho de 2012 0

 

João Cotta, TV Globo

Bem que o nome do rapaz ao lado já tinha chamado minha atenção - afinal, Cazarré não é um sobrenome tão comum -, mas achei que era coincidência. Não é: o ator gaúcho Juliano Cazarré, que faz o papel do bonitão, ingênuo e meio burro Adauto na novela Avenida Brasil, da Globo, é filho do escritor Lourenço Cazarré. E começa a dar mostras de que, além de ser bom ator, herdou algo da veia literária do pai.

Isso mesmo. Apesar de seu personagem na trama das nove viver falando abobrinhas (tanto que até mesmo a família de Tufão, que não é muito intelectual, percebe seus equívocos), o ator é bem mais do que uma carinha bonita. Segundo a revista Veja que chegou às bancas neste final de semana, Juliano Cazarré lança em meados de agosto seu primeiro livro de poesias.

Filho de peixe...

***

Para quem não conhece ou não lembra, Lourenço Cazarré, pai de Juliano, tem dezenas de obras publicadas, incluindo romances, contos e, principalmente, literatura infanto-juvenil. Entre os títulos estão A Casa Sinistra, Isso Não é Um Filme Americano, Tempo Quente na Fronteira, O Mistério da Obra-Prima, O Despertar dos Amantes e Os Bons e os Justos.

Bom, muito bom

01 de junho de 2012 0

É bom saber que, em tempos de pouca leitura e muita rede social, esta última também pode servir como um incentivo ao contato com os livros.

Digo isso porque fiquei muito feliz ao ver que hoje, até a metade da tarde, um dos "trendin topics" do Twitter - ou seja, dos assuntos mais comentados na rede de microblogs - era a leitura. A hashtag #JunhoSK, criada pelo site Skoob, uma espécie de rede de relacionamentos virtual voltada a quem gosta de ler, ficou entre as "10 mais" por várias horas.

Tudo porque os usuários twitaram respondendo à pergunta "O que você está lendo?", adicionando, ao final, essa hashtag. Chequei agora e vi que ela já não está mais entre os primeiros, mas, mesmo assim, foi uma boa notícia para iniciar o mês.

E você, o que está lendo? Acabei de dar a minha resposta lá no Twitter...

Lá fora é diferente

26 de maio de 2012 0

Livro de Stephen King é um dos destaques nos EUA (reprodução)

Ontem eu falei aqui no blog sobre os mais vendidos do Brasil, em que predominam os romances românticos de Nicholas Sparks. Agora, achei que seria interessante fazer um comparativo com outros países, até porque não havia livros brasileiros na nossa lista, então era possível pressupor que as leituras são as mesmas aqui e lá fora. Pois não são.


Nos "10 mais" da Argentina, por exemplo, não aparece nenhum livro de Sparks, nem nas listas do Chile, da Colômbia, do México ou da Venezuela. Deixando a América do Sul, a situação se repete: o autor de A Escolha, O Melhor de Mim e Um Homem de Sorte, entre outros, também não aparece entre os 10 primeiros nem nos Estados Unidos, nem na Espanha.

Para os argentinos, o 1º lugar é Cartas Marcadas, de Alejandro Dolina, e o 2º, do Pequeno Príncipe, de Antoine de Sait-Exupéry (no Brasil, na lista da Publishnews, esse livro entra nos infantis). Dos autores que andaram se destacando por aqui nos últimos meses, estão entre os mais vendidos da Argentina Suzanne Collins (Jogos Vorazes 1, 2 e 3, respectivamente em 3º, 9º e 10º) e George R.R. Martin (Tormenta de Espadas, 5º e Guerra dos Tronos, 6º)

R.R. Martin também aparece no Chile, em 8º e 9º, bem como Suzanne Collins, em 10º. Lá, o primeiro lugar do ranking é para o livro El Jardín Olvidado, de Kate Morton. Na Colômbia, onde o campeão de vendas é En el País de la Nube Blanca, de Sarah Lark, também aparecem R.R. Martin (4º e 9º) e Suzanne Collins (5º)

O México é outro reduto das obras de Suzanne Collins - lá ela fica com o 1º, o 2º e o 3º lugares. Mais Suzanne Collins na Espanha, onde ela detem o 1º, o 2º e o 4º lugares. Na Venezuela, como no Brasil, ela não aparece; lá o 1º lugar de Virgem aos 30, de Vivian Sleiman. R.R. Martin também é lido entre os venezuelanos, fica em 6º.

Na terra do Tio Sam, se considerarmos os livros em inglês, nem Sparks, nem R.R. Martin, nem Suzanne Collins: o 1º colocado é Stolen Prey, de John Standford. Na mesma lista, vale destacar o novo livro de Stephen King, The Wind Through the Keyhole, da série Dark Tower, em 8º.

Quando se consideram os livros em espanhol vendidos nos EUA, a figura muda bastante: o destaque é o romance erótico Cincuenta Sombras de Grey, de E.L. James - ou, no título original, Fifty Shades of Grey, do qual falei por aqui na quinta feira. Logo a seguir, vêm os três da série Jogos Vorazes, de Suzanne Collins, e o 5º é O Pioneiro do Céu, de Carlos Ruiz Zafón.

Fiquei curiosa: será que nesses países os livros de Sparks chegaram antes e já sumiram das prateleiras, ou será que os gostos literários são mesmo tão diferentes?

Livros na sala de espera

07 de maio de 2012 1

Roberto Witter

Adorei a ideia do cirurgião-dentista Idemar Gregol, 45 anos, que transformou a sala de espera do seu consultório, na cidade de Campos Borges, no noroeste do Estado, em uma biblioteca. A matéria, publicada na edição de ontem do jornal Zero Hora, mostra que o incentivo à leitura não depende apenas de iniciativas do poder público: qualquer pessoa pode fazer a sua parte para difundir esse hábito tão saudável.

E a Biblioteca do Paciente, como foi intitulada por Gregol, deu muito certo. Ela foi criada em fins de 2010, e hoje já tem 1.049 livros nas prateleiras, muitos vindos do acervo pessoal do dentista e de sua esposa, outros de doações. Os livros podem ser lidos por quem espera atendimento e também retirados — quando concedeu a entrevista, Gregol contou que, naquele momento, havia mais de 90 livros circulando. Um ótimo número para uma cidade de 3 mil habitantes.

O mais legal é que mesmo quem não é paciente também pode retirar os livros. Com isso, a sala de espera virou uma espécie de espaço cultural.

E eu fiquei pensando que a ansiedade e monotonia de muitas outras salas de espera poderiam ser aliviadas com ideias como essa...



Escritores sem computador

03 de janeiro de 2012 0

Reprodução do site

Achei muito interessante essa dica do twitter da editora Companhia das Letras e fui conferir: o site Accredited Online Colleges traz uma matéria (em inglês) sobre 12 escritores que se recusam a usar o computador para escrever suas obras.


Um deles é o veterano John Le Carre, autor de O Espião que Veio do Frio e que diz ser "alérgico a computadores". Ele acorda diariamente às 4h, escreve a mão furiosamente e, depois, sua mulher, Jane, digita o trabalho do dia.

O novelista britânico Lee Rourke diz que a escrita é simplemente mais criativa quando feita a mão. O escritor turco Orhan Pamuk, autor do sucesso Neve e que já levou o Nobel de Literatura, é outro adepto da escrita a mão.

Alguns autores até costumam usar o computador, mas não para escrever seus romances. É o caso, por exemplo, de Patrick McLean: ele lê muito no seu tablet Kindle, porém quando se trata de criar suas próprias tramas, ainda é adepto da caneta e do papel. Já Tess Gerritsen, conhecida por suas tramas de suspense médico, mantém um blog no qual escreve diretamente, entretanto prefere escrever com uma caneta Bic e folhas soltas.

Os outros autores citados pelo site e que preferem escrever a mão (ou máquina de escrever - sim, ela ainda existe), mesmo que usem a web ocasionalmente, são J.K. Rowling, a criadora da série Harry Potter, PJ O'Rourke, Oliver Sacks, Jon McGregor, Kazuo Ishiguro, Niven Govinden e Michael Ondaatje (este último autor de O Paciente Inglês).

Ah: se quiser ler a matéria completa no site, clique aqui.

Lady Gaga e o guru

14 de novembro de 2011 0

Divulgação

Em recente passagem pela Índia, Lady Gaga declarou ser leitora das obras do filósofo indiano Osho, autor de livros como Alegria — A Felicidade que Vem de Dentro e Compaixão — O Florescimento do Supremo Amor.

A cantora já havia postado no twitter uma frase  do guru, "A criatividade é a maior forma de rebelião".

Questionada pela imprensa indiana durante uma coletiva, garantiu que já leu diversos livros do mestre Osho porque ama o seu trabalho.

— Aprendi com seus livros que a igualdade é uma das coisas mais importantes na vida. Acho que eu sou uma espécie de hippie indiano — afirmou.

No Brasil, esses livros são publicados pela Editora Cultrix.