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A leitura de Paulinha, da novela das nove

26 de janeiro de 2014 2
Reprodução

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Nos últimos dias, quem estava atento durante a cena em que Paulinha, personagem de Klara Castanho na novela Amor a Vida, pergunta a Paloma (Paola Oliveira) e Bruno (Malvino Salvador) sobre o porque de eles não a deixarem se aproximar do tio, Felix, deve ter percebido que, antes de entrar no assunto, a garota comenta com os pais sua leitura do momento: o livro As Gêmeas da Família, se Stella Maris Rezende.

Achei a iniciativa genial. Novelas costumam ser usadas para divulgar e vender tantas coisas e idéias que nada mais natural do que usar essa grande vitrine igualmente para uma causa nobre como o incentivo a leitura. Talvez para muitos a referencia ao livro tenha passado despercebida, mas se uma pequena parcela dos milhões de telespectadores tiver visto nisso um incentivo para ler um pouquinho, ótimo.

E a “dica de leitura” dada pela Paulinha não foi a única da novela, que se encaminha para a reta final. Por diversas vezes, vi a mãe da Pilar (não lembro agora o nome da personagem interpretada pela Natália Thimberg) com um livro nas mãos, ou conversando sobre ele com a filha.

Como disse acima, uma excelente iniciativa do autor e da Globo. Quem sabe ela possa se repetir em outros programas da emissora e se tornar mais frequente, para ajudar o brasileiro a ver que tem, sim, diversão nas páginas dos livros…

 

Marketing literário

08 de setembro de 2013 0

rainhaA propaganda é a alma do negócio, diz o ditado. E um bom exemplo do uso do marketing na área da literatura é esse da foto acima.

Para divulgar seu novo livro, A Rainha está Morta (Quatrilho Editorial, 105 págs., R$ 19,90), que será lançado no próximo dia 18, o jovem escritor caxiense Pedro Guerra enviou para a imprensa sacolas personalizadas com o nome do livro.

Dentro delas, além do livro amarrado com fita de presente, do convite e do marcador, vieram bloquinho de anotações, um “jornal” noticiando a morte da embaixatriz mais cotada para receber a coroa de rainha da Festa da Uva (ponto de partida do enredo) e até mesmo uma garrafinha de suco de uva — tudo, é claro, trazendo o nome do livro.

Além disso, o escritor de 21 anos fez questão de convidar as embaixatrizes e soberanas “de verdade” para o lançamento, que será às 19h do dia 18 no Zarabatana Café, no Centro de Cultura Ordovás (Rua Luiz Antunes, 312, bairro Panazzolo), em Caxias do Sul. Se conseguir a presença delas, será um ponto extra para a obra, um romance policial.

 

Nota 'literária'

11 de agosto de 2013 0

 

Bank of England, reprodução

Bank of England, reprodução

O anúncio foi feito ainda no dia 24 de julho pelo Bank of England, mas eu ainda não tinha falado dele por aqui, então, vamos lá: a escritora Jane Austen, autora de clássicos como Razão e Sensibilidade, Orgulho e Preconceito e Emma, vai estampar a nota de 10 libras.

A nota “literária” trará uma imagem da escritora, a frase “I declare after all there is no enjoyment like reading!” (“eu declaro depois de tudo que não há diversão igual à leitura”, em tradução livre) — afirmação de Miss Bingley no capítulo 11 de Orgulho e Preconceito —, uma ilustração da personagem Elisabeth Bennet e uma imagem de Godmersham Park, casa do irmão de Jane e que, acredita-se, tenha inspirado vários de seus romances.

Mark Carney, do Bank of England, declarou que Jane Austen, nascida em 1775 e morta em 1817, certamente merece um lugar no seleto grupo de figuras históricas a aparecerem nas notas do país.

— Seus romances têm um apelo universal e ela é reconhecida como uma das maiores escritoras a literatura inglesa. Com Austen se reunindo a Adam Smith, Boulton e Watt e, no futuro, a Winston Churchill (cuja nota, de 5 libras, entra em circulação em 2016), nossas notas vão celebrar uma vasta gama de indivíduos que deixaram sua contribuição em várias áreas.

Ah: apesar de já ter tido seu design apresentado, os ingleses só terão a nota em mãos daqui a quatro anos, em 2017.

Efemérides deste sábado

05 de janeiro de 2013 0

Umberto Eco (Foto Sergio Siano, divulgação)

O dia 5 de janeiro registra pelo menos três acontecimentos importantes ligados ao mundo da literatura.

Em 1808, por exemplo, essa foi a data da criação da primeira tipografia no Brasil — passo importantíssimo para o desenvolvimento das letras nacionais.

Foi também num 5 de janeiro, em 1932, que nasceu o escritor e filósofo italiano Umberto Eco (foto acima(), conhecido por seu cultuado romance O Nome da Rosa, que chegou ao cinema com o ator Sean Conery na pele do personagem principal.

Outras obras de sua autoria são os romances O Pêndulo de Foucault, A Ilha do Dia Anterior, Baudolino e, mais recentemente, O Cemitério de Praga. Na não ficção, possui mais de 30 livros, incluindo Obra Aberta, Apocalípticos e Integrados, Seis Passeios pelos Bosques da Ficção, Não Contem com o Fim do Livro, Sobre a Literatura, História da Beleza e História da Feiúra.

O dia 5 de janeiro também registra uma história curiosa. Em 1825, o escritor francês Alexandre Dumas pai, então com 23 anos, participou de seu primeiro duelo. Dessas lutas, ele tirou inspiração para suas obras, entre elas o clássico Os Três Mosqueteiros.



As muitas capas de um livro

02 de outubro de 2012 0

Reproduções

As capinhas reproduzidas acima são, todas elas, de um mesmo livro, Festa no Covil — em versões para vários países e idiomas. Elas dão uma dimensão do alcance da obra de estreia do escritor mexicano Juan Pablo Villalobos, que estará logo, às 18h, conversando com leitores na 28ª Feira do Livro de Caxias do Sul.

Villalobos, que atualmente mora no Brasil, estreou tarde na literatura, aos 37 anos (em 2010, quando seu livro saiu na Espanha, onde estava radicado então), e a escrita madura conquistou leitores das mais variadas partes do globo. Neste mês, o livro chega também ao fechado mercado norte-americano.

Vale atentar que, nos diferentes países, a obra ganhou por vezes nomes diferentes. Na França, por exemplo, foi chamada de “Na Toca do Coelho Branco”, na Itália, de “O Menino que Colecionava Palavras”, e na versão em alemão, “Festa no Buraco do Coelho” (traduções literais). A menção ao coelho — significado do nome do personagem principal, o menino Tochtli — também aparece no título em inglês.

E, ao lado, você confere a capa “brasileira” de Festa no Covil, e também a capa (em espanhol) do novo livro do autor, Si viviéramos en un lugar normal, lançada há poucas semanas na Espanha — por aqui, ela deve chegar só no ano que vem.

Para quem quer conhecer um pouco mais de Villalobos, confira um pouco sobre suas leituras:

- Quais são seus três escritores preferidos?
Villalobos: Difícil… vou colocar meus três escritores favoritos dos últimos 10 anos: Daniel Sada, César Aira e Alan Pauls.
 
- Cite seus três livros preferidos:
Villalobos: Quijote (Dom Quixote), de Miguel de Cervantes; El llano en llamas y Pedro Paramo, de Juan Rulfo; e Ferdydurke, de Witold Gombowicz.
 
- Quais os três nomes, de qualquer nacionalidade, que você vê como apostas das letras hoje?
Villalobos: Emiliano Monge (México), Jorge Enrique Lage (Cuba) e Daniela Tarazona (México).

Capital mundial do livro

25 de agosto de 2012 2

 

Arquivo pessoal

Em visita a Buenos Aires, nesta semana, encantei-me com o grande número de livrarias da cidade. Não sei quantas são ao todo, mas era difícil andar cem metros na região central sem deparar com uma – ou mesmo com várias na mesma quadra. Da famosa Ateneo à quase onipresente Cuspide Libros (vi várias dessa rede), além de diversas outras, menores ou maiores, a cidade está muito bem servida de oferta de livros.

Não é à toa que ostenta, com orgulho, o título de Capital Mundial do Livro 2011, concedido no último ano pela Unesco (eu não resisti e posei para uma foto em frente a uma das placas de livraria que anunciam esse feito). O título foi concedido, segundo encontrei em alguns sites, devido ao trabalho de fomento à leitura, de promoção do livro e de divulgação do patrimônio literário do país. Podia-se acrescentar, nessa lista, a fartura de livrarias. 

Nesses templos dos livros, a variedade é igualmente imensa, desde best-sellers do momento até clássicos, muitos clássicos, autores portenhos, autores latino-americanos, autores de diversos países, autores conhecidos, autores dos quais nunca ouvira falar antes…

Os preços são igualmente muito atraentes. Claro que um lançamento que está no topo dos mais vendidos, como os três volumes da série erótica Cinquenta Tons de Cinza, saem por 120 pesos cada (pouco menos de R$ 60), mas saindo desse nicho há excelentes pechinchas. Comprei um livro, um thriller de um autor que não conhecia, por apenas 15 pesos, o que dá cerca de R$ 7 – algo impensável por aqui por um livro de 430 páginas. E havia várias opções assim, além de clássicos por sete pesos. Só não fiz mais compras porque meu espanhol não é lá muito bom…

 Enfim, o que eu queria dizer é que fiquei encantada com esse lado da capital argentina. Quem dera Caxias do Sul um dia chegue a ostentar o mesmo título!

Ator vai lançar livro

22 de julho de 2012 0

 

João Cotta, TV Globo

Bem que o nome do rapaz ao lado já tinha chamado minha atenção – afinal, Cazarré não é um sobrenome tão comum -, mas achei que era coincidência. Não é: o ator gaúcho Juliano Cazarré, que faz o papel do bonitão, ingênuo e meio burro Adauto na novela Avenida Brasil, da Globo, é filho do escritor Lourenço Cazarré. E começa a dar mostras de que, além de ser bom ator, herdou algo da veia literária do pai.

Isso mesmo. Apesar de seu personagem na trama das nove viver falando abobrinhas (tanto que até mesmo a família de Tufão, que não é muito intelectual, percebe seus equívocos), o ator é bem mais do que uma carinha bonita. Segundo a revista Veja que chegou às bancas neste final de semana, Juliano Cazarré lança em meados de agosto seu primeiro livro de poesias.

Filho de peixe…

***

Para quem não conhece ou não lembra, Lourenço Cazarré, pai de Juliano, tem dezenas de obras publicadas, incluindo romances, contos e, principalmente, literatura infanto-juvenil. Entre os títulos estão A Casa Sinistra, Isso Não é Um Filme Americano, Tempo Quente na Fronteira, O Mistério da Obra-Prima, O Despertar dos Amantes e Os Bons e os Justos.

Bom, muito bom

01 de junho de 2012 0

É bom saber que, em tempos de pouca leitura e muita rede social, esta última também pode servir como um incentivo ao contato com os livros.

Digo isso porque fiquei muito feliz ao ver que hoje, até a metade da tarde, um dos “trendin topics” do Twitter – ou seja, dos assuntos mais comentados na rede de microblogs – era a leitura. A hashtag #JunhoSK, criada pelo site Skoob, uma espécie de rede de relacionamentos virtual voltada a quem gosta de ler, ficou entre as “10 mais” por várias horas.

Tudo porque os usuários twitaram respondendo à pergunta “O que você está lendo?”, adicionando, ao final, essa hashtag. Chequei agora e vi que ela já não está mais entre os primeiros, mas, mesmo assim, foi uma boa notícia para iniciar o mês.

E você, o que está lendo? Acabei de dar a minha resposta lá no Twitter…

Lá fora é diferente

26 de maio de 2012 0

Livro de Stephen King é um dos destaques nos EUA (reprodução)

Ontem eu falei aqui no blog sobre os mais vendidos do Brasil, em que predominam os romances românticos de Nicholas Sparks. Agora, achei que seria interessante fazer um comparativo com outros países, até porque não havia livros brasileiros na nossa lista, então era possível pressupor que as leituras são as mesmas aqui e lá fora. Pois não são.


Nos “10 mais” da Argentina, por exemplo, não aparece nenhum livro de Sparks, nem nas listas do Chile, da Colômbia, do México ou da Venezuela. Deixando a América do Sul, a situação se repete: o autor de A Escolha, O Melhor de Mim e Um Homem de Sorte, entre outros, também não aparece entre os 10 primeiros nem nos Estados Unidos, nem na Espanha.

Para os argentinos, o 1º lugar é Cartas Marcadas, de Alejandro Dolina, e o 2º, do Pequeno Príncipe, de Antoine de Sait-Exupéry (no Brasil, na lista da Publishnews, esse livro entra nos infantis). Dos autores que andaram se destacando por aqui nos últimos meses, estão entre os mais vendidos da Argentina Suzanne Collins (Jogos Vorazes 1, 2 e 3, respectivamente em 3º, 9º e 10º) e George R.R. Martin (Tormenta de Espadas, 5º e Guerra dos Tronos, 6º)

R.R. Martin também aparece no Chile, em 8º e 9º, bem como Suzanne Collins, em 10º. Lá, o primeiro lugar do ranking é para o livro El Jardín Olvidado, de Kate Morton. Na Colômbia, onde o campeão de vendas é En el País de la Nube Blanca, de Sarah Lark, também aparecem R.R. Martin (4º e 9º) e Suzanne Collins (5º)

O México é outro reduto das obras de Suzanne Collins – lá ela fica com o 1º, o 2º e o 3º lugares. Mais Suzanne Collins na Espanha, onde ela detem o 1º, o 2º e o 4º lugares. Na Venezuela, como no Brasil, ela não aparece; lá o 1º lugar de Virgem aos 30, de Vivian Sleiman. R.R. Martin também é lido entre os venezuelanos, fica em 6º.

Na terra do Tio Sam, se considerarmos os livros em inglês, nem Sparks, nem R.R. Martin, nem Suzanne Collins: o 1º colocado é Stolen Prey, de John Standford. Na mesma lista, vale destacar o novo livro de Stephen King, The Wind Through the Keyhole, da série Dark Tower, em 8º.

Quando se consideram os livros em espanhol vendidos nos EUA, a figura muda bastante: o destaque é o romance erótico Cincuenta Sombras de Grey, de E.L. James – ou, no título original, Fifty Shades of Grey, do qual falei por aqui na quinta feira. Logo a seguir, vêm os três da série Jogos Vorazes, de Suzanne Collins, e o 5º é O Pioneiro do Céu, de Carlos Ruiz Zafón.

Fiquei curiosa: será que nesses países os livros de Sparks chegaram antes e já sumiram das prateleiras, ou será que os gostos literários são mesmo tão diferentes?

Livros na sala de espera

07 de maio de 2012 1

Roberto Witter

Adorei a ideia do cirurgião-dentista Idemar Gregol, 45 anos, que transformou a sala de espera do seu consultório, na cidade de Campos Borges, no noroeste do Estado, em uma biblioteca. A matéria, publicada na edição de ontem do jornal Zero Hora, mostra que o incentivo à leitura não depende apenas de iniciativas do poder público: qualquer pessoa pode fazer a sua parte para difundir esse hábito tão saudável.

E a Biblioteca do Paciente, como foi intitulada por Gregol, deu muito certo. Ela foi criada em fins de 2010, e hoje já tem 1.049 livros nas prateleiras, muitos vindos do acervo pessoal do dentista e de sua esposa, outros de doações. Os livros podem ser lidos por quem espera atendimento e também retirados — quando concedeu a entrevista, Gregol contou que, naquele momento, havia mais de 90 livros circulando. Um ótimo número para uma cidade de 3 mil habitantes.

O mais legal é que mesmo quem não é paciente também pode retirar os livros. Com isso, a sala de espera virou uma espécie de espaço cultural.

E eu fiquei pensando que a ansiedade e monotonia de muitas outras salas de espera poderiam ser aliviadas com ideias como essa…