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Posts na categoria "dica"

Uma (ótima) revista sobre livros

29 de maio de 2014 0
Reproduções

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No Brasil não temos, como em outros países, a tradição das revistas literárias — elas existem, claro, mas não são algo comum, ainda mais no formato tradicional, em papel.

Pois recentemente recebi dois números de uma nova publicação, a Mapa, editada e distribuída — gratuitamente — pela editora Arte & Letra e pelo programa Conversa entre Amigos.

“Podemos parecer ingênuos, mas procuramos ser idealistas (e ousados). Então dizemos sim quando todo mundo diz não. Sim, é possível fazer uma revista baseada em textos bons que falam de livros como se costuma falar de filmes”, diz o editorial da publicação.

O foco não são textos de críticos especializados em teoria literária, mas a história em si, os personagens, as cenas marcantes — enfim, aquilo que mais chama a atenção de nós, leitores comuns, ao ler um livro. Isso não significa artigos rasos, muito pelo contrário, até porque a publicação mantém parceria para utilização de conteúdos da revista The New York Review of Books e do jornal The New York Times.

O primeiro número trouxe, por exemplo, uma matéria com Dan Brown, autor de O Código Da Vinci e Inferno, que falou sobre o que ele gosta (e o que não gosta) de ler. No segundo número, o destaque foi para Stephen King, com matérias sobre seus dois mais recentes livros, Novembro de 1963 e Doctor Sleep, este último ainda sem versão em português. Destaque ainda para um texto do próprio King, falando sobre o livro Os Deixados para Trás, de Tom Perrotta.

Aqui no Rio Grande do Sul ainda não tem pontos de distribuição da revista, que é bimestral, mas a informação é de que ela pode ser recebida em casa, bastando se cadastrar pelo e-mail mapa@arteeletra.com.br.

Vale a pena.

Dia para lembrar Moacyr Scliar

27 de fevereiro de 2014 0
Roni Rigon, banco de dados

Roni Rigon, banco de dados

Há tempo não falo de efemérides por aqui… Mas este 27 de fevereiro não poderia passar em branco, pois marca os três anos da morte de um dos mais conhecidos (e reconhecidos) escritores gaúchos, Moacyr Scliar, falecido em 2011.

O médico e escritor, membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), deixou um legado de mais de 80 livros em diversos gêneros, incluindo romance, infantojuvenil, crônica, ensaio, conto, etc. Entre seus títulos estão O Carnaval dos Animais (contos, de 1968), Mês de Cães Danados (romance, 1977), O Centauro no Jardim (romance, 1980), Cavalos e Obeliscos (Juvenil, 1981), Minha Mãe não Dorme enquanto eu não Chegar (crônicas, 1995).

Ele também é autor de Max e os Felinos, romance lançado em 1981 e que teria inspirado A Vida de Pi, livro do canadense Yann Martel transformado no filme As Aventuras de Pi — houve até polêmica envolvendo essa “coincidência”.

Outro livro, voltado aos adolescente e do qual já falei por aqui, é Ciumento de Carteirinha.

E se você ainda não tiver leitura para o feriadão que está chegando, ficam aí algumas dicas…

 

Biblioteca de Veranópolis em novo local

21 de fevereiro de 2014 0
Kid Sangali, divulgação

Kid Sangali, divulgação

Os leitores de Veranópolis, na Serra gaúcha, contam desde o último dia 13 com novas instalações da Biblioteca Pública Mansueto Bernardi, agora localizada no hall de entrada da Sociedade Alfredo Chavense (Rua Pinheiro Machado, 770). O novo espaço funciona de segunda a sexta-feira, das 8h30min às 17h30min, sem fechar ao meio-dia.

Lá, os leitores podem desfrutar de um acervo de 26 mil livros, que está sempre se renovando. Entre as aquisições do último mês, por exemplo, estão obras como Chá de Sumiço, mais recente lançamento de Marian Keyes, A Redenção de Gabriel, de Sylvain Reynard, Tesouro Secreto, de Nora Roberts, Dexter é Delicioso, de Jeff Lindsay, Como Salvar um Vampiro Apaixonado, de Beth Fantaskey, Você Faz o Amanhã, de Marcelo Cezar, e Jesus, o Homem mais Sábio que já Existiu, de Steven K. Scott.

Para quem mora na cidade mais ainda não é sócio, é fácil: basta levar um documento de identidade e um comprovante de endereço, e a associação está feita.

Além do empréstimo de livros, há espaço para a leitura de jornais e revistas (cerca de 12 títulos diferentes), computadores para acesso à internet e Hora do Conto para a criançada. Prestes a completar 44 anos, em março, a biblioteca também se prepara para lançar o 17º Concurso Literário Mansueto Bernardi, que tem âmbito nacional e visa valorizar e descobrir talentos literários.

Destaque aos autores brasileiros (e portugueses)

19 de fevereiro de 2014 0
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Já que no início da semana comentei por aqui sobre a pouca valorização dos autores brasileiros de ficção, vale registrar uma boa iniciativa nessa área. É a revista literária eletrônica Samizdat, produzida majoritariamente por escritores brasileiros, além de alguns nomes de Portugal.

No número 39 da publicação, lançado em janeiro (ela é trimestral), o leitor encontra 15 contos, além de poesias e crônicas. E já que a ideia é valorizar os “nossos” escritores, segue a relação de contos dessa edição e seus respectivos autores:

- Sempre Assim Será, Joaquim Bispo

- Os Adúlteros, Henry Alfred Bugalho

- Milando, Japone Arijuane

- Memória, Ana Beatriz Cabral

- Aprendizado, Mario Filipe Cavalcanti

- Audácia, Rodrigo Domit

- Dona Dora, Zulmar Lopes

- Glyn, Volmar Camargo Junior

- Sangue do meu sangue, onde espirras?, Cinthia Kriemler

- Duas Bandas, Lília Ramadan Veríssimo de Lima

- O Quadro, Ana Luiza Drummond

- O Bilhetinho, Maria de Fátima Santos

- Triagem, Maria Teresa Hellmeister Fornaciari

- Bronca de pai, bronca de filho, Wlange Keindé

- Um escrito atrás do livro de poesias de Álvaro de Campos, Amanda Ariana

Ficou interessado? O material pode ser acessado clicando aqui. Além da revista, os colaboradores da Samizdat mantém um blog com novos textos diários, que você pode conferir aqui.

Meus 10 livros preferidos da coleção Vaga-Lume

04 de fevereiro de 2014 2
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A coleção Vaga-Lume marcou a infância e a adolescência de muitos leitores, e comigo não seria diferente.
Por isso, nessa onda de listar 10 livros marcantes, reservei um post só para ela – e com certeza, mais uma vez, vários títulos bons ficaram de fora.

Esses listados abaixo são todos de décadas atrás, dos “clássicos” da coleção, ainda hoje reeditados (já li vários dos livros mais recentes, mas continuo preferindo os antigos). São livros feitos especialmente para o público jovem, com opções de aventura, mistério e até preocupação social — como o caso de Tonico e Carniça, por exemplo.

Além disso, é uma coleção inteira composta de ótimos livros de autores brasileiros, mostrando que também se faz boa literatura  por aqui. Inclusive para os jovens, que muitas vezes pensam ser necessário recorrer a similares estrangeiros de muito menos qualidade.

Se você também leu livros da Vaga-Lume, comente deixando seu preferido. Se não leu, experimente. Com certeza, você vai amar.

- A Serra dos Dois Meninos, de de Aristides Fraga Lima: a história dos dois irmãos que vão explorar sozinhos um morro na fazenda do pai e acabam se perdendo na mata foi uma das primeiras histórias que prendeu minha atenção, lá pelos meus oito anos. Ficava imaginando o que eu faria naquela situação…

- A Ilha Perdida, de Maria José Dupré: outra história de aventura, em que dois irmãos, de férias, resolvem ir de canoa explorar uma ilha do rio que corta as terras do padrinho, sem que ninguém saiba. Mas a canoa some, o rio sobe e eles ficam presos lá…

- O Mistério do Cinco Estrelas, de Marcos Rey: um dos primeiros livros que me fizeram gostar de tramas policiais, começa com um homem assassinado em um grande hotel. Apenas o mensageiro Léo vê o corpo, mas ninguém acredita nele, que resolve desvendar o mistério apenas com a ajuda dos amigos.

- Um Cadáver Ouve Rádio, de Marcos Rey: um sanfoneiro é encontrado morto num prédio abandonado, tendo ao lado um rádio ligado. Leo e seus amigos, os mesmos do livro anterior, resolvem investigar o crime.

- O Rapto do Garoto de Ouro, de Marcos Rey: um jovem cantor, conhecido como Garoto de Ouro, é raptado antes de um show, e os amigos Leo, Gino e Ângela vão tentar desvendar o caso, tendo como pista apenas uma agenda com nomes e endereços.

- O Escaravelho do Diabo, de Lúcia Machado de Almeida: pessoas ruivas estão sendo assassinadas, e, antes da morte, recebem um escaravelho. Outro ótimo livro policial da Vaga-Lume.

- O Caso da Borboleta Atíria, de Lúcia Machado de Almeida: divertida história policial passada no mundo animal, é um dos clássicos da coleção.

- Spharion, de Lúcia Machado de Almeida: nessa história, os crimes misteriosos tem relação com fenômenos paranormais, numa trama diferente e interessante.

- Tonico e Carniça, de José Rezende Filho e Assis Brasil: continuação de Tonico, de Rezende Filho, traz mais uma vez o menino órfão que vira engraxate, ao lado de seu amigo Carniça.

- A Vida Secreta de Jonas, de Luiz Galdino: conta a história de um menino que aparece de repente em uma cidadezinha, dizendo não saber quem é. Acolhido por uma família, faz amigos — mas também inimigos, que dizem que ele é extraterrestre.

A leitura de Paulinha, da novela das nove

26 de janeiro de 2014 2
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Nos últimos dias, quem estava atento durante a cena em que Paulinha, personagem de Klara Castanho na novela Amor a Vida, pergunta a Paloma (Paola Oliveira) e Bruno (Malvino Salvador) sobre o porque de eles não a deixarem se aproximar do tio, Felix, deve ter percebido que, antes de entrar no assunto, a garota comenta com os pais sua leitura do momento: o livro As Gêmeas da Família, se Stella Maris Rezende.

Achei a iniciativa genial. Novelas costumam ser usadas para divulgar e vender tantas coisas e idéias que nada mais natural do que usar essa grande vitrine igualmente para uma causa nobre como o incentivo a leitura. Talvez para muitos a referencia ao livro tenha passado despercebida, mas se uma pequena parcela dos milhões de telespectadores tiver visto nisso um incentivo para ler um pouquinho, ótimo.

E a “dica de leitura” dada pela Paulinha não foi a única da novela, que se encaminha para a reta final. Por diversas vezes, vi a mãe da Pilar (não lembro agora o nome da personagem interpretada pela Natália Thimberg) com um livro nas mãos, ou conversando sobre ele com a filha.

Como disse acima, uma excelente iniciativa do autor e da Globo. Quem sabe ela possa se repetir em outros programas da emissora e se tornar mais frequente, para ajudar o brasileiro a ver que tem, sim, diversão nas páginas dos livros…

 

O meu clássico preferido

08 de janeiro de 2014 0
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Depois do post de segunda-feira à noite, aqui no blog, e também da minha coluna de hoje no jornal Pioneiro, ambos sobre o tema da redação do vestibular da UFRGS, muita gente quis saber: afinal, qual é o meu livro preferido?

Como disse na crônica, já li tantos bons livros que fica difícil escolher um só, mas, já que o tema se referia a clássicos, não tem erro: o meu clássico preferido é O Vermelho e o Negro, de Stendhal. Que, de quebra, é o melhor de todos os livros que já li.

Só fui lê-lo alguns anos atrás, quando ganhei um exemplar de presente de amigo secreto do Carlos Henrique Iotti (sim, o criador do Radicci). Nas primeiras páginas, achei o texto um tanto difícil — afinal, a obra-prima do escritor francês foi publicada há quase dois séculos, em 1830, quando a linguagem era muito diferente da de hoje. Bastou, entretanto, ultrapassar o primeiro capítulo para me apaixonar pela história.

Nas suas mais de 400 páginas (o número exato depende da edição, há várias em português), O Vermelho e o Negro conta a trajetória do jovem Julien Sorel. Nascido em uma família de camponeses, ele é contratado para dar aulas aos filhos de uma família nobre, os De Rênal, e acaba tendo um caso ardente com a Sra. De Renal. Ela é o amor de sua vida, ele tem certeza — até conhecer a jovem Mathilde De La Mole, que se torna seu outro amor “eterno e definitivo”.

O escândalo e as aventuras (ou desventuras) amorosas de Sorel, entretanto, não são os únicos elementos de peso do romance, um dos mais densos da literatura mundial. Muito bem costurados à trama estão as complexas relações sociais e políticas da França de então. Que, embora já estejam distantes no tempo, por vezes fazem lembrar a política brasileira atual, é preciso dizer.

Considerada a obra que introduziu o realismo no romance francês,  O Vermelho e O Negro é daqueles livros que, mesmo depois de terminada a leitura, demoram a sair do seu pensamento. Julien Sorel, madame De Rênal e Mathilde são personagens tão vívidos, tão reais, que nos é difícil separar deles, ou deixar de refletir sobre seu destino. 

***

Ah: pouco tempo atrás, zapeando na tevê, encontrei uma adaptação televisiva de outra obra de Stendhal, ou melhor, Henri-Marie Beyle, nome verdadeiro do autor. O filme era baseado no livro A Cartuxa de Parma, que ainda não li, mas que está na minha lista, pois parece tão interessante e denso quanto seu “irmão” mais famoso.

Todas as cartas de amor são ridículas?

24 de outubro de 2013 0
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Todas as cartas de amor são ridículas, escreveu Fernando Pessoa, mas confessou: também escreveu as suas.

Quem tinha vontade de saber como seriam essas “ridículas” cartas do poeta português pode saciar essa curiosidade com o livro Cartas à Ophelia, que reúne a correspondência amorosa por ele endereçada a sua amada.

Nas cartas, Pessoa narra seus pequenos acidentes domésticos, seus contratempos diários, suas indisposições físicas, sua perseguição de um sentido de normalização, além de deixar transparecer suas obsessões.

Com prefácio de Antonio Tabucchi e ilustrações de António Seguí, o livro tem edição da Biblioteca Azul. Com 160 páginas, custa R$ 34,90.

Quer escrever? Saiba como...

04 de agosto de 2013 0

Charles Guerra, banco de dados

Se você é daqueles que tem vontade de escrever um romance, mas não tem nem ideia de por onde começar, fica a dica: inicia nesta segunda-feira, em Caxias do Sul, a oficina literária O Que é Preciso Saber para Começar a Escrever, ministrada pela jornalista e escritora Adriana Antunes.


Promovida pelo  Gupo Literário Independente NósSemHora, a oficina vai ocorrer na Do Arco da Velha Livraria e Café (Rua Os 18 do Forte, 1.690), em Caxias do Sul, nas quatro segundas-feiras do mês de agosto, sempre das 18h30min às 20h. O custo é de R$ 15 por encontro, ou R$ 50 o pacote.

Durante a oficina, Adriana vai abordar como funciona a arte da ficção, detalhando aspectos como a importância do fazer literário na construção do romance, a manipulação do tempo, o suspense, a escolha do ponto de vista da narrativa, a estruturação dos personagens e a criação de diálogos. Nesta segunda, no primeiro encontro, o foco estará na compreensão da estrutura narrativa.

Tem livro para trocar no San Pelegrino

16 de abril de 2013 0

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Começou ontem mais uma edição do projeto Livro Livre, promovido pelo Departamento do Livro e da Leitura, por meio da Biblioteca Municipal Dr. Demetrio Niederauer, de Caxias do Sul. Com isso, está aberto novamente o espaço para troca gratuita de livros instalado no primeiro andar do shopping Estação San Pelegrino.


Para participar, basta levar livros que se tenha em casa (em bom estado, é claro) e trocar por outros, à escolha entre as dezenas de títulos disponíveis nas estantes do projeto. E, com as próprias trocas, o acervo está sempre se renovando, com novas obras a cada dia – ou seja, vale ir lá trocar, ler o livro trocado e voltar lá, para procurar novas leituras!

O espaço do Livra Livro, no qual também é possível sentar e desfrutar confortavelmente de um tempo para a leitura, vai funcionar até o dia 30. Por estarmos no mês do livro, terá vários atrações, das quais falarei por aqui nos próximos dias.

Vá separando seus livros para trocar!