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Posts na categoria "infanto-juvenil"

Hoje é noite de Confraria

21 de maio de 2013 0

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A programação para quem curte literatura está de vento em popa em Caxias do Sul. Depois do ótimo Órbita Literária, realizado ontem, hoje à noite ocorre o encontro mensal da Confraria Reinações Caxias, também na Do Arco da Velha Livraria e Café (Rua Os 18 do Forte, 1.690).


O tema de hoje da Confraria — grupo que se reúne mensalmente para debater literatura infantojuvenil e que está prestes a completar quatro anos — é o livro O Homem de Areia, de E.T.A. Hoffmann. A coordenação dos debates estará a cargo de Germano Weirich.

O encontro começa às 19h30min e vai até as 21h, com entrada franca. Mesmo pessoas que ainda não integram a Confraria (ou que não leram o livro) podem participar.

Religião e mitologia na liderança

10 de maio de 2013 0

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Pela segunda semana seguida, o livro Kairós (editora Principium), do padre Marcelo Rossi, lidera o ranking geraldos mais vendidos do site especializado Publishnews — e mais do que duplicou as vendas da semana anterior, registrando 20.761 exemplares nas livrarias pesquisadas (na pesquisa passada, eram 8.230).


A análise do site sobre o fenômeno vem com um título bem sugestivo "depois do pecado, a confissão", referindo-se a outro best-seller recente, o romance erótico Cinquenta Tons de Cinza, de E.L. James (que segue na lista, mas agora na nona colocação).

Vale destacar que esta semana passou a aparecer na lista, em terceiro lugar, o livro infantojuvenil A Marca de Atena (Intrínseca), terceiro volume da série Heróis do Olimpo, de Rick Riordan — o mesmo autor da série Percy Jackson e Os Olimpianos, da qual pode-se dizer que Heróis do Olimpo é a continuação. A nova aventura mitológica do escritor americano é também a campeã da semana entre os infantojuvenis.

Ah: o livro de negócios Sonho Grande (Primeira Pessoa), de Cristiane Correa, manteve a segunda colocação na listagem geral.

Lançamento: 'A Guerra'

08 de maio de 2013 0

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Já falei por aqui, numa resenha dupla, sobre os livros O Motivo e A Missão, de Patrick Ness, os dois primeiros volumes da ótima trilogia Mundo em Caos. Pois acabo de saber que está chegando às livrarias, neste mês, o terceiro e último volume da série, A Guerra (editora Pandorga, 544 páginas, R$ 39,90).

Para relembrar a história: no primeiro livro, o menino Todd Hewitt está prestes a completar 13 anos, quando se tornará oficialmente um homem. Ele é o último garoto de Prentissburgo, uma cidade onde também não existem mulheres. Mas essa não é a única diferença do lugar: ali, todos escutam os pensamentos de todos, vivendo num constante ruído, sem possibilidade de segredos.

Entretanto, durante um passeio na mata, Todd vai encontrar algo que ele nunca conheceu: um silêncio, um buraco no ruído. E vai descobrir que, ao contrário do que sempre acreditara, Prentissburgo guarda, sim, seus segredos. Acompanhado de Viola, a primeira menina que ele já conheceu, ele parte numa aventura de vida ou morte, que se estende pelo segundo livro, sempre com novas surpresas para Todd e para o leitor. Afinal, nada nunca é o que parece.

Agora, em A Guerra, Todd e Viola vão ter de lidar com diferenças de opinião, agravamento nas questões políticas, armas químicas e de fogo e também escassez de alimentos. Isso porque uma nova guerra com os spackles começou, e nem sempre é fácil distiguir o bem e o mal. É possível uma amizade — ou algo mais — resisitir quando se está em lados opostos da batalha? E quem, afinal, está certo? É correto matar alguns para salva muitos? Há redenção após tantos erros?

Enfim, o livro promete ser denso (e tenso) como os anteriores, provocando questionamentos e prendendo o leitor até o fim, mesmo com suas mais de 500 páginas. Vale lembrar que a série é voltada ao público juvenil, mas é também ótima leitura para adultos.

Só senti falta, na capa, dos rostos que caracterizaram os dois primeiros volumes. Mesmo assim, já vou procurar pelo meu exemplar nas livrarias...



'Confissão', de Paula Pimenta, ganha reedição

29 de abril de 2013 0

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Antes de tornar-se uma escritora best-seller com a série de livros Fazendo Meu Filme, voltados ao público adolescente, a escritora mineira Paula Pimenta publicou, em 2001, Confissão, em que reuniu poemas escritos desde a sua juventude. A obra, que estava esgotada, ganha agora uma nova edição, ampliada, pela Editora Gutemberg.

Uma curiosidade é que alguns dos textos que foram incluídos nesta edição já haviam aparecido nos livros das séries Fazendo Meu Filme, como de autoria da personagem Fani, e Minha Vida Fora de Série, como sendo de Rodrigo.

 O tema de grande parte dos poemas é o mesmo que instiga adolescentes do mundo todo a se aventurarem na poesia, o amor — com suas angústias, incertezas, dores e dramas. Afinal, quando foram escritos, a escritora tinha a idade que seus leitores têm hoje.

Com 80 páginas, o livro custa R$ 27,90.



Hoje é Dia Nacional do Livro Infantil

18 de abril de 2013 2

Há alguns dias, escrevi por aqui sobre o Dia Internacional do Livro Infantojuvenil. Pois hojeé Dia Nacional do Livro Infantil, data criada em homenagem ao escritor brasileiro Monteiro Lobato, cujo aniversário de nascimento se comemora neste mesmo dia.

Aí ao ladinho, ilustrando este post, vocês encontram as capinhas de vários livros escritos para crianças, tanto de autores brasileiros quanto de outros países. São apenas algumas sugestões, na maioria livros que li quando eu mesma era criança e dos quais já falei por aqui em ocasiões anteriores. Entre eles, Memórias da Emília, de Monteiro Lobato... Heidi, de Johanna Spyri... Poliana, de Eleanor H. Porter...

São excelentes livros, mas quem quer incentivar a leitura entre as crianças encontra ainda várias outras opções, tanto de autores "nossos" quanto de estrangeiros. Basta dar uma olhadinha nas livrarias, ou aqui mesmo no blog.

Aliás, cheguei a pensar em falar hoje apenas de autores infantis brasileiros, já que a data é nacional; porém creio que a boa leitura não tem nacionalidade. Mesmo assim, prometo ainda este mês trazer aqui algumas listas com dicas de autores/livros infantis brasileiros, gaúchos e da região.

Sempre lembrando que o importamente, mais do que os títulos ou autores escolhidos, é incentivar os pequenos a ler, desde cedo. A leitura desenvolve a imaginação, diverte, educa... Enfim, abre um mundo novo, seja para as crianças, seja para os adultos.

E você? Qual o livro que marcou a sua infância? Conte pra gente, deixando um comentário aqui no blog!

Resenha: 'Férias na Neve'

10 de abril de 2013 0

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O livro é fininho, o personagem é um menino de oito anos e o título, convidativo, Férias na Neve (Rocco, 134 páginas). Poderia até ser classificado como infantojuvenil. Mas não se engane: o livro do francês Emmanuel Carrère, lançado na França em 1995 e no Brasil em 1998, é um soco no estômago do leitor.


Já nas primeiras frases, é possível sentir uma certa tensão. "Desde então, há muito tempo, até agora, Nicolas tenta lembrar-se das últimas palavras que lhe disse o pai", escreve o autor-narrador. A seguir, o leitor fica sabendo que essa despedida deu-se na porta de um chalé onde o garoto iria passar as férias com os colegas de escola - embora tenha viajado até lá de carro, com o pai, e não no ônibus, com os outros.

Esse detalhe é o primeiro constrangimento para Nicolas, que se sente inferiorizado perante os coleguinhas. Para piorar a situação, ele esquece sua mochila no carro e só percebe quando o pai já foi embora, fazendo com que dependa do empréstimo de pijama por parte de outro garoto.

A partir daí, vamos penetrando na mente imaginativa e mórbida do menino, que, solitário em meio a um grupo barulhento, tem fantasias de acidentes, mortes e outras situações pavorosas, em que hora é a vítima, ora o sobrevivente elevado à condição de herói. Medos, desejos reprimidos e uma boa dose de crueldade infantil também permeiam as páginas.

O mais chocante da história, entretanto, não é apenas a imaginação do menino. Fatos igualmente fortes que se desenrolam ao seu redor, sem que ele os perceba completamente - ao menos, não de início. O desconforto de Nicolas passa a ser o desconforto de quem lê, e ao mesmo tempo em que se quer saber o desfecho da história, há uma certa ânsia de fugir dela.

Um livro de leitura nada fácil, mas que permite algumas reflexões. Entre elas, se realmente conhecemos os outros e, principalmente, nós mesmos.

Hoje é Dia Internacional do Livro Infantojuvenil

02 de abril de 2013 0

Livros de Monteiro Lobato são ótima opção de leitura para crianças (reproduções)

Hoje é Dia Internacional do Livro Infantojuvenil. Num país em que a leitura ainda não é prioridade para a maioria das pessoas, datas como essa podem servir para lembrar que livros são, sim, básicos - muito mais do que o último modelo de celular, por exemplo, que costuma ser objeto de desejo entre a gurizada. Por que quando se trata de livro ele é sempre julgado caro ou supérfluo?

Mas há esperança. Segundo matéria da Agência Brasil, uma pesquisa feita no ano passado  durante a 22ª Bienal do Livro, em São Paulo, para o Instituto Pró-Livro mostrou que a média de livros lidos por crianças e adolescentes é superior à dos adultos. Enquanto a média geral anual de leitura em 2011 foi quatro livros por brasileiro, os que têm de cinco a 10 anos leram 5,4 livros; os de 11 a 13 anos, 6,9 livros, e os que têm de 14 a 17 anos, 5,9 livros.

Ainda acho pouco - é menos de um livro ao mês, no geral apenas um a cada dois meses! -, porém há esperança de que, no futuro, os que agora são crianças e jovens ao menos mantenham a sua média de leitura atual, e não caiam para o volume ainda mais baixo dos adultos atuais. Ok, adulto tem menos tempo, mas uma horinha de leitura por dia se consegue: basta sair um pouco de frente da TV ou da tela do computador. Questão, mesmo, de prioridades.

Para finalizar, deixo aqui uma declaração do presidente da Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil (Aeilij), Hermes Bernardi Jr., retirada da mesma matéria da Agência Brasil:

- A primeira relação que se estabelece com o livro, se ela for mediada com sensibilidade, [pode fazer] a criança estabelecer uma relação muito forte com o livro. Se houver uma boa e bem realizada mediação pela família, em primeiro lugar, e depois na escola e nas relações de amizade, o livro passa a ser um companheiro inseparável na vida de qualquer sujeito.

Caio Riter volta ao universo adolescente em novo livro

28 de março de 2013 0

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Pouco mais de dois meses depois de lançar o livro infantil Sete Patinhos na Lagoa, o escritor gaúcho Caio Riter prepara um novo lançamento: no próximo dia 6, autografa, em Porto Alegre, o livro Vicente em Palavras.  Dessa vez, o livro, voltado ao público adolescente, aborda uma temática forte: a morte de alguém querido.


A trama conta a história sofrida de Henrique, um garoto que vive a dor da perda do irmão. O texto é polifônico, com vários personagens — o irmão, a namorada, o melhor amigo, a ficante, a mãe, o pai, a avó — recordando Vicente, expondo suas diferentes visões sobre o garoto sedutor que morreu num acidente. Nesse caleidoscópio narrativo, o leitor terá de construir sua própria imagem do menino falecido.

Vicente em Palavras sai pela editora Lê, de Belo Horizonte, e o lançamento será no dia 6, às 17h, na Palavraria Livros (Rua Vasco da Gama, 165), em Porto Alegre.

Resenha dupla: 'O Motivo' + 'A Missão'

10 de março de 2013 0

 

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Nos últimos anos, surgiram inúmeras trilogias e séries, em especial voltadas ao público juvenil. Algumas ótimas, outras nem tanto. A série Mundo em Caos, do norte-americano Patrick Ness, pertence sem dúvida à primeira categoria (como provam, aliás, os vários prêmios que já recebeu).

No livro que abre a trilogia, O Motivo (editora Pandorga, 447 páginas, R$ 39,90), o leitor trava conhecimento com Todd Hewitt, um garoto prestes a completar 13 anos, idade em que se tornará oficialmente um homem. Ele vive em Prentissburgo, no Novo Mundo, e é o último menino da cidade.

 Lá também não existem mulheres - todas morreram quando ele ainda era um bebê, supostamente vítimas de um misterioso vírus, durante uma guerra que exterminou todas as outras colônias do planeta. Nos homens, o vírus não foi fatal, mas deixou-os com uma estranha capacidade (ou maldição): todos podem ouvir os pensamentos dos outros. Assim, vivem em um constante ruído, e sem nenhuma privacidade. Sem nenhum segredo. Ao menos, é o que parece.

Nos momentos de folga do trabalho na fazenda em que foi criado, Todd caminha pela cidade e pelos arredores com seu cãozinho Manche, entreouvindo pensamentos e lembranças por vezes perturbadores dos 146 homens que ali moram. Faltando um mês para seu aniversário, durante um passeio pelo bosque, ele escuta algo incomum. Ou melhor, não escuta: há um buraco no ruído, um ponto de completo silêncio.

Isso, entretanto, é impossível: desde que nasceu, Todd sempre viveu imerso em ruído. Não existe mais o silêncio, foi o que lhe ensinaram. Repentinamente, ele descobre que existem, sim, segredos que nunca lhe foram revelados. Apesar do ruído, os homens de Prentissbugo estão mentindo para ele. E para salvar sua vida, ele terá de correr.

Nas mais de 400 páginas do livro, acompanhamos essa fuga - e essa busca pela verdade - empreendida por Todd, acompanhado de Viola, a primeira menina que ele conheceu na vida. Aos poucos, Todd e o leitor vão descobrindo que nada - nem ninguém - é o que parece. No caminho, muitos perigos, como um pregador enlouquecido, um exército implacável e os misteriosos Spackles.

O segundo livro da trilogia é A Missão (editora Pandorga, 486 páginas, R$ 39,90), cuja história eu não vou detalhar muito aqui para não dar "spoilers" do que ocorreu no primeiro. Basta dizer que a história segue densa, ou se torna ainda mais densa que o primeira. Perturbadora, por vezes, e que nos faz refletir na frase de um dos personagens: "somos as escolhas que fazemos". Mesmo que elas nem sempre sejam fáceis.

Durante todo o livro, Todd e Viola vão enfrentar novos obstáculos e inimigos. Mais certezas caem por terra, e novas dúvidas surgem, pois as situações - e até algumas pessoas - mudam. Novamente, nem tudo é o que parece ser, inclusive as opções que se apresentam podem não ser as únicas.

E quando tudo parece se encaminhar para um desfecho, seja ele bom ou ruim, novos fatos surgem. E o livro acaba, dando a deixa para A Guerra, terceiro volume da trilogia. Ainda não encontrei esse desfecho da série nas livrarias, nem no site da editora, por isso acredito ainda não ter sido lançado  no Brasil. Como O Motivo foi lançado em 2011 e A Missão em 2012, é provável que A Guerra saia ainda este ano. Assim que sair, já está na minha lista.

Enquanto isso, recomendo: vale ir degustando os dois primeiros livros da saga de Todd Hewitt, o último garoto de Prentissburgo.

Confraria Reinações debate hoje 'A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça'

19 de fevereiro de 2013 1

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Uma história sobrenatural escrita há quase 200 anos pelo norte-americano Washington Irving e transformada em filme por Tim Burton em 1999, com Johnny Depp no papel central, será o tema do encontro de hoje da Confraria Reinações Caxias.

O grupo, que se reúne a partir das 19h30min na Do Arco da Velha Livraria e Café (Rua Os 18 do Forte, 1.690), em Caxias do Sul, vai discutir o livro infanto-juvenil A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, cuja primeira edição data de 1820.

Na trama, Ichabod Crane (que, na versão cinematográfica, ganhou as feições de Depp) é um supersticioso mestre-escola que, ao sair de uma festa na casa do rico fazendeiro Baltus Van Tassel, é perseguido pelo Cavaleiro Sem Cabeça, suposto fantasma de um soldado que teve a cabeça arrancada por uma bala de canhão durante uma batalha e que, segundo a lenda, cavalga em busca de sua cabeça.

Ichabold resolve investigar uma série de assassinatos supostamente cometidos pelo Cavaleiro, enquanto compete com o valentão Brom Bones pela mão da jovem filha do fazendeiro, Katrina (no filme, Christina Ricci), por quem é apaixonado.

O livro tem várias edições no Brasil. A que ilustra este post foi lançada em 2011 pela editora Leya, tem 72 páginas e preço de R$ 15,90.

O encontro da Confraria, que tem participação gratuita e aberta a todos os interessados (tenham ou não lido o livro), será coordenado por Dangelo Muller.