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Resenha: 'A Filha do Louco'

11 de abril de 2014 0
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Já se passaram mais de cem anos desde que H.G. Wells, um dos pioneiros da ficção científica, escreveu A Ilha do Dr. Moreau, em que encontramos um cirurgião envolvido em experiências macabras que objetivam transformar animais em humanos. Agora, as mesmas discussões sobre os limites da ciência e da ética são retomados pela escritora Megan Shepherd sob um ângulo diferente: o da filha do médico, que ainda sofre as consequências do escândalo que envolveu seu pai e destruiu sua família seis anos antes.

No recém-lançado romance A Filha do Louco (Novo Conceito, 416 páginas, R$ 32,90), encontramos a jovem Juliet, que passou a infância entre os luxos da alta sociedade. Aos dez anos, porém, ela viu seu pai amado e até então respeitado ser acusado de crueldade com os animais pela prática da vivissecção — uma espécie de dissecação com os animais vivos. Para não ser preso, o dr. Moreau foge e é dado como morto, enquanto a mulher e a filha perdem tudo o que têm. Poucos anos depois, a mãe também morre, e Juliet sobrevive trabalhando como faxineira, escovando o chão nos laboratórios da faculdade de Medicina, a mesma em que seu pai lecionava antigamente.

Com poucas expectativas a não ser escapar das mãos de um professor que a persegue pelos corredores da faculdade, Juliet tem sua vida novamente transformada quando encontra uma pista de que o pai pode estar vivo. Decidida a encontrá-lo e a descobrir se ele é mesmo o monstro que todos dizem ou se é apenas um gênio incompreendido, ela parte para a ilha remota em que ele se refugiou, na companhia de Montgomery — um belo rapaz que foi criado da família e agora trabalha como assistente do médico em suas experiências.

Na chegada à misteriosa ilha do dr. Moreau, Juliet e Montgomery ainda terão a companhia de Edward, um náufrago que o navio recolheu no caminho. O velho médico não parece muito satisfeito com o hóspede, nem dedica à filha toda a atenção que ela esperava, mas os deixa ficar. A tranquilidade da estadia, entretanto, é quebrada com uma sequência de mortes misteriosas e com as descobertas da jovem sobre o que seu pai e Montgomery fazem até altas horas no laboratório.

Além do medo do assassino e da mistura de fascinação e horror em ver do que o pai é capaz, Juliet ainda se sente dividida entre Montgomery, sua paixão desde a infância, e Edward, por quem sente intensa atração e para quem seu pai a empurra — afinal, ele é de “boa família”, e não um simples empregado como o outro. Quando os ataques aos habitantes da ilha se intensificam, porém, as dúvidas do coração ficam em segundo plano: as prioridades são capturar o monstro responsável pelas mortes, e fugir dali o quanto antes…

Recheado de suspense, o livro é daqueles para virar a noite lendo, tão difícil é largá-lo antes do fim. E, como toda boa releitura de um clássico, ainda deixa o leitor com vontade de (re) ler a obra original. 

 

Crimes na Paris fin-de-siècle

01 de abril de 2014 0
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Para quem, como eu, não resiste a um bom romance policial e acha Paris uma das cidades mais charmosas do mundo, esse lançamento da Editora Vestígio (especializada em policiais) é um prato cheio: Assassinato na Torre Eiffel (256 páginas, R$ 29,90), de Claude Izner.

A trama promete unir investigação, suspense e romance na Paris fin-de-siècle, tudo mesclado com muitos detalhes da vida parisiense do final do século 19. O protagonista é Victor Legris, um livreiro que se vê envolvido numa série de mortes inexplicáveis.

A história se passa no verão de 1889, quando milhares de visitantes de todo o mundo estão a caminho da Exposição Universal, na qual a Torre Eiffel acaba de ser inaugurada. Victor está no primeiro andar da torre para se encontrar com seu sócio, Kenji Mori, e Marius Bonnet, seu amigo jornalista, diretor e redator-chefe do Passe-Partout. A conversa é subitamente interrompida com a notícia de que uma mulher foi encontrada morta naquele mesmo andar, vítima de uma estranha picada de abelha.

Três dias depois, o corpo do naturalista americano John Cavendish é descoberto em frente ao Palácio das Colônias, igualmente picado por uma abelha. Uma carta anônima sobre abelhas assassinas é a peça que faltava para Victor começar a investigar as estranhas mortes.

Além do enredo interessante (e do cenário mais interessante ainda), depõe a favor do livro o fato de ele ter vencido o renomado Prêmio Michel Lebrun. E vale ainda destacar uma curiosidade: Claude Izner não é um escritor, mas sim o pseudônimos de duas escritoras, as irmãs francesas Liliane Korb e Laurence Lefèvre.

Entrou na minha lista de leituras para este ano.

A capa de 'Revival', de Stephen King

14 de março de 2014 1
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Estava devendo por aqui a capa de Revival, novo livro de Stephen King programado para ser lançado (em inglês) em 11 de novembro — antes disso, em junho, tem outro lançamento, Mr. Mercedes.

Pois aí está ela, para ir dando um gostinho aos fãs. Agora é ficar na torcida para que as traduções dos dois livros não levem anos para chegar ao Brasil.

E, vale lembrar, ainda estamos na espera da edição em português de Doctor Sleep, a continuação do clássico (e assustador) O Iluminado que foi lançada ano passado nos EUA. A informação é de que ela sai este ano pela editora Objetiva.

Os três, com certeza, já estão na minha lista…

1, 2, 3 lançamentos nesta sexta, em Caxias

13 de março de 2014 0
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Está aberta a temporada de lançamentos literários em Caxias do Sul.

Amanhã, Dia Nacional da Poesia, haverá três sessões de autógrafos simultâneas. Serão, é claro, três livros de poesia: Tempestades Inglórias e Noites Sombrias, de Wagner Hertzog, O Suor dos Fortes, de Uili Bergamin, e O Homem Só, de Leandro Angoneze.

As obras integram a coleção Revolução Literária da editora Épsilon — uma editora nova que está surgindo na cidade. O lançamento será às 20h, no Aristos (Av. Júlio de Castilhos, 1.677, junto ao Clube Juvenil), no centro de Caxias. Os livros serão comercializados a R$ 14,50 cada (ou os três juntos por R$ 40).

E em breve tem mais novidades vindo por aí. Fique de olho, que falaremos delas aqui no blog.

'Adultério', de Paulo Coelho, chega em abril

12 de março de 2014 0
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Dias atrás, falei por aqui que o lançamento do novo livro de Paulo Coelho nos Estados Unidos seria em agosto. Pois no Brasil o lançamento será meses antes: Adultério estará nas livrarias no dia 15 de abril, pela editora Sextante. Ainda não sei o número de páginas e o preço.

A capa é essa aí ao lado, e o tema do romance, é claro, pode-se depreender do título. Confira um trecho, retirado da página do livro no site Skoob: “Só fiz amor com vontade mesmo uma vez em muitos meses – e você sabe bem de que dia estou falando. Já considerei que tudo isso seja um rito de passagem, consequência de eu ter passado dos 30 anos, mas essa explicação não basta”.

Hoje, o escritor divulgou no seu twitter o link para um teaser do livro no YouTube (confira abaixo). Pelo que dá para ver nos 49 segundos do vídeo, tem muita ação e emoção (e sexo) na história.

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Paulo Coelho com novidade em breve (e firme na lista do NY Times)

25 de fevereiro de 2014 0
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O escritor brasileiro Paulo Coelho está preparando um novo livro para este ano. Segundo o blog do autor, o romance Adultery (Adultério, em português) será publicado em agosto nos Estados Unidos — não encontrei informações sobre quando ele sai no Brasil.

E a capa da edição em inglês de O Alquimista não está aí ao lado à toa. Embora o eterno mago não tenha aparecido recentemente nas listas de mais vendidos no seu país natal, ele segue firme e forte na terra de Tio Sam. Por lá, ele chegou à 291ª semana entre os best-sellers do The New York Times, mais prestigiada lista de mais vendidos do mundo.

Na listagem que será publicada na edição do próximo domingo (e que é antecipada no site do NY Times), The Alchemist aparece em 13º lugar em paperback trade fiction (categoria que inclui livros um pouco maiores e com uma qualidade melhor em relação aos tradicionais paperbacks).

Com um detalhe: a obra ganhou um asterisco, que indica livros cujas vendas são pouco distinguíveis das do livro classificado acima — no caso, Cinquenta Tons de Liberdade, de E.L. James.

Nada mau para um escritor para quem muitos brasileiros insistem em torcer o nariz.

Huxley, sempre fundamental

20 de fevereiro de 2014 0
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Quem ainda não leu Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, tem agora uma nova oportunidade de conferir esse clássico sobre um estado autoritário e controlador, publicado em 1932. O livro é uma das três obras do autor que acabam de ganhar reedição, com nova identidade visual, pela Biblioteca Azul. Os outros dois, que também têm as capas reproduzidas acima, são Contraponto e Contos Escolhidos.

Em Admirável Mundo Novo (312págs., R$ 39,90), encontramos um mundo futurístico em que tudo é controlado cientificamente, até a reprodução humana. A tecnologia e a racionalidade se tornaram a nova religião, e a ciência está acima de tudo. Uma droga consumida por todos ajuda a evitar dissidências, mas quando um dos cientistas tem contato com os moradores da Reserva Selvagem, onde ainda vivem como antigamente (inclusive têm filhos de forma natural, o que não mais acontece na nova sociedade), ele começa a questionar certos valores tidos como certos. 

Contraponto (688págs., R$ 59,90) mostra o desencontro entre as pessoas, a frieza nas relações, a dificuldade de expressão, e o mundo avassalador que incita os homens e ao mesmo tempo os afasta. O mosaico de personagens é agrupado em núcles, que vão de uma aristocracia decadente a ricos emergentes na sociedade inglesa do início do século 20. 

O terceiro livro, Contos Escolhidos  (548págs., R$ 59,90), reúne 21 contos nos quais é possível reconhecer a semente daquilo que, nos romances posteriores, iria caracterizar o típico narrador huxleyano: a crítica à afetação intelectual da elite inglesa e a exposição do tédio e do vazio de uma vida desprovida de sentido prático em tempos difíceis.

Ah: os três livros também têm versões em e-book, com preços de R$ 27,90 para Admirável… e de R$ 41,90 para cada um dos outros dois.

A volta de Robert Galbraith

18 de fevereiro de 2014 0
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E eis aí ao lado a capa do novo livro de Robert Galbraith, nome que a escritora britânica J.K. Rowling (da série Harry Potter) adotou para assinar seus romances policiais.

The Silkworm (título que poderia ser traduzido como “O Bicho da Seda”) será lançado no dia 19 de junho — em inglês, é claro; por aqui, o livro deve chegar em novembro, pela Rocco. O romance traz de volta o detetive particular Cormoram Strike e sua ajudante Robin Ellacott, que apareceram pela primeira vez em O Chamado do Cuco, lançado no ano passado e que já resenhei aqui.

Na nova trama, o detetive — um veterano de guerra que perdeu a perna na explosão de uma mina — é contratado para descobrir o paradeiro do escritor Owen Quine. Inicialmente, a mulher de Quine pensa que ele apenas sumiu por alguns dias, o que já fez antes, e ela quer que Strike o encontre e traga para casa.

Entretanto, as investigações tornam claro que há mais coisas por trás do desaparecimento de Quine do que sua mulher pensa. O romancista recém terminou um manuscrito retratando, de maneira um tanto quanto ácida e até comprometedora, praticamente todas as pessoas que ele conhece. Se o romance for publicado, vidas serão arruinadas, portanto há muitas pessoas que ficariam felizes em silenciar o escritor.

Quando Quine é encontrado brutalmente assassinado em circustâncias bizarras, Strike — e Robin — precisam correr contra o tempo para entender a motivação do assassino, uma assassino sem nenhuma piedade e diferente de todos que o detetive já encontrou antes.

Dois lançamentos interessantes

14 de fevereiro de 2014 0
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A cada dia, tem novos títulos chegando nas livrarias, e é impossível acompanhar (e ler!) tudo. Mesmo assim, há sempre aqueles que nos chamam a atenção e ficam na lista de “leituras que pretendo fazer”. É o caso desses dois lançamentos, sugestões que resolvi compartilhar com vocês.

Antes que eu Queime, do escritor norueguês Gaute Heivoll (L&PM, 256 páginas, R$ 42), apresenta a pequena localidade de Finsland, onde os moradores vivem apavorados devido a uma série de incêndios criminosos.

Além do temor do fogo em si, todos receiam que o criminoso seja um familiar, um vizinho, um amigo. Nesse ambiente nasce um menino que, anos mais tarde, resolve se tornar escritor e contar a vida de seu vilarejo. O livro ganhou o Prêmio Brage 2010, um dos mais importantes da Noruega.

Em As Irmãs e o Mar, de Lucy Clarke (Rocco, 352 páginas, R$ 48), acompanhamos Katie, cuja rotina é abalada pela notícia de que sua irmã mais nova foi encontrada morta em Bali. Os policiais afirmam se tratar de suicídio, mas Katie não aceita que Mia seja capaz de tirar a própria vida.

Na tentativa de entender o que aconteceu, ela refaz a trajetória de Mia, da costa oeste dos Estados Unidos, passando por Austrália e Nova Zelândia, usando o diário da irmã como guia. A viagem é entremeada por recordações de infância, histórias de amor e praias paradisíacas. Faz tempo que não leio chick lit, mas esse me soou interessante, por trazer uma dose de mistério.

Bom, não conheço o trabalho desses dois autores, mas as sinopses me pareceram promissoras. Se alguém ler antes de mim, avise o que achou.

Stephen King lança 'Revival', em novembro

13 de fevereiro de 2014 0

Ainda na expectativa da versão em português de Doctor Sleep (a continuação de O Iluminado) e do lançamento de Mr. Mercedes, cujo lançamento (em inglês) ocorre em junho, fiquei sabendo que tem ainda mais Stephen King vindo por aí.
Segundo o site do escritor norte-americano, em 11 de novembro ele lança Revival (que pode ser traduzido como “ressurgimento” ou “renascimento”). O livro é de descrito como “um romance sombrio e eletrizante sobre paixão, fanatismo e o que pode existir do outro lado da vida”.

A história se passa numa pequena cidade da Nova Inglaterra. Mais de meio século atrás, uma sombra cai sobre um pequeno garoto brincando com seus soldadinhos. Jamie Morton ergue os olhos e vê um homem extraordinário, o novo ministro. Charles Jacobs, com sua linda mulher, vão transformar a igreja local. Homens e meninos caem todos de amores pela senhora Jacobs; as mulheres e garotas sentem o mesmo pelo reverendo — entre elas, a mãe de Jamie e sua irmã, Claire.

Com Jamie, o reverendo compartilha um forte laço baseado numa obsessão secreta. Quando uma tragédia atinge a família Jacobs, o carismático pregador amaldiçoa Deus, debocha das crenças religiosas e é banido da cidade em choque.
Os anos passam, e Jamie tem seus próprios demônios.

Aferrado a sua guitarra desde os 13 anos, ele toca em bandas pelo país, numa vida nômade de banda de rock, fugindo de seus horrores e perdas. Nos seus trinta e poucos anos, viciado em heroína e desesperado, ele reencontra Charles Jacobs, o que trará profundas consequências para os dois. O laço que mantinham vira um pacto, e Jamie descobre que “revival” tem muitos significados…

Ah: a capa de Revival ainda não foi divulgada, quando for, posto aqui.