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Posts na categoria "leituras"

'Resurrection', ou quando a série faz ler o livro

05 de junho de 2014 2
AXN, reprodução

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Na sexta passada, comentei por aqui que havia encomendado o livro Ressurreição, de Jason Mott, juntamente com outros dois livros, que igualmente estou ansiosa para ler. Pois agora, que acabei de ver o último episódio da primeira temporada da série Resurrection, no canal AXN, baseada nessa obra, eu decidi: assim que o livro chegar (espero que seja amanhã), vai ser a primeira das três leituras.

Isso porque simplesmente não dá para esperar para saber como a história vai continuar — acho que é por isso que eu sempre fui mais fã de livros do que de seriados. O episódio foi tão impactante, tão cheio de suspense e de ganchos para a continuação, que deixou aquela sensação de quando “precisamos” ler mais um pouquinho, só mais um pouquinho, e acabamos varando a madrugada sem conseguir parar.

Afinal, quem mais aí está acompanhando Resurrection, confesse: você também ficou curioso para saber o que vai acontecer agora com Jacob, com todos os outros “retornados”, com o agente Bellamy…

Mérito dos produtores da série, claro, mas com certeza principalmente de Mott, um autor que eu ainda não conhecia, mas que conseguiu criar uma história das mais envolventes.

Resenha: 'Dias Perfeitos'

02 de junho de 2014 0
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Téo é um jovem e aplicado estudante de Medicina, dedicado e carinhoso para com a mãe presa à uma cadeira de rodas. Parece o acadêmico perfeito e o filho perfeito. No entanto, ele age assim “pois é assim que os filhos amorosos devem agir”, descobre logo o leitor de Dias Perfeitos (Companhia das Letras, 274 páginas, R$ 35), segundo romance do carioca Raphael Montes.

Pouco antes, ainda no final do primeiro capítulo, acompanhamos outro mergulho esclarecedor na mente do personagem: “Pessoas apareciam e ele era obrigado a conviver com elas. Pior: era obrigado a gostar delas, mostrar afeto. Não importava sua indiferença desde que a encenação parecesse legítima, o que tornava  tudo mais fácil.” Por aí o leitor já tem uma ideia da personalidade de Téo, que, na sequência, vai se revelar frio e capaz de crueldades inimagináveis. Ou, em outras palavras, um psicopata, embora o termo não apareça no livro.

Mas voltemos à trama, que começa com Téo em uma aula de anatomia, divagando sobre uma suposta amizade com Gertrudes — que, percebemos ainda nos primeiros parágrafos, é o cadáver deitado à sua frente, o que também diz muito sobre o caráter solitário e um tanto mórbido do rapaz. Na sequência, acompanhamos a ida de Téo a uma festa, praticamente obrigado pela mãe.  É ali que ele conhece Clarice, uma moça moderna e divertida que torna-se a primeira pessoa a despertar algum sentimento nele. Para Téo, é amor. Para o leitor, obsessão.

Às escondidas, o estudante começa a acompanhar todos os passos da moça, até que uma noite a encontra caída, bêbada, numa calçada e se oferece para levá-la para casa. E é então que Clarice comete seu segundo erro (o primeiro foi flertar com Téo na festa): diz para a mãe que o jovem é seu namorado. Emocionado, ele incorpora o personagem, e no dia seguinte aparece com um presente para ela.

Quando Clarice diz que só estava brincando e que ele deve largar do seu pé, Téo reage violentamente e acaba sequestrando-a. Tem início, assim, uma jornada doentia que passa por uma cabana de hotel em Teresópolis, um motel na beira da estrada e uma praia deserta em Ilha Grande. As percepções, mais uma vez, divergem: para ele, é uma espécie de lua de mel; para ela, um suplício.

A tensão vai crescendo ao longo das páginas, criando um suspense que deixa o leitor ansioso: o que será que vai acontecer? Clarice vai escapar dessa? Téo será descoberto? E como, afinal, essa história irá terminar? Eu, que há anos costumo invariavelmente adivinhar o final das histórias que leio lá pela metade do livro, posso dizer que fui surpreendida. O final soa, ao mesmo tempo, inusitado e o único possível, reafirmando o fato de o enredo ser muito bem elaborado.

***

Agora, destaque para três detalhes relativos ao livro e ao autor:

- Uma curiosidade é a intertextualidade presente no texto. O hotel onde o “casal” se hospeda é o Hotel Fazenda Lago dos Anões, com cada uma das sete cabanas recebendo o nome de um anão da Branca de Neve; o motel onde passam uma noite é Motel das Maravilhas, com direito ao recepcionista dizendo “Estou muito atrasado!”, enquanto olha para o relógio como o coelho de Alice; e a praia deserta onde vão é a Praia do Nunca. Por fim, o próprio título do romance é o mesmo de um roteiro que a personagem Clarice está escrevendo.

- Raphael Montes, autor do livro, tem apenas 24 anos (lançou sua primeira obra, Suicidas, aos 20, e ela se tornou finalista de diversos prêmios importantes) e vem sendo apontado como uma das revelações da literatura brasileira. Dias Perfeitos está ganhando tradução para outros idiomas e deve virar filme, e o escritor já deu até entrevista no Programa do Jô. Apesar da pouca idade, Raphael demonstra pleno domínio da estrutura narrativa, unindo uma boa história a um bom texto (algo raro entre autores jovens).

- Apenas um porém em relação às muitas matérias e resenhas do livro que li por aí: eu não o classificaria como romance policial. É um thriller de suspense, sim, mesclado com drama, e flerta um pouco com o romance noir, mas, apesar de termos um psicopata na história, falta o elemento da investigação, básico nas tramas policiais (tem um policial que aparece lá pelo fim, mas ele não pode sequer ser chamado de personagem secundário, está quase como um “figurante”). O que de forma alguma depõe contra o romance, somente o encaixa noutra classificação.

***

Apartes à parte, Dias Perfeitos é leitura de primeira. Só não vale reclamar da violência, pois ela é um dos elementos centrais da história…

Minhas próximas 1.156 páginas de leituras

30 de maio de 2014 1
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Sei que tenho pilhas de livros não lidos em casa, mas, depois de ver o episódio de ontem do seriado Resurrection — o penúltimo da temporada, que termina na próxima semana —, não resisti.

Afinal, justamente agora que o número de “ressuscitados” está crescendo exponencialmente, como é que vou esperar as próximas temporadas para saber o final da história? Assim, hoje pela manhã, entrei no site de uma grande livraria e fiz minha encomenda do livro Ressurreição, de Jason Mott (Verus, 336 páginas, R$ 35),que deu origem à série de TV transmitida pelo canal pago AXN.

Como não sou muito contida quando o assunto são livros, aproveitei e fiz mais duas “comprinhas”: Doctor Sleep, de Stephen King — em inglês, porque a versão em português ainda não chegou. Um detalhe interessante: acabei comprando a edição inglesa, com a capinha acima, diferente daquela que eu vinha mostrando por aqui. Motivo? É bem mais barata, estava R$ 56,30 enquanto a norte-americana custava R$ 95,10 (sim, os livros de King, enormes, costumam ser bem caros). Com 500 páginas, a edição é da Hodder & Stoughton.

A terceira aquisição foi Os Deixados para Trás (Intrínseca, 320 páginas), de Tom Perrotta. Esse, fiquei curiosa por ler quando li uma resenha feita por Stephen King, na revista Mapa, da qual falei por aqui ontem. Na história, milhares de pessoas somem misteriosamente, no que fica conhecido como Partida Repentina. Uma das hipóteses é de que tenha ocorrido o “arrebatamento”, ou seja, a ascenção ao céu dos bons, que ocorreria na segunda vinda de Cristo. Mas nem só pessoas boas foram levadas, e a reação dos remanescentes varia da rebeldia à adesão a seitas…

Também o livro de Perrotta tem duas opções de capa, uma azul e outra rosa, ambas da mesma editora. Optei pela rosa, pois essa estava em promoção, a R$ 9,90, enquanto o livro azul, mesmo em promoção, custaria R$ 33,90 (o preço de capa de ambos é R$ 39,90). Ah: a informação é de que Os Deixados para Trás também vai virar série.

Bem, agora é esperar os livros chegarem, e mergulhar nessas leituras um tanto quanto fantásticas-sobrenaturais…

Resenha: 'Barba Ensopada de Sangue'

06 de fevereiro de 2014 1
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No prólogo, um jovem comenta sobre o tio que nunca conheceu, e que teria morrido no mar em Garopaba, enquanto tentava salvar um banhista. Corta para o primeiro capítulo, e um homem — que depois descobrimos ser o tal tio do rapaz do prólogo — está visitando o pai, que diz que irá se matar no dia seguinte e lhe pede que, depois, sacrifique sua cachorrinha. Enquanto tenta dissuadir o pai, este lhe conta sobre o avô que ele nunca conheceu,  e que teria sido assassinado durante uma falta de luz num baile, na mesma praia de Garopaba.

Confuso? No início, parece, mas depois que a trama de Barba Ensopada de Sangue (Companhia das Letras, 424 páginas, R$ 39,50) engrena, o leitor não consegue deixar de lado o livro escrito por Daniel Galera, e acaba vendo que, no final, a história toda é redondinha. Depois da “cena” citada acima, há outro corte, e dessa vez encontramos o tal homem, que é professor de natação, chegando em Garopaba, de mala e cuia — ou, melhor dizendo, com todas as suas coisas dentro do carro, incluindo a cadela do pai, Beta, que ele optou por não sacrificar.

Descobrimos então que o protagonista, cujo nome não aparece, decidiu deixar para trás sua Porto Alegre natal e se instalar em Garopaba para tentar descobrir o que realmente aconteceu com o avô. Praticamente sem laços — o pai morreu, a mãe tem outro marido, e ele não se dá com o irmão, que lhe roubou a namorada —, vai aos poucos se acomodando na vidinha local, apesar da desconfiança dos nativos. Estes costumam olhar atravessado, especialmente quando ele lhes pergunta sobre o avô, Gaudério.

Estranhamente, ninguém parece lembrar de Gaudério. Todos negam tê-lo conhecido, e mudam de assunto ou deixam de falar com ele quando faz seus questionamentos. Aos poucos, ele vai se conformando com a situação, embora sem desistir totalmente de descobrir a verdade. Enquanto isso, arruma emprego numa academia local e vai fazendo alguns amigos — e conquistando amores.

Essa adaptação não é muito fácil, até porque o professor/protagonista tem uma estranha condição neurológica: ele não reconhece rostos, nem mesmo o seu. Por isso, está sempre prestando atenção a algum outro detalhe das pessoas, como o cabelo, a voz, o tipo de roupa. E está sempre se desculpando, explicando que não, não estava fingindo que não viu determinada pessoa.

Entre os personagens que cruzam o seu caminho estão uma linda garçonete e seu filho, um dono de pousada meio aloucado, um homem de cabelos descoloridos, um antigo delegado, uma prostituta e a antiga namorada do avô. Se ele vai descobrir o que aconteceu com Gaudério? Talvez. Mas, antes, vai ter de descobrir quem ele próprio é…

Ah: publicado em 2012, Barba Ensopada de Sangue ganhou no ano passado o Prêmio São Paulo de Literatura, um dos principais prêmios literários do país.

Meus 10 livros preferidos da coleção Vaga-Lume

04 de fevereiro de 2014 2
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A coleção Vaga-Lume marcou a infância e a adolescência de muitos leitores, e comigo não seria diferente.
Por isso, nessa onda de listar 10 livros marcantes, reservei um post só para ela – e com certeza, mais uma vez, vários títulos bons ficaram de fora.

Esses listados abaixo são todos de décadas atrás, dos “clássicos” da coleção, ainda hoje reeditados (já li vários dos livros mais recentes, mas continuo preferindo os antigos). São livros feitos especialmente para o público jovem, com opções de aventura, mistério e até preocupação social — como o caso de Tonico e Carniça, por exemplo.

Além disso, é uma coleção inteira composta de ótimos livros de autores brasileiros, mostrando que também se faz boa literatura  por aqui. Inclusive para os jovens, que muitas vezes pensam ser necessário recorrer a similares estrangeiros de muito menos qualidade.

Se você também leu livros da Vaga-Lume, comente deixando seu preferido. Se não leu, experimente. Com certeza, você vai amar.

- A Serra dos Dois Meninos, de de Aristides Fraga Lima: a história dos dois irmãos que vão explorar sozinhos um morro na fazenda do pai e acabam se perdendo na mata foi uma das primeiras histórias que prendeu minha atenção, lá pelos meus oito anos. Ficava imaginando o que eu faria naquela situação…

- A Ilha Perdida, de Maria José Dupré: outra história de aventura, em que dois irmãos, de férias, resolvem ir de canoa explorar uma ilha do rio que corta as terras do padrinho, sem que ninguém saiba. Mas a canoa some, o rio sobe e eles ficam presos lá…

- O Mistério do Cinco Estrelas, de Marcos Rey: um dos primeiros livros que me fizeram gostar de tramas policiais, começa com um homem assassinado em um grande hotel. Apenas o mensageiro Léo vê o corpo, mas ninguém acredita nele, que resolve desvendar o mistério apenas com a ajuda dos amigos.

- Um Cadáver Ouve Rádio, de Marcos Rey: um sanfoneiro é encontrado morto num prédio abandonado, tendo ao lado um rádio ligado. Leo e seus amigos, os mesmos do livro anterior, resolvem investigar o crime.

- O Rapto do Garoto de Ouro, de Marcos Rey: um jovem cantor, conhecido como Garoto de Ouro, é raptado antes de um show, e os amigos Leo, Gino e Ângela vão tentar desvendar o caso, tendo como pista apenas uma agenda com nomes e endereços.

- O Escaravelho do Diabo, de Lúcia Machado de Almeida: pessoas ruivas estão sendo assassinadas, e, antes da morte, recebem um escaravelho. Outro ótimo livro policial da Vaga-Lume.

- O Caso da Borboleta Atíria, de Lúcia Machado de Almeida: divertida história policial passada no mundo animal, é um dos clássicos da coleção.

- Spharion, de Lúcia Machado de Almeida: nessa história, os crimes misteriosos tem relação com fenômenos paranormais, numa trama diferente e interessante.

- Tonico e Carniça, de José Rezende Filho e Assis Brasil: continuação de Tonico, de Rezende Filho, traz mais uma vez o menino órfão que vira engraxate, ao lado de seu amigo Carniça.

- A Vida Secreta de Jonas, de Luiz Galdino: conta a história de um menino que aparece de repente em uma cidadezinha, dizendo não saber quem é. Acolhido por uma família, faz amigos — mas também inimigos, que dizem que ele é extraterrestre.

Ampliando a brincadeira, mais livros inesquecíveis

02 de fevereiro de 2014 0
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Como comentei aqui quando postei a lista de 10 livros que me marcaram — aqueles da brincadeira que virou moda no Facebook —, foi muito difícil, entre tantas boas leituras, escolher apenas 10.

Por isso, não resisti à tentação de fazer uma segunda listagem, com outros 10 livros que li e considero excelentes. Vamos a eles:

- Incidente em Antares, de Erico Verissimo: na divertidíssima história, que chegou à tevê alguns anos atrás com Fernanda Montenegro e Paulo Betti no elenco, os mortos não sepultados devido a uma greve dos coveiros se revoltam com a situação.

- O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde: a clássica história do homem que fica eternamente jovem, com um retrato envelhecendo no seu lugar.

- O Bebê de Rosemary, de Ira Levin: mesmo quem não leu o livro já viu o filme ou, ao menos, ouviu falar da história, em que o filho tão esperado pela protagonista pode não ser do marido, e sim de uma entidade diabólica.

- O Fantasma da Infância, de Cristovão Tezza: o romance trata a questão do duplo, com duas histórias de personagens homônimos seguindo paralelas, deixando o leitor a questionar qual é a versão “real”.

- Barba Ensopada de Sangue, de Daniel Galera: vencedora do Prêmio São Paulo de Literatura, a obra conta a história de um professor de natação que se muda de Porto Alegre para a praia catarinense de Garopaba tentando descobrir o que aconteceu com o avô, que teria sido morto por lá antes dele nascer.

- Festa no Covil, de Juan Pablo Villalobos: a trama é narrada na perspectiva de um garoto, filho de um traficante, que passa os dias na fortaleza do pai, estudando novas palavras e sonhando com um hipopótamo anão, tomando como corriqueira a violência ao redor de si.

- O Vendedor de Histórias, de Jostein Gaarder: assaltado por milhares de histórias que pipocam sem cessar na sua mente, homem passa a vendê-las para outros, que buscam a fama como escritor.

- Sob a Redoma (Under the Dome), de Stephen King: desse livro, que virou minissérie recentemente, já falei muito por aqui, mas, para recapitular, ele fala de uma pequena cidade que, repentinamente, fica presa sob uma redoma invisível, e os conflitos que se originam a partir daí.

- Convite para um Homicídio, de Agatha Christie: o jornal local publica um anúncio convidando a todos para o homicídio que ocorreria aquela noite na mansão de Little Paddocks. Quando um crime realmente acontece, Miss Marple resolve investigar.

- A Chave de Sarah, de Tatiana de Rosnay: embora seja ficção, essa contundente história sobre a perseguição aos judeus durante a Segunda Guerra (desta vez, na França) é simplesmente emocionante.

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Ah: nos próximos dias, posto por aqui algumas listas “temáticas”. Não percam!

Balanço de leituras

01 de setembro de 2012 1

 

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Queria ter feito este post quando o ano chegou à metade, mas, como deixei passar a data, esperei por agora, quando se passaram já dois terços de 2012. É um pequeno balanço das leituras dos últimos meses, embora eu já não seja tão metódica em anotar os títulos lidos como fazia anos atrás.

Alguns são lançamentos, muitos são livros que eu já tinha na estante e, por isso, são de anos atrás. Também há livros infanto-juvenis, porque, mesmo crescidinha, continuo gostando desse gênero. De alguns já falei por aqui antes, mas mesmo assim vou dar um pequeno resumo de cada que pode servir como dica de leitura. Vamos, então, à lista:

1. A Menina que não Sabia Ler, de John Harding: embora a história se inicie num tom leve, em que a menina Florence conta que aprendeu a ler escondida e sozinha porque seu tio e tutor achava que mulheres não deviam saber decifrar os livros. Logo, no entanto, a história toma um tom sombrio, lembrando muito A Volta do Parafuso, de Henry James.

2. Você Pode Guardar um Segredo?, de Pedro Guerra: esse romance policial marca a estreia de um jovem escritor caxiense, numa trama bem elaborada passada numa fictícia cidade americana.

3. A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Záfon: posso dizer, sem dúvida, que este é um dos melhores livros que já li. O autor espanhol constrói uma trama repleta de suspense, numa história que começa quando o jovem Daniel, então com 10 anos, é levado pelo pai até o Cemitério dos Livros Esquecidos. Lá, encontra um romance de um maravilhoso autor desconhecido. Quando o garoto tenta encontrar outras obras desse escritor, descobre que alguém percorre o mundo queimando seus livros.

4. O Jogo do Anjo, de Carlos Ruiz Záfon: do mesmo autor do anterior, traz uma nova história, desta vez com toques de sobrenatural, em que o escritor David Martín, praticamente na miséria, recebe uma proposta de um homem misterioso para escrever um livro que mudaria o mundo. Alguns cenários de A Sombra do Vento se repetem, bem de passagem: o Cemitério dos Livros Esquecidos e a livraria da família Sempere.

5. O Prisioneiro do Céu, de Carlos Ruiz Záfon: neste livro, as tramas das duas histórias anteriores de Zafón começam a se entrelaçar. Muitas coisas deixadas inexplicadas nos outros dois livros agora ganham sentido. Embora também muito bem imaginado e escrito, no entanto, achei que faltou algo, que a história não me empolgou tanto quanto A Sombra do Vento e O Jogo do Anjo. Vamos ver como será o quarto livro, que deve dar um fecho nas tramas.  

6. Serraria Baixo-Astral, de Lemony Snickert: quarto livro da saga infanto-juvenil Desventuras em Série, traz os irmãos órfãos Violet, Klaus e Sunny Baudelaire em mais uma angustiante aventura (ou desventura), desta vez obrigados a trabalhar numa perigosa serraria, enquanto o malvado Conde Olaf continua à espreita.

 

7. Criança 44, de Tom Rob Smith: uma trama que une suspense, medo e traição, passada na União Soviética, num tempo em que qualquer discordância com o governo e a polícia gerava prisão e morte. Depois de mostrar duas crianças caçando um gato para matar a fome numa aldeia ucraniana, a história dá um pulo de 20 anos e vai para Moscou, em que um oficial decide investigar a morte de crianças, embora oficialmente não existam assassinatos no país.

8. Na Ilha do Dragão, de Maristel Alves dos Santos:  um dos livros que eu ainda não havia lido da coleção Vaga-Lume, traz a aventura de uma turma que vai passar um feriado numa ilha. Envolve perigos, sequestro, mostros marinhos e até um tesouro.

9. A Garota de Papel, de Guillaume Musso: um escritor em crise porque foi abandonado pela namorada vê, repentinamente, uma das personagens de seus livros aparecer em carne e osso em sua vida, depois de uma falha na impressão de seu último livro.

10. A Mala de Hana, de Karen Levine: uma comovente história real sobre uma menina judia levada para um campo de concentração. Sua vida é retraçada após pesquisas de uma professora japonesa, cuja escola havia recebido uma mala que pertencera a Hana.

11. Clube Mefisto, de Tess Gerritsen: uma série de assassinatos com toques ritualísticos são o novo desafio da detetive Jane Rizzolli e da médica legista Maura Isler. 

12. Gravidade, de Tess Gerritsen: durante uma missão espacial, os astronautas começam a adoecer e morrer. Os sobreviventes não devem voltar à Terra, para não contaminar outras pessoas. Mas um ex-astronauta faz de tudo para reverter a situação, pois sua ex-mulher, por quem ainda é apaixonado, é uma das pessoas presas na Estação Espacial.

13. Pegasus e o Fogo do Olimpo, de Kate O’Hearn: durante uma tempestade, o mitológico cavalo alado Pegasus cai de repente no prédio onde mora a menina Emily, arrastando-a para uma aventura envolvendo os deuses da mitologia romana.

14. Pegasus e a Batalha pelo Olimpo, de Kate O’Hearn: sequência da história anterior, traz Emily, Pegasus e seus amigos em novas aventuras para proteger o Olimpo.

15. Os Barcos de Papel, de José Maviael Monteiro: outro excelente livro da série Vaga-Lume, traz os amigos Quito, André, Miguel e Josué, que se perdem no interior de uma caverna enquanto a exploram, e acabam em poder de bandidos.

16. A Foto Fatídica, de Ngaio Marsh: embora não tão conhecida como Agatha Christie, Ngaio é outra escritora policial britânica tradicional. Nesse livro, uma cantora de ópera que vinha sendo perseguida por um paparazzi é assassinada, com uma foto atravessada por uma faca em seu peito.

17. Enigma para demônios, de Patrick Quentin: primeiro livro da saudosa série Horas em Suspense (da qual faz parte também o livro anterior). Nele, um homem volta a si após um período em coma e se encontra engessado, deitado em uma cama em uma mansão. Mas ele não reconhece nem sua suposta mãe, nem sua suposta e belíssima esposa. E não acredita que seja quem dizem que ele é, embora não se lembre quem mais possa ser. 

18. O Fantasma da Infância, de Cristovão Tezza: duas histórias paralelas envolvendo protagonistas com o mesmo nome, André Devinne. Um, um escritor frustrado que sobrevive digitando classificados; o outro, um rico assessor político com um passado obscuro.  

19. Uma Aula de Matar, de Ana Arruda Callado: três professores universitários disputam o posto de titular, mas, na véspera da prova, um deles aparece morto na piscina. Todos são suspeitos: os outros dois concorrentes, o rabujento Esteves e a ex-guerrilheira Helena; a mulher traída, a jornalista Marina; a diretora, Ana Lúcia; a amante, Regina; e o ghost writer João Maurício, que circula pelos corredores da faculdade vendendo trabalhos para os estudantes.

20. O Diabo & Sherlock Holmes, de David Grann: no melhor estilo do jornalismo literário, traz histórias de mistérios e crimes reais, reconstruídos com habilidade, desde a morte de um especialista em Sherlock Holmes até um assassino que escondeu pistas dos crimes em um livro.

21. Os Olhos Amarelos dos Crocodilos, de Katherine Pancol: separada e sem dinheiro para criar os filhos, uma mulher aceita a proposta de sua irmã – escrever um livro e deixar a outra publicar em seu nome, fazendo sucesso em seu lugar.

22. Too Late to Say Goodbye, de Ann Rule: a história de um crime real, em que uma mulher é assassinada e o suspeito é seu marido, um dentista visto por todos como amoroso e dedicado, mas com um passado altamente suspeito – uma ex-namorada morreu exatamente da mesma forma.

23. O Romancista Ingênuo e o Sentimental, de Orhan Pamuk: uma reunião de ensaios sobre escrita e literatura do autor de Neve e de Istambul, ganhador do Nobel em 2006.

24. O Cavaleiro Feérico, de Luiz Hasse: outro livro de autor caxiense, que recentemente ganhou sua terceira edição, mescla fantasia medieval, cavalaria e vários outros gêneros numa história sobre um jovem cavaleiro meio humano, meio fada.

25. Ladrão de Olhos, de Jonathan Auxier: um garoto cego mora nas ruas, sobrevivendo de pequenos furtos, até o dia em que rouba uma caixa com três pares de olhos mágicos e vai parar num mundo desconhecido.

Próximas leituras

01 de janeiro de 2011 0

 

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Depois dos balanços de final de ano, agora é hora de projetar 2011.



Então, seguem aqui alguns livros que estão na minha fila de obras a ler/a terminar de ler neste verão:

 - 1822, de Laurentino Gomes

- Dossiê Drácula, de James Reese

- O Símbolo Perdido, de Dan Brown

- Salvation in Death, de J.D. Robb

- Desastre, de S.G. Browne

E você? Quais devem ser suas primeiras leituras em 2011?