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Posts na categoria "Mês Agatha Christie"

Os porquinhos de Agatha Christie

21 de setembro de 2013 0
TV Brasil, reprodução

TV Brasil, reprodução

Desta vez, a adaptação da história não mudou o título original, baseado em um poema infantil: Os Cinco Porquinhos é o sétimo episódio da série televisiva Os Pequenos Crimes de Agatha Christie, que vai ao ar neste sábado, às 22h30min, pela TV Brasil.

A alteração em relação ao romance fica por conta dos investigadores — no livro, o detetive belga Hercule Poirot, e aqui, Lampion e Larosière. Também não dá para saber, pela sinopse divulgada pelo canal, se a mulher presa está viva ou se já morreu, como no texto de Agatha Christie.

A ideia central, entretanto, é fiel àquela da Rainha do Crime: uma jovem pede ao investigador (no caso, Lampion, o ajudante do comissário Larosière) que ajude a provar que sua mãe, condenada à prisão perpétua acusada de assassinar o marido, é inocente.

Na versão televisiva, a trama terá ainda uma disputa entre Lampion e Larosière, que, quando fica a par da história, o desafia a resolver o mistério antes dele.

Efeméride detetivesca (e atrasada!)

16 de setembro de 2013 0
Reprodução

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Já se passaram 123 anos de seu nascimento, completados ontem, e em janeiro passado fez 37 anos que ela morreu. Mesmo assim, a inglesa Agatha Christie continua sendo cultuada mundo afora como a eterna Rainha do Crime.

Afinal, foram mais de 80 livros repletos de assassinatos e outros mistérios, traduzidos em mais de 100 idiomas e até hoje reeditados — e lidos — nos mais diversos países, inclusive no Brasil. Duvido, até, que haja alguma livraria na qual não se encontre pelo menos um ou dois títulos contando as aventuras de Hercule Poirot ou de Miss Marple…

E agora fiquei sabendo que em Devon, na riviera inglesa, ocorre nesta semana a Agatha Christie Week 2013. Na programação, que segue até sábado, há desde jantares literários e bate-papos até “murder mystery events”, algo como assassinatos misteriosos (fictícios, claro…!).

Uma das atrações especiais será a presença dos escritores John Curran, autor de Os Diários Secretos de Agatha Christie, e Sophie Hannah, anunciada recentemente como autora de novos livros tendo Hercule Poirot como personagem. Eles participam de uma conversa com David Brawn, Publisher da HarperCollins, e com o neto de Agatha, Mathew, no dia 19, no The Grand Hotel.

Para quem, como eu, ficou com vontade de participar mas não tem como “dar um pulinho” até a Grã-Bretanha no momento, a dica é reler clássicos de dame Agatha, como Os Crimes ABC, Assassinato no Expresso do Oriente, Um Brinde de Cianureto, O Caso dos Dez Negrinhos (em algumas versões com o título de E Não Sobrou Nenhum), Depois do Funeral, Punição para a Inocência, etc… Já falei desses e de vários outros livros dela aqui no blog, mas sempre vale lê-los (ou relê-los).

E tem ainda a série de TV Os Pequenos Crimes de Agatha Christie, que terá no sábado seu sétimo episódio, baseado num dos grandes livros da escritora: Os Cinco Porquinhos. Para quem ainda não conhece o seriado, é na TV Brasil, às 22h30min. Já assisti alguns episódios, e vale a pena.

Literatura policial e fantástica em debate

14 de maio de 2012 0

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A foto da Rainha do Crime, aí ao lado, é para lembrar que hoje à noite estarei participando do bate-papo Órbita Literária, que começa às 20h30min no Aristos London House (o pub do Clube Juvenil, em Caxias do Sul), para falar de literatura policial. E como Agatha Christie é e sempre será mestre do gênero, ela com certeza será também assunto das discussões.


Além desta blogueira, o outro convidado da noite é Dangelo Müller, que falará sobre literatura fantástica, em especial das histórias envolvendo lobisomem.

Para participar e falar também de seus romances policiais ou fantásticos favoritos, basta aparecer lá no Aristos. A entrada é franca.

Elas são de matar!

10 de março de 2012 4

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Quem disse que literatura escrita por mulheres tem de ser do tipo chick-lit, ou então romance água com açúcar? Há excelentes escritoras em todos os gêneros, inclusive na literatura policial – afinal, é uma mulher, a inglesa Agatha Christie, que detém até hoje o título de “Rainha do Crime”.


Ela é, também, a minha preferida nesse gênero. Minha e de muita gente, visto que, mesmo passados mais de 30 anos de sua morte, ainda é a escritora mais vendida de todos os tempos. Criou tipos inesquecíveis, como Hercule Poirot, o pequeno detetive belga de cabeça de ovo, e a solteirona Miss Jane Marple, que resolve muitos mistérios na pacata St. Mary Mead.

Desde a publicação de O Misterioso Caso de Styles, em 1920, foram mais de 80 romances muito bem tramados, com tudo o que caracteriza o gênero: assassinatos, múltiplos suspeitos, pistas falsas e verdadeiras e um suspense que prende até o final. Entre os numerosos títulos, destaque para Convite para Um Homicídio, Depois do Funeral, Um Brinde de Cianureto, O Caso dos Dez Negrinhos, O Mistério do Trem Azul e O Assassinato de Roger Ackroyd.

E se Agatha fez escola, são muitas as discípulas. As tramas criadas da também inglesa P.D. James, nascida no ano em que a Rainha do Crime fez sua estreia literária, são igualmente muito bem costruídas, vide Morte no Seminário, Sala dos Homicídios, Mente Assassina e Trabalho Impróprio para Uma Mulher. Seus protagonistas são o inspetor-chefe da Scotland yard  Adam Dalgliesh e a detetive particular Cordelia Gray.

Outro nome de destaque na literatura policial é Ruth Rendell, também britânica, nascida em 1930. Foi repórter e editora em vários jornais, e, em 1964, lançou seu primeiro livro, apresentando o personagem Reginald Wexford, protagonista de boa parcela de seus romances. Alguns de seus livros são Unidos para Sempre, Sem Perdão e Um Assassino entre Nós. Uma curiosidade é que a escritora tinha o título de baronesa

Da Europa para a América, outra escritora bem-sucedida no segmento policial é a norte-americana Mary Higgins Clark. Onde Estão as Crianças?, publicado em 1975 (quando ela já contava com mais de 45 anos) já pode ser considerado um clássico. A Filhinha do PapaiDuas Meninas de Azul são outros de seus sucessos.

Nascida ainda no final do século 19, a neo-zelandesa Ngaio Marsh é outra típica representante do gênero. Seus romances trazem o detetive Roderick Alleyn resolvendo diversos crimes, em livros como Erro Fatal, Prelúdio para Matar e A Foto Fatídica. Duas curiosidades: como Agatha Christie, Ngaio também era Dama do Império Britânico, e muitos de seus livros trazem referências ao teatro, outra de suas paixões.

Avançando um pouco no tempo e voltando aos Estado Unidos, não dá para esquecer de Patricia Cornwell, uma ex-repórter policial que criou a médica legista Kay Scarpetta, protagonista de muitos dos seus livros. Estreou na literatura em 1990, com Post-Mortem - livro que havia sido rejeitado por sete editoras, mas depois de publicado recebeu diversos prêmios, incluindo o Edgar. Entre seus títulos estão Corpo de Delito, Restos Mortais, Causa Mortis e Contágio Criminoso.

Há ainda muitos outros exemplos de escritoras que se dedicaram ou se dedicam ao romance policial, e vou apenas citar outras quatro, que se destacam nas últimas décadas: Minette Walters, Linda Fairstein, Tess Gerritsen e J.D.Robb (esta última, pseudônimo de Nora Robberts para uma série policial-futurística).

E você, costuma ler alguma dessas autoras, ou gosta de outra escritora policial não citada aqui? Deixe seu comentário e/ou sua dica!

Aniversário de Agatha Christie

15 de setembro de 2011 0

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O dia 15 de setembro é uma data especial para os amantes da literatura policial: é o aniversário de nascimento de Agatha Christie, a escritora que mais vendeu livros em todos os tempos e que ficou conhecida como Rainha do Crime.

Autora de 66 romances do gênero, além de numerosos contos, foi a criadora de personagens inesquecíveis, como o impagável detetive belga Hercule Poirot e a esperta velhinha solteirona Miss Marple.

Fica a dia do blog: que tal marcar os 121 anos do nascimento da autora com um dos seus livros? O Palavra Escrita já publicou uma série de dicas e resenhas de obras da autora ou sobre ela — inclusive com posts diários em setembro de 2010. Você pode relê-los clicando aqui.

Uma outra Agatha

28 de abril de 2011 0

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Para quem, como eu, é fã de Agatha Christie, ler e reler seus livros é sempre um prazer. Por isso, fiquei interessada em Filha é Filha, que está chegando às livrarias pela L&PM.

Estranhou o título? Pois é, esse não é um dos romances policiais “tradicionais” da Rainha do Crime, mas um dos que ela lançou sob o pseudônimo de Mary Westmacott. No lugar de Hercule Poirot, Miss Marple ou Tommy e Tupence, entram em cena os conflitos e emoções da alma humana.

A trama gira em torno de Ann Prentice, viúva cuja única filha, Sarah, viaja para uma estação de esqui na Suíça. Ela sente um estranho vazio, mas, enquanto a filha está fora, acaba conhecendo um homem com uma história trágica, e se apaixona por ele. Quando Sarah voltar de férias, ela terá uma surpresa…

Com 256 páginas e formato pocket, o livro custa R$ 18.





Um Crime Adormecido (Mês Agatha Christie)

30 de setembro de 2010 0

ReproduçãoPara encerrar este mês de posts diários sobre os livros da Rainha do Crime, falarei hoje um pouco sobre o seu último livro, publicado em 1976, pouco depois da morte dela. É Um Crime Adormecido, também conhecido por ser o último caso da simpática Miss Marple.

Esse é mais um dos livros de Agatha Christie em que ela constrói a história ao redor de um lugar, mais precisamente uma velha mansão vitoriana. É lá que vai morar Gwenda Reed, uma mulher recém-casada que acaba de chegar à Inglaterra. Embora tenha vivido toda sua vida no Exterior, ela fica com a sensação de que já conhecia sua nova casa.

Pior: nos dias seguintes, enquanto assiste uma peça de teatro, repentinamente vêm-lhe à mente imagens de uma mulher morta na sua casa. Ela estaria ficando louca? Ou seria uma experiência de mediunidade? Apavorada, a jovem mulher sai correndo e acaba se encontrando com Miss Marple. A velhinha se interessa pela história e, com seu talento para desencavar os segredos mais escondidos, começa a investigar esse “crime adormecido”.

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A capa que ilustra este post é de uma edição antiga da Nova Fronteira. Neste ano, a L&PM relançou o livro em versão pocket, que, segundo o site da editora, custa R$ 16.

Cai o Pano (Mês Agatha Christie)

29 de setembro de 2010 0

ReproduçãoQuase terminando o mês de aniversário de Agatha Christie, o livro de hoje é o também o último lançado durante a vida da escritora, em 1975 (houve ainda um livro publicado logo depois de sua morte, no ano seguinte, do qual falarei aqui amanhã).

Como se fosse uma despedida da autora, Cai o Pano é ainda o derradeiro a ser protagonizado pelo detetive belga Hercule Poirot, que na trama já está velho e volta ao local de seu primeiro caso para tentar solucionar cinco crimes que, supostamente, teriam ligação com o assassino da mansão de Styles. Para quem ainda não leu, uma dica: preste atenção em todos os detalhes da história, mais ainda do que faz normalmente nos livros da Rainha do Crime, e lembre-se das peculiaridades de seu detetive mais famoso.

Um detalhe curioso é que esse livro teria sido escrito muitos anos antes, ainda na época do início da Segunda Guerra Mundial, e mantido em um cofre de banco. Agatha só teria autorizado que ele viesse a público ao perceber que não conseguiria mais escrever suas histórias.

Para os leitores, um atrativo a mais é que várias edições deste livro — como a que ilustra este post, lançada pelo Círculo do Livro em 1979 — têm a tradução de ninguém menos que Clarice Lispector.

Um último aspecto curioso é que, após seu último caso, Poirot até ganhou um obituário no New York Times, na primeira página.

A Mão Misteriosa (Mês Agatha Christie)

28 de setembro de 2010 0

ReproduçãoEssa dica é para os fãs de Miss Marple: a solteirona que tem como passatempo desvendar os mais intrincados crimes e mistérios é a protagonista de A Mão Misteriosa, romance lançado por Agatha Christie em 1942.

A história se passa na cidadezinha de Lymstock, um lugar tranquilo até que cartas anônimas começam a circular entre os moradores. A desconfiança torna-se então uma constante: todos desconfiam de todos. A situação cresce a tal ponto que um dos que receberam cartas se suicida. Miss Marple, que está na região, é a única que pode descobrir o que está acontecendo.

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A capa que ilustra este post faz parte de uma coleção em formato pocket lançada no ano passado pela L&PM. O preço médio é de R$ 16.

Morte nas Nuvens (Mês Agatha Christie)

27 de setembro de 2010 0

ReproduçãoA morte pode vir em qualquer lugar — especialmente se estamos falando de um livro de Agatha Christie. Assim, no romance Morte nas Nuvens, publicado originalmente em 1935, a trama se passa dentro de um avião, durante o voo sobre o Canal da Mancha.

O protagonista é Hercule Poirot, que ocupa o tempo observando os outros passageiros: uma jovem visivelmente apaixonada por seu companheiro de viagem, uma nobre viciada em cocaína, um escritor de contos policiais, uma camponesa, um dentista, dois arqueólogos, um construtor civil. Mas há também uma outra personagem: uma mulher morta na poltrona 2.

Madame Giselle, a morta, parece ter tido um infarto, mas Poirot, meticuloso como sempre, resolve investigar, e encontra um dardo envenenado. Teria ele sido lançado da zarabatana que estava sob o assento? Mas como ninguém vira ela ser usada? As células cinzentas do detetive belga entram em ação, para solucionar mais um mistério criado pela habilidosa Rainha do Crime.

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A capa que ilustra este post é de uma edição da Nova Fronteira, de 2002.