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Posts na categoria "não-ficção"

No Oscar e no ranking

07 de março de 2014 0
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O troféu de melhor filme no Oscar 2014, conquistado no último domingo, deve render dividendos também para o livro 12 Anos de Escravidão (Penguin e Companhia das Letras (264págs., R$ 22,50), de Solomon Northup , em que o longa foi baseado.

Na listagem de mais vendidos divulgada hoje pelo site Publishnews, a obra aparece em 6º entre os livros de não ficção. Como a medição se refere ao período de 24 de fevereiro a 2 de março — a semana anterior ao Oscar, portanto —, com certeza na próxima listagem o título vai subir mais ainda. 

O livro, assim como o filme, conta a história do próprio Northup, um violinista negro que, no século 19, foi sequestrado e vendido como escravo. Por 12 anos, o antes homem livre trabalhou em fazendas da Louisiana, nos Estados Unidos, até ser libertado em uma batalha judicial.

Uma boa leitura para tempos em que, infelizmente, ainda se veem manifestações racistas por aí.

Os mais vendidos em Bento Gonçalves

17 de setembro de 2013 0
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A 28ª Feira do Livro de Bento Gonçalves ainda não terminou, vai até o final de semana, mas já dá para ter uma ideia da preferência do público, pois a Secretaria Municipal de Cultura vem fazendo um levantamento diário das vendas.

A lista dos mais vendidos, até agora, mostra que o gosto do leitor bento-gonçalvense não difere muito do que é visto no restante do país, vide listagens da Veja e do Publishnews. A novidade é a presença do livro Jango — A Vida e a Morte no Exílio, do jornalista gaúcho Juremir Machado da Silva, terceiro em vendas.

Vamos, pois, aos mais procurados até agora na Feira:

1) Inferno, de Dan Brown

2) Diário de um Banana, de Jeff Kinney

3) Jango, de Juremir Machado da Silva

4) O Silêncio das Montanhas, de Khaled Hosseine

5) A Culpa é das Estrelas, de John Green

Ainda segundo o levantamento, os livros do segmento espírita Nossos Filhos São Espíritos, de Hermínio C. Miranda, e O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, também registram vendas expressivas.

Religião e mitologia na liderança

10 de maio de 2013 0

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Pela segunda semana seguida, o livro Kairós (editora Principium), do padre Marcelo Rossi, lidera o ranking geraldos mais vendidos do site especializado Publishnews — e mais do que duplicou as vendas da semana anterior, registrando 20.761 exemplares nas livrarias pesquisadas (na pesquisa passada, eram 8.230).


A análise do site sobre o fenômeno vem com um título bem sugestivo “depois do pecado, a confissão”, referindo-se a outro best-seller recente, o romance erótico Cinquenta Tons de Cinza, de E.L. James (que segue na lista, mas agora na nona colocação).

Vale destacar que esta semana passou a aparecer na lista, em terceiro lugar, o livro infantojuvenil A Marca de Atena (Intrínseca), terceiro volume da série Heróis do Olimpo, de Rick Riordan — o mesmo autor da série Percy Jackson e Os Olimpianos, da qual pode-se dizer que Heróis do Olimpo é a continuação. A nova aventura mitológica do escritor americano é também a campeã da semana entre os infantojuvenis.

Ah: o livro de negócios Sonho Grande (Primeira Pessoa), de Cristiane Correa, manteve a segunda colocação na listagem geral.

Outros cinco livros que 'levaram' o Oscar

22 de fevereiro de 2013 0

Anthony Hopkins como o canibal Hannibal Lecter, de 'O Silêncio dos Inocentes' (Divulgação)

Com a cerimônia do Oscar 2013 se aproximando, e para complementar o post de ontem, confira outros cinco filmes baseados em livros que foram merecedores do Oscar de Melhor Filme:

1992: o canibal mais famoso do cinema foi a estrela da 64ª edição do Oscar, com O Silêncio dos Inocentes (foto acima) faturando os prêmios de Melhor Filme, Melhor Atriz (Jodie Foster), Melhor Ator (Anthony Hopkins), Melhor Diretor (Jonathan Demme) e Melhor Roteiro Adaptado. O longa de suspense é baseado num romance homônimo de 1988, de Thomas Harris, segundo livro a apresentar o personagem Hannibal Lecter, um psiquiatra que é também um assassino em série canibal. No filme, Clarice Starling, uma jovem estagiária do FBI, procura ajuda do prisioneiro Dr. Lecter para prender outro serial killer.

1994: mudando totalmente de gênero, o 66º Oscar premiou o comovente A Lista de Schindler, história sobre o empresário alemão que salvou a vida de mais de mil judeus durante o Holocausto. Baseado no romance Schindler’s Ark, de Thomas Keneally, o livro levou os troféus de Melhor Filme, Melhor Diretor (Steven Spielberg), Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Edição e Melhor Trilha Sonora Original

1997: outro drama, este dirigido por Anthony Minghella e baseado no romance de Michael Ondaatje, foi o vencedor da 69ª edição: O Paciente Inglês. A trama se centra em um desconhecido que sofre queimaduras generalizadas quando o seu avião é abatido na Segunda Guerra Mundial. Além de Melhor Filme, ganhou também nas categorias Melhor Diretor, Melhor Atriz Coadjuvante (Juliette Binoche), Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhor Edição, Melhor Trilha Sonora – Drama e Melhor Mixagem de Som.

2002: dando um salto até a 74ª edição do Oscar, temos o drama biográfico Uma Mente Brilhante, sobre o matemático John Nash, baseado no livro homônimo de Sylvia Nasar. A história conta a vida de Nash, um personagem real que, ao mesmo tempo em que é premiado por suas descobertas científicas, sofre de alucinações devido à esquizofrenia. Venceu o Oscar nas categorias de Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Diretor (Ron Howard) e Atriz Coadjuvante (Jennifer Connelly).

2004: a fantasia épica de O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei (foto abaixo) dominou a 76ª edição do Oscar. O filme de Peter Jackson, baseado no terceiro volume da trilogia de J.R.R. Tolkien e estrelado por Elijah Wood (Frodo Baggins) e Viggo Mortensen (Aragorn), venceu em nada menos do que 11 categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado, Melhores Efeitos Visuais, Melhor Direção de Arte, Melhor Edição, Melhor Figurino, Melhor Maquiagem, Melhor Mixagem de Som, Melhor Trilha Sonora e Melhor Canção Original. As versões cinematográficas dos dois livros anteriores já haviam concorrido ao Oscar, respectivamente em 2002 e 2003, mas sem o sucesso de O Retorno do Rei.

'O Retorno do Rei' teve batalhas épicas (Warner, divulgação)

Hoje é dia de Reinações

11 de dezembro de 2012 0

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Literatura infanto-juvenil não tem de ser, necessariamente, algo alegre ou fácil de ler: muitos escritores usam esse contato com o público adolescente para passar, por meio de uma boa história, mensagens mais densas e profundas. É o caso do livro A Mala de Hana (Melhoramentos, 112 páginas, R$ 35), de Karen Levine, que será debatido hoje à noite no encontro mensal da Confraria Reinações Caxias, em Caxias do Sul.


O livro aborda o duro tema do holocausto de milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial por meio de duas histórias paralelas: a da menina judia Hana, levada, com seu irmão, a um campo de concentração nazista, e a de uma professora japonesa, que está ensinando sobre o assunto para seus alunos e, após receber de um museu uma réplica da mala que Hana levou para o campo, resolve investigar a trajetória da pequena heroína.

O mais emocionante é que a história contada não é ficção: Hana realmente existiu, morava na antiga Tchecoslováquia, e sofreu os horrores ali descritos. Mas o texto não mostra só o sofrimento, reconstroi um pouco de sua vida anterior, da menina alegre e feliz que era até aqueles acontecimentos, e da força que ela tinha.

Impossível não lembrar de outra menina real que viveu uma história assim, Anne Frank, embora A Mala de Hana não seja seu diário e sim uma reconstrução a partir de muita pesquisa e vários depoimentos. O livro traz ainda fotos, tanto de Hana e sua família quanto da professora japonesa e seus alunos.

O encontro da Confraria Reinações começa às 19h30min e vai até as 21h, na Do Arco da Velha Livraria e Café (Rua Os 18 do Forte, 1.690, no centro de Caxias do Sul). A entrada é franca, e mesmo quem não leu o livro pode participar. A coordenação do encontro de hoje é desta blogueira.

E o vencedor em Não Ficção...

30 de novembro de 2012 0

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Além do Livro do Ano de Ficção (veja post abaixo), o Jabuti elegeu também o Livro do Ano de Não Ficção. Nessa categoria, o grande vencedor foi Saga Brasileira — A Longa Luta de Um Povo por Sua Moeda (editora Record), da jornalista Miriam Leitão.


O livro é o primeiro publicado pela jornalista, que já tem programada a publicação de um novo livro, A História do Futuro, e pretende lançar ainda três obras infantis.

Essa foi a primeira vez que duas mulheres — Miriam Leitão e Stella Maris Rezende, vencedora em Ficção — ganharam juntas as duas premiações máximas do Jabuti.

Cada uma recebeu R$ 35 mil por suas obras terem sido eleitas Livro do Ano.

Verissimo entre os mais vendidos

25 de novembro de 2012 0

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O escritor gaúcho Luis Fernando Verissimo lidera o ranking de mais vendidos dos últimos dias na categoria não ficção com o livro Diálogos Impossíveis (editora Objetiva, 176 páginas, R$ 32,90), segundo listagem da revista Veja que chegou às bancas neste final de semana.

Esta já é a quinta semana consecutiva que a obra aparece entre os 10 mais, e ela vinha galgando posições — na edição passada da revista, aparecia em terceiro.

Diálogos Impossíveis também aparece no ranking do site especializado Publishnews divulgado na sexta-feira, referente ao período. Curiosamente, nessa lista ele aparece classificado como obra de ficção, detendo a sétima colocação nessa área. Nas duas semanas anteriores, nesse mesmo ranking, ele estava em quinto e nono lugar, respectivamente.

E para os fãs do escritor, hospitalizado desde a última quarta-feira, uma boa notícia é que os últimos boletins médicos indicam que seu estado de saúde está melhorando, embora ainda seja considerado grave.

Primeiras aquisições na Feira

29 de setembro de 2012 0

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Eu sei que tenho vários livros em casa esperando para serem lidos, mas, para mim, passear pela Feira do Livro e sair sem comprar nada é algo humanamente impossível. São tantas opções, tantas histórias interessantes, que fico tentada a levar vários…


Assim, minha primeira incursão à 28ª Feira do Livro de Caxias do Sul, no final da tarde de ontem, para prestigiar a abertura oficial e dar uma olhada inicial nas 46 bancas de livreiros e editores, resultou em dois novos livros para minha biblioteca caseira (interessei-me por vários outros, mas terão de ficar para mais adiante).

O primeiro é Relíquias (Record, 352 páginas, R$ 31,90 à vista na Feira), de Tess Gerritsen, cuja capa está ilustrando este post. O thriller policial é protagonizado por dois personagens já habituais nos livros da escritora, a médica legista Maura Isles e a detive Jane Rizzoli. Desta vez, a história começa quando uma tomografia revela que uma múmia, recentemente encontrada no porão de um museu, não tem dois mil anos como se pensava.

Na verdade, trata-se de uma mulher da atualidade, assassinada e depois mumificada segundo os antigos rituais egípcios. É quando Jane entra em ação, para investigar se há mais relíquias macabras como essa entre o material ainda não identificado do museu. A chave pode estar em uma nova funcionária da instituição, a jovem egiptóloga Josephine Pulcillo, contratada justamente para ajudar a identificar a múmia – e que também esconde um segredo do passado, que não quer revelar mesmo que sua própria vida esteja em risco.

O outro livro é um volume duplo da Seleção Saraiva Vira-Vira, ótima ideia que possibilita o acesso a dois títulos juntos, em formato bolso, por um preço bem acessível. No caso, O Brasil: Território e Sociedade no Início do Século XXI, de Milton Santos e María Laura Silveira, e Por Uma Outra Globalização: do Pensamento Único à Consciência Universal, de Milton Santos. Editado pela BestBolso, tem no total 624 páginas (480 do primeiro, 144 do segundo), texto integral das obras e preço de apenas R$ 15,90.

Território e Sociedade aborda uma ampla gama de assuntos relacionados ao nosso país, incluindo urbanização, divisão territorial do trabalho e sistema financeiro, além de mapas que mostram desde a densidade de automóveis nos anos 1950 até os municípios cobertos atualmente pela telefonia celular.

Por Uma Outra Globalização analisa aspectos como competitividade, consumo, cultura de massa e papéis das diferentes classes sociais nesse processo.

Bom, agora vou seguir minhas leituras, porque ainda quero dar outro pulinho na Praça Dante Alighieri para conferir mais livros – além das dezenas de lançamentos e outras atrações que terá por lá neste primeiro final de semana de programação.

Para quem não sabe: aos finais de semana, as bancas abrem das 10h às 20h.

Balanço de leituras

01 de setembro de 2012 1

 

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Queria ter feito este post quando o ano chegou à metade, mas, como deixei passar a data, esperei por agora, quando se passaram já dois terços de 2012. É um pequeno balanço das leituras dos últimos meses, embora eu já não seja tão metódica em anotar os títulos lidos como fazia anos atrás.

Alguns são lançamentos, muitos são livros que eu já tinha na estante e, por isso, são de anos atrás. Também há livros infanto-juvenis, porque, mesmo crescidinha, continuo gostando desse gênero. De alguns já falei por aqui antes, mas mesmo assim vou dar um pequeno resumo de cada que pode servir como dica de leitura. Vamos, então, à lista:

1. A Menina que não Sabia Ler, de John Harding: embora a história se inicie num tom leve, em que a menina Florence conta que aprendeu a ler escondida e sozinha porque seu tio e tutor achava que mulheres não deviam saber decifrar os livros. Logo, no entanto, a história toma um tom sombrio, lembrando muito A Volta do Parafuso, de Henry James.

2. Você Pode Guardar um Segredo?, de Pedro Guerra: esse romance policial marca a estreia de um jovem escritor caxiense, numa trama bem elaborada passada numa fictícia cidade americana.

3. A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Záfon: posso dizer, sem dúvida, que este é um dos melhores livros que já li. O autor espanhol constrói uma trama repleta de suspense, numa história que começa quando o jovem Daniel, então com 10 anos, é levado pelo pai até o Cemitério dos Livros Esquecidos. Lá, encontra um romance de um maravilhoso autor desconhecido. Quando o garoto tenta encontrar outras obras desse escritor, descobre que alguém percorre o mundo queimando seus livros.

4. O Jogo do Anjo, de Carlos Ruiz Záfon: do mesmo autor do anterior, traz uma nova história, desta vez com toques de sobrenatural, em que o escritor David Martín, praticamente na miséria, recebe uma proposta de um homem misterioso para escrever um livro que mudaria o mundo. Alguns cenários de A Sombra do Vento se repetem, bem de passagem: o Cemitério dos Livros Esquecidos e a livraria da família Sempere.

5. O Prisioneiro do Céu, de Carlos Ruiz Záfon: neste livro, as tramas das duas histórias anteriores de Zafón começam a se entrelaçar. Muitas coisas deixadas inexplicadas nos outros dois livros agora ganham sentido. Embora também muito bem imaginado e escrito, no entanto, achei que faltou algo, que a história não me empolgou tanto quanto A Sombra do Vento e O Jogo do Anjo. Vamos ver como será o quarto livro, que deve dar um fecho nas tramas.  

6. Serraria Baixo-Astral, de Lemony Snickert: quarto livro da saga infanto-juvenil Desventuras em Série, traz os irmãos órfãos Violet, Klaus e Sunny Baudelaire em mais uma angustiante aventura (ou desventura), desta vez obrigados a trabalhar numa perigosa serraria, enquanto o malvado Conde Olaf continua à espreita.

 

7. Criança 44, de Tom Rob Smith: uma trama que une suspense, medo e traição, passada na União Soviética, num tempo em que qualquer discordância com o governo e a polícia gerava prisão e morte. Depois de mostrar duas crianças caçando um gato para matar a fome numa aldeia ucraniana, a história dá um pulo de 20 anos e vai para Moscou, em que um oficial decide investigar a morte de crianças, embora oficialmente não existam assassinatos no país.

8. Na Ilha do Dragão, de Maristel Alves dos Santos:  um dos livros que eu ainda não havia lido da coleção Vaga-Lume, traz a aventura de uma turma que vai passar um feriado numa ilha. Envolve perigos, sequestro, mostros marinhos e até um tesouro.

9. A Garota de Papel, de Guillaume Musso: um escritor em crise porque foi abandonado pela namorada vê, repentinamente, uma das personagens de seus livros aparecer em carne e osso em sua vida, depois de uma falha na impressão de seu último livro.

10. A Mala de Hana, de Karen Levine: uma comovente história real sobre uma menina judia levada para um campo de concentração. Sua vida é retraçada após pesquisas de uma professora japonesa, cuja escola havia recebido uma mala que pertencera a Hana.

11. Clube Mefisto, de Tess Gerritsen: uma série de assassinatos com toques ritualísticos são o novo desafio da detetive Jane Rizzolli e da médica legista Maura Isler. 

12. Gravidade, de Tess Gerritsen: durante uma missão espacial, os astronautas começam a adoecer e morrer. Os sobreviventes não devem voltar à Terra, para não contaminar outras pessoas. Mas um ex-astronauta faz de tudo para reverter a situação, pois sua ex-mulher, por quem ainda é apaixonado, é uma das pessoas presas na Estação Espacial.

13. Pegasus e o Fogo do Olimpo, de Kate O’Hearn: durante uma tempestade, o mitológico cavalo alado Pegasus cai de repente no prédio onde mora a menina Emily, arrastando-a para uma aventura envolvendo os deuses da mitologia romana.

14. Pegasus e a Batalha pelo Olimpo, de Kate O’Hearn: sequência da história anterior, traz Emily, Pegasus e seus amigos em novas aventuras para proteger o Olimpo.

15. Os Barcos de Papel, de José Maviael Monteiro: outro excelente livro da série Vaga-Lume, traz os amigos Quito, André, Miguel e Josué, que se perdem no interior de uma caverna enquanto a exploram, e acabam em poder de bandidos.

16. A Foto Fatídica, de Ngaio Marsh: embora não tão conhecida como Agatha Christie, Ngaio é outra escritora policial britânica tradicional. Nesse livro, uma cantora de ópera que vinha sendo perseguida por um paparazzi é assassinada, com uma foto atravessada por uma faca em seu peito.

17. Enigma para demônios, de Patrick Quentin: primeiro livro da saudosa série Horas em Suspense (da qual faz parte também o livro anterior). Nele, um homem volta a si após um período em coma e se encontra engessado, deitado em uma cama em uma mansão. Mas ele não reconhece nem sua suposta mãe, nem sua suposta e belíssima esposa. E não acredita que seja quem dizem que ele é, embora não se lembre quem mais possa ser. 

18. O Fantasma da Infância, de Cristovão Tezza: duas histórias paralelas envolvendo protagonistas com o mesmo nome, André Devinne. Um, um escritor frustrado que sobrevive digitando classificados; o outro, um rico assessor político com um passado obscuro.  

19. Uma Aula de Matar, de Ana Arruda Callado: três professores universitários disputam o posto de titular, mas, na véspera da prova, um deles aparece morto na piscina. Todos são suspeitos: os outros dois concorrentes, o rabujento Esteves e a ex-guerrilheira Helena; a mulher traída, a jornalista Marina; a diretora, Ana Lúcia; a amante, Regina; e o ghost writer João Maurício, que circula pelos corredores da faculdade vendendo trabalhos para os estudantes.

20. O Diabo & Sherlock Holmes, de David Grann: no melhor estilo do jornalismo literário, traz histórias de mistérios e crimes reais, reconstruídos com habilidade, desde a morte de um especialista em Sherlock Holmes até um assassino que escondeu pistas dos crimes em um livro.

21. Os Olhos Amarelos dos Crocodilos, de Katherine Pancol: separada e sem dinheiro para criar os filhos, uma mulher aceita a proposta de sua irmã – escrever um livro e deixar a outra publicar em seu nome, fazendo sucesso em seu lugar.

22. Too Late to Say Goodbye, de Ann Rule: a história de um crime real, em que uma mulher é assassinada e o suspeito é seu marido, um dentista visto por todos como amoroso e dedicado, mas com um passado altamente suspeito – uma ex-namorada morreu exatamente da mesma forma.

23. O Romancista Ingênuo e o Sentimental, de Orhan Pamuk: uma reunião de ensaios sobre escrita e literatura do autor de Neve e de Istambul, ganhador do Nobel em 2006.

24. O Cavaleiro Feérico, de Luiz Hasse: outro livro de autor caxiense, que recentemente ganhou sua terceira edição, mescla fantasia medieval, cavalaria e vários outros gêneros numa história sobre um jovem cavaleiro meio humano, meio fada.

25. Ladrão de Olhos, de Jonathan Auxier: um garoto cego mora nas ruas, sobrevivendo de pequenos furtos, até o dia em que rouba uma caixa com três pares de olhos mágicos e vai parar num mundo desconhecido.

Um casamento entre jornalismo e literatura

14 de abril de 2012 0

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Grandes escritores, como Machado de Assis, José de Alencar, Gonçalves Dias e Joaquim Manoel de Macedo foram, também, grandes nomes do jornalismo. E não só no Brasil: também lá fora jornalismo e literatura muitas vezes mesclaram-se, com jornais abrindo espaço para a arte literária. Foram nos jornais, também, que surgiram os folhetins, histórias publicadas em fascículos semanais ou mensais que, depois, transformavam-se em livro.

Se hoje em dia os limites entre jornalismo e literatura já estáo mais definidos do que no século 19, as fronteiras entre essas duas áreas continuam sendo interpermeáveis, como defende o jornalista, escritor, professor, doutor em Comunicação e vice-presidente da Academia Brasileira de Jornalismo Literário, Edvaldo Pereira Lima (foto acima), que esteve recentemente em Caxias.

Autor do livro Páginas Ampliadas – O Livro-Reportagem como Extensão do Jornalismo e da Literatura (já na sua quarta edição), ele recorda na obra que essa busca de humanização e aprofundamento da reportagem, absorvendo técnicas da literatura, já era defendida nos anos 1960 pelo new journalism, corrente que teve expoentes como o norte-americano Tom Wolfe.

Um dos principais produtos desse movimento é o livro-reportagem, veículo que permite explorar temas de interesse com maior profundidade, fugindo da esquematização e da simplificação impostas por restrições de espaço e tempo. Mas o jornalismo literário também é possível em revistas e jornais, e mesmo na televisão, defende Pereira Lima.

- Os Estados Unidos seguem disparado na frente no jornalismo literário, e o leste europeu tem uma longa tradição na área – declarou. 

Mas também temos bons exemplos por aqui, salientou. No Brasil, ele destaca como um dos expoentes do jornalismo literário a jornalista gaúcha Eliane Brum, que começou sua carreira no jornal Zero Hora e passou também pela revista Época. Na televisão, citou em sua palestra nomes como o também gaúcho Marcelo Canellas e José Hamilton Ribeiro. Revistas também podem ser um ótimo veículo para a técnica, e o estudioso destacou como exemplos a Piauí, a Caros Amigos e a Brasileiros.

Quer saber mais sobre o tema? Confira uma entrevista com Edvaldo Pereira Lima na revista Almanaque, encartada no jornal Pioneiro deste final de semana. Nela, entre outras coisas, ele fala sobre o boom das biografias e dos livros-reportagem históricos.