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'Píppi Meialonga' na Confraria Reinações

20 de novembro de 2012 0

Reproduções

O encontro mensal da Confraria Reinações Caxias, hoje à noite, tem tudo para ser muito divertido. É que o livro em pauta será Píppi Meialonga, da sueca Astrid Lindgren. Para quem ainda não conhece esse livro, publicado pela primeira vez em 1945 e reeditado até hoje, fica a dica de leitura: a personagem que dá título ao livro é, simplesmente, impagável.


Píppi — que já chegou a ser comparada à boneca Emília, criada por Monteiro Lobato para as histórias do Sítio do Picapau Amarelo — é uma menina de nove anos, rosto sardento, tranças espetadas e muito espevitada. Ela mora sozinha, sem pai nem mãe, mas nem por isso deixa de levar uma vida agitada e alegre. Para começar, ela é muito forte. Forte mesmo, capaz de dar uma surra em cinco garotos brigões e enfrentar um touro à unha. E essas são só algumas das aventuras que ela vive...

Aliás, ela não vive totalmente só: tem a companhia de um macaquinho e de um cavalo. Ela mesma faz suas roupas, que são bem esquisitas, e sua comida, composta basicamente de biscoitos, panquecas e sanduíches. Nada convencional, apronta na escola, no circo, na casa dos vizinhos, em viagens... Também engana os policiais que querem levá-la para um orfanato e põe ladrões para correr, entre outras estripulias.

Píppi Meialonga foi escrito por Astrid Lindgren como um presente de aniversário para sua filha, quando ela completou 10 anos, e venceu o Prêmio Hans Christian Andersen de 1958. A história encantou tanto que teve continuações. Em Píppi a Bordo, a garota recebe a visita de seu pai, um ex-pirata, que quer levá-la para uma ilha distante onde ele se tornou o rei dos canibais. Já em Píppi nos Mares do Sul, ela parte num barco a vela em direção a essa ilha, vivendo novas e divertidas aventuras.

Mesmo escritos há mais de 60 anos, os livros seguem encantando, e com certeza valem a leitura — seja por crianças, seja por aqueles mais crescidinhos que também gostam de histórias curiosas e divertidas. As capinhas que ilustram este post são de edições recentes da Companhia das Letrinhas; os livros têm entre 144 e 160 páginas e preço de R$ 34 cada.

Ah: o encontro da Confraria Reinações começa às 19h30min e vai até as 21h, na Do Arco da Velha Livraria e Café (Rua Os 18 do Forte, 1.690, no centro de Caxias do Sul). A entrada é franca, e mesmo quem não leu os livros pode participar. A coordenação será de Teresinha Tregansin.

Hoje é dia delas!

08 de março de 2012 0

 

Capitu, de Machado de Assis, virou até minissérie de televisão (TV Globo, divulgação)

Já são 18h, portanto a maior parte do dia já se foi, mas eu não poderia deixar a data passar em branco: afinal, hoje é Dia Internacional da Mulher, então a data é também para comemorar o feminino na literatura. E esse feminino tem muitos lados: as escritoras, as leitoras, as personagens...


Até o final de semana, ainda vou falar bastante disso por aqui, mas hoje vou dar destaque a algumas personagens que me encantaram e, acredito, a muitos dos leitores.

* Cinderela: desde nossas primeiras leituras (ou histórias que ouvimos antes mesmo de aprender a ler), somos apresentadas às princesas dos contos de fada. E qual menina, lendo esses contos, não sonhou em ser uma delas?

* Herminone: depois da época das princesas, uma bruxinha: para as meninas que leem Harry Potter, é impossível não admirar a inteligente Hermione, que ajuda Harry e Ron em suas aventuras e nas disputas com o temido Voldemort. Criação, claro, de J.K. Rowling.

* Poliana: essa é para quem foi criança há vários anos atrás, embora a história continue valendo a pena ser lida. Afinal, a menina sempre otimista criada pela escritora Eleanor Porter encantou gerações e tornou-se mais conhecida do que sua autora, tanto que virou adjetivo: alguém que vê sempre o lado bom de tudo é muitas vezes chamado de "poliana".

* Alice: quem não conhece a menina que entra pela toca do coelho e cai num mundo mágico encantado, criada por Lewis Carrol?

* Bridget Jones: é impossível não rir muito com a divertida personagem criada pela escritora Helen Fielding: uma mulher moderna para quem tudo parece dar errado e cujo diário arranca muitas gargalhadas.

* Miss Marple: ela parece apenas uma velhinha simpática e enxerida, mas não se engane — a solteirona criada pela Rainha do Crime Agatha Christie tem uma mente perspicaz capaz de resolver os mais intrincados mistérios.

* Madame Bovary: a protagonista do romance homônimo do francês Gustave Flaubert, publicado em 1857, causou escândalo entre os puritanos da época por abordar o tema adultério.

* Iracema: entrando na literatura brasileira, a "virgem dos lábios de mel", de José de Alencar, é personagem clássica. Na época de colégio, era comum decorar a poética descrição da moça indígena.

* Capitu: a mais célebre personagem da nossa literatura, no entanto, é mesmo Capitu, de Dom Casmurro. Quem aí nunca se perguntou se ela traiu ou não Bentinho, no romance de Machado de Assis?

* Ana Terra: chegando às personagens gaúchas, vale destacar Ana Terra, criação de Erico Verissimo que destaca-se por sua garra e sua capacidade de resistência.