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Posts na categoria "personagens"

Agenda: hoje à noite tem Órbita Literária

30 de junho de 2014 0
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Hoje é segunda-feira, portante, noite do bate-papo Órbita Literária, que chega a sua 95ª edição. O tema do encontro, aberto ao público e gratuito, é Amigos para Sempre — O Pulsar da Vida nos Personagens Literários.

A partir das 20h, na Do Arco da Velha Livraria e Café (Rua Dr. Montaury, 1.570, Centro), em Caxias do Sul, tendo como convidados o escritor Marcos Fernando Kirst e o grupo que participou da oficina de personagens que ele ministrou durante o mês de junho.

Eles apresentam a produção da oficina, que visava analisar alguns dos personagens mais marcantes da literatura universal e investigar os motivos que os tornam eternos e tão reais para os leitores.

Vale lembrar que o Órbita ocorre toda segunda-feira, sempre com entrada franca.

A volta de Hercule Poirot

04 de setembro de 2013 0
 Albert Finney interpreta Poirot no filme 'Assassinato no Expresso do Oriente', dos anos 1970 (reprodução)

Albert Finney interpreta Poirot no filme ‘Assassinato no Expresso do Oriente’, dos anos 1970 (reprodução)

Como fã do impagável detetive belga de bigodinho esquisito e cabeça de ovo criado em 1920 por Agatha Christie, fiquei feliz com a notícia: Hercule Poirot vai voltar à ativa.

Isso graças a um romance escrito pela britânica Sophie Hannah, que reviverá o personagem com o aval da família da eterna Rainha do Crime e da Acorn Productions, que detém os direitos da escritora, morta em 1976.

Mas eu e os outros fãs vamos ter de esperar um pouco para ver as famosas células cinzentas em ação outra vez: o livro, que ainda não tem título, será lançado somente em setembro de 2014, daqui a um ano portanto, pela editora HarperCollins. Tomara que, logo depois, chegue no Brasil.

***

Em tempo: Sophie Hannah é autora de oito thrillers psicológicos. Achei dois títulos seus em português, O Pesadelo de Alice e Intimidade Perigosa, mas ambos editados em Portugal. Vou ver se encontro algo dela nas livrarias brasileiras, para ter uma ideia do que vem por aí…

'Píppi Meialonga' na Confraria Reinações

20 de novembro de 2012 0

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O encontro mensal da Confraria Reinações Caxias, hoje à noite, tem tudo para ser muito divertido. É que o livro em pauta será Píppi Meialonga, da sueca Astrid Lindgren. Para quem ainda não conhece esse livro, publicado pela primeira vez em 1945 e reeditado até hoje, fica a dica de leitura: a personagem que dá título ao livro é, simplesmente, impagável.


Píppi — que já chegou a ser comparada à boneca Emília, criada por Monteiro Lobato para as histórias do Sítio do Picapau Amarelo — é uma menina de nove anos, rosto sardento, tranças espetadas e muito espevitada. Ela mora sozinha, sem pai nem mãe, mas nem por isso deixa de levar uma vida agitada e alegre. Para começar, ela é muito forte. Forte mesmo, capaz de dar uma surra em cinco garotos brigões e enfrentar um touro à unha. E essas são só algumas das aventuras que ela vive…

Aliás, ela não vive totalmente só: tem a companhia de um macaquinho e de um cavalo. Ela mesma faz suas roupas, que são bem esquisitas, e sua comida, composta basicamente de biscoitos, panquecas e sanduíches. Nada convencional, apronta na escola, no circo, na casa dos vizinhos, em viagens… Também engana os policiais que querem levá-la para um orfanato e põe ladrões para correr, entre outras estripulias.

Píppi Meialonga foi escrito por Astrid Lindgren como um presente de aniversário para sua filha, quando ela completou 10 anos, e venceu o Prêmio Hans Christian Andersen de 1958. A história encantou tanto que teve continuações. Em Píppi a Bordo, a garota recebe a visita de seu pai, um ex-pirata, que quer levá-la para uma ilha distante onde ele se tornou o rei dos canibais. Já em Píppi nos Mares do Sul, ela parte num barco a vela em direção a essa ilha, vivendo novas e divertidas aventuras.

Mesmo escritos há mais de 60 anos, os livros seguem encantando, e com certeza valem a leitura — seja por crianças, seja por aqueles mais crescidinhos que também gostam de histórias curiosas e divertidas. As capinhas que ilustram este post são de edições recentes da Companhia das Letrinhas; os livros têm entre 144 e 160 páginas e preço de R$ 34 cada.

Ah: o encontro da Confraria Reinações começa às 19h30min e vai até as 21h, na Do Arco da Velha Livraria e Café (Rua Os 18 do Forte, 1.690, no centro de Caxias do Sul). A entrada é franca, e mesmo quem não leu os livros pode participar. A coordenação será de Teresinha Tregansin.

Hoje é dia delas!

08 de março de 2012 0

 

Capitu, de Machado de Assis, virou até minissérie de televisão (TV Globo, divulgação)

Já são 18h, portanto a maior parte do dia já se foi, mas eu não poderia deixar a data passar em branco: afinal, hoje é Dia Internacional da Mulher, então a data é também para comemorar o feminino na literatura. E esse feminino tem muitos lados: as escritoras, as leitoras, as personagens…


Até o final de semana, ainda vou falar bastante disso por aqui, mas hoje vou dar destaque a algumas personagens que me encantaram e, acredito, a muitos dos leitores.

* Cinderela: desde nossas primeiras leituras (ou histórias que ouvimos antes mesmo de aprender a ler), somos apresentadas às princesas dos contos de fada. E qual menina, lendo esses contos, não sonhou em ser uma delas?

* Herminone: depois da época das princesas, uma bruxinha: para as meninas que leem Harry Potter, é impossível não admirar a inteligente Hermione, que ajuda Harry e Ron em suas aventuras e nas disputas com o temido Voldemort. Criação, claro, de J.K. Rowling.

* Poliana: essa é para quem foi criança há vários anos atrás, embora a história continue valendo a pena ser lida. Afinal, a menina sempre otimista criada pela escritora Eleanor Porter encantou gerações e tornou-se mais conhecida do que sua autora, tanto que virou adjetivo: alguém que vê sempre o lado bom de tudo é muitas vezes chamado de “poliana”.

* Alice: quem não conhece a menina que entra pela toca do coelho e cai num mundo mágico encantado, criada por Lewis Carrol?

* Bridget Jones: é impossível não rir muito com a divertida personagem criada pela escritora Helen Fielding: uma mulher moderna para quem tudo parece dar errado e cujo diário arranca muitas gargalhadas.

* Miss Marple: ela parece apenas uma velhinha simpática e enxerida, mas não se engane — a solteirona criada pela Rainha do Crime Agatha Christie tem uma mente perspicaz capaz de resolver os mais intrincados mistérios.

* Madame Bovary: a protagonista do romance homônimo do francês Gustave Flaubert, publicado em 1857, causou escândalo entre os puritanos da época por abordar o tema adultério.

* Iracema: entrando na literatura brasileira, a “virgem dos lábios de mel”, de José de Alencar, é personagem clássica. Na época de colégio, era comum decorar a poética descrição da moça indígena.

* Capitu: a mais célebre personagem da nossa literatura, no entanto, é mesmo Capitu, de Dom Casmurro. Quem aí nunca se perguntou se ela traiu ou não Bentinho, no romance de Machado de Assis?

* Ana Terra: chegando às personagens gaúchas, vale destacar Ana Terra, criação de Erico Verissimo que destaca-se por sua garra e sua capacidade de resistência.