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Posts na categoria "policial"

Sessão de autógrafos em Caxias

07 de maio de 2013 0

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Quem perdeu o lançamento do romance policial Contagem dos Inocentes, de Fernando Bins, tem nova oportunidade hoje: o jovem estudante de Psicologia estará autografando a obra, a partir das 18h, no prédio C da Faculdade da Serra Gaúcha, em Caxias do Sul.


Esse é o primeiro livro do autor, que recebeu recursos do Financiarte para publicar.  A trama envolve uma série de assassinatos ocorridos em Caxias do Sul, investigados pelo jovem gênio Erik Robbins, pelo detetive aposentado Flávio Cunha e pela médica legista Brenda Menegaro.

Com edição do autor, o livro tem 304 páginas e preço de R$ 24,90. Futuramente, falarei mais sobre a obra por aqui.

Resenha: '1222'

01 de maio de 2013 0

 

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Já disse por aqui que gosto de descobrir novos autores, lendo orelhas e contracapas, folheando os livros antes de me decidir por comprá-los. Foi assim com 1222 (Fundamento, 304 páginas, R$ 29,50), da norueguesa Anne Holt. O título, que pode soar um tanto estranho, se refere à altitude do lugar em que se passa a história.


Tudo começa quando um trem descarrila no alto de uma montanha. As duas centenas e meia de passageiros, muitos deles feridos, são levados para um hotel, o Finse 1222, onde acabam presos devido a uma impiedosa nevasca, que dura vários dias. Isolados do mundo, eles ainda vão ter de lidar com um outro problema: um dos passageiros, um pastor popular, é brutalmente assassinado.

Sem ter como apelar às autoridades, os responsáveis pelo hotel recorrem a uma das passageiras, Hanne Wilhelmsen, uma ex-policial sarcástica e antissocial que, por acaso, estava no trem. Mas, presa a uma cadeira de rodas, ela não tem a mínima vontade de se envolver — ainda se lembra muito bem de sua última missão, que custou sua mobilidade.

Ao mesmo tempo, sem ter mais o que fazer, ela acaba cedendo em parte, dando alguns conselhos enquanto observa seus companheiros de confinamento. Entre eles, um outro pastor, mais tímido do que o primeiro; um casal muçulmano; um garoto que parece ter fugido de casa e por qual ela passa a nutrir certo carinho; uma jovem toda vestida de negro, ainda mais antissocial do que ela; um médico anão, inteligente e simpático; uma militante que está sempre incitando revoltas; um rapaz bonitão, líder de uma espécie de gangue de fortões.

Não bastassem as mortes (sim, há outras) e os conflitos que surgem entre os confinados, há ainda os boatos de que um membro da família real viajava num vagão isolado e agora está escondido numa ala reservada do hotel, sob forte esquema de segurança. Hanne não acredita que haja uma princesa ali — mas, decididamente, há alguém muito importante escondido ali (aliás, adorei a escolha que a autora fez para esse personagem misterioso).

O livro, segundo consta na capa, já conta com mais de 6 milhões de exemplares vendidos no mundo e vem sendo considerado "uma mistura de Stieg Larsson e Agatha Christie". Não sei se concordo plenamente com essa frase, que seria do Daily Mirror, mas é preciso admitir: o livro é muito bom, uma ótima pedida para quem gosta de literatura policial. Agora, fiquei curiosa por descobrir outras obras da autora...

Resenha: 'Fique Comigo'

27 de abril de 2013 0

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O primeiro livro que comentei aqui no blog, em agosto de 2009, foi Confie em Mim, de Harlan Coben. Depois, voltei a falar do autor em setembro de 2011, comentando o livro Desaparecido para Sempre. Li ainda alguns outros títulos do autor, mas não voltei a falar sobre eles porque fiquei com a nítida impressão de que as histórias, em linhas gerais, estavam se repetindo, por incluírem sempre pessoas desaparecidas. Até que, há cerca de uns 10 dias, lendo orelhas e contracapas numa livraria, resolvi voltar a comprar o mais novo livro de Harlan Coben.


Antes que alguém pergunte: sim, Fique Comigo não foge à regra do autor, e tem seu desaparecido. Aliás, seus desaparecidos, mais de um. Mas resolvi lhe conceder o benefício da dúvida - afinal, se sigo lendo outros autores cujas histórias sempre giram em torno de assassinatos ou de complôs (ou de romances, ou de seres sobrenaturais, ou de...), então por que esse meu preconceito com a insistência de Coben nos desaparecimentos?

No final, a leitura valeu a pena. Em alguns momentos, cheguei a esquecer que havia alguém sumido naquelas páginas, tão bem elaborada era a trama que os desaparecimentos acabavam parecendo pano de fundo. A história acompanha três personagens principais aparentemente muito diferentes entre si: uma mãe de classe alta, com dois filhos adolescentes; um fotógrafo decadente que ganha a vida como paparazzo de mentirinha; e um policial que ainda não se conforma de não ter solucionado um caso 17 anos antes. O caso é o dito desaparecimento, ou, ao menos, o mais antigo deles. E é esse homem sumido a tanto tempo, ainda pranteado por sua mulher e filhos, o elo entre Megan, Ray e o detetive Broome.

Isso porque, antes de se tornar uma dona de casa exemplar, Megan era dançarina de streaptease, e a garota preferida de Stewart, o homem que sumiu há 17 anos - e que não era tão decente quanto sua família e seus amigos pensavam. Na época, chegou-se mesmo a pensar que eles haviam fugido juntos, pois ela sumiu do La Crème, a boate em que trabalhava, na mesma noite. Coincidência?

Stewart não era o único homem da vida de Cassie, nome pelo qual Megan era conhecida então. Ela e Ray viviam uma intensa paixão, e ele nunca a esqueceu. Mas seria só por isso que ele largou sua carreira como fotógrafo internacional para ganhar a vida fazendo fotos de pessoas que pagam para se sentirem celebridades?

Já Broome é o único que não desistiu de descobrir a verdade sobre Stewart. E, a cada ano, no aniversário do sumiço, visita a mulher dele. Até que, novamente num 18 de fevereiro, outro homem desaparece. Embora ele também frequentasse a boate,aparentemente não tem mais nada em comum com o caso anterior: é solteiro e filhinho de papai, enquanto o outro era trabalhador e com dois filhos pequenos.

Enquanto isso, entediada com sua vida, Megan resolve voltar à cidade. De uma antiga colega, ouve do novo desaparecimento, e também que Stewart, ou alguém muito parecido com ele, havia sido visto recentemente. Ela decide, então, procurar Broome e Ray, mesmo sabendo que pode estar arriscando seu casamento. O que ela não sabe é que poderá estar arriscando, também, a sua vida.

Com 286 páginas, o livro saiu no Brasil pela Arqueiro e custa em média R$ 29,90.

Policiais em e-book

26 de abril de 2013 0

 

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A nova safra de lançamentos em e-book da editora gaúcha L&PM vem com dois bons títulos para os fãs do romance policial: Uma Confidência de Maigret, de Georges Simenon, e Morte nas Nuvens, de Agatha Christie.

Estrelados por dois dos mais famosos detetives da literatura — o comissário Jules Maigret e o detetive particular Hercule Poirot —, os livros trazem os elementos clássicos do gênero, com crimes sendo dissecados por meio da inteligência de quem investiga.

Em Uma Confidência de Maigret, o comissário, em um jantar com amigos, confessa que já pensou em abandonar a profissão. E conta por que, relembrando um caso de assassinato em que, apesar de todas as provas apontarem para um suspeito, ele não ficou convencido de sua culpa.

Já em Morte nas Nuvens, uma agiota morre subitamente durante um voo de Paris a Londres, vítima de um dardo envenenado. Poirot, que estava entre os passageiros, não consegue aceitar que um assassinato foi cometido bem debaixo do seu nariz, e acaba embarcando em um dos casos mais difíceis de sua carreira.

O e-book com a trama de Simenon sai por R$ 16, e o de Agatha, por R$ 17. Os valores ainda são bem próximos aos dos mesmos livros na versão tradicional, em papel — que saem, respectivamente, R$ 18 e R$ 19.



Romance policial será lançado hoje

04 de abril de 2013 1

Andrei Cardoso, divulgação

Logo mais, entre 19h e 22h30min, o jovem escritor Fernando Bins Sandi, 22 anos, estará no Centro de Cultura Ordovás (Rua Luiz Antunes, 312), em Caxias do Sul, autografando seu primeiro livro, o romance policial Contagem dos Inocentes.


O livro traz um jovem gênio atormentado, um detetive aposentado e uma médica legista investigando um misterioso homicídio, em que uma mulher aparece morta em frente a um dos principais monumentos da cidade. Essa trama se cruza com a dos irmãos Miguel e Rafael, o primeiro um advogado que ainda sente o peso da fama do pai morto, o segundo um esquizofrênico que passa os dias sedado.

Estudante de Psicologia, o autor criou personagens complexos, numa história que vai bem além do "quem matou".

A obra foi custeada pelo Financiarte, tem 304 páginas e será vendida ao preço de R$ 24,90.

Efeméride do dia: aniversário de Georges Simenon

13 de fevereiro de 2013 1

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Como fã da literatura policial, eu não poderia deixar passar em branco o aniversariante ilustre deste 13 de fevereiro: o escritor belga Georges Simenon, criador do comissário Maigret, um dos maiores detetives da literatura contemporânea e que protagniza pelo menos 75 de seus romances, além de inúmeros contos.

Simenon nasceu na cidade de Liège, em 13 de feveiro de 1903, portanto, estaria completando hoje 110 anos. Escritor fecundo, deixou quase 200 romances e 158 novelas, além de numerosos outros livros e contos publicados sob 27 diferentes pseudônimos. Somados, seus livros passam da marca de 500 milhões de exemplares vendidos, e seguem sendo publicados, mesmo após a morte do autor, em 1989 (a editora gaúcha L&PM tem uma série dedicada ao autor, com mais de 60 títulos).

Mas o escritor não se dedicou apenas à literatura policial, embora seja mais conhecido por ela. É dele, por exemplo, o ótimo romance O Homem que Via o Trem Passar, do qual também já falei aqui no blog.

Para quem conhece a obra do autor, vale procurar novos títulos dele — como são muitos livros, é bem provável que você encontre algum que ainda não leu. Para quem ainda não conhece, fica a dica: experimente, você com certeza vai gostar.

Resenha: 'As Esganadas'

08 de fevereiro de 2013 1

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Uma gordinha deixa uma confeitaria, ainda com uma fatia de torta de morango numa mão e e um éclair de chocolate na outra. Mesmo assim, não resiste quando vê um furgão de doces portugueses, com um cartaz anunciando: "degustação grátis". E, assim, acaba se tornando mais uma vítima de um serial killer, Caronte, um agente funerário que atrai suas vítimas disfarçando o carro fúnebre de carro de doceria.


Com esses ingredientes, Jô Soares dá a largada ao livro As Esganadas (Companhia das Letras, 262 páginas, R$ 36), lançado em 2011 e que veio se juntar aos outros títulos do humorista/escritor/apresentador. Bem elaborado, bem escrito e, também, muito divertido, esse romance policial à brasileira vale a pena ser lido.

Sim, eu sei: muitos vão dizer que o fato de o assassino ser apresentado ao leitor já no início da história tira sua graça. Também cheguei a pensar isso, mas só antes de ler o livro. Isso porque, sim, quem lê sabe que o magro e sinistro Caronte é o vilão, porém os mocinhos da história - o delegado Mello Noronha, o ex-detetive e agora dono de uma rede de confeitarias Tobias Esteves, o policial Valdir Calixto e a jornalista Diana de Souza Talles - não sabem.

Eles só sabem que o que liga as vítimas - primeiro, moças da sociedade, depois, uma prostituta vinda do leste europeu e até mesmo uma religiosa - é o fato de todas serem, como Diana descreve em uma reportagem, "cheinhas, fortes, grandes"; ou, como a repórter conclui a seguir, deixando os eufemismos de lado, gordas.

Caronte odeia as mulheres gordas, pois elas lhe lembram a sua mãe, que devorava doces e salgados deliciosos na sua frente e, para que o filho não engordasse também, não deixava ele compartilhar desses banquetes. E ele usa a gula das "esganadas"contra elas mesmas, atraindo-as com saborosos doces portugueses...

Mas não se engane pelo fato aparente de o autor entregar tanto nas primeiras páginas. Justamente por não se resumir ao tradicional "whodonit" (quem fez isso / quem matou) é que As Esganadas aumenta as suas possibilidades. Além de acompanhar os esforços do quarteto que investiga a série de crimes, também acompanhamos o matador e, por vezes, as próprias vítimas, o que aumenta o interesse pela história.

A riqueza do texto de Jô se completa pela deliciosa construção dos personagens e pela forma como ele leva o leitor para o Rio de Janeiro do final dos anos 1930, em plena época do Estado Novo no Brasil e da ascenção do nazi-fascismo na Europa. Narradores esportivos, expressões e propagandas da época, políticos "reais", vedetes e até corrida de carros também fazem aparições especiais na narrativa, dando um sabor todo ainda mais especial à história.

Enfim, As Esganadas reafirma o que quem já leu O Xangô de Baker Street, Assassinatos na Academia Brasileira de Letras e/ou O Homem que Matou Getúlio Vargas já sabia: Jô Soares tem muitos talentos, e um deles é a escrita.

Dia para lembrar Edgar Allan Poe

19 de janeiro de 2013 0

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Cansei um pouco de usar a palavra "efeméride" diariamente, por isso, mudei um pouco o título de hoje...

Bom, o importante é que, neste 19 de janeiro, é aniversário de nascimento de Edgar Allan Poe, considerado o "pai" das histórias policias — nascidas, segundo reza a tradição, com Os Crimes da Rua Morgue (se ainda não leu, corra procurar na biblioteca ou na livraria mais próxima).

Poe nasceu em 19 de janeiro de 1809, e trabalhou principalmente com os gêneros gótico e horror. Também reinventou a ficção científica, acrescentando às suas obras as tecnologias então emergentes.

Entre seus numerosos textos, vale citar ao menos mais alguns contos, como A Máscara da Morte Escarlate, O Barril de Amontilado, O Coração Delator e O Mistério de Marie Rogêt. Sem esquecer, é claro, do emblemático poema O Corvo.

***

E já que citei a literatura policial acima, vale lembrar que hoje também seria comemorado o aniversário da escritora Patricia Highsmith, que nasceu em 1921 e se dedicou principalmente a esse gênero.

Ela é conhecida principalmente por livros como O Talentoso Ripley e outros com o mesmo personagem, que ganharam as telas do cinema.

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Poe morreu em 1849, e Patricia, em 1995.



Efemérides natalícias

16 de janeiro de 2013 0

Dulce Helfer, banco de dados

Hoje é dia de cantar parabéns para o escritor, humorista e apresentador brasileiro Jô Soares, nascido a 16 de janeiro de 1938.


Um dos humoristas e apresentadores mais conceituados do país, Jô tem também um talento nato para a escrita. Um dos seus romances mais conhecidos é O Xangô de Baker Street, que traz o famoso detetive Sherlock Holmes, criado por Arthur Conan Doyle, para o Brasil.

Outros bons exemplos de sua (divertida) verve literária são Assassinato na Academia Brasileira de Letras, em que um serial killer mata os “imortais” da ABL, e As Esganadas, seu mais recente livro, no qual gordinhas são atraídas com doces e mortas por outro matador em série.

Esta segunda seria também aniversário da escritora e ativista norte-americana Susan Sontag, nascida a 16 de janeiro de 1933 e que morreu em 2004.

Efemérides deste sábado II

12 de janeiro de 2013 0

 

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Foi também num 12 de janeiro, em 1976, que o universo literário perdeu aquela que é, até hoje, a rainha inconteste de um dos gêneros mais populares, o policial: Agatha Christie.

 

Só fui conhecer a obra dessa autora anos depois dela ter morrido, e, ainda assim, tornou-se uma das minhas preferidas. É também, a escritora mais vendida do mundo (não, ela ainda não foi batida por E.L. James, de Cinquenta Tons de Cinza: os mais de 80 livros de Agatha somam mais de 2 bilhões de exemplares).

Fiquei pensando em quais livros da Rainha do Crime eu falaria por aqui, mas achei melhor colocar um link para um pouco do que já foi dito dela aqui no blog — há alguns anos, cheguei mesmo a fazer um mês inteiro de posts diários sobre seus livros, que podem ser conferidos clicando aqui.