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Posts com a tag "assassinato"

Cai o Pano (Mês Agatha Christie)

29 de setembro de 2010 0

ReproduçãoQuase terminando o mês de aniversário de Agatha Christie, o livro de hoje é o também o último lançado durante a vida da escritora, em 1975 (houve ainda um livro publicado logo depois de sua morte, no ano seguinte, do qual falarei aqui amanhã).

Como se fosse uma despedida da autora, Cai o Pano é ainda o derradeiro a ser protagonizado pelo detetive belga Hercule Poirot, que na trama já está velho e volta ao local de seu primeiro caso para tentar solucionar cinco crimes que, supostamente, teriam ligação com o assassino da mansão de Styles. Para quem ainda não leu, uma dica: preste atenção em todos os detalhes da história, mais ainda do que faz normalmente nos livros da Rainha do Crime, e lembre-se das peculiaridades de seu detetive mais famoso.

Um detalhe curioso é que esse livro teria sido escrito muitos anos antes, ainda na época do início da Segunda Guerra Mundial, e mantido em um cofre de banco. Agatha só teria autorizado que ele viesse a público ao perceber que não conseguiria mais escrever suas histórias.

Para os leitores, um atrativo a mais é que várias edições deste livro — como a que ilustra este post, lançada pelo Círculo do Livro em 1979 — têm a tradução de ninguém menos que Clarice Lispector.

Um último aspecto curioso é que, após seu último caso, Poirot até ganhou um obituário no New York Times, na primeira página.

Morte nas Nuvens (Mês Agatha Christie)

27 de setembro de 2010 0

ReproduçãoA morte pode vir em qualquer lugar — especialmente se estamos falando de um livro de Agatha Christie. Assim, no romance Morte nas Nuvens, publicado originalmente em 1935, a trama se passa dentro de um avião, durante o voo sobre o Canal da Mancha.

O protagonista é Hercule Poirot, que ocupa o tempo observando os outros passageiros: uma jovem visivelmente apaixonada por seu companheiro de viagem, uma nobre viciada em cocaína, um escritor de contos policiais, uma camponesa, um dentista, dois arqueólogos, um construtor civil. Mas há também uma outra personagem: uma mulher morta na poltrona 2.

Madame Giselle, a morta, parece ter tido um infarto, mas Poirot, meticuloso como sempre, resolve investigar, e encontra um dardo envenenado. Teria ele sido lançado da zarabatana que estava sob o assento? Mas como ninguém vira ela ser usada? As células cinzentas do detetive belga entram em ação, para solucionar mais um mistério criado pela habilidosa Rainha do Crime.

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A capa que ilustra este post é de uma edição da Nova Fronteira, de 2002.

O Assassinato de Roger Ackroyd (Mês Agatha Christie)

23 de setembro de 2010 0

ReproduçãoConsiderado uma das obras-primas da Rainha do Crime,  O Assassinato de Roger Ackroyd foi escrito em 1926 e foi o primeiro livro de Agatha Christie a ser transformado em peça de teatro, embora com outro nome (O Álibi).

O livro conta a história do assassinato do milionário Roger Ackroyd, que é apunhalado com uma adaga. O caso, que inclui fofocas e chantagens, será investigado pela solteirona (e bisbilhoteira) Carolina — com a ajuda de ninguém menos que Hercule Poirot.
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A capa que ilustra este post é de uma edição da editora Globo.

O Cavalo Amarelo (Mês Agatha Christie)

22 de setembro de 2010 0

ReproduçãoQuem lê O Cavalo Amarelo, livro de Agatha Christie publicado em 1961, sente no início uma certa estranheza. Assassinatos a distância, frutos de bruxaria? Ou haveria uma explicação científica por trás da série de mortes numa até então calma cidadezinha do interior?

Pois é isso também que os personagens-escritores Ariadne Oliver (que faz mais uma de suas aparições nos livros da Rainha do Crime) e Mark Easterbrook querem descobrir. Durante uma festa beneficente na tal cidadezinha, os dois conhecem o Cavalo Amarelo, antiga hospedaria na qual atualmente morariam as "bruxas" locais, responsáveis por reuniões de feitiçaria. Eles também ficam sabendo de mortes muito estranhas, em que pessoas ricas são vítimas de mortes aparentemente naturais, mas totalmente inesperadas. Mark desconfia que as "bruxas" tenham algo a ver com as mortes, e se dispõe a ajudar o Inspetor Lejeune a resolver o mistério.

Apesar da trama aparentemente nada ortodoxa, o livro é muito bem elaborado, com um final no mínimo surpreendente. Vale muito a leitura.

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A capa que ilustra este post é de uma edição antiga da Record.

Punição para a Inocência (Mês Agatha Christie)

21 de setembro de 2010 0

ReproduçãoInocente ou culpado? Essa é a questão fundamental que permeia o livro Punição para a Inocência, livro de Agatha Christie publicado pela primeira vez em 1958.

O enredo gira em torno de Jacko Argyle, acusado do assassinato de sua mãe. Ele se diz inocente, mas é condenado e acaba morrendo na prisão. No entanto, dois anos, o inesperado acontece: aparece um homem desconhecido com um álibi sólido para Jacko. Ele não se apresentara antes porque estava fora do país, e só agora soubera do ocorrido.

O medo e a desconfiança, então, voltam a rondar a família - afinal, se o rapaz era inocente, quem seria o assassino?

Uma curiosidade: em 1985, a história foi adaptada para o cinema, com direção de Desmond Davis e elenco que incluía Faye Dunaway , Donald Sutherland , Christopher Plummer e Sarah Miles.

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A capa que ilustra este post é de uma das edições antigas da Record. Existe também uma edição recente da L&PM, em versão pocket, a R$ 17.

Poirot e o Mistério da Arca Espanhola (Mês Agatha Christie)

20 de setembro de 2010 0

ReproduçãoAlém dos 66 romances policiais, Agatha Christie escreveu também uma centena e meia de contos, grande parte deles com o divertido e sagaz detetive belga Hercule Poirot como protagonista. É o caso do livro Poirot e o Mistério da Arca Espanhola & Outras Histórias (L&PM Pocket, 232 páginas, 2009), coletânea de histórias curtas escritas pela Rainha do Crime.

Em alguns dos contos, como o que dá título à obra, Poirot é o herói; em outros, encontramos novos personagens, mas sempre a mesma sagacidade para criar enredos intrincados que caracteriza toda a obra da escritora inglesa.

No conto O Limite, uma mulher desprezada descobre um segredo sobre a sua rival, e em A Atriz, um chantagista vem do passado para ameaçar uma estrela de teatro. Em Poirot e o Mistério da Arca Espanhola, uma notícia de jornal sobre um crime atiça a curiosidade do detetive, que fica ansioso por se envolver no caso.

As outras histórias do livro são Enquanto a Noite Durar, O Deus SolitárioO Ouro de Manx, Dentro de Uma Parede e O Jogo de Chá do Arlequim.

Um Brinde de Cianureto (Mês Agatha Christie)

17 de setembro de 2010 0

ReproduçãoJá falei por aqui, mais de uma vez, que os títulos são um atrativo à parte quando estão em pauta os livros de Agatha Christie. Como resistir, por exemplo, a Um Brinde de Cianureto? Li esse livro, como a maioria das criações da Rainha do Crime, quando estava na adolescência, e, depois de ser atraída pelo título, fiquei também fascinada com a história.

Esse é, como o próprio título entrega, um dos romances nos quais as mortes se dão por veneno - método preferido de Agatha para "matar" seus personagens (ela tinha grande conhecimento dessas substâncias, pois trabalhou em um hospital na juventude). A primeira morte do livro ocorre durante uma festa de aniversário, na hora do brinde. Um ano depois, outra morte semelhante ocorre, no mesmo local. Para investigar, nenhum dos detetives famosos da autora, mas sim o Coronel Race.

O livro foi lançado em dezembro de 1945, mas já havia sido publicado em capítulos seis meses antes na Inlaterra, e um ano e meio antes nos Estados Unidos, segundo revela o curador literário da escritora, John Curran, em Os Diários Secretos de Agatha Christie. Nessa mesma obras ele revela que as anotações sobre Um Brinde de Cianureto estão espalhadas em 10 cadernos de anotações da Rainha do Crime, com vários falsos começos e repetições.

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A capa que ilustra este post é de uma edição em capa dura da Nova Fronteira. No ano passado, a L&PM lançou uma edição de bolso desse livro.

Uma Dose Mortal (Mês Agatha Christie)

16 de setembro de 2010 0

ReproduçãoNem tudo que parece é. Essa premissa é tão ou mais verdadeira quando o assunto são romances policiais - ainda mais se ele tiver sido escrito por Agatha Christie.

Tenha isso em mente ao ler Uma Dose Mortal, a indicação de leitura de hoje. Na trama, um dentista frequentado por Hercule Poirot é encontrado morto em seu consultório, num aparente suicídio. Como no mesmo dia descobrem que um paciente  morreu por excesso de anestesia, a conclusão do inquérito é que o dentista matou o paciente por engano e, com remorsos, se suicidou. Será?

Poirot não acredita nisso, e vai colocar em ação suas famosas e poderosas "células cinzentas". A pista está em um par de sapatos, como indica o título original em inglês, retirado de uma canção infantil: "one, two, buckle my shoe".

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A capa que ilustra este post é de uma edição antiga da Record.

Morte na Praia (Mês Agatha Christie)

14 de setembro de 2010 0

ReproduçãoEm Morte na Praia, mais um caso com Hercule Poirot, Agatha Christie conta a história do assassinato de Arlena Marshal no hotel de uma ilha - o mesmo, coincidentemente, onde está o detetive. A trama inclui dois casais, um deles formado por um marido ciumento e uma mulher sedutora, e foi publicado pela primeira vez no fim de 1940.

No livro Os Diários Secretos de Agatha Christie, o curador do legado literário da autora, John Curran, analisa as semelhanças e diferenças de Morte na Praia com o conto Triângulo de Rodes, também de Agatha, que possui elementos semelhantes, como os dois casais. Mas conclui: "ambas as histórias exemplificam perfeitamente a fertilidade de Agatha Christie para tecer tramas, porque, apesar dessas semelhanças bastante relevantes, as soluções e os assassinos são completamente diferentes".

E quem é, afinal, o assassino? Leia Morte na Praia e descubra o que a habilidade da Rainha do Crime reservou para essa história...

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A capa que ilustra este post é de uma antiga edição da Record.

A Casa Torta (Mês Agatha Christie)

13 de setembro de 2010 0

ReproduçãoLi A Casa Torta quando estava no segundo grau (como a maioria dos outros livros de Agatha Christie), e confesso que não me lembrava direito da história, que não traz nem Poirot, nem Miss Marple.

Pesquisando agora sobre a obra, encontrei, no livro Os Diários Secretos de Agatha Christie (de John Curran, recém-lançado pela editora LeYa), que o desfecho dessa história é considerado um dos finais mais chocantes dos livros da autora. Inclusive, conta Curran, a Collins, que editava os livros da Rainha do Crime, teria pedido que ela mudasse o final, o que ela não aceitou.

Lançado em maio de 1949, o livro conta a história do assassinato do milionário octogenário Aristide Leonides, envenenado (mais uma vez, o método preferido das tramas de Agatha) em sua mansão. Todos são suspeitos: sua mulher, que era cinquenta anos mais nova do que ele; os filhos, os netos, as noras, a cunhada - ou seja, os beneficiados pela herança.

Quem investiga, dessa vez, é Charles Hayward, o noivo de Sophia Leonides (uma das netas da vítima), que também é filho do comissário-assistente da Scotland Yard, Sir Arthur Hayward.

Uma última curiosidade, também revelada nos Diários: no prefácio de uma edição da obra, Agatha Christie declarou que A Casa Torta era uma de suas criações preferidas, e que escrevê-lo foi "o mais puro prazer".