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Ano chegando no fim, não daria para deixar esse post de fora: os livros mais vendidos de 2012 em terras brasileiras. Embora ainda não esteja com a listagem fechada - os dados vão até o dia 16 de dezembro -, o site especializado Publisnews já dá uma pista do que bombou neste ano que termina.
O "mais mais", claro, foi o primeiro volume da trilogia erótica Cinquenta Tons de Cinza, da inglesa E.L. James, que vendeu 539.333 exemplares. Vale ressaltar que o livro só chegou ao país em agosto, e que os números só se referem às livrarias pesquisadas (Argumento, Cultura, Curitiba, Fnac, Laselva, Leitura, Martins Fontes SP, Nobel, Saraiva, Super News, Travessa e Vila), deixando de fora, portanto, centenas (ou mesmo milhares) de pequenas livrarias por todo o país, e que também venderam muito bem esse que foi o fenômeno do ano.
Se considerarmos apenas ficção adulta, a lista segue com os outros dois títulos da trilogia, Cinquenta Tons Mais Escuros (273.235 exemplares) e Cinquenta Tons de Liberdade (202.433) ocupando, respectivamente, o segundo e o terceiro lugares. Lembre-se que o terceiro volume da série foi publicado apenas em novembro. A soma da trilogia chega a 1 milhão de exemplares (mais 15.001...), o que, num país em que poucos leem mais de dois livros por ano, representa um sucesso impressionante.
Na sequência, vêm A Guerra dos Tronos (4º, 81.636), de George R.R. Martin, que praticamente liderou no primeiro semestre; A Escolha (5º, 67.361), de Nicholas Sparks; Um Dia (6º, 53.724), de David Nicholls; O Festim dos Corvos (7º, 52.601), de George R.R. Martin; O Melhor de Mim (8º, 50.827), também de Nicholas Sparks; Para Sempre (9º, 49.570), de Kim Carpenter/ Krickitt Carpenter; e Toda Sua (10º, 48.718), de Sylvia Day.
Lugar para os brasileiros
Do 11º ao 20º, os americanos Nicholas Sparks e George R.R. Martin seguem marcando presença, mas também há lugar para o italiano Umberto Eco e até para brasileiros. Nessas posições estão, respectivamente, estão O Cemitério de Praga (44.741), de Umberto Eco; Um Homem de Sorte (41.619), de Nicholas Sparks; A Cabana (40.305), de William P. Young; Assassin's Creed - Renascença (35.646), de Oliver Bowden; A Dança dos Dragões (34.737), de George R. R. Martin; As Esganadas (31.311), de Jô Soares; Um Porto Seguro (29.775), de Nicholas Sparks; O Casamento (26.584), de Nicholas Sparks; Presentes da Vida (25.419), de Emily Griffin; e Diálogos Impossíveis (21.431), de Luis Fernando Verissimo.
Diversidade na lista geral
Considerando-se a listagem geral (ficção, não ficção, autoajuda, negócios e infanto-juvenis incluídos), outros títulos também ganham destaque: o 2º lugar vai para Nada a Perder, de Edir Macedo, com 280.104 exemplares, e Agapinho, do Padre Marcelo Rossi, fica em 5º, com 138.474. O X da Questão, do empresário (e milionário) Eike Batista, fica com o 6º lugar geral, alcançando 109.213 exemplares. Jogos Vorazes, de Suzanne Collins — que apesar de ser ficção não aparece na lista acima por ser cotada como infanto-juvenil — foi outra febre do ano, vendendo 69.325 exemplares no Brasil e alcançando a 8ª colocação geral. O autoajuda Nietzsche para Estressados, de Allan Percy, ficou em 9º, com 69.221, e É Tudo tão Simples, de Danuza Leão, está em 10º, com 67.732.
Destaque ainda para o infanto-juvenil Diário de um Banana - Casa dos Horrores, de Jeff Kinney (65.182, 12º na lista geral); O Monge e o Executivo, de James Hunter (60.025, 13º); o clássico O Pequeno Príncipe, de Antoine Saint-Exupéry (56.727, 14º); Diário de um Banana, de Jeff Kinney (56.571, 15º); Steve Jobs, de Walter Isaacson (56.203, 16º); O Filho de Netuno, de Rick Riordan (51.863, 19º), e Ágape, do Padre Marcelo (51.445, 20º).
Ah: sempre vale lembrar que alguns títulos podem entrar e outros cair da lista quando forem computadas as últimas vendas do ano.