O Brasil é tido como um país em que se lê pouco. No entanto, o brasileiro não está imune ao peso do nome de um best-seller — seja um título, como o recente fenômeno erótico Cinquenta Tons de Cinza, de E.L. James, ou um autor. Nesse último caso, encaixa-se o mais recente "campeão de bilheteria" das livrarias brasileiras, Inferno.
Sem entrar no mérito da trama, já que ainda não li o livro, é inegável que o maior atrativo da obra é seu autor, Dan Brown, que ficou mundialmente conhecido anos atrás com O Código Da Vinci. Muito mais do que o título, ou o enredo recheado de enigmas e referências, ou mesmo o fato de que a história traz elementos da obra de Dante Alighieri, o que faz a maioria dos leitores procurar por Inferno é apostar que o autor de um sucesso com certeza escreve algo que vale a pena ler.
Os números dão uma dimensão do fenômeno: segundo a listagem de mais vendidos do site especializado Publishnews, só na última semana, nas livrarias analisadas (que não são todas as do país, claro), foram vendidos 23.729 exemplares do livro — três vezes e meia a mais do que o segundo colocado, O Silêncio das Montanhas, de Khaled Hosseini (aliás, autor de outro best-seller dos últimos anos, O Caçador de Pipas), que vendeu 6.499 no período.
Na semana anterior, já haviam sido vendidos 32.132 exemplares de Inferno, e duas semanas atrás, 12.695 — com o detalhe que, na primeira contagem, o livro havia sido lançado no meio da semana. São quase 70 mil exemplares em 20 dias.











