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Posts com a tag "mistério"

Dois lançamentos interessantes

14 de fevereiro de 2014 0
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A cada dia, tem novos títulos chegando nas livrarias, e é impossível acompanhar (e ler!) tudo. Mesmo assim, há sempre aqueles que nos chamam a atenção e ficam na lista de “leituras que pretendo fazer”. É o caso desses dois lançamentos, sugestões que resolvi compartilhar com vocês.

Antes que eu Queime, do escritor norueguês Gaute Heivoll (L&PM, 256 páginas, R$ 42), apresenta a pequena localidade de Finsland, onde os moradores vivem apavorados devido a uma série de incêndios criminosos.

Além do temor do fogo em si, todos receiam que o criminoso seja um familiar, um vizinho, um amigo. Nesse ambiente nasce um menino que, anos mais tarde, resolve se tornar escritor e contar a vida de seu vilarejo. O livro ganhou o Prêmio Brage 2010, um dos mais importantes da Noruega.

Em As Irmãs e o Mar, de Lucy Clarke (Rocco, 352 páginas, R$ 48), acompanhamos Katie, cuja rotina é abalada pela notícia de que sua irmã mais nova foi encontrada morta em Bali. Os policiais afirmam se tratar de suicídio, mas Katie não aceita que Mia seja capaz de tirar a própria vida.

Na tentativa de entender o que aconteceu, ela refaz a trajetória de Mia, da costa oeste dos Estados Unidos, passando por Austrália e Nova Zelândia, usando o diário da irmã como guia. A viagem é entremeada por recordações de infância, histórias de amor e praias paradisíacas. Faz tempo que não leio chick lit, mas esse me soou interessante, por trazer uma dose de mistério.

Bom, não conheço o trabalho desses dois autores, mas as sinopses me pareceram promissoras. Se alguém ler antes de mim, avise o que achou.

Resenha: 'O Chamado do Cuco'

03 de fevereiro de 2014 0
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Os fãs de uma boa história policial, daquelas com detetive particular problemático e um assassino à solta, com certeza vão gostar de O Chamado do Cuco — livro que chegou às listas de mais vendidos no ano passado não pela trama em si, mas pela revelação de que o autor, o desconhecido Robert Galbraith, era na verdade a famosa J.K. Rowling, da série Harry Potter. Feita a ressalva sobre o motivo do sucesso repentino e estrondoso da obra, é preciso dizer que a história é boa, muito boa, independentemente de saber ou não sua autoria (tanto que ela já havia tido ótimas críticas na Inglaterra antes de o nome por trás do pseudônimo ser revelado).

Pode-se dizer que a trama é clássica, com a inteligência do detetive como ponto central. Se Cormoran Strike não é tão durão como Sam Spade, excêntrico como Hercule Poirot, intelectual como Sherlock Holmes ou preguiçoso como Nero Wolfe, tem em comum com eles a absoluta vocação para a investigação. Investigar é tudo que ele sempre quis, mesmo antes de abandonar a universidade e se juntar à polícia militar — de onde só saiu após perder a perna direita na explosão de uma mina no Afeganistão.

Agora como detetive particular (e com uma perna mecânica que ele teima em esconder), suas principais tarefas são seguir maridos e esposas para ver se são ou não fiéis. Nada com o glamour ou a emoção que sua nova secretária, Robin, imaginava que iria encontrar num escritório de detetive. Mas justamente quando Strike está em seu pior momento, afundado em dívidas e morando no escritório desde que rompeu com a noiva, aparece um novo cliente.

John Bristow, irmão de um antigo colega de escola, quer que Strike investigue a morte de sua irmã, a supermodelo Lula Landry, conhecida pelos amigos como Cuco (embora, curiosamente, ela só apareça com esse nome umas poucas vezes no decorrer das páginas). Lula morreu três meses antes, ao cair de seu luxuoso apartamento de terceiro andar, no que, segundo a polícia e os jornais, foi um suicídio.

Embora a modelo tivesse histórico de drogas e problemas psicológicos, além de ter brigado publicamente com o namorado horas antes da morte, Bristow insiste que ela não se suicidou, mas foi assassinada. Como prova, ele aponta as imagens granuladas de uma câmera de rua, que mostram um homem se aproximando do prédio pouco antes, e correndo para longe pouco depois da queda. Além disso, uma testemunha teria ouvido a moça discutindo com um homem segundos antes da queda, mas acabou desacreditada pela polícia. 

Inicialmente, o detetive tenta recusar o caso, pois duvida que a polícia tenha ignorado evidências numa morte de  tanta repercussão. Depois, acaba aceitando, decidido a fazer um bom trabalho, mesmo que seja para provar que Cuco realmente se jogou. Nas semanas seguintes, ele conversa com amigos e conhecidos de Lula, que incluem outra modelo e um estilista, além de uma sem-teto, indo do mundo das celebridades ao mundo de origem da garota, filha de uma mãe solteira e adotada pela família rica Bristow.

Aos poucos, Strike se convence de que houve mesmo um assassinato, embora a maioria dos conhecidos de Lula (e a polícia) ainda insista em dizer que só pode ter sido suicídio. Nem todos, porém, falam a verdade, e aquilo que o leitor pode tomar como certo, apontando para um ou outro suspeito, no final pode se revelar uma mentira. 

Ao final, além de se surpreender com as revelações e deduções do detetive-protagonista, o leitor ainda é presenteado com a expectativa de que, futuramente, novos livros com Cormoran Strike (e Robin) deverão vir. E com a constatação de que J.K. Rowling, decididamente, não é escritora de um gênero só — e agora está muito mais madura do que quando lançou Morte Súbita, seu primeiro romance adulto, dois anos atrás. 

***

Ah: no Brasil, O Chamado do Cuco tem edição da Rocco, 448 páginas e opções do livro encadernado por R$ 49,50, em brochura por R$ 39,50 ou no formato digital por R$ 27,50 (em alguns sites, tem desconto).

Sherlock Holmes volta à telinha

13 de janeiro de 2014 1
BBC HD, divulgação

BBC HD, divulgação

Para os fãs do arguto detetive criado por Arthur Conan Doyle, a dica é curtir, a partir de hoje, a terceira temporada do seriado Sherlock, que estreia nesta segunda-feira.

Protagonizada por Benedict Cumberbatch (de O Quinto Poder e Star Trek) e Martin Freeman (de O Hobbit), a série poderá ser conferida às 22 horas, no canal BBC HD.

A terceira temporada contará com três episódios de 90 minutos cada: The Empty Hearse, The Sign of Three e His Last Vow. Essa versão contemporânea do clássico de Arthur Conan Doyle, criada por Steven Moffat e Mark Gatiss, tem causado frisson no público desde que foi lançada em 2010. A última temporada conseguiu bater recordes de audiência a nível mundial.

Logo no primeiro episódio de Sherlock 3, o Dr. John Watson retoma sua vida cotidiana, dois anos depois dos devastadores efeitos de The Reichenbach Fall. Novas oportunidades e até mesmo um romance o aguardam. O problema é que Londres se vê diante de uma ameaça de ataque terrorista, e aí Sherlock Holmes reaparece da forma dramática que lhe é peculiar e pede ajuda ao seu melhor amigo na solução de um novo mistério.

Sherlock ficará surpreso quando notar que muita coisa mudou enquanto ele esteve ausente. Benedict Cumberbatch volta como Sherlock Holmes, junto a Martin Freeman no papel de John Watson. Mark Gatiss é Mycroft, Rupert Graves faz o Inspetor Lestrade, Una Stubbs é a senhora Hudson, Amanda Abbington volta como Mary Morstan e Louise Brealey encarna Molly Hooper.

E — elementar, meu caro leitor —, além de acompanhar a versão televisiva, sempre vale (re)ler os romances e contos estrelados por Sherlock Holmes, como O Signo dos Quatro, Um Estudo em Vermelho e O Cão dos Baskervilles.

Resenha: 'Amigas Inseparáveis'

07 de janeiro de 2014 0
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Todos temos aquelas amigas (ou amigos) inseparáveis, nos quais confiamos e com os quais compartilhamos alegrias, dores e segredos. São amizades que, juramos, nunca vão acabar — promessa que, geralmente, não é cumprida. Não é o caso de Andie, Julie e Raven, personagens de Amigas Inseparáveis, thriller de Erica Spindler: elas se conheceram na adolescência e, mesmo passados mais de 15 anos, continuam tão unidas quanto antes.

Andie sempre foi a mais ponderada e sensata do trio, enquanto a Julie coube o papel de “louca por homens”. Raven, por sua vez, é a mãezona das amigas, aquela que chegou a se machucar de propósito para dar um álibi a Julie quando esta, adolescente ainda, chegou atrasada em casa porque estava de amassos com um rapaz.

A amizade das três, entretanto, foi forjada em algo mais do que a cumplicidade. Quinze anos atrás, elas se divertiam espionando um casal que praticava sexo selvagem em uma casa vazia. Na época, Andie temia pela vida da Senhora X, como apelidaram a mulher, e seus temores acabaram se confirmando: ela foi encontrada morta, e o Senhor X, seu parceiro de jogos sadomasoquistas, desapareceu.

Os anos passaram, Andie virou psicóloga, Julie está no quarto ou quinto casamento e Raven tem uma bem-sucedida firma de decoração. Embora com personalidades bem diferentes, elas seguem se encontrando e confiando umas nas outras. O passado, entretanto, não quer ficar para trás, e Andie começa a receber cartas e telefonemas de um homem misterioso — que, ela tem certeza, é o Senhor X.

Mas seria ele realmente o assassino? E a amizade de Angie, Julie e Raven será tão forte a ponto de resistir aos fantasmas que elas não conseguem deixar para trás?

Com  572 páginas, o livro tem edições da Harlequin Books e da Best Seller, ambos com preço médio de R$ 42.

Hoje tem 'Os Pequenos Crimes de Agatha Christie'

14 de dezembro de 2013 0

Para quem ainda não assistiu (ou quer rever), hoje tem reapresentação do episódio 8 de Os Pequenos Crimes de Agatha Christie, 22h30min, na TV Brasil.

O episódio tem como título  Fluxo e Refluxo, e  traz o comissário Larosiere e o inspetor Lampion investigando a morte, em um incêndio, do capitão Delarive – um antigo amigo do comissário que acabara de voltar de uma viagem casado com uma mulher bem mais jovem.

Apenas pela sinopse, não consegui identificar em qual dos livros da Rainha do Crime se baseia a história. Vou assistir e, se identificar, depois conto por aqui.

 

Resenha: ‘Sem Tempo para Despedidas’

09 de dezembro de 2013 0

 

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Quando Cynthia Bigge acordou naquela manhã, seus pais e seu irmão não estavam em casa. A adolescente de 16 anos até achou bom: afinal, tinha brigado com os pais na noite anterior, ao ser pega no carro de um rapaz barra-pesada. Mas quando o irmão não aparece na escola e os pais ainda não chegaram quando ela volta para casa, no final do dia, ela começa a se preocupar. O pai realmente costumava viajar bastante, mas onde a mãe estaria?

Vinte e cinco anos depois, agora já uma mulher adulta e mãe de família, Cynthia ainda não tem as respostas. A investigação policial sobre o desaparecimento não chegou a nenhuma conclusão sobre os desaparecimentos, e ela vive num constante temor de que algo aconteça com sua filha.

Após participar de um problema sobre “crimes reais” na televisão, a vida de Cynthia muda novamente. Cartas anônimas começam a chegar, e pessoas próximas são assassinadas. Para completar, o chapéu que o pai usava aparece em sua casa. A polícia não a leva a sério, e até mesmo parece desconfiar dela. O marido também não parece acreditar muito nela.

Apavorada, Cynthia não sabe o que fazer, mas sabe que ainda quer respostas: sua família estaria viva, em algum lugar? Afinal, nunca foram encontrados corpos… Mas se estivessem vivos, por que nunca deram notícias? Ou foram todos mortos e quem os matou está de volta para completar o serviço?

Esse é o enredo – eletrizante – de Sem Tempo para Despedidas (Record, 381 páginas, R$ 40), de Lindwood Barclay. Uma ótima pedida para quem gosta de um bom livro de mistério, com suspense crescente, daqueles que não deixam largar a história antes do fim…

Resenha: 'A Morte é Minha Amante'

27 de outubro de 2013 0
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Gosto de ler lançamentos, mas também sou fascinada por aqueles livros antigos, amarelados, que encontramos nos sebos e, por vezes, guardam ótimas histórias. É o caso dessa edição antiga de A Morte é Minha Amante, de Ruth Rendell, uma edição de banca datada de 1981, da Abril, série Os Melhores Policiais de Todos os Tempos — pesquisei e não consegui encontrar nenhuma edição mais nova, mas pode ser que exista.

Deixando de lado a aparência física da obra, que não lembro mais onde comprei (provavelmente num balaio de alguma feira do livro), o enredo é Ruth Rendell em sua melhor forma. Para quem não a conhece, vale lembrar que a escritora inglesa de 83 anos, considerada por alguns como sucessora de Agatha Christie, é autora de mais de 50 romances policiais, com títulos como Um Assassino Entre Nós, Unidos para Sempre e Carne Trêmula.

Vamos, pois, ao livro. Em A Morte é Minha Amante, encontramos Arthur Johnson, que parece para todos a perfeita imagem da respeitabilidade. Solteiro, cinquentão, mantém a casa imaculada e jamais se atrasa para o trabalho. Ele tem, entretanto, uma obsessão secreta: de tempos em tempos, estrangula um manequim que mantém escondido no porão do prédio onde mora, fantasiando que está num beco escuro, estrangulando uma mulher.

Tudo se complica quando chega um novo morador do prédio, coincidentemente com um nome parecido com o dele, Anthony Johnson. O problema é que a janela do “outro Johnson” dá para o pátio pelo qual Arthur acessa o porão, e ele não quer dar motivo à curiosidade do novo vizinho.

Enquanto isso, Anthony também vive seus dramas, à espera de uma carta de sua amada Helen — mulher casada com quem ele mantém um caso e da qual exigiu uma decisão definitiva quanto a continuar com o marido ou vir se junta a ele. Só que Helen endereça suas cartas apenas a “A. Johnson”…

Mas o pior ainda está por vir: de repente, a “dama pálida” desaparece do porão, e Arthur precisa de uma substituta para sua obsessão. Além disso, fica com muita raiva de Anthony, a quem culpa pela perda…

Enfim, posso garantir que, se você gosta de boas tramas policiais a leitura vale a pena. Nem que tenha de recorrer a sebos virtuais para encontrar o livro.

A volta de Hercule Poirot

04 de setembro de 2013 0
 Albert Finney interpreta Poirot no filme 'Assassinato no Expresso do Oriente', dos anos 1970 (reprodução)

Albert Finney interpreta Poirot no filme ‘Assassinato no Expresso do Oriente’, dos anos 1970 (reprodução)

Como fã do impagável detetive belga de bigodinho esquisito e cabeça de ovo criado em 1920 por Agatha Christie, fiquei feliz com a notícia: Hercule Poirot vai voltar à ativa.

Isso graças a um romance escrito pela britânica Sophie Hannah, que reviverá o personagem com o aval da família da eterna Rainha do Crime e da Acorn Productions, que detém os direitos da escritora, morta em 1976.

Mas eu e os outros fãs vamos ter de esperar um pouco para ver as famosas células cinzentas em ação outra vez: o livro, que ainda não tem título, será lançado somente em setembro de 2014, daqui a um ano portanto, pela editora HarperCollins. Tomara que, logo depois, chegue no Brasil.

***

Em tempo: Sophie Hannah é autora de oito thrillers psicológicos. Achei dois títulos seus em português, O Pesadelo de Alice e Intimidade Perigosa, mas ambos editados em Portugal. Vou ver se encontro algo dela nas livrarias brasileiras, para ter uma ideia do que vem por aí…

Mais Agatha em versão pocket

02 de julho de 2013 0

 

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A L&PM Pocket acaba de (re)lançar mais dois títulos da eterna Rainha do Crime, Agatha Christie, em formato de bolso: Aventura em Bagdá e O Mistério dos Sete Relógios, com preço de R$ 20 cada. Uma curiosidade é que esses livros não trazem os protagonistas usuais da autora, o detetive Hercule Poirot e a simpática e inteligente velhinha Miss Marple.



Aventura em Bagdá é protagonizado pela jovem datilógrafa Victoria Jones, que estava no lugar errado na hora errada: em Bagdá, no Iraque, no início da Guerra Fria, quando uma cúpula que reuniria o presidente dos Estados Unidos e o líder da União Soviética estava prestes a acontecer. Sem querer, ela acaba em meio a uma instigante intriga internacional. Vale lembrar que Agatha conhecia muito bem o cenário iraquiano dos anos 1950, pois costumava acompanhar o marido arqueólogo em escavações na região.

Já em O Mistério dos Sete Relógios, Gerry Wade tem um grave problema: acorda sempre atrasado para o café da manhã, aborrecendo seus anfitriões durante sua estadia na mansão de Chimneys. Os outros hóspedes da casa decidem pregar uma peça no dorminhoco e colocam vários relógios no quarto dele, marcados para despertar às 6h30min. A manhã chega e, para surpresa de todos, a brincadeira acaba tendo um resultado trágico, e a jovem Bundle e seus amigos precisam investigar o que deu errado.

Resenha: '1222'

01 de maio de 2013 0

 

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Já disse por aqui que gosto de descobrir novos autores, lendo orelhas e contracapas, folheando os livros antes de me decidir por comprá-los. Foi assim com 1222 (Fundamento, 304 páginas, R$ 29,50), da norueguesa Anne Holt. O título, que pode soar um tanto estranho, se refere à altitude do lugar em que se passa a história.


Tudo começa quando um trem descarrila no alto de uma montanha. As duas centenas e meia de passageiros, muitos deles feridos, são levados para um hotel, o Finse 1222, onde acabam presos devido a uma impiedosa nevasca, que dura vários dias. Isolados do mundo, eles ainda vão ter de lidar com um outro problema: um dos passageiros, um pastor popular, é brutalmente assassinado.

Sem ter como apelar às autoridades, os responsáveis pelo hotel recorrem a uma das passageiras, Hanne Wilhelmsen, uma ex-policial sarcástica e antissocial que, por acaso, estava no trem. Mas, presa a uma cadeira de rodas, ela não tem a mínima vontade de se envolver — ainda se lembra muito bem de sua última missão, que custou sua mobilidade.

Ao mesmo tempo, sem ter mais o que fazer, ela acaba cedendo em parte, dando alguns conselhos enquanto observa seus companheiros de confinamento. Entre eles, um outro pastor, mais tímido do que o primeiro; um casal muçulmano; um garoto que parece ter fugido de casa e por qual ela passa a nutrir certo carinho; uma jovem toda vestida de negro, ainda mais antissocial do que ela; um médico anão, inteligente e simpático; uma militante que está sempre incitando revoltas; um rapaz bonitão, líder de uma espécie de gangue de fortões.

Não bastassem as mortes (sim, há outras) e os conflitos que surgem entre os confinados, há ainda os boatos de que um membro da família real viajava num vagão isolado e agora está escondido numa ala reservada do hotel, sob forte esquema de segurança. Hanne não acredita que haja uma princesa ali — mas, decididamente, há alguém muito importante escondido ali (aliás, adorei a escolha que a autora fez para esse personagem misterioso).

O livro, segundo consta na capa, já conta com mais de 6 milhões de exemplares vendidos no mundo e vem sendo considerado “uma mistura de Stieg Larsson e Agatha Christie”. Não sei se concordo plenamente com essa frase, que seria do Daily Mirror, mas é preciso admitir: o livro é muito bom, uma ótima pedida para quem gosta de literatura policial. Agora, fiquei curiosa por descobrir outras obras da autora…