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Resenha: 'O Chamado do Cuco'

03 de fevereiro de 2014 0
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Os fãs de uma boa história policial, daquelas com detetive particular problemático e um assassino à solta, com certeza vão gostar de O Chamado do Cuco — livro que chegou às listas de mais vendidos no ano passado não pela trama em si, mas pela revelação de que o autor, o desconhecido Robert Galbraith, era na verdade a famosa J.K. Rowling, da série Harry Potter. Feita a ressalva sobre o motivo do sucesso repentino e estrondoso da obra, é preciso dizer que a história é boa, muito boa, independentemente de saber ou não sua autoria (tanto que ela já havia tido ótimas críticas na Inglaterra antes de o nome por trás do pseudônimo ser revelado).

Pode-se dizer que a trama é clássica, com a inteligência do detetive como ponto central. Se Cormoran Strike não é tão durão como Sam Spade, excêntrico como Hercule Poirot, intelectual como Sherlock Holmes ou preguiçoso como Nero Wolfe, tem em comum com eles a absoluta vocação para a investigação. Investigar é tudo que ele sempre quis, mesmo antes de abandonar a universidade e se juntar à polícia militar — de onde só saiu após perder a perna direita na explosão de uma mina no Afeganistão.

Agora como detetive particular (e com uma perna mecânica que ele teima em esconder), suas principais tarefas são seguir maridos e esposas para ver se são ou não fiéis. Nada com o glamour ou a emoção que sua nova secretária, Robin, imaginava que iria encontrar num escritório de detetive. Mas justamente quando Strike está em seu pior momento, afundado em dívidas e morando no escritório desde que rompeu com a noiva, aparece um novo cliente.

John Bristow, irmão de um antigo colega de escola, quer que Strike investigue a morte de sua irmã, a supermodelo Lula Landry, conhecida pelos amigos como Cuco (embora, curiosamente, ela só apareça com esse nome umas poucas vezes no decorrer das páginas). Lula morreu três meses antes, ao cair de seu luxuoso apartamento de terceiro andar, no que, segundo a polícia e os jornais, foi um suicídio.

Embora a modelo tivesse histórico de drogas e problemas psicológicos, além de ter brigado publicamente com o namorado horas antes da morte, Bristow insiste que ela não se suicidou, mas foi assassinada. Como prova, ele aponta as imagens granuladas de uma câmera de rua, que mostram um homem se aproximando do prédio pouco antes, e correndo para longe pouco depois da queda. Além disso, uma testemunha teria ouvido a moça discutindo com um homem segundos antes da queda, mas acabou desacreditada pela polícia. 

Inicialmente, o detetive tenta recusar o caso, pois duvida que a polícia tenha ignorado evidências numa morte de  tanta repercussão. Depois, acaba aceitando, decidido a fazer um bom trabalho, mesmo que seja para provar que Cuco realmente se jogou. Nas semanas seguintes, ele conversa com amigos e conhecidos de Lula, que incluem outra modelo e um estilista, além de uma sem-teto, indo do mundo das celebridades ao mundo de origem da garota, filha de uma mãe solteira e adotada pela família rica Bristow.

Aos poucos, Strike se convence de que houve mesmo um assassinato, embora a maioria dos conhecidos de Lula (e a polícia) ainda insista em dizer que só pode ter sido suicídio. Nem todos, porém, falam a verdade, e aquilo que o leitor pode tomar como certo, apontando para um ou outro suspeito, no final pode se revelar uma mentira. 

Ao final, além de se surpreender com as revelações e deduções do detetive-protagonista, o leitor ainda é presenteado com a expectativa de que, futuramente, novos livros com Cormoran Strike (e Robin) deverão vir. E com a constatação de que J.K. Rowling, decididamente, não é escritora de um gênero só — e agora está muito mais madura do que quando lançou Morte Súbita, seu primeiro romance adulto, dois anos atrás. 

***

Ah: no Brasil, O Chamado do Cuco tem edição da Rocco, 448 páginas e opções do livro encadernado por R$ 49,50, em brochura por R$ 39,50 ou no formato digital por R$ 27,50 (em alguns sites, tem desconto).

Sherlock Holmes volta à telinha

13 de janeiro de 2014 1
BBC HD, divulgação

BBC HD, divulgação

Para os fãs do arguto detetive criado por Arthur Conan Doyle, a dica é curtir, a partir de hoje, a terceira temporada do seriado Sherlock, que estreia nesta segunda-feira.

Protagonizada por Benedict Cumberbatch (de O Quinto Poder e Star Trek) e Martin Freeman (de O Hobbit), a série poderá ser conferida às 22 horas, no canal BBC HD.

A terceira temporada contará com três episódios de 90 minutos cada: The Empty Hearse, The Sign of Three e His Last Vow. Essa versão contemporânea do clássico de Arthur Conan Doyle, criada por Steven Moffat e Mark Gatiss, tem causado frisson no público desde que foi lançada em 2010. A última temporada conseguiu bater recordes de audiência a nível mundial.

Logo no primeiro episódio de Sherlock 3, o Dr. John Watson retoma sua vida cotidiana, dois anos depois dos devastadores efeitos de The Reichenbach Fall. Novas oportunidades e até mesmo um romance o aguardam. O problema é que Londres se vê diante de uma ameaça de ataque terrorista, e aí Sherlock Holmes reaparece da forma dramática que lhe é peculiar e pede ajuda ao seu melhor amigo na solução de um novo mistério.

Sherlock ficará surpreso quando notar que muita coisa mudou enquanto ele esteve ausente. Benedict Cumberbatch volta como Sherlock Holmes, junto a Martin Freeman no papel de John Watson. Mark Gatiss é Mycroft, Rupert Graves faz o Inspetor Lestrade, Una Stubbs é a senhora Hudson, Amanda Abbington volta como Mary Morstan e Louise Brealey encarna Molly Hooper.

E — elementar, meu caro leitor —, além de acompanhar a versão televisiva, sempre vale (re)ler os romances e contos estrelados por Sherlock Holmes, como O Signo dos Quatro, Um Estudo em Vermelho e O Cão dos Baskervilles.

Resenha: 'Boneco de Neve'

05 de janeiro de 2014 0
Reprodução

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Mães de família estão sendo brutalmente assassinadas, sempre no dia em que cai a primeira neve do ano. Em frente a suas casas, um boneco de neve, que ninguém sabe quem fez. Notando a coincidência, o inspetor Harry Hole — um tanto desacreditado por sua tendência à bebida — parte em busca do assassino, e acaba ligando os novos casos a um crime ocorrido muitos anos antes, em outra cidade. 

Essa é a essência do livro Boneco de Neve, um thriller do escritor norueguês Jo Nesbo. Como acontece com vários outros autores escandinavos que têm se aventurado nessa seara, Nesbo demonstra um ótimo domínio das ferramentas do suspense — tanto que houve quem comparasse Boneco de Neve com o clássico O Silêncio dos Inocentes, de Thomas Harris.

Exageros à parte, a obra é um prato cheio para quem gosta de tramas intrincadas e bem-costuradas, com suspeitos espreitando em cada esquina e muitas surpresas. Uma delas é que o suspeito inicial, o policial que havia sido acusado dos crimes do passado e que desaparecera, é encontrado por Hole. Morto, transformado ele mesmo num boneco de neve. 

Antes que me acusem de spoiler, logo nos primeiros capítulos é possível perceber que o tal policial não era o assassino. Mas isso não significa que ele não tenha papel importante no correr da história — uma das surpresas vem daí, e minha dica aos leitores é ficarem atentos, para tentar descobrir o que é.

Outra dica: o capítulo inicial, que de certa forma pode parecer desconectado dos demais, tem a chave (ou as chaves) do mistério. Sabem quando, no final da história, você volta para o início, relê e pensa, “ah, estava aí o tempo todo”? Pois prestem atenção às primeiras páginas, elas são muito mais do que uma introdução.

De resto, aventurem-se nas 420 páginas de Boneco de Neve (editora Record, R$ 40). Vale a pena.

Hoje tem 'Os Pequenos Crimes de Agatha Christie'

14 de dezembro de 2013 0

Para quem ainda não assistiu (ou quer rever), hoje tem reapresentação do episódio 8 de Os Pequenos Crimes de Agatha Christie, 22h30min, na TV Brasil.

O episódio tem como título  Fluxo e Refluxo, e  traz o comissário Larosiere e o inspetor Lampion investigando a morte, em um incêndio, do capitão Delarive – um antigo amigo do comissário que acabara de voltar de uma viagem casado com uma mulher bem mais jovem.

Apenas pela sinopse, não consegui identificar em qual dos livros da Rainha do Crime se baseia a história. Vou assistir e, se identificar, depois conto por aqui.

 

Resenha: 'Fique Comigo'

27 de abril de 2013 0

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O primeiro livro que comentei aqui no blog, em agosto de 2009, foi Confie em Mim, de Harlan Coben. Depois, voltei a falar do autor em setembro de 2011, comentando o livro Desaparecido para Sempre. Li ainda alguns outros títulos do autor, mas não voltei a falar sobre eles porque fiquei com a nítida impressão de que as histórias, em linhas gerais, estavam se repetindo, por incluírem sempre pessoas desaparecidas. Até que, há cerca de uns 10 dias, lendo orelhas e contracapas numa livraria, resolvi voltar a comprar o mais novo livro de Harlan Coben.


Antes que alguém pergunte: sim, Fique Comigo não foge à regra do autor, e tem seu desaparecido. Aliás, seus desaparecidos, mais de um. Mas resolvi lhe conceder o benefício da dúvida – afinal, se sigo lendo outros autores cujas histórias sempre giram em torno de assassinatos ou de complôs (ou de romances, ou de seres sobrenaturais, ou de…), então por que esse meu preconceito com a insistência de Coben nos desaparecimentos?

No final, a leitura valeu a pena. Em alguns momentos, cheguei a esquecer que havia alguém sumido naquelas páginas, tão bem elaborada era a trama que os desaparecimentos acabavam parecendo pano de fundo. A história acompanha três personagens principais aparentemente muito diferentes entre si: uma mãe de classe alta, com dois filhos adolescentes; um fotógrafo decadente que ganha a vida como paparazzo de mentirinha; e um policial que ainda não se conforma de não ter solucionado um caso 17 anos antes. O caso é o dito desaparecimento, ou, ao menos, o mais antigo deles. E é esse homem sumido a tanto tempo, ainda pranteado por sua mulher e filhos, o elo entre Megan, Ray e o detetive Broome.

Isso porque, antes de se tornar uma dona de casa exemplar, Megan era dançarina de streaptease, e a garota preferida de Stewart, o homem que sumiu há 17 anos – e que não era tão decente quanto sua família e seus amigos pensavam. Na época, chegou-se mesmo a pensar que eles haviam fugido juntos, pois ela sumiu do La Crème, a boate em que trabalhava, na mesma noite. Coincidência?

Stewart não era o único homem da vida de Cassie, nome pelo qual Megan era conhecida então. Ela e Ray viviam uma intensa paixão, e ele nunca a esqueceu. Mas seria só por isso que ele largou sua carreira como fotógrafo internacional para ganhar a vida fazendo fotos de pessoas que pagam para se sentirem celebridades?

Já Broome é o único que não desistiu de descobrir a verdade sobre Stewart. E, a cada ano, no aniversário do sumiço, visita a mulher dele. Até que, novamente num 18 de fevereiro, outro homem desaparece. Embora ele também frequentasse a boate,aparentemente não tem mais nada em comum com o caso anterior: é solteiro e filhinho de papai, enquanto o outro era trabalhador e com dois filhos pequenos.

Enquanto isso, entediada com sua vida, Megan resolve voltar à cidade. De uma antiga colega, ouve do novo desaparecimento, e também que Stewart, ou alguém muito parecido com ele, havia sido visto recentemente. Ela decide, então, procurar Broome e Ray, mesmo sabendo que pode estar arriscando seu casamento. O que ela não sabe é que poderá estar arriscando, também, a sua vida.

Com 286 páginas, o livro saiu no Brasil pela Arqueiro e custa em média R$ 29,90.

Terror sueco em 'Deixa Ela Entrar'

20 de setembro de 2012 0

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Exibido pela primeira vez no Brasil na 33ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, em 2009, o filme sueco Deixa Ela Entrar virou fenômeno cult. Conquistou prêmios em mais de 40 festivais pelo mundo e foi refilmado por Hollywood (Deixe-me entrar é a versão americana, de 2010). Concebida por John Ajvide Lindqvist, a história que deu origem ao filme foi publicada em 2004 na Suécia, onde se tornou best-seller instantâneo, lançada em mais de 30 países, e agora chega ao Brasil pela Globo Livros.


A trama é anunciada como uma das mais perturbadoras ficções de terror dos últimos tempos, com destaque para a originalidade com que Lindqvist aborda o vampirismo. Vários elementos dessa literatura estão presentes — a começar pelo título, que faz referência à crendice de que vampiros só podem entrar em lugares para os quais são convidados —, porém ambientados no realismo.

No enredo, Oskar, um garoto de 12 anos, vive com a mãe no subúrbio de Estocolmo, na década de 1980. Solitário e alvo de bullying na escola, passa o tempo lendo e colecionando notícias sobre serial killers e planejando se vingar de seus perseguidores. No entanto sua rotina é alterada quando uma garota também de 12 anos, Eli, se muda para o apartamento ao lado. Uma profunda identificação aproxima o menino a Eli, ao mesmo tempo em que a vizinhança passa a ser assolada por uma onda de mortes misteriosas.

Mesclando os gêneros terror e policial, o livro Deixa Ela Entrar tem 504 páginas e preço de R$ 49,90.

Para os fãs do policial

11 de maio de 2012 1

A L&PM continua colocando bons títulos à disposição dos fãs do gênero policial, em versão pocket. Desta vez, é Maigret Hesita, outra história com o ótimo comissário de polícia criado por Georges Simenon.

Na trama, uma carta anônima avisa Maigret que um crime será cometido. Quando ele investiga a família do advogado Parendon, nada parece estar fora de ordem, exceto pelo fato de o casal não se dar muito bem. Três dias depois, Maigret se repreende por não ter sido capaz de prevenir um assassinato.

Com 176 páginas, o livro tem tradução de Paulo Neves e preço que cabe no bolso: R$ 16.



As Esganadas do Jô

25 de outubro de 2011 2

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Que Jô Soares tem talento para o humor, todos já sabem. E que ele escreve bem também já é fato conhecido da maioria.


Pois esses dois talentos combinados podem ser conferidos no seu novo livro, o romance policial As Esganadas (Cia das Letras, 264 páginas, R$ 36), que chegou às livrarias no final de semana e tem lançamento oficial amanhã, em São Paulo.


A trama gira em torno de um serial killer de gordinhas, que atrai suas vítimas oferecendo-lhes doces (vai ver, elas não ouviram quando suas mães disseram para não aceitar doces de estranhos…).



E olhem o que achei no blog da editora: um vídeo do escritor/humorista lendo um trecho do livro. Clique aqui e confira.


Investigação na era da internet (dica do dia)

13 de outubro de 2011 0

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Um dos mais prestigiados autores da região, José Clemente Pozenato é conhecido principalmente pelo romance O Quatrilho, que deu origem ao filme homônimo (que chegou a representar o Brasil no Oscar). É também dele A Cocanha, que tem sessão de autógrafos nesta sexta na Feira do Livro, às 17h. Mas nem só de saga italiana vive sua produção, que é grande e variada.

Um exemplo é a dica de leitura de hoje: O Caso do E-Mail, publicado em 2000 pela editora Mercado Aberto. No livro, ele traz mais uma vez o personagem Pasúbio, um investigador que já aparecera em livros anteriores, como O Caso do Martelo (que foi adaptado para a TV) e O Caso do Loteamento Clandestino.

Na história, Pasúbio está às voltas com mais uma investigação de assassinato. Só que, dessa vez, tem uma pista a mais: um e-mail de uma testemunha que estava próximo ao local do crime. O rapaz, que escrevia a uma amiga, digitara “ouvi um tiro, vou ver e já volto, bie”. Assim, pela hora registrada no e-mail, a polícia tem o que seria a hora do crime.

O resultado é um ótimo romance policial, com surpresas até o fim.

Aniversário de Agatha Christie

15 de setembro de 2011 0

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O dia 15 de setembro é uma data especial para os amantes da literatura policial: é o aniversário de nascimento de Agatha Christie, a escritora que mais vendeu livros em todos os tempos e que ficou conhecida como Rainha do Crime.

Autora de 66 romances do gênero, além de numerosos contos, foi a criadora de personagens inesquecíveis, como o impagável detetive belga Hercule Poirot e a esperta velhinha solteirona Miss Marple.

Fica a dia do blog: que tal marcar os 121 anos do nascimento da autora com um dos seus livros? O Palavra Escrita já publicou uma série de dicas e resenhas de obras da autora ou sobre ela — inclusive com posts diários em setembro de 2010. Você pode relê-los clicando aqui.