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Posts com a tag "romance policial"

Cinco bons livros nacionais V

24 de julho de 2014 0
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Diversificada, a literatura produzida em Caxias do Sul tem também espaço para os romances policiais.

Nessa seara, encontramos desde o veterano escritor José Clemente Pozenato (que apesar de ser mais conhecido por O Quatrilho possui vários títulos policiais) até estreantes na literatura, passando ainda por esta blogueira.
Confira cinco dicas.

- O Caso do Martelo, de José Clemente Pozenato: na trama, o delegado Pasúbio precisa resolver o assassinato de um velho senhor, morto a marteladas numa pequena comunidade italiana. Aos poucos, percebe que o homicídio está ligado a segredos familiares, amores e ódios.

- Você Pode Guardar um Segredo?, de Pedro Guerra: embora mais conhecido pelo livro A Rainha está Morta, lançado ano passado, o jovem escritor caxiense lançou antes esse romance policial ambientado num típico condado norte-americano. Nele encontramos Christine, funcionária de um laboratório fotográfico, que se envolve em um mistério quando começa a receber estranhas fotos para revelar.

- O Pentagrama de Dante, de Heleusa M. Concer: o livro é no melhor estilo thriller, e as 425 páginas fluem naturalmente na história do detetive falido Dante, que repentinamente recebe uma nova missão, enquanto milhares de reais começam a chover em sua conta antes vazia.

- Contagem dos Inocentes, de Fernando Bins: a trama é ambientada em Caxias do Sul, com o primeiro de uma série de crimes acontecendo junto ao Monumento ao Imigrante. Detalhe para a construção psicológica dos personagens (o autor é estudante de Psicologia).

- A Culpa é dos Teus Pais, de Maristela Scheuer Deves: peço licença aos leitores para apresentar também esse meu livro, em que encontramos a jovem jornalista Guisela às voltas com um serial killer que deixa sempre o mesmo bilhete junto aos corpos de suas vítimas: “a culpa é dos teus pais”.

Cinco séries baseadas em livros

16 de julho de 2014 1
Para quem gosta de histórias policiais, uma dica é 'Rizzoli & Isles', baseada nos livros de Tess Gerritsen (TNT, reprodução)

Para quem gosta de histórias policiais, uma dica é ‘Rizzoli & Isles’, baseada nos livros de Tess Gerritsen (TNT, reprodução)

Quem acompanha o blog sabe que, frequentemente, falo por aqui sobre séries baseadas em livros. Se eu gostei da trama criada pelo autor, gosto de ver como ficou a versão para a TV, o que foi aproveitado do original, o que foi modificado… E, principalmente, sempre é bom relembrar uma boa história, ou ver novas aventuras com os mesmos personagens.

Por isso, e porque há tempos não faço mais “listas” por aqui, resolvi juntar num único post cinco dicas de boas séries baseadas em livros. Daqui a alguns dias, farei outro post falando de outras cinco — e aguardo sugestões de vocês, leitores, para complementar a lista.

- Under the Dome: baseada na obra de Stephen King (um calhamaço de mais de mil páginas, mas que com certeza vale a leitura), conta a história de uma pequena cidade que, repentinamente, se vê isolada do mundo por uma redoma invisível. Enquanto uns trabalham para que a população mantenha a calma, outros veem o fenômeno como uma oportunidade para aumentar o seu poder. A segunda temporada estreia no dia 28, no canal pago TNT _ recentemente, a Globo exibiu os episódios da primeira temporada , que já haviam passado em 2013 no TNT. Quem perdeu também pode conferir em DVD. Com Mike Vogel (Dale Barbara), Rachele Lefevre (Julia Shumway) e Dean Norris (Big Jim Rennie).

- Resurrection: baseada no romance homônimo de Jason Mott, conta a história de Jacob, um menino de oito anos que acorda num pequeno vilarejo chinês e é levado de volta a sua cidadezinha, nos EUA, por um agente do governo. O problema é que Jacob morreu há três décadas. Como ele, vários outros mortos estão voltando, iguais a como eram no passado _ para alegria de uns e desconfiança de outros. A primeira temporada foi exibida recentemente pelo canal pago AXN. Com Lando Gimeniz (Jacob), Matt Craven (xerife Fred Langston) e Omar Epps (agente Martin Bellamy).

- The Leftovers: essa recém-lançada série, que estreeou no Brasil simultaneamente aos Estados Unidos e está sendo exibida pelo canal pago HBO, é baseada na obra de Tom Perrotta e se passa após o súbito desaparecimento de 2% da população mundial — homens, mulheres e crianças que simplesmente sumiram, como se tivessem evaporado no ar. Quem ficou, tendo ou não perdido pessoas queridas, busca formas de lidar com a situação, muitas vezes acabando por se juntar a seitas que tentam explicar o acontecido. Com Justin Theroux (Kevin Garvey).

- Rizzoli & Isles (foto): para quem gosta de histórias policiais, essa é uma de minhas séries preferidas, trazendo as personagens Jane Rizzoli, uma detetive da homicídios, e Maura Isles, uma legista, criadas pela escritora Tess Gerritsen. Juntas (e, na série, geralmente às turras), elas solucionam os mais complicados crimes. No papel, são pelo menos nove livros estrelados pela dupla, entre eles O Cirurgião, Desaparecidas e Relíquias. Na versão televisiva, ganhou exibição no Brasil no SBT (as duas primeiras temporadas) e nos canais pagos Space e Glitz. Atualmente, o Glitz está exibindo a 3ª temporada — nos EUA, a série está na quinta. Com Angie Harmon (Jane Rizzoli) e Sasha Alexander (Maura Isles).

- Sherlock: inspirada no clássico personagem criado por Arthur Conan Doyle, a série adapta as aventuras de Sherlock Holmes e de seu parceiro Watson (“elementar, meu caro!”) para os dias de hoje. No início deste mês, a BBC, que produz a série — exibida no Brasil pela BBC HD — confirmou a quarta temporada, além de um especial. Mas os fãs do mais brilhante detetive de todos os tempos terão de esperar um pouco para saber as novidades da 221B Baker Street: o especial começa a ser filmado apenas em janeiro, e os três episódios da nova temporada, no fim de 2015. Ah: as duas primeiras temporadas já saíram em DVD. Com Benedict Cumberbatch (Sherlock) e Martin Freeman (Dr. John Watson).

A Rainha não está morta

09 de junho de 2014 0
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Hoje é segunda-feira, portanto, noite de Órbita Literária. E para comandar o bate-papo, o convidado da vez é o jovem escritor Pedro Guerra, autor de dois romances policiais publicados nos últimos anos, entre eles A Rainha Está Morta, 4º obra mais vendida na última Feira do Livro de Caxias do Sul.

Mas não, o bate-papo não vai desmentir a trama do livro — que gira em torno de um crime ocorrido numa escolha de soberanas da Festa da Uva —, e sim falar de uma outra rainha, Agatha Christie, que, apesar de morta há quase quatro décadas, segue mais viva do que nunca entre os amantes da literatura policial.

Com o tema A Indústria Agatha Christie, o encontro vai debater vida e obra da eterna Rainha do Crime, autora de mais de 80 livros e que, ainda hoje, segue como a campeã de vendas no mundo todo (sim, suas obras somam mais de 4 bilhões de exemplares vendidos, bem a frente de best-sellers da atualidade, como J.K. Rowling ou John Green).

O bate-papo, promovido pelo Grupo Cultural Órbita Literária, começa às 20h, na Do Arco da Velha Livraria e Café (Rua Dr. Montaury, 1.570), no centro de Caxias, e tem entrada franca.

***

Quem quiser ir lendo um pouco mais sobre as obras de Agatha Christie para se preparar para o encontro, fica aqui o link de uma série de resenhas publicadas aqui no blog, além de notícias relacionadas a obras da Rainha.

Resenha: 'O Jogo de Ripper'

22 de maio de 2014 0
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Uma vidente famosa dá o aviso: vai ocorrer um banho de sangue em São Francisco. Ninguém, entretanto, acredita muito nisso — nem mesmo sua afilhada, Amanda Martín, uma estudante introvertida cujo passatempo preferido jogar RPG online. Quando um crime realmente acontece, a jovem, ainda descrente da previsão da madrinha, convoca seus amigos do jogo de Ripper para tentar solucioná-lo, e aos outros crimes que ocorrem na sequência.

Assim começa O Jogo de Ripper (Bertrand Brasil, 490 páginas, R$ 50), mais recente livro da consagrada escritora chilena Isabel Allende — que já havia mostrado sua versatilidade com a série juvenil As Aventuras da Águia e do Jaguar e agora resolveu se aventurar num novo gênero, o romance policial (lembrando que ela é casada com o romancista policial William C. Gordon, que esteve em Caxias do Sul na Feira do Livro do ano passado).

Na trama, Amanda é ajudada em sua investigação pelo avô, Blake Jackson, e pelos parceiros do Ripper, espalhados por vários pontos do globo. Quem não gosta muito do hobby da menina são seus pais, o inspetor-chefe Bob Martín (encarregado de investigar os casos) e a curandeira Indiana. Esta última, que engravidou ainda adolescente e separou-se de Bob logo depois, vive cercada de admiradores, como o ex-soldado Ryan Miller e o namorado Alan Keller.

Aos poucos, o grupo do Ripper percebe que a morte do vigia de uma escola tem relação com outras que acontecem nos meses seguintes, embora as vítimas aparentemente não se conhecessem e as mortes em si sejam diferentes. O inspetor-chefe reluta em acreditar nas deduções da filha, mas então mais um assassinato ocorre e Indiana desaparece… Agora que prender o serial killer se tornou uma questão pessoal, Amanda vai levar o jogo ainda mais a sério.

Uma curiosidade é que um personagem secundário da trama, o detetive particular Samuel Hamilton Jr., é “filho” do protagonista dos livros de Gordon — o próprio marido da autora é citado umas duas ou três vezes nas páginas, meio que de passagem.

Embora Isabel Allende tenha declarado, em entrevistas, que criou personagens um tanto quanto caricatos, numa brincadeira com o gênero, ela conseguiu reunir no livro todos os elementos de uma boa trama policial. Por vezes, as digressões sobre a vida pessoal ou profissional de alguns personagens parecem um pouco deslocadas, mas aos poucos o leitor vai percebendo que elas serão essenciais para o desdobrar dos acontecimentos e para a solução do mistério (atenção, leitor: estou dando uma pista importante se você é daqueles que entra no jogo do autor e tenta encontrar o culpado antes do final!).

E falando em pistas, há também muitas pistas falsas, armadilhas para o leitor, que pensa que descobriu tudo e, quando vê, estava indo pelo caminho errado — ou não, pois as coisas podem mudar novamente, e aquele suspeito que parecia descartado voltar ao foco. Minha dica, então, para quem quer jogar O Jogo de Ripper, é prestar muita atenção a tudo, desconfiar de todos, e seguir a velha máxima dos detetives policiais da ficção: tirando o impossível, o que resta, por mais improvável que pareça, é a solução…

'Boneco de Neve' vai virar filme

21 de maio de 2014 1
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A literatura escandinava vem ganhando cada vez mais espaço, inclusive na tela grande. Agora, será a vez do livro Boneco de Neve, do norueguês Jo Nesbo, ganhar adaptação para o cinema.

A direção do longa será do sueco Tomas Alfredson, que já levou aos cinemas adaptações de Deixa ela entrar (baseado no livro de John Ajvide Lindqvist) e O espião que sabia demais (na obra de John Le Carré). A produção ficará por conta de Martin Scorsese.

Autor de thrillers de enorme sucesso, Nesbo já vendeu mais de 23 milhões de livros no mundo. Lançado no Brasil pela editora Record, Boneco de Neve fala sobre uma série de desaparecimentos e assassinatos investigada pelo detetive Harry Hole, estrela de muitas das obras de Nesbo.

 

Para quem quer saber mais sobre a história, fiz uma resenha do livro em janeiro, que pode ser lida clicando aqui.

Noite de Agatha Christie na Confraria Reinações

20 de maio de 2014 0
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Dez pessoas, que não se conhecem, são convidadas a passar o final de semana numa ilha. Uma a uma, elas vão sendo assassinadas. Essa é, em resumo, a trama do livro E não sobrou nenhum, de Agatha Christie, que será debatido hoje, a partir das 19h, no encontro mensal da Confraria Reinações Caxias, que ocorre na Do Arco da Velha Livraria e Café (Rua Dr. Montaury, 1.570), em Caxias do Sul.

Para quem não está reconhecendo o nome do livro, é porque esse é o título “politicamente correto” de O Caso dos Dez Negrinhos, um dos clássicos da Rainha do Crime — essa versão já era utilizada nas edições americanas, e nos últimos anos passou a ser a preferida também nas reedições brasileiras.

Um dos mais de 80 livros de Agatha Christie, O Caso dos Dez Negrinhos / E não sobrou nenhum foi publicado originalmente em 1939. A obra ganhou várias adaptações para o cinema e para o teatro e é hoje a mais vendida da autora.

Com entrada franca, o bate-papo será conduzido por Tatiane Becker.

Resenha: 'O Menino da Mala'

16 de março de 2014 1
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Imagine que uma amiga lhe peça um favor: ir até a estação ferroviária da cidade buscar uma mala num guarda-volume. Você faz isso, e, ao abrir a mala, encontra dentro um menino de três anos, nu, dopado e que não fala a sua língua.

Assustador, não? Pois esse é o ponto de partida de O Menino da Mala (Arqueiro, 256 páginas, R$ 29,90), romance das dinamarquesas Lene Kaaberbøl e Agnete Friis. Na trama, a assistente social Nina Borg é obcecada em ajudar as pessoas – tanto que tem problemas em casa, pois frequentemente “esquece” o marido e a filha em prol dos necessitados. Mas quando ela encontra o menino da mala e descobre que ele está sendo caçado por um homem com toda a aparência de ser perigoso, ela não sabe o que fazer.

Sem querer procurar a polícia, ela vai atrás da amiga que lhe pediu para buscar a mala. Só que essa amiga foi assassinada, mais um indício de que há (muito) perigo na história. Nina, então, decide fugir com o menino, e busca no submundo de Copenhague, onde mora, a ajuda de uma prostituta estrangeira para tentar se comunicar com o garotinho assustado. Enquanto isso, bem longe dali, uma mulher sozinha sofre por não saber onde está o seu filho…

A narrativa é simplesmente eletrizante, e passa uma sensação de agonia ao leitor, com um desfecho inesperado. O final, entretanto, parece deixar algo meio em aberto — até que se descobre que o livro é o primeiro de uma série com a personagem Nina. Mesmo assim, poderia ter havido um pouco mais de foco no menino, que, afinal, dá título ao livro.

A volta de Robert Galbraith

18 de fevereiro de 2014 0
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E eis aí ao lado a capa do novo livro de Robert Galbraith, nome que a escritora britânica J.K. Rowling (da série Harry Potter) adotou para assinar seus romances policiais.

The Silkworm (título que poderia ser traduzido como “O Bicho da Seda”) será lançado no dia 19 de junho — em inglês, é claro; por aqui, o livro deve chegar em novembro, pela Rocco. O romance traz de volta o detetive particular Cormoram Strike e sua ajudante Robin Ellacott, que apareceram pela primeira vez em O Chamado do Cuco, lançado no ano passado e que já resenhei aqui.

Na nova trama, o detetive — um veterano de guerra que perdeu a perna na explosão de uma mina — é contratado para descobrir o paradeiro do escritor Owen Quine. Inicialmente, a mulher de Quine pensa que ele apenas sumiu por alguns dias, o que já fez antes, e ela quer que Strike o encontre e traga para casa.

Entretanto, as investigações tornam claro que há mais coisas por trás do desaparecimento de Quine do que sua mulher pensa. O romancista recém terminou um manuscrito retratando, de maneira um tanto quanto ácida e até comprometedora, praticamente todas as pessoas que ele conhece. Se o romance for publicado, vidas serão arruinadas, portanto há muitas pessoas que ficariam felizes em silenciar o escritor.

Quando Quine é encontrado brutalmente assassinado em circustâncias bizarras, Strike — e Robin — precisam correr contra o tempo para entender a motivação do assassino, uma assassino sem nenhuma piedade e diferente de todos que o detetive já encontrou antes.

Resenha: 'O Chamado do Cuco'

03 de fevereiro de 2014 0
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Os fãs de uma boa história policial, daquelas com detetive particular problemático e um assassino à solta, com certeza vão gostar de O Chamado do Cuco — livro que chegou às listas de mais vendidos no ano passado não pela trama em si, mas pela revelação de que o autor, o desconhecido Robert Galbraith, era na verdade a famosa J.K. Rowling, da série Harry Potter. Feita a ressalva sobre o motivo do sucesso repentino e estrondoso da obra, é preciso dizer que a história é boa, muito boa, independentemente de saber ou não sua autoria (tanto que ela já havia tido ótimas críticas na Inglaterra antes de o nome por trás do pseudônimo ser revelado).

Pode-se dizer que a trama é clássica, com a inteligência do detetive como ponto central. Se Cormoran Strike não é tão durão como Sam Spade, excêntrico como Hercule Poirot, intelectual como Sherlock Holmes ou preguiçoso como Nero Wolfe, tem em comum com eles a absoluta vocação para a investigação. Investigar é tudo que ele sempre quis, mesmo antes de abandonar a universidade e se juntar à polícia militar — de onde só saiu após perder a perna direita na explosão de uma mina no Afeganistão.

Agora como detetive particular (e com uma perna mecânica que ele teima em esconder), suas principais tarefas são seguir maridos e esposas para ver se são ou não fiéis. Nada com o glamour ou a emoção que sua nova secretária, Robin, imaginava que iria encontrar num escritório de detetive. Mas justamente quando Strike está em seu pior momento, afundado em dívidas e morando no escritório desde que rompeu com a noiva, aparece um novo cliente.

John Bristow, irmão de um antigo colega de escola, quer que Strike investigue a morte de sua irmã, a supermodelo Lula Landry, conhecida pelos amigos como Cuco (embora, curiosamente, ela só apareça com esse nome umas poucas vezes no decorrer das páginas). Lula morreu três meses antes, ao cair de seu luxuoso apartamento de terceiro andar, no que, segundo a polícia e os jornais, foi um suicídio.

Embora a modelo tivesse histórico de drogas e problemas psicológicos, além de ter brigado publicamente com o namorado horas antes da morte, Bristow insiste que ela não se suicidou, mas foi assassinada. Como prova, ele aponta as imagens granuladas de uma câmera de rua, que mostram um homem se aproximando do prédio pouco antes, e correndo para longe pouco depois da queda. Além disso, uma testemunha teria ouvido a moça discutindo com um homem segundos antes da queda, mas acabou desacreditada pela polícia. 

Inicialmente, o detetive tenta recusar o caso, pois duvida que a polícia tenha ignorado evidências numa morte de  tanta repercussão. Depois, acaba aceitando, decidido a fazer um bom trabalho, mesmo que seja para provar que Cuco realmente se jogou. Nas semanas seguintes, ele conversa com amigos e conhecidos de Lula, que incluem outra modelo e um estilista, além de uma sem-teto, indo do mundo das celebridades ao mundo de origem da garota, filha de uma mãe solteira e adotada pela família rica Bristow.

Aos poucos, Strike se convence de que houve mesmo um assassinato, embora a maioria dos conhecidos de Lula (e a polícia) ainda insista em dizer que só pode ter sido suicídio. Nem todos, porém, falam a verdade, e aquilo que o leitor pode tomar como certo, apontando para um ou outro suspeito, no final pode se revelar uma mentira. 

Ao final, além de se surpreender com as revelações e deduções do detetive-protagonista, o leitor ainda é presenteado com a expectativa de que, futuramente, novos livros com Cormoran Strike (e Robin) deverão vir. E com a constatação de que J.K. Rowling, decididamente, não é escritora de um gênero só — e agora está muito mais madura do que quando lançou Morte Súbita, seu primeiro romance adulto, dois anos atrás. 

***

Ah: no Brasil, O Chamado do Cuco tem edição da Rocco, 448 páginas e opções do livro encadernado por R$ 49,50, em brochura por R$ 39,50 ou no formato digital por R$ 27,50 (em alguns sites, tem desconto).

'A Rainha Está Morta' ganha nova edição

28 de janeiro de 2014 0
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Essa é a nova capa do romance policial A Rainha Está Morta, do jovem escritor caxiense Pedro Guerra, que, como o blog adiantou em post do último dia 15, está ganhando nova edição. Ela estará à venda nas principais livrarias da cidade a partir do final de semana.

E, para comemorar o relançamento e divulgar a obra, no dia 8 de fevereiro o autor vai percorrer as ruas de Caxias do Sul, com distribuição gratuita dos 17 exemplares restantes da primeira edição (capa antiga, mas envolta na imagem da nova capa). A ideia é que, após lerem o exemplar presenteado, os ganhadores o passem adiante, divulgando ainda mais a leitura.

— A ideia é percorrer as ruas centrais da cidade para expandir ainda mais os leitores de uma história que é nossa —  explica Pedro sobre a trama, que traz um assassinato em plena escolha da rainha da Festa da Uva.

E como a Festa da Uva está próxima, o autor também quer contribuir com a divulgação do evento, por isso, durante a caminhada, também distribuirá material sobre o evento.

— Como qualquer caxiense, devo muito à Festa, acho que é ela que nos une muitas vezes. A Festa reforça o que e quem somos. Creio que chegou a hora de retribuir — afirma.

Outros brindes, como garrafinhas personalizadas de suco de uva, blocos de anotação personalizados, marcadores de página e jornais que anunciam o assassinato fictício também serão entregues durante a ação.

Lançada pela Quatrilho Editorial, selo da Editora Belas Letras, a nova edição de A Rainha Está Morta ganhou capa de Celso Orlandin Jr., da Volt. O livro tem 105 págs., R$ 19,90).