Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts com a tag "suspense"

Resenha: 'Fique Comigo'

27 de abril de 2013 0

Reprodução

O primeiro livro que comentei aqui no blog, em agosto de 2009, foi Confie em Mim, de Harlan Coben. Depois, voltei a falar do autor em setembro de 2011, comentando o livro Desaparecido para Sempre. Li ainda alguns outros títulos do autor, mas não voltei a falar sobre eles porque fiquei com a nítida impressão de que as histórias, em linhas gerais, estavam se repetindo, por incluírem sempre pessoas desaparecidas. Até que, há cerca de uns 10 dias, lendo orelhas e contracapas numa livraria, resolvi voltar a comprar o mais novo livro de Harlan Coben.


Antes que alguém pergunte: sim, Fique Comigo não foge à regra do autor, e tem seu desaparecido. Aliás, seus desaparecidos, mais de um. Mas resolvi lhe conceder o benefício da dúvida - afinal, se sigo lendo outros autores cujas histórias sempre giram em torno de assassinatos ou de complôs (ou de romances, ou de seres sobrenaturais, ou de...), então por que esse meu preconceito com a insistência de Coben nos desaparecimentos?

No final, a leitura valeu a pena. Em alguns momentos, cheguei a esquecer que havia alguém sumido naquelas páginas, tão bem elaborada era a trama que os desaparecimentos acabavam parecendo pano de fundo. A história acompanha três personagens principais aparentemente muito diferentes entre si: uma mãe de classe alta, com dois filhos adolescentes; um fotógrafo decadente que ganha a vida como paparazzo de mentirinha; e um policial que ainda não se conforma de não ter solucionado um caso 17 anos antes. O caso é o dito desaparecimento, ou, ao menos, o mais antigo deles. E é esse homem sumido a tanto tempo, ainda pranteado por sua mulher e filhos, o elo entre Megan, Ray e o detetive Broome.

Isso porque, antes de se tornar uma dona de casa exemplar, Megan era dançarina de streaptease, e a garota preferida de Stewart, o homem que sumiu há 17 anos - e que não era tão decente quanto sua família e seus amigos pensavam. Na época, chegou-se mesmo a pensar que eles haviam fugido juntos, pois ela sumiu do La Crème, a boate em que trabalhava, na mesma noite. Coincidência?

Stewart não era o único homem da vida de Cassie, nome pelo qual Megan era conhecida então. Ela e Ray viviam uma intensa paixão, e ele nunca a esqueceu. Mas seria só por isso que ele largou sua carreira como fotógrafo internacional para ganhar a vida fazendo fotos de pessoas que pagam para se sentirem celebridades?

Já Broome é o único que não desistiu de descobrir a verdade sobre Stewart. E, a cada ano, no aniversário do sumiço, visita a mulher dele. Até que, novamente num 18 de fevereiro, outro homem desaparece. Embora ele também frequentasse a boate,aparentemente não tem mais nada em comum com o caso anterior: é solteiro e filhinho de papai, enquanto o outro era trabalhador e com dois filhos pequenos.

Enquanto isso, entediada com sua vida, Megan resolve voltar à cidade. De uma antiga colega, ouve do novo desaparecimento, e também que Stewart, ou alguém muito parecido com ele, havia sido visto recentemente. Ela decide, então, procurar Broome e Ray, mesmo sabendo que pode estar arriscando seu casamento. O que ela não sabe é que poderá estar arriscando, também, a sua vida.

Com 286 páginas, o livro saiu no Brasil pela Arqueiro e custa em média R$ 29,90.

Cinco livros que 'ganharam' o Oscar

21 de fevereiro de 2013 0

Cena de 'Rebecca', de Hitchcock, baseado em romance de Daphne Du Maurier (fotos reprodução)

A literatura sempre foi terreno fértil também para o cinema. E não foram poucas as produções que acabaram ganhando um (ou vários) Oscar ao transporem para as telas histórias saídas das páginas dos livros.

Neste post, você vai conferir cinco filmes baseados em livros que levaram a estatueta máxima, a de Melhor Filme.

1941: na 13ª edição do Oscar, o thriller psicológico Rebecca (foto acima), dirigido por Alfred Hitchcock, saiu consagrado da cerimônia do Oscar, para o qual teve 11 indicações. Venceu em duas categorias: Melhor Filme e Melhor Fotografia em Preto e Branco. O filme, que conta a história de uma jovem atormentada pela lembrança da primeira mulher de seu marido, foi baseado no romance homônimo escrito por Daphne Du Maurier, publicado em 1938. Uma curiosidade: esse foi também o filme de abertura do primeiro Festival de Berlim.

1949: um longa baseado num clássico da literatura universal foi o vencedor da 21ª edição da premiação maior do cinema: Hamlet, dirigido e protagonizado por Laurence Olivier. O filme, baseado na clássica peça homônima de William Shakespeare, foi o primeiro filme britânico a ganhar o Oscar de Melhor Filme, e levou ainda o troféu de Melhor Ator. Também fez bonito no Festival de Veneza, onde levou o Leão de Ouro.

1957: o 29º Oscar de Melhor Filme foi para outro clássico, A Volta Ao Mundo em 80 Dias. O longa de aventura, dirigido por Michael Anderson, Kevin McClory e Sidney Smith, teve roteiro baseado na obra homônima do escritor francês Júlio Verne. Na trama, o nobre inglês Phileas Fogg faz uma aposta milionária com seus amigos do clube, afirmando que consegue dar a volta ao mundo em exatamente 80 dias. Entre os grandes nomes do elenco, Shirley McLaine e Cantinflas. Além de Melhor Filme, levou também os troféus de Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Montagem, Melhor Fotografia e Melhor Trilha Sonora.

1980: pulando pouco mais de duas décadas, chegamos à 52ª edição do Oscar, em que Kramer vs Kramer (foto abaixo), de Robert Benton, ganhou em cinco categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Dustin Hoffman), Melhor Atriz Coadjuvante (Meryl Streep) e Melhor Roteiro Adaptado. O filme foi baseado no romance homônimo de Avery Corman, que relata a disputa judicial do ex-casal Ted e Joanna Kramer pela guarda do filho, Billy, após a separação.

1991: na 63ª edição do Oscar, o vencedor do troféu de Melhor Filme foi outra adaptação, Dança com Lobos, de e com Kevin Costner. O mix de drama e aventura é baseado num romance de Michael Blake, em que John Dunbar (Costner) é um oficial de cavalaria que, após se destacar como herói na Guerra Civil Americana, vai atuar na fronteira e faz amizade com os índios sioux. Foi indicado a 12 categorias e venceu em sete: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Fotografia, Melhor Montagem, Melhor Trilha Sonora, Melhores Efeitos Sonoros e Melhor Roteiro Adaptado.

Disputa pela guarda do filho em 'Kramer vs Kramer'

Mais 5 livros de Stephen King que viraram filmes

08 de janeiro de 2013 1

Tom Hanks e Michale Clarke Duncan em cena no filme 'À Espera de um Milagre' (Universal, divulgação)

Como prometido no post anterior, listo aqui outros cinco livros de Stephen King que ganharam versões para o cinema:


A Incendiária: o livro de 1980 volta a trazer uma menina com poderes psíquicos, desta vez, a pirocinésia, ou seja, a capacidade de atear fogo com a força do pensamento. Na trama, que virou filme em 1984 com o nome de Chamas da Vingança, a pequena Charlene McGee, ou simplesmente Charlie, e seu pai, Andy, têm de fugir dos agentes da Oficina, uma agência secreta explora humanos com poderes especiais. Na verdade, a garota “herdou” os poderes dos pais, Andy e Vicky (esta assassinada pelos mesmos agentes que agora querem capturar Charlie), que, na juventude, foram submetidos a experiências que modificaram seus genes.

Cujo: o livro – que eu já vi também com o nome de Cão Raivoso – é de 1981 e o filme, de 1983, com direção de Lewis Teague. Dessa vez, o terror não é causado por seres sobrenaturais ou por poderes especiais, e sim por um enorme cachorro San Bernardo, o Cujo do título, que, como a outra versão entrega, pegou o vírus da raiva. A doença faz com que o cão, normalmente dócil, fique ensandecido e mate seu dono, Joe Camber, um mecânico. Quando Donna Trenton e seu filho Tad, de quatro anos, chegam até a oficina de Camber para consertar o carro, Cujo tenta ataca-los e os obriga a permanecerem dentro do carro por três dias, apavorados, com fome, sede e um calor sufocante. Cada tentativa de fuga é um passo mais perto da morte, neste suspense psicológico assustador.

Christine: para quem ainda não conhece essa história, não, ela não é sobre uma garota, é sobre um carro, um Plymouth Fury 1958, que recebe esse nome de seu dono, o adolescente Arnie Cunningham. Mais do que ser um meio de transporte, o carro parece ter vida própria, e, como se fosse uma mulher, sente ciúmes de Arnie. Esse ciúme acabará por desencadear acontecimentos terríveis... O livro e o filme são ambos de 1983, e a versão para as telas teve direção de John Carpenter.

À Espera de um Milagre: a trama de 1996 foge do gênero horror. É um drama, lançado inicialmente em seis volumes com o nome de O Corredor da Morte. A história ganhou as telas em 1999, com Tom Hanks no papel do guarda Paul Edgecombe e Michael Clarke Duncan no do prisioneiro condenado injustamente John Coffey, que tem um dom especial de cura. O filme tem direção de Frank Darabont.

O Apanhador de Sonhos: um grupo de amigos, que anos atrás passaram a ter uma estranha ligação telepática após salverem o portador de síndrome de down Duddits de vândalos, se vê preso numa cabana na floresta, em meio a uma nevasca. No decorrer da história, publicada em 2001 e que virou filme dirigido por Lawrence Kasdan em 2002, eles descobrem que estão em plena área de isolamento militar e que alienígenas invasores estão controlando a mente das pessoas que moram por ali.

Claro que ainda existem vários outros filmes, telefilmes e seriados baseados na obra de Stephen King, como Colheita Maldita, O Nevoeiro, Zona Morta, etc, mas como não dá para falar de todos eles por aqui, espero já ter dado uma boa amostra do trabalho do mestre do horror por aqui.

'O Apanhador de Sonhos' é outro filme baseado na obra de King (Warner, divulgação)

5 livros de Stephen King que viraram filmes

08 de janeiro de 2013 3

Nova versão de 'Carrie' estreia em outubro (Sony Pictures, divulgação)

Já que os fãs de Stephen King estão na expectativa da nova versão cinematográfica de Carrie, a Estranha — que inicialmente chegaria em março, mas acabou ficando para outubro —, resolvi listar por aqui alguns dos livros do mestre do terror e do suspense que já ganharam as telas. A começar, claro, pelo próprio Carrie:

Carrie: primeiro romance de Stephen King, foi publicado em 1974 e conta a história de Carieta White, ou simplesmente Carrie, uma adolescente reprimida pela mãe e que possui poderes telecinéticos (pode mover objetos com a força da mente). Na escola, ela é vítima de zombarias por parte de seus colegas, como na ocasião em que fica menstruada e se apavora por não ter ideia do que isso seja, enquanto as outras meninas começam a atirar absorventes nela. Quando, durante uma festa do colégio, ela é vítima de mais uma brincadeira cruel, seus poderes fogem do controle... A história foi adaptada para o cinema em 1976, por Brian de Palma, e estrelada por Sissy Spacek. Em 1999 , veio a sequência do primeiro filme, The Rage: Carrie 2 . O novo Carrie tem direção de Kimberly Peirce.

A Hora do Vampiro: segundo romance do escritor norte-americano Stephen King, de 1975, virou filme em 1979 pelas mãos de Tobe Hooper, ganhando o nome de Salem's Lot (Os Vampiros de Salém, na versão em português). O nome do longa remete à cidade em que se passa o enredo, Jerusalém's Lot. Na trama, fatos estranhos começam a acontecer quando três estranhos _— o escritor Ben Mears (protagonista da história), o senhor Barlow e o senhor Straker —  chegam à cidade. Ben, o menino Mark e o padre Callahan terão de agir para salvar a cidade dos vampiros, que aumentam a cada dia.

O Iluminado: o livro de 1977, um dos mais assustadores de King, chegou às telas em 1980, com direção de Stanley Kubrick  e estrelado magnificamente por Jack Nicholson. Na história, um escritor, Jack Torrance (Nicholson), se isola com a família num hotel que fica vazio durante o inverno, para tentar escrever um romance. Aos poucos, no entanto, ele parece ir enlouquecendo, enquanto seu filho Danny (Danny Lloyd, no filme), que tem o dom da iluminação, tem visões de acontecimentos igualmente assustadores.

O Cemitério: neste romance de 1983, que chegou ao cinema em 1989 com o nome de Cemitério Maldito, o médico Louis, sua mulher e seus dois filhos pequenos se mudam para uma nova casa. Quando o gato da família é atropelado, um vizinho orienta Louis a enterrá-lo num antigo cemitério indígena nas proximidades, e, horas depois, o gato retorna, vivo — embora bem mais agressivo. Quando, meses depois, seu menininho também morre atingido por um caminhão, o médico não resiste à tentação de também enterrá-lo no cemitério maldito...

A Coisa: datado de 1986, o livro conta a história de sete crianças que enfrentam uma criatura terrível, que aparece como um palhaço maligno e se alimenta do medo (e de criancinhas). Trinta anos depois da ocasião em que pensam tê-lo derrotado, a "coisa" volta, e as crianças de outrora, agora adultos, precisam voltar à cidadezinha de Derry para tentar combatê-la outra vez, numa batalha que pode custar suas vidas. A trama ganhou adaptação para a TV e para o cinema em 1990, com direção de Tommy Lee Wallace.

Ainda hoje, falarei aqui de outros cinco livros de Stephen King que ganharam adaptações cinematográficas. Por enquanto, deixe seu comentário: de qual desses livros (e dos filmes baseados nos livros) você mais gostou?

 

Jack Nicholson em cena antológica de 'O Iluminado' (Warner, divulgação)

Assassinatos, nazistas e muito suspense

19 de dezembro de 2012 2

Reprodução

Já falei do livro por aqui, três anos atrás, mas boas obras sempre merecem menção, até porque muitos leitores podem não ter visto aquele post. Resolvi voltar ao tema ao ver na TV, ontem à noite, uma excelente adaptação do romance em questão, Os Meninos do Brasil, de Ira Levin — o mesmo autor de O Bebê de Rosemary, também mais conhecido por sua versão cinematográfica.


Pois vamos ao livro, então (e dessa vez não vou cair na tentação do spoiler, como sei que fiz no post de novembro de 2009). A primeira observação a ser feita é que, apesar do título, a história não se passa no Brasil: o país é apenas mencionado de passagem, mas há uma justificativa para essa menção.

A trama, escrita nos anos 1970, começa no Paraguai, quando um jovem americano reconhece alguns antigos nazistas fugitivos e passa a segui-los. Acaba por descobrir que eles estão planejando uma série de assassinatos em larga escala — 94 homens ao redor do planeta, todos com 65 anos, serão mortos nos próximos dois anos e meio.

Excitado, o jovem contata um famoso caçador de nazistas que vive na Áustria, Erza Lieberman, que, inicialmente, não lhe dá atenção. Mas quando, durante um de seus telefonemas, a linha fica repentinamente muda e o jovem não dá mais notícias, Lieberman resolve começar a investigar, procurando mapear as mortes suspeitas de homens com aquela idade.

Algumas pistas, das quais inicialmente não se compreende o significado, vão sendo dadas no decorrer da história: as vítimas são todos funcionários públicos, de família cristã, casados com mulheres mais jovens e com filhos na faixa dos 13 anos. Outro dado importante, este revelado desde o início, é que o mentor do plano de assassinatos é ninguém menos do que Joseph Mengele, o médico-mostro que fazia experiências genéticas cruéis com crianças, especialmente gêmeos, nos campos de concentração nazistas.

Vale dizer ainda que, tendo sido escrito cerca de 40 anos atrás, o livro tem uma premissa quase de ficção científica para a época, antecipando fatos que mais recentemente se tornaram foco de discussão. Uma discussão que Os Meninos do Brasil faz parecer ainda mais assustadora...

Trama policial na telona e nas páginas

07 de dezembro de 2012 0

Reproduções

Uma das estreias dos cinemas nesta sexta-feira é o suspense/policial A Sombra do Inimigo, de Rob Cohen, com Tyler Perry no papel principal, o detetive Alex Cross, que na trama deve encontrar o cruel assassino Michael Sullivan, que tortura suas vítimas antes de matá-las. Quem gosta de histórias policiais já conhece o personagem: o detetive é o protagonista de diversos livros do escritor norte-americano James Patterson.

Para quem ainda não conhecia Alex Cross e gostar do filme, fica então a dica — acompanhar novas histórias suas nas páginas de obras como Eu, Alex Cross; Ameaça Mortal e O Dia da Caça. Essas e outras obras de Patterson saíram no Brasil pela Arqueiro, e têm preço médio de R$ 24,90.

Ah: existem também dois outros filmes protagonizados pelo detetive, Beijos que Matam (1997) e Na Teia da Aranha (2001), em que o papel de Cross coube ao ator Morgan Freeman.

Crime e bolo de morango

05 de outubro de 2012 0

Reprodução

Depois de O Mistério do Chocolate, lançado em abril, outro livro de "suspense culinário" da mesma autora, a norte-americna Joanne Fluke, acaba de ser lançado pela Lua de Papel: O Enigma do Morango (240 páginas, R$ 29,90).

 

 

A protagonista, mais uma vez, é a confeiteira Hannah Swensen, dona da confeitaria Jarro de Cookies — que, como no primeiro livro, vê um de seus bolos acaba indo parar numa cena de assassinato. Dessa vez, a escola da cidade está promovendo um concurso de culinária, e Hannah é uma das juradas. Sem nenhuma concorrência forte entre os competidores, já que nenhuma receita está particularmente boa, o outro jurado, o irritadiço técnico Boyd, deixa isso claro em sua avaliação, o que obviamente magoa os competidores.

Ao chegar em casa, o telefone de Hannah toca e uma desesperada Danielle, mulher de Boyd, pede para que ela vá até lá urgente. Como o técnico às vezes perde a cabeça e desconta a raiva em Danielle, Hannah vai preparada para ver mais um olho roxo na amiga. Mas ao chegar na casa, as mulheres vão para a garagem e embaixo da Grand Cherokee de Boyd repousa o pedaço de bolo de morango que Hannah tinha pedido para ele entregar à esposa. Misturado com a calda vermelha, no chão da garagem, estão marcas de um vermelho mais vivo, o sangue do crânio esmagado de Boyd.

Diferente do doce entregador Ron LaSalle, a vítima do primeiro livro, que parecia não ter inimigos, como agora ela encontraria o culpado pelo crime, já que o técnico, com seu gênio difícil, colecionou desafetos ao longo da vida, inclusive uma relação difícil com a própria mulher?

Além de muito suspense, o livro é recheado também de receitas deliciosas, a começar pelo irresistível bolo inglês Swensen de Morango. E, claro, enquanto investiga o crime, Hannah ainda terá de se livrar das insinuações de sua mãe de que ela precisa de um marido.

Com certeza é um romance policial diferente, mas a ideia da confeiteira detetive é interessante e divertida. Vou ver se encontro O Enigma do Morango numa das bancas da 28ª Feira do Livro...


Terror sueco em 'Deixa Ela Entrar'

20 de setembro de 2012 0

Reprodução

Exibido pela primeira vez no Brasil na 33ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, em 2009, o filme sueco Deixa Ela Entrar virou fenômeno cult. Conquistou prêmios em mais de 40 festivais pelo mundo e foi refilmado por Hollywood (Deixe-me entrar é a versão americana, de 2010). Concebida por John Ajvide Lindqvist, a história que deu origem ao filme foi publicada em 2004 na Suécia, onde se tornou best-seller instantâneo, lançada em mais de 30 países, e agora chega ao Brasil pela Globo Livros.


A trama é anunciada como uma das mais perturbadoras ficções de terror dos últimos tempos, com destaque para a originalidade com que Lindqvist aborda o vampirismo. Vários elementos dessa literatura estão presentes — a começar pelo título, que faz referência à crendice de que vampiros só podem entrar em lugares para os quais são convidados —, porém ambientados no realismo.

No enredo, Oskar, um garoto de 12 anos, vive com a mãe no subúrbio de Estocolmo, na década de 1980. Solitário e alvo de bullying na escola, passa o tempo lendo e colecionando notícias sobre serial killers e planejando se vingar de seus perseguidores. No entanto sua rotina é alterada quando uma garota também de 12 anos, Eli, se muda para o apartamento ao lado. Uma profunda identificação aproxima o menino a Eli, ao mesmo tempo em que a vizinhança passa a ser assolada por uma onda de mortes misteriosas.

Mesclando os gêneros terror e policial, o livro Deixa Ela Entrar tem 504 páginas e preço de R$ 49,90.

Balanço de leituras

01 de setembro de 2012 1

 

Reproduções

Queria ter feito este post quando o ano chegou à metade, mas, como deixei passar a data, esperei por agora, quando se passaram já dois terços de 2012. É um pequeno balanço das leituras dos últimos meses, embora eu já não seja tão metódica em anotar os títulos lidos como fazia anos atrás.

Alguns são lançamentos, muitos são livros que eu já tinha na estante e, por isso, são de anos atrás. Também há livros infanto-juvenis, porque, mesmo crescidinha, continuo gostando desse gênero. De alguns já falei por aqui antes, mas mesmo assim vou dar um pequeno resumo de cada que pode servir como dica de leitura. Vamos, então, à lista:

1. A Menina que não Sabia Ler, de John Harding: embora a história se inicie num tom leve, em que a menina Florence conta que aprendeu a ler escondida e sozinha porque seu tio e tutor achava que mulheres não deviam saber decifrar os livros. Logo, no entanto, a história toma um tom sombrio, lembrando muito A Volta do Parafuso, de Henry James.

2. Você Pode Guardar um Segredo?, de Pedro Guerra: esse romance policial marca a estreia de um jovem escritor caxiense, numa trama bem elaborada passada numa fictícia cidade americana.

3. A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Záfon: posso dizer, sem dúvida, que este é um dos melhores livros que já li. O autor espanhol constrói uma trama repleta de suspense, numa história que começa quando o jovem Daniel, então com 10 anos, é levado pelo pai até o Cemitério dos Livros Esquecidos. Lá, encontra um romance de um maravilhoso autor desconhecido. Quando o garoto tenta encontrar outras obras desse escritor, descobre que alguém percorre o mundo queimando seus livros.

4. O Jogo do Anjo, de Carlos Ruiz Záfon: do mesmo autor do anterior, traz uma nova história, desta vez com toques de sobrenatural, em que o escritor David Martín, praticamente na miséria, recebe uma proposta de um homem misterioso para escrever um livro que mudaria o mundo. Alguns cenários de A Sombra do Vento se repetem, bem de passagem: o Cemitério dos Livros Esquecidos e a livraria da família Sempere.

5. O Prisioneiro do Céu, de Carlos Ruiz Záfon: neste livro, as tramas das duas histórias anteriores de Zafón começam a se entrelaçar. Muitas coisas deixadas inexplicadas nos outros dois livros agora ganham sentido. Embora também muito bem imaginado e escrito, no entanto, achei que faltou algo, que a história não me empolgou tanto quanto A Sombra do Vento e O Jogo do Anjo. Vamos ver como será o quarto livro, que deve dar um fecho nas tramas.  

6. Serraria Baixo-Astral, de Lemony Snickert: quarto livro da saga infanto-juvenil Desventuras em Série, traz os irmãos órfãos Violet, Klaus e Sunny Baudelaire em mais uma angustiante aventura (ou desventura), desta vez obrigados a trabalhar numa perigosa serraria, enquanto o malvado Conde Olaf continua à espreita.

 

7. Criança 44, de Tom Rob Smith: uma trama que une suspense, medo e traição, passada na União Soviética, num tempo em que qualquer discordância com o governo e a polícia gerava prisão e morte. Depois de mostrar duas crianças caçando um gato para matar a fome numa aldeia ucraniana, a história dá um pulo de 20 anos e vai para Moscou, em que um oficial decide investigar a morte de crianças, embora oficialmente não existam assassinatos no país.

8. Na Ilha do Dragão, de Maristel Alves dos Santos:  um dos livros que eu ainda não havia lido da coleção Vaga-Lume, traz a aventura de uma turma que vai passar um feriado numa ilha. Envolve perigos, sequestro, mostros marinhos e até um tesouro.

9. A Garota de Papel, de Guillaume Musso: um escritor em crise porque foi abandonado pela namorada vê, repentinamente, uma das personagens de seus livros aparecer em carne e osso em sua vida, depois de uma falha na impressão de seu último livro.

10. A Mala de Hana, de Karen Levine: uma comovente história real sobre uma menina judia levada para um campo de concentração. Sua vida é retraçada após pesquisas de uma professora japonesa, cuja escola havia recebido uma mala que pertencera a Hana.

11. Clube Mefisto, de Tess Gerritsen: uma série de assassinatos com toques ritualísticos são o novo desafio da detetive Jane Rizzolli e da médica legista Maura Isler. 

12. Gravidade, de Tess Gerritsen: durante uma missão espacial, os astronautas começam a adoecer e morrer. Os sobreviventes não devem voltar à Terra, para não contaminar outras pessoas. Mas um ex-astronauta faz de tudo para reverter a situação, pois sua ex-mulher, por quem ainda é apaixonado, é uma das pessoas presas na Estação Espacial.

13. Pegasus e o Fogo do Olimpo, de Kate O’Hearn: durante uma tempestade, o mitológico cavalo alado Pegasus cai de repente no prédio onde mora a menina Emily, arrastando-a para uma aventura envolvendo os deuses da mitologia romana.

14. Pegasus e a Batalha pelo Olimpo, de Kate O’Hearn: sequência da história anterior, traz Emily, Pegasus e seus amigos em novas aventuras para proteger o Olimpo.

15. Os Barcos de Papel, de José Maviael Monteiro: outro excelente livro da série Vaga-Lume, traz os amigos Quito, André, Miguel e Josué, que se perdem no interior de uma caverna enquanto a exploram, e acabam em poder de bandidos.

16. A Foto Fatídica, de Ngaio Marsh: embora não tão conhecida como Agatha Christie, Ngaio é outra escritora policial britânica tradicional. Nesse livro, uma cantora de ópera que vinha sendo perseguida por um paparazzi é assassinada, com uma foto atravessada por uma faca em seu peito.

17. Enigma para demônios, de Patrick Quentin: primeiro livro da saudosa série Horas em Suspense (da qual faz parte também o livro anterior). Nele, um homem volta a si após um período em coma e se encontra engessado, deitado em uma cama em uma mansão. Mas ele não reconhece nem sua suposta mãe, nem sua suposta e belíssima esposa. E não acredita que seja quem dizem que ele é, embora não se lembre quem mais possa ser. 

18. O Fantasma da Infância, de Cristovão Tezza: duas histórias paralelas envolvendo protagonistas com o mesmo nome, André Devinne. Um, um escritor frustrado que sobrevive digitando classificados; o outro, um rico assessor político com um passado obscuro.  

19. Uma Aula de Matar, de Ana Arruda Callado: três professores universitários disputam o posto de titular, mas, na véspera da prova, um deles aparece morto na piscina. Todos são suspeitos: os outros dois concorrentes, o rabujento Esteves e a ex-guerrilheira Helena; a mulher traída, a jornalista Marina; a diretora, Ana Lúcia; a amante, Regina; e o ghost writer João Maurício, que circula pelos corredores da faculdade vendendo trabalhos para os estudantes.

20. O Diabo & Sherlock Holmes, de David Grann: no melhor estilo do jornalismo literário, traz histórias de mistérios e crimes reais, reconstruídos com habilidade, desde a morte de um especialista em Sherlock Holmes até um assassino que escondeu pistas dos crimes em um livro.

21. Os Olhos Amarelos dos Crocodilos, de Katherine Pancol: separada e sem dinheiro para criar os filhos, uma mulher aceita a proposta de sua irmã - escrever um livro e deixar a outra publicar em seu nome, fazendo sucesso em seu lugar.

22. Too Late to Say Goodbye, de Ann Rule: a história de um crime real, em que uma mulher é assassinada e o suspeito é seu marido, um dentista visto por todos como amoroso e dedicado, mas com um passado altamente suspeito - uma ex-namorada morreu exatamente da mesma forma.

23. O Romancista Ingênuo e o Sentimental, de Orhan Pamuk: uma reunião de ensaios sobre escrita e literatura do autor de Neve e de Istambul, ganhador do Nobel em 2006.

24. O Cavaleiro Feérico, de Luiz Hasse: outro livro de autor caxiense, que recentemente ganhou sua terceira edição, mescla fantasia medieval, cavalaria e vários outros gêneros numa história sobre um jovem cavaleiro meio humano, meio fada.

25. Ladrão de Olhos, de Jonathan Auxier: um garoto cego mora nas ruas, sobrevivendo de pequenos furtos, até o dia em que rouba uma caixa com três pares de olhos mágicos e vai parar num mundo desconhecido.

Stephen King lança novo livro, em e-book

26 de julho de 2012 1

Reprodução

Atenção, fãs de Stephen King: segundo o site do escritor, o mestre do terror e do suspense lançará uma nova história em breve. Mas ela não sairá em papel, ao menos inicialmente.

A informação é que A Face in the Crowd será lançada no dia 21 de agosto, em e-book e audiolivro.


A história, que volta ao tema do beisebol, já explorado anteriormente pelo escritor, é a segunda colaboração entre King e Stewart O’Nan. Na trama, o viúvo Dean Evers passa o tempo em frente à televisão, sem nada melhor a fazer do que assistir a jogos de beisebol.

Durante uma partida, vê um rosto de seu passado em meio aos torcedores mostrados na transmissão. O rosto de alguém que não deveria estar no jogo, não deveria estar sequer no planeta. E assim começa um desfile de pessoas do seu passado, sempre ocupando aquele mesmo assento. Até que um dia, Evers vê alguém ainda mais misterioso...

O site promete mais detalhes para as próximas semanas.

***

Aproveitando: este é o post número 1 mil aqui do blog! Agradeço aos leitores que acompanham o Palavra Escrita ao longo desse tempo (são quase três anos, a serem completados no dia 8 de agosto), e aos novos que surgem a cada dia.