Temas relacionados ao desenvolvimento do Vale do Itajaí, com pitadas de tecnologia e empreendedorismo. No comando, o jornalista Francisco Fresard (Pancho), titular da coluna Mercado Aberto do Santa.
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como podemos interagir com voces? somente por email?
Pancho, famoso "guitarrista" dos anos 80. Quando os bons tempos de eventos culturais e musicais como o Blumenalia e outros voltarão à nossa cidade?
Estou sem chat. Video bom no começo, agora com chiados, mas ouço.
O que vcs acham daquela comissão de licitação do detran onde o governador demitiu que tinha 05 Policiais Militares de alta patente que ao invés de estar no quartel estavam em serviço burocrático. acho que não falta Policiais o que está havendo é muita gente fora do serviço pelo qual fizeram o concurso. Vê se vcs botam um pouco o dedo nessa ferida.
RBS perdendo um dinheirão. Tem pelo menos uns 40 programas que eu tiraria do ar, e botava esses dois no lugar.
Parabéns pelo papo agradável. Vou gravar e assistir no lugar do Avenida Brasil.
Está boa a conexão, escutando bem e vendo bem.
Bate-papo? Ôba! Também quero dar minhas opiniões:
Stammtisch: nada contra a festinha, mas bem que os bebuns poderiam festar em outro lugar. Quando tem uma passeata ou protesto nas ruas de Blumenau, reclamam que o direito de ir e vir está sendo desrespeitado, que é militância política. E quando plantam barracas no meio da Rua, é o quê?
Sir Paul x Michel Teló: tão é com dor de cotovelo do sucesso do brasileiro, que já ganhou muitos prêmios desde 1994 e hoje figura à frente de famosos cantores internacionais dos EUA e países europeus. Ouvir Beatles é correr o risco de depressão anunciada. Depois tem que ouvir o ¨Ai Se eu te Pego¨ do Teló, para curar a deprê. Ou a ¨Ei, pisu! Beijo, me liga¨ que já embalou várias Oktoberfests.
Constatação: Nunca antes na história deste país se viu tantos cantores e cantoras estadunidenses e europeus desembarcando no Brasil e repetindo ¨I love you¨ (depois de ¨encher as burras¨). A coisa deve estar feia mesmo lá para as bandas do Tio Sam e seus amigos.
E esse negócio de que o Paul será sempre lembrado e o Teló esquecido não é nenhuma novidade, faz parte da nossa cultura de memória curta. Não temos memória nacional, valorizamos mais o que é importado, de preferência em inglês. Quantos ótimos cantores brasileiros estão esquecidos, entre eles Tom Jobim, por sinal muito lembrado no exterior. Vamos ao reverso da questão: se Michel Teló fosse inglês e o beatles brasileiros, o Teló estaria no palco do dia 25, em Floripa, e o Paul estaria cantando música religiosa. Os beatles tem seus méritos, mas muitos de nossos cantores também tem. Outra coisa: letras de músicas dos beatles seriam criticadas na aldeia se fossem brasileiras. O ¨Yeah, yeah, yeah¨ da canção ¨She Loves You¨, lembra o estilo sertanejo-universitário tão criticado por aqui. Poderia listar dezenas de letras de músicas dos Beatles que seriam consideradas porcarias se fossem lançadas por cantores brasileiros. As músicas ficam melhores quando cantadas na língua inglesa, mas é melhor os fãs nem saberem a tradução de muitas delas se quiserem continuar ouvindo e tatuando os autógrafos do cantor. Quem quer cultuar os Beatles que cultue, eu vou é me divertir cantando Ai Se Eu Te Pego até à quarta idade, ou até quando a memória falhar. Por fim, se o Teló faz sucesso cantando em português, imagine ele cantando em inglês.
Cotas: gostei dos 10 x 0. Até o ministro Gilmar Mendes, com aquele rosto de Bebê Jhonson, votou a favor. Assisti ele meio indeciso: em cima do muro, pendeu para um lado, para o outro, foi, voltou até que se decidiu. Lição nas palavras do ministro Joaquim Barbosa: ¨.. a discriminação de fato, que é a absolutamente enraizada na sociedade e, de tão enraizada, as pessoas não a percebem.¨
Ufa! Chega de opiniões por hoje. Legal o bate-papo. Está aprovado. Só tem um som esquisito, parece som de rock in roll ou alguém batendo numa lata. Efeito Paul? (hehehe)
Eu moro num país, onde a cor da pele, determina um privilégio para entrar na universidade. Dizem que os negros, não tiveram chance, e por isso precisam ser privilegiados. Quero que me digam qual colégio público, impede a entrada de negros? Cor de pele, não pode ser motivo para entrar na universidade. Competência e estudos, isso sim. O resto, é racismo.
Será que aquele norueguês, o Ibsen, compreende isso?
Agora, tenho vergonha de morar nesse desse país racista !!!
André Silva, tem algum colégio particular que impede a entrada de negros? Se competência e estudos é motivo para entrar numa universidade, porque a grande maioria dos vestibulandos que estudam em colégios particulares, fazem cursinho para vestibular? Não seria suficiente só o estudo que tiveram? No meu entendimento, cursinho para vestibular repassa grande quantidade de questões que caem no vestibular. Daí é só decorar e entra na univerisdade. Sempre achei que vestibular tem tudo a ver com educação predatória. Nunca fiz e não farei. Também jamais faria cursinho para vestibular. É dinheiro gasto em decoreba. Por isso que quase não víamos jovens se destacando nas várias profissões. Hoje, com as cotas e universidades usando outros critérios de seleção, até os EUA estão abrindo as portas para mais estudantes brasileiros em suas universidades. Cotas ainda são necessárias até que as pessoas contrária entendam que existe, sim, racismo no Brasil. Ou você nunca ouviu a ¨célebre¨ frase: ¨Serviço de branco¨? Esta frase costuma ser emitida por pessoas brancas, quando o serviço feito por um trabalhador branco sai bem feito. Pessoas que assim costumam se expressar nem desconfiam que lá no fundo são racistas. Felizmente, as cotas estão mudando o mercado de trabalho e frases como essa estão sumindo do linguajar diário. Hoje vemos pessoas negras estudando em universidades e trabalhando em quase todas as profissões. Não tenho vergonha do meu país, tenho vergonha do racismo que teima em persistir. De tão enraizado, é capaz de se tornar perene.
Isabel, sou contra qualquer vantagem, seja no que for, por causa da cor da pele. Seja branca, parda, negra, amarela, seja lá qual cor for. Defendo sim, que existam cotas em universidades públicas, para quem estudou a vida inteira numa universidade pública. Isso é privilegiar uma situação. É sabido, que a maioria dos estudantes de universidades públicas, vem de escolas particulares, portanto, é justo que se de preferência (reserva de cotas) para quem sempre estudou no ensino público. Agora, não existe ninguém, nem ministro do STF, que vai me convencer que a cor da pele, deve ser levada em conta. Isso, Isabel, me desculpa, mas é racismo. Sempre aprendi assim. Imagina uma universidade colocar cotas para brancos.
Não posso julgar nosso método de entrada na universidade, com uma prova como o vestibular, decoreba, etc. Sou leigo nessa matéria, mas vejo que em muitas universidades, voce nem precisa de vestibular, basta ter uma boa nota no ENEM. Enfim, deixo o método de seleção, com os educadores, mas não me venha dar vantagens a cor de pele, racismo, precisamos acabar com isso nesse país. Infelizmente, agora foi institucionalizado. Um pena viver assim.
Até então, só havia cotas para brancos e quase ninguém se importava. Só se via brancos nas universidades públicas, principalmente do Sul. Cotas não oficializadas para brancos, apesar do grande número de negros. O método de seleção não ficava com os educadores, ficava com as cotas financeiras dos pais que matriculavam os filhos nos cursinhos. Nada contra os cursinhos, mas não me venham dizer que o ensino é tão melhor assim em escola particular, se os estudantes destas nem bem terminam o ensino médio e precisam fazer um cursinho pré-vestibular (decoreba) para tentar passar no teste. Educação é uma coisa, aprendizado (ensino de verdade) é outra. Ademais, os brancos sempre tiveram privilegios
A professora Lola Aronovich (UFSC) relacionou alguns privilégios dos brancos:
- Ninguém mudar de calçada ao me ver.
- É não me confundirem com o garçom/atendente/serviçal.
- É ter muito menos chance de ir pra cadeia.
- A primeira coisa que as pessoas reparam em mim não é a minha cor.
- Se um vizinho me vir pulando o muro da minha casa, porque esqueci a minha chave, ele provavelmente irá me ajudar, e não chamar a polícia.
- É poder usar o elevador que quiser sem que ninguém me olhe feio.
- Quando entro num supermercado ou numa loja, os seguranças não ficam de olho em mim.
- Se eu faço alguma coisa errada, as pessoas vão julgar que esse foi um erro individual, não um erro do meu grupo.
- A polícia não vai me parar a toda hora por eu ser um suspeito em potencial.
- É receber um salário mais alto que meu colega negro, ainda que desempenhando a mesma função.
- Meu cabelo é considerado sempre bom, mesmo quando eu estou num “bad hair day”.
- Posso dirigir um carrão que ninguém vai achar que eu o roubei.
- Numa faculdade, as pessoas vão achar que estou lá porque estudei muito e mereci entrar, não porque uma lei me beneficiou.
- As pessoas não me descrevem apenas pela minha cor.
- Não tenho que fazer cirurgia plástica no meu nariz pra ele ser considerado adequado.
- Vou viver mais: minha expectativa de vida é maior que a de um negro.
- As pessoas que aparecem na TV são da minha cor.
- O padrão de beleza começa por ser branco (pelo menos essa vantagem eu já tenho).
- Quando eu era criança e brincava de boneca, as bonecas eram da minha cor.
- Cresci ouvindo que tudo que é branco é bom, e tudo que é preto é ruim. Isso afeta a minha autoestima.
- Raramente a família de alguém vai se opor a me ter como genro ou nora.
- Tenho muito mais chance de ingressar numa faculdade por ser branco (sim, apesar das cotas. É só ver as estatísticas. Por que as cotas foram criadas? Não pra atazanar a minha vida, mas porque há tão poucos negros nas universidades).
- Meus antepassados não foram escravizados (no caso dos negros) ou varridos da face da Terra (no caso dos índios).
- Tenho muito mais chance de me tornar um professor universitário.
- Pra eu ser preso, terei que cometer um crime hediondo (e olha lá...).
- A maquiagem produzida pela indústria é feita pra pessoas da minha cor. (Pelo menos até alguns anos atrás).
- Não associam a minha religião à macumba (esse é tema de outro privilégio, o religioso).
- Muitos defeitos meus são perdoados por causa da minha cor.
- Eu não pareço ameaçador para outras pessoas.
- Posso parar uma pessoa na rua para pedir informações sem que ela ache que vou assaltá-la.
- As pessoas que me avaliam geralmente são da minha cor.
- Numa entrevista de emprego, o entrevistador quase sempre é branco.
- Numa banca de defesa de monografia/mestrado/doutorado, os membros são quase todos da minha cor.
- Nunca parei para pensar como pessoas da minha cor oprimiram pessoas de outras cores ao longo da história.
- Ninguém se nega a sentar do meu lado no ônibus.
- Na hora de alugar um apartamento, o dono do apê é branquinho como eu.
- Quando vejo comerciais ou programas sobre a minha cidade, todo mundo é da minha cor.
- As pessoas nunca associam a minha cor ao meu cheiro.
- Todos os heróis da minha pátria são brancos.
- Os escritores que fazem parte da grade curricular da minha escola/faculdade são quase todos brancos.
- Eu não sou responsável pelo que meus antepassados brancos fizeram contra os negros, mas os negros de hoje são responsáveis pelo que seus antepassados negros fizeram contra sua própria raça.
- É ver meus gostos pintados como universais e naturais.
- É não ser compararado com macaco.
- Serei ouvido se quiser reclamar de alguma coisa.
- Quando me junto com outras pessoas da minha cor, raramente somos considerados uma gangue.
- Na adolescência, não fui chutado e espancado por policiais.
- Eu posso ser preguiçoso e não gostar de trabalhar sem que associem isso a minha cor.
- Se eu tiver uma arma, vai ser pra autodefesa, não pra matar alguém.
- Quase todos os ministros, juízes, e congressistas que me representam são brancos.
- O meu Deus me fez a sua imagem e semelhança. Até o filho Dele é da minha cor.
- Eu posso pintar a minha casa de amarelo brilhante sem que meus vizinhos critiquem a minha escolha, dizendo ser “coisa de branco”.
- Todos os presidentes do meu país (o cargo mais alto a que alguém pode aspirar) foram da minha cor.
- Eu não preciso me superar pra me destacar no trabalho ou nos estudos.
- Quando cometo um erro, ninguém acha que o cometi por ser branco.
- As piadas que ouço não giram em torno da minha cor.
- É poder acreditar que todas as minhas conquistas são baseadas no meu mérito, e não no meu privilégio racial.
- Aliás, eu nunca nem tinha parado pra pensar nesse tal de privilégio branco. Só pode ser coisa de preto!
E o branco que fica rico da noite para o dia, fica porque isso é resultado de muita dedicação, trabalho duro e descomunal...
Não, não somos racistas.
Veja a foto, como os negros eram tratados num protesto por melhores salário, sendo que nem armados estavam, conforme testemunho do próprio fotógrafo, ganhador do prêmio. Fariam isso com pessoas brancas? De lá para cá, o racismo diminuiu, mas ainda falta muito para sermos um país livre desse preconceito.
http://www.premioesso.com.br/site/popup/pop_fotografia_1983.htm
Isabel, agora notei como você é racista. Quer dizer então que só existem negros burros e sem capacidade para entrar na universidade? Quer dizer que todo negro é pobre, por causa da cor da pele? Quer dizer que não existe negros em escolas particulares? Quer dizer então, que quem estuda em escola particular precisa de cursinho e quem estuda em escola pública não precisa? Acho que isso é a eterna luta de classes, onde todo mundo que tem dinheiro é mal e quem não tem é bom !
Não vamos confundir a cessão de privilégios pela situação financeira (o que aprovo, como já disse), com privilégios pela cor da pele. Ninguém é pobre, ou incapaz, por causa da cor da pele, certo?
E que lista gigante é essa ? Comecei a ler e desisti, nada do que está escrito ali é relativo a capacidade intelectual de entrar numa universidade.
Pra mim, cota por cor de pele, é racismo. E disso, tenho vergonha.
Quer entrar na faculdade? Estude ! Concentre-se ! Estude novamente ! Tenha disciplina ! Estude novamente ! Mantenha o foco ! Faça por merecer !
André Silva, para você entrar na faculdade é merecimento. Para mim, é oportunidade, sequencia normal aos estudos em busca de uma profissão. Claro que quem não quer estudar não deve ocupar uma vaga. Tem pai que paga matrícula, mensalidades, livros, aluguel...e os filhos vão para as baladas na hora de estudar, mas o filho ou a filha continua lá e recebe o tão sonhado diploma (para os pais), mesmo assim. Não estou generalizando, mas penso que você deve saber como funciona essa ladainha de ¨se matar de estudar¨. É fácil nivelar por cima, como se todos que passam no vestibular se mataram de tanto estudar e mantém o foco nos estudos. Até alguns anos atrás, cursar uma faculdade no Brasil era igual a ter carro novo, daqueles bem caros. Quem tinha era considerado ¨gente que presta¨, ¨pessoa acima de qualquer suspeita¨, com ¨status¨. Quase todos brancos. Mesmo assim, muitos ainda sentem saudades dessa época que (Aleluia!), está se acabando.
A lista fala de racismo, não de capacidade de entrar na universidade. Racismo e ¨capacidade de entrar na universidade¨ não deveriam existir. Preciso ser capaz de entrar na universidade? E como ficam os incapazes? Ao longo da história, muitos que foram considerados incapazes por seus professores e autoridades, são lembrados até hoje pela genialidade. Albert Einstein é um desses gênios. Quem decide sobre quem é capaz ou incapaz de alguém entrar na universidade, tem capacidade para decidir? A História está aí para provar a ignorância da inteligência de muitos que se acham merecedores de tudo e muito capazes.
As respostas:
Preciso ser capaz de entrar na universidade?
R: Sim, é preciso ter capacidade. Isso é assim em qualquer universidade do mundo. Se não o fosse, todos iriam querer estudar em Harvard, ou na Unicamp, ou na USP. Em Harvard, nem precisa de vestibular, basta a capacidade.
E como ficam os incapazes?
R: Estudem, estudem, estudem, estudem. Tenham disciplina, tornem-se capazes.
P.S: Einstein, nunca foi considerado incapaz. Ele foi expulso do colégio porque achava as aulas chatas, normal para um gênio, e considerando a época, bem plausível.
Depois, tentou entrar na universidade, sem ter completado o segundo grau, foi reprovado, claro. Terminou o segundo grau na Suíça e dai entrou na universidade, onde teve uma vida acadêmica brilhante, como aluno, docente, diretor.
Pois é, em Harvard não tem vestibular, qualquer um pode se inscrever, de acordo com o número de vagas. Lá, primeiro vem o arrocho para conseguir a vaga (não adianta só tirar boas notas) e depois vem o ¨estudar, estudar e estudar¨. Lá as oportunidades estão abertas para todos não só para quem faz cursinhos. Em Harvard, quem se destacou no time de futebol de alguma escola ou apresentou um trabalho bacana de química ou fisíca, ganha pontos no curriculum para entrar na melhor universidade do mundo.
Já no nosso famigerado sistema de vestibular, criado para ¨selecionar¨ (leia-se segregar), os estudantes brasileiros passam anos estudando, estudando, estudando só para prestar o exame, fazer a prova, entrar na faculdade e depois, cansados de memorizar, muitos desistem ou estudam desmotivados. Cadê as experiências? No mercado de trabalho atual não importa o quanto você é graduado, estudado ou diplomado, importa mais o que você conhece sobre o seu mercado de trabalho.
Para mim, vestibular é sinônimo de ¨Selecionar¨. Sou a favor das cotas durante alguns anos ainda, até que todos tenham as mesmas oportunidades, não importando a cor da pele.
Agora, nem se eu estudar cem anos não vou entender tua lógica. Você diz: ¨Estudem, estudem, estudem, estudem. Tenham disciplina, tornem-se capazes.¨ Pois bem, os ministros do Supremo Tribunal Federal, os que julgaram as cotas, estudaram, estudaram, estudaram... Todos tem discplina e tornaram-se capazes de julgar. TODOS, brilhantemente, deram parecer favorável. Assisti o julgamento pela Internet. Placar: 10 x 0 a favor das cotas. A votação não deveria ser vista e aceita como resultado de muito estudo de pessoas altamente capazes? Ou sempre que a decisão dos altamente capazes não agrada às minorias, os juizes da corte são considerados incapazes de julgar?
Isabel, agora chegasse no motivo do meu comentário, lá do dia 29, tão criticado por você. Com essa votação, o STF, institucionalizou o racismo no nosso país. Determinou que cor de pele, vale como quesito para entrar na universidade. Veja bem, não é porque estudou em colégio público, ou porque é pobre e não tem condições. É por causa da cor da pele. Isso eu não admito, e por isso me envergonho, e por isso escrevi lá naquele dia: "Agora, tenho vergonha de morar nesse desse país racista !!!"
E o placar de 10 x 0, deixa-me mais envergonhado ainda. Querem corrigir um erro, cometendo outro.
E assim, continua meu sentimento. Um país onde a cor da pele, serve para segregar escolhas, é racista, e assim, sempre o será. Uma pena.
(Hehehe) Os ministros do STF que tanto estudaram e fizeram por merecer o cargo - quando eles botam o dedo na ferida - também não servem. Difícil contentar a todos.
Desisto, André. Mas, antes, lembro que até pouco tempo atrás constava nas fichas de solicitação de emprego, a informação se o(a) candidato(a) era de cor ¨Branca¨ ou ¨Negra¨. Note bem: a maioria das fichas continham um quadro para assinalar só duas cores. Já trabalhei em Departamento Pessoal e sei como isso funcionava.
Eu sentiria vergonha se meu país continuasse negando oportunidade aos descendentes de escravos e exigisse que eles se superassem (ou fizessem por merecer), dificultando o acesso ao estudo superior - com sistemas nocivos de acesso à universidades - e consequentemente a profissões melhores remuneradas. A História está aí para provar a importância das cotas. É só pesquisar, olhar ao redor e perceber o ¨antes¨ e o ¨depois¨ delas. Abraço. Fui.
Isabel, como você mesmo diz: Constava.... é passado, isso mudou. Não pode mais constar. É racismo. Agora, para nossa vergonha, no cartão de inscrição do vestibular, alem de constar a opção para que o candidato diga a cor da pele, respostas como Negro, irão lhe dar privilégios. O que é pior ainda, não é. Fui, e até o próximo post. Nossa peleia foi até comentada pelo Fresard, no #baitapapo de hoje.
Voltei...Pois é, André, quando só havia cotas para brancos nenhum branco reclamava. Agora que tem algumas vagas para negros, os brancos não querem aceitar dividir os privilégios. Isso se chama RACISMO. E agora as cotas do PROUNI também foram aprovadas pelo TSF, para negros, pobres e índios. Os ministros do Supremo entenderam que são constitucionais. Estou achando que para o partido político que entrou com as duas ações no Supremo, só o analfabetismo é constitucional.
Não assisti ao bate-papo de hoje, assim que der vou lá ouvir os dois gaúchos...