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Entrevista com o novo reitor da Uniasselvi

10 de julho de 2012 1

Depois de ser vendida para o Kroton, que se tornou o maior grupo de ensino particular do país, a Uniasselvi tem novo reitor. O professor Ozinil Martins de Souza (foto), que era desde o início do ano pró-reitor de Ensino Presencial, aceitou o convite dos novos donos e assumiu no fim de junho o comando do centro universitário. Licenciado em Geografia e ex-diretor da Assevim, em Brusque, Souza conversou com a coluna sobre a nova realidade da Uniasselvi.

Como está sendo a transição depois da venda?

Ozinil Martins de Souza – A transição está sendo comandada pela Kroton, com uma consultoria especializada, um trabalho bem profissional. A gente facilita e ajuda a acalmar todo o ambiente. Este é o momento de acalmar o pessoal, dizer que nada vai mudar.

Houve mudanças no quadro de funcionários ou nos cursos?

Souza – Por enquanto, nenhuma mudança. A não ser por aquelas que acontecem sempre. No meio do ano, professores pedem demissão e outros são desligados e isso aconteceu normalmente neste mês. Não tem nenhuma relação com a Kroton. Houve uma mudança. A Kroton trabalha muito com o Fies. Nós trabalhávamos com ele em casos esporádicos. Agora, passou a ser uma arma forte de captação, buscando facilitar o acesso ao financiamento por parte dos alunos que têm dificuldade de pagamento.

O que o senhor tem ouvido da Kroton sobre o futuro da instituição?

Souza – Continuaremos com todas as linhas de ação que vínhamos seguindo. A princípio, nada muda. Estamos fazendo nossas reuniões com os professores. Analisamos novos cursos, e isso é uma pauta permanente nas reuniões. E estamos num período de captação, que exige um esforço grande para aumentar o número de acadêmicos. O nosso objetivo, no momento, é esse.

Quantos alunos tem hoje a Uniasselvi?

Souza – Aproximadamente 85 mil alunos, sendo 14 mil no presencial e o restante no ensino à distância. Isso transformou a Kroton no maior grupo de ensino privado do Brasil. Hoje são 720 mil alunos. Eu acredito, pelos números – há mais de 1,3 mil faculdades isoladas com menos de mil alunos – deverá haver uma concentração muito forte dessas empresas. É difícil uma unidade pequena sobreviver num cenário competitivo. Faz parte da regra do mercado.

Essa concentração pode interferir na qualidade do ensino?

Souza – A nossa preocupação aqui na Uniasselvi sempre foi com a qualidade dos acadêmicos que nós formamos. Então nós vamos continuar batalhando para formar profissionais competentes a um custo que seja suportado pela região. Não podemos cobrar uma mensalidade alta por que aí esse pessoal não tem como estudar. Se a concentração é prejudicial ou não, eu não vou emitir um juízo de valor porque isso acontece na economia. Há cidades em que nós temos, em função das aquisições de outras universidades pela Kroton, polos de ensino à distância que vão competir entre si, apesar de ser do mesmo grupo. Acredito que não haverá prejuízo para o mercado.

Comentários (1)

  • Fabio diz: 10 de julho de 2012

    Uma das Universidades que o grupo Kroton comprou a UNOPAR, seus alunos estão tendo redução de 1 dia da semana de suas aulas, em substituição esse dia da semana está sendo virtual. Ou seja perderam 1 dia de aula de um curso presencial e não tiveram nenhuma redução na mensalidade.
    Pergunta isso pra ele Pancho.

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