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Vereadores discutem fim do bate-estacas nas obras

23 de abril de 2013 9

A dor de cabeça gerada por uma bate-estacas na construção civil pode estar perto do fim em Blumenau. A Câmara Municipal discute um projeto de lei complementar do vereador Célio Dias (PR) que proíbe o uso do equipamento na execução das fundações de qualquer obra. Mais que isso. Determina que a única tecnologia permitida para o serviço será a perfuração por hélice contínua, tecnologia que aos poucos vem sendo adotada na construção civil.

A ideia é acabar com o incômodo barulho e com os problemas que, segundo Dias, podem ocorrer na estrutura de imóveis vizinhos.

Se aprovada, a lei deve transferir a dor de cabeça do cidadão para o mercado. Engenheiros consultados pelo blog dizem que o equipamento de hélice contínua custa cinco vezes mais que o bate-estacas, o que encarece o custo da obra. O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), Amauri Buzzi, questiona a proposta. Quer saber se o vereador tem aval técnico para determinar quais equipamentos a construção civil pode ou não usar.

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comentários

Comentários (9)

  • Helmut Hanz Rolf Ziegried diz: 23 de abril de 2013

    Esse vereadorzinho bi-cassado adora se meter no que não entende, deve ter participação em alguma empresa que venda ou aluga o equipamento de hélice continua pra se interessar por isso

  • Sávio Abi-Zaid diz: 23 de abril de 2013

    Sim, sim, muito sensato. Se o edil quiser silêncio absoluto, que se mude para uma local remoto. Sons e ruídos são intrínsecos à vida na urbe. Me pergunto o que ele fará em relação aos ruídos da obra que surge sobre as fundações. A obra gera tanto barulho quanto o estaqueamento, mas por muito mais tempo. Da mesma forma, as ambulâncias causam ruído. Os caminhões de gás. Os malditos carros de som, fazendo propagandas. Logo logo nosso ilustre (e não pelos melhores motivos, vide operação tapete negro) vereador vai propor uma lei que proibirá o canto das cigarras.

    Agora no campo técnico, será que não haveria a necessidade de oferecer curso técnicos para os vereadores, para que eles pudessem ter uma noção dos assuntos sobre os quais eles se debruçam? Alguém poderia ilustrar o edil sobre as situações nas quais se faz necessário o uso de fundação feita com hélice contínua? Ou será que algum parente ou amigo, proprietário de uma das duas empresas que oferecem o serviço aqui em Blumenau, já fez esse (des)serviço?

  • Giovani diz: 23 de abril de 2013

    Sávio Abi-Zaid, seu comentário é incoerente.

    O som gerado por um bate estaca, é centenas de vezes maior e mais perturbador do que o de uma obra. E sem falar, que é um equipamento quase medieval.

    O som é constante, da mesma forma durante o tempo todo por meses. Chega a tremer o prédio ao lado. Convivi por isso por vários meses.

    Atualizar-se é uma necessidade hoje em dia. Os senhores engenheiros civis pararam no tempo?

    Para a área mecânica e de automóveis, já está sendo obrigada a colocação de airbag e abs nos carros novos.

    E vocês querem continuar atrasados?

  • pablo diz: 23 de abril de 2013

    Giovani, seu comentário é incoerente.
    Mais rudimentar do que a manivela de subir o vidro?
    Ou o próprio motor a combustão?
    A construção civil também precisa modernizar mas não a força.

  • Charles diz: 24 de abril de 2013

    Neste quesito algumas construtoras de Blumenau tem mostrado respeito à vizinhança, contratando hélice contínua sem ter lei regulamentadora alguma. Gosto de citar as empresas Nova Trento, Cetor e Speranzini que tem se esforçado em usar deste método em obras que estão ao lado de residências ou outros edifícios.
    Acho pertinente uma regulamentação sobre isto. Por exemplo, mais de 5 edifícações (casas ou prédios) a menos de 80 metros do local da obra exigiria a hélice contínua.
    Com isso tira-se o absurdo de contratar esse método num local mais ermo, onde o incômodo não justifica o alto investimento.

  • Giovani diz: 24 de abril de 2013

    Pablo, motores com o ciclo de Otto realmente tem o mesmo princípio desde sua criação. Mas é evoluido frequentemente, afim de deixa-lo mais econômico, potente e silencioso.

    Se existir uma evolução no bate estaca para deixa-lo silêncioso, aí sim, não vejo motivos para coibir o uso dele.

    Mas por enquanto, realmente é um equipamento que causa uma incomodação enorme e que deve ser substituido.

  • ESSA CIDADE JÁ FOI MELHOR HEIN. diz: 25 de abril de 2013

    Proibir bate-estacas é uma coisa, agora obrigar o uso de hélice contínua pra fazer estacas é ridículo. Ou esse vereador fala do que não sabe, porque existem muitos outros tipos de estacas que NÃO precisam dos bate-estacas barulhentos para estacas pré-moldadas, ou está agindo de má fé.

    Talvez ganhando um “por fora” de alguma empresinha que faz fundações de hélice contínua na cidade… E olha que nem tem muitas.

    Os políticos de Blumenau não aprendem que quando se trata de um assunto técnico como esse, se eles derem pitaco sem consultar pessoaS (NÃO UMA) da área, vão acabar falando m… O triste é que a maioria que votou nesse infeliz provavelmente nem lembra de que votou nele.

    O vereador consultou o corpo de engenheiros da prefeitura? Conversou com membros da AEAMVI? Perguntou pra algum engenheiro do CREA? Pelo menos SABE que existem engenheiros que trabalham com fundações na FURB? Parece que não!

  • Carlos Giovani Morais diz: 28 de maio de 2013

    É verdade, o ser humano tá cada vez pior. Aos comentários contrários à proposta – pergunto: já tiverem seu imóvel atacado (o termo é atacado sim) por um bate-estaca??? Certamente não. Aliás, o que é pior, fazem comentários tendenciosos – advogando em causa própria, defendo interesses pessoais. Queria ver os Senhores submetidos aos riscos de um bate-estaca – vendo os seus sonhos ruírem ou racharem a cada golpe covarde da engenhoca. Claro – só interessa o dinheiro – o lucro – o vizinho que se exploda (para não usar outro termo). Chegará um dia que os Senhores pagarão pela insensibilidade, pela covardia, pela impunidade. Comecemos aprovando o projeto, dando um basta nesta baderna, nesta vergonha que aflige milhares de proprietários indefesos – que assistem impotentes seus sonhos irem por bate-estaca abaixo (desculpem o trocadilho). É meus amigos – não há engenheiro – FURB – Prefeitura, ou o raio que o parta que explique ao prejudicado o sentido de um bate-estaca ecoando em seus ouvidos desesperados, durante dias. Continuem com os argumentos absurdos – tentando explicar o inexplicável – tentando justificar os lucros absurdos e abusivos gerados pela construção civil.
    Parabéns construtores.

  • Cesar diz: 18 de janeiro de 2017

    Bom dia e este assunto morreu?? aqui na Velha, ninguém aguenta mais. Quem defende o uso de bate estacas sugiro passar umas horas aqui em casa.

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