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Inspirado pela inovação

26 de abril de 2013 1

Com 40 anos de idade, Marlon Souza tem 26 deles muito bem aproveitados na construção de uma carreira com capítulos notáveis. Casado e pai de um filho, o empresário blumenauense foi criado nas ruas do Bairro Água Verde. É amante das novas tecnologias desde pequeno e comanda, ao lado do irmão Maycon, a Morphy, agência interativa que tem se destacado pelo uso inovador das mais recentes tecnologias para comunicação e marketing. Inquieto, Marlon percorreu vários trabalhos e carrega um ativo de experiências que foram fundamentais para o sucesso profissional.

Neste ano, a Morphy já fez 180 propostas de trabalho e tem 50 projetos em andamento, de sites a grandes propostas inovadoras que ainda são mantidas em sigilo. Surfa na visibilidade conquistada com trabalhos para clientes como Banco do Brasil, Sebrae, Editora Globo, McDonald’s e Petrobras e leva o nome de Blumenau para o Brasil e o mundo. A seguir, um pouco da história deste empreendedor que, não por acaso, se confunde com a história da tecnologia.

Formação

Marlon frequentou os colégios Victor Hering e Sagrada Família, mas já no 2º grau (hoje Ensino Médio) foi para a Etevi fazer Processamento de Dados, mesma área que escolheu na faculdade. Estudou na Furb até o 7º semestre e resolveu trocar por Publicidade, curso que concluiu. Um MBA em Gestão de TI, na Fiap (SP) completa a formação curricular, enriquecida pelas experiências profissionais.

Começou como estagiário na Cetil (sempre ela) nos anos 1980. “Formatava disquetes”, diz. Em poucos meses, usou o tempo livre e o precoce conhecimento em programação para fazer um sistema de mala direta. Quando o diretor Ingo Greuel viu a pilha de envelopes etiquetados e soube que era obra do estagiário, sabiamente resolveu aproveitá-lo melhor. Em poucos anos, Marlon era analista de sistemas.

Internet

A paixão pela Publicidade o fez mudar de ramo. Gostava de editoração eletrônica e trabalhou em casa com Corel Draw e Photoshop. Montou um birô de diagramação que logo passou a ser agência de publicidade. Na Sulfabril, onde foi apresentar o portfólio, foi provocado. A empresa queria um site. Seria um dos primeiros de indústria têxtil do país.

Marlon reuniu amigos que trabalhavam com internet e em 10 dias montou uma proposta. Era meados dos anos 1990. Emplacou o trabalho e a empresa se transformava em agência digital. Em 1999, tudo mudou, mais uma vez.

Oportunidade de ouro

Em um grupo de discussão na internet, Marlon conheceu um portal que um amigo de São Paulo acabara de desenvolver. Era o portal da Agência Click, que se tornaria precursora e referência para muitos que trabalham com internet hoje. Gostou do que viu e enviou um e-mail com o portfólio se oferecendo para representar a nova agência no Estado.

Duas horas mais tarde, recebeu o telefonema do renomado publicitário PJ Pereira. Marcaram uma reunião em São Paulo no dia seguinte. O blumenauense deixou a sede da Agência Click como gerente de projetos do portal iG, que seria lançado no início de 2000. A agência blumenauense ficou com o sócio.

Ritmo frenético

Desenvolvendo o portal iG, Marlon trabalhou ao lado de grande nomes da comunicação, como o publicitário Nizan Guanaes e o jornalista Matinas Suzuki, colegas de mesa. Quando chegou, eram 20 pessoas. Um mês depois, 300.
“Pela manhã, as bancadas estavam limpas. À tarde estavam cheias de computadores e no dia seguinte havia mais 30 pessoas trabalhando. Finalizamos, pelo menos, uns 20 sites em 30, 40 dias”. Marlon coordenou esse trabalho por mais de um ano, quando resolver descansar. Foi para os EUA.

NY e GM

Viajou para estudar, mas logo arrumou um emprego em uma agência de Nova York, onde ajudou na reestruturação do negócio. Depois de um ano, veio ao Brasil para renovar o visto e não conseguiu voltar por causa da ameaça do terrorismo.

Recebeu um convite da agência Tesla para ajudar a desenvolver o primeiro portal de vendas da GM no mundo. Mergulhou nos sites corporativos até ser contratado, em 2005, para trabalhar na Bunge. Em 2007, foi para a HBSIS, onde gerenciou a produção de softwares para a Ambev.

A Morphy

A vontade de trabalhar com internet falou mais alto. Em 2009, resolveu apostar na Morphy, empresa criada pelo irmão e sócio Maycon. Identificou potencial e trouxe grandes clientes. Percebeu que fazer diferente era um grande filão e a empresa começou a crescer.

Em 2010 eram 10 funcionários. Hoje são 40. A Morphy incorporou três empresas. Investiu em mobilidade e comércio eletrônico e está de olho nas oportunidades.

O futuro

Marlon tem uma visão clara do que deve ocorrer até 2020. Uma porta se abrirá com um gesto. O espelho do banheiro mostrará a agenda do dia e o vidro do carro vai ler a impressão digital para abrir a porta. Na próxima geração, o computador vai virar commodity e vai funcionar com um aplicativo específico para cada situação.
Quem viver, verá.

Confira abaixo alguns vídeos com trabalhos desenvolvidos pela Morphy

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comentários

Comentários (1)

  • Charles diz: 27 de abril de 2013

    Esse é o Marlon, sempre criativo ! Bons tempos de Etevi !
    Ele sempre foi diferente de ser nerd. Era o único de computação que fazia também teatro. Não foi a toa que foi para a publicidade.
    Abraços e sucesso !

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