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Uniasselvi inicia transição para nova gestão

02 de março de 2016 10
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O reitor Hermínio Kloch (E) e o diretor de Operações, Valdir Barbosa, vão comandar a instituição a partir desta semana

Os novos donos do Grupo Uniasselvi assumiram ontem o controle da instituição. Já no primeiro dia os fundos de investimentos Vinci e Carlyle criaram o cargo de diretor de Operações e contrataram o executivo Valdir Gomes Barbosa Sobrinho para o posto.

Ele vai trabalhar ao lado do reitor Hermínio Kloch e será responsável pela transição da gestão do grupo, que desde 2012 pertencia à Kroton Educacional.

Nos próximos dias a dupla vai visitar as seis unidades do grupo, em Indaial, Timbó, Blumenau, Guaramirim, Brusque e Rio do Sul, além do Núcleo de Ensino a Distância (EAD).

A Uniasselvi tem quase 100 mil alunos, a maior parte no EAD, e foi vendida pela Kroton aos fundos Vinci e Carlyle em outubro por R$ 1,1 bilhão. A venda foi uma condição imposta pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para aceitar a fusão da Kroton com a Anhanguera.

Ontem entrevistei a dupla que vai comandar a Uniasselvi a partir de agora. Na sede, em Indaial, conversamos, principalmente, sobre o futuro da instituição.

O que muda nesse primeiro momento?

Valdir Gomes Barbosa Sobrinho – Nós vamos trazer para Indaial as atividades que antes eram realizadas pela Kroton fora de Santa Catarina. A nossa ideia é que a gente tenha a sede aqui e que, em pouco tempo, não tenhamos mais vínculo algum com a Kroton. Vamos ter que contratar gente, ampliar operações. Na parte acadêmica não há alterações.

Que tipo de operação ocorria fora e passa a ocorrer aqui?

Barbosa – Toda a parte de tomada de decisão vem para cá. A parte estratégica também e algumas áreas operacionais que ficavam em São Paulo, como compras, suprimentos, marketing e tecnologia da informação.

Existe algum motivo para a comunidade acadêmica temer uma transição conturbada?

Barbosa – Não consigo visualizar nada. A gente tem um respeito muito grande pelo modelo adotado hoje dentro da Uniasselvi. Isso foi um fator motivador para a gente estar aqui.

Hermínio Kloch – A Carlyle e a Vinci compraram a Uniasselvi justamente por ter um modelo diferenciado. É o que se quer preservar. A gente ganha em manutenção da qualidade do ensino e a vinda da estrutura de tomada de decisão. Tudo acontece agora aqui no município de Indaial.

É um resgate do DNA da Uniasselvi?

Kloch – É a palavra perfeita. A minha preocupação como reitor era saber quem é o novo dono. Será que ele vai olhar no meu olho e dizer que isso aqui não tem sentido nenhum e que só quer rentabilidade? Essa preocupação foi descartada.

Há previsão de investimentos?

Barbosa – Hoje temos um processo de expansão de 29 novos polos de ensino a distância até abril ou maio. Com isso teremos 77 no total. No presencial, inicialmente não há planos, mas a gente quer expandir.

E sobre a possibilidade de uma nova venda da instituição? Ela existe?

Barbosa – O foco total está em fortalecer a marca Uniasselvi, em crescer com a marca, com a instituição. O futuro a gente não tem como prever. O que é marca dos dois fundos é deixar as instituições que são adquiridas num patamar de qualidade e de gestão num grau acima do que a gente encontra. Para a Uniasselvi é um ganho importante de troca de experiências com várias outras empresas que a gente tem.

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comentários

Comentários (10)

  • Adriane diz: 2 de março de 2016

    Uma pena eles não virem conhecer o Polo de Florianópolis, pois, se viessem, com certeza, irão se assustar com o que presenciarem. e talvez pudessem promover algumas mudanças, principalmente no quesito estrutura, (salas com goteiras, cadeiras desconfortáveis, laboratório com computadores mega defasados e internet ultra lenta, banheiros cubículos e tudo improvisado). É uma pena, pois, os professores são bons e o material também.

  • CURTO&GROSSO diz: 10 de março de 2016

    Caramba, tanta coisa rolando por aqui e o dia 13 chegando e o Pancho se esquivando de tudo ?
    Se isso é instrução dos novos patrões, pode passar a régua e fechar de vez !!!

  • jones diz: 24 de março de 2016

    Pena que vc abandou o blog pancho, vinha aqui todo dia… :(

  • jones diz: 30 de março de 2016

    É uma pena Pancho, gosto muito mais desse formato,
    e aqui suas opiniões eram “imparciais” ….

  • Michel diz: 30 de março de 2016

    A Rede Globo durante estes últimos 13 anos andou a reboque neste governo que fez o Brasil andar para trás e agora que a coisa começa a esquentar ela também evita as formas mais simples das pessoas expressarem seus pensamentos ? Não é a toa que as pessoas começam a não mais importância alguma para esse segmento da mídia !

  • Joãozinho diz: 30 de março de 2016

    Também gostava mais deste formato, onde era possível acompanhar inclusive os comentários por RSS.

  • Isabel diz: 1 de abril de 2016

    Estou fazendo um levantamento de informações que me levam a saber quem é mais bem humorado na política, se a esquerda ou a direita. 1) Número de pessoas nas ruas: segundo organizadores: 60 mil; segundo a PM: 18 mil; segundo Datafolha: 40 mil. Vai ser ruim de calcular ocupação por m2 lá na casa do chapéu. Desse jeito, começo a duvidar até do número divulgado de público EXATO em estádios de futebol , shows musicais. Oktoberfest…Campanha da FIESP: ¨Não vou pagar o Pato¨. Campanha da esquerda sobre o pato: ¨Não vou pagar o plágio¨ – (artista holandês Florentijn Hofman diz que é plágio de sua obra). Cabe um KKKKKKK.

  • Marcos diz: 4 de abril de 2016

    Neste governo especialista em mentiras, assalto aos cofres públicos e golpes nas estatais podemos esperar qualquer coisa em termos de manipulação dos números.
    A FIESP tem é que lançar a campanha “NÃO SUSTENTE A CORRUPÇÃO, NÃO PAGUE OS PÁRIAS DA NAÇÃO” !!!!

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