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Mesas e cadeiras causam impasse no calçadão

20 de março de 2017 8
Prefeitura deu 15 dias para retirada das mesas e cadeiras. Foto: Patrick Rodrigues

Prefeitura deu 15 dias para retirada das mesas e cadeiras. Foto: Patrick Rodrigues

Os donos de bares e lanchonetes do Calçadão Brueckheimer, no Centro de Blumenau, tiveram que retirar todas as mesas, cadeiras e placas da calçada na semana passada. Fiscais da prefeitura foram ao local depois que uma denúncia chegou ao Ministério Público (MP) de que os banco públicos, ou seja, aqueles que fazem parte da estrutura original do calçadão, estavam sendo usados indevidamente pelos estabelecimentos.

Na sexta-feira a Secretaria Municipal de Planejamento decidiu dar um prazo de 15 dias para a adequação. Com isso, mesas e cadeiras retornaram ao local enquanto a prefeitura tenta um acordo com o MP e empresários.

O secretário de Planejamento, Ivo Bachmann Jr., diz que o espaço foi criado para que as pessoas possam conviver em harmonia.

– Vamos buscar o caminho da conciliação – disse ele certo de que o modelo é benéfico se não houver exageros.

Há espaço para todos no calçadão. Não vejo problema de o bar ou lanchonete colocar mesas e cadeiras do estabelecimento para bem atender o cliente, desde que não use o banco do calçadão como a cadeira da mesa. Esse equipamento é público e deve ser usado pela população em geral. Até mesmo pelo cliente da lanchonete que quiser fazer o lanche sentado nele, se não houver lugar nas mesas.

É certo que os donos dos imóveis e empresários pagaram boa parte da obra, incluindo o mobiliário, mas isso não lhes dá o direito de usá-los para benefício próprio. O que é público é para o benefício comum, de todos.

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comentários

Comentários (8)

  • Silvério diz: 20 de março de 2017

    Acertado o posicionamento do MP, porém acredito que com o diálogo se chegará a uma solução, outro problema desse calçadão é a obstrução do piso tátil para deficientes auditívos, na minha opinião, ele deveria ser sido colocado do outro lado, onde as mesas não são colocadas.

  • Silvério diz: 20 de março de 2017

    Obviamente estava falando do piso tátil para deficientes visuais e não auditívos

  • Leandro Henrique Karasinski diz: 20 de março de 2017

    Essas mesas ai são fichinha se comparado com o que ocorre na Rua Antonio da Veiga.

  • Marcelo Pires diz: 20 de março de 2017

    Não achei correto o posicionamento do MP. Blumenau carece de lugares abertos, que atraiam público e turistas. Já fomos, outrora uma cidade turística. Com o pouco que temos hoje e com medidas como esta do MP, só tende a afastar cada vez mais os turistas. Temos mais coisas que o MP poderia intervir, como acesso a saúde, medicamentos, creches,excolas. Deixem os empreendedores gerar impostos para a cidade e contribuir a resolver os outros problemas citados acima.

  • Adolfo Ern Filho diz: 20 de março de 2017

    Acho que tem alguma coisa errada ou mal direcionada no Brasil, o que não se pode entender é a interferência sistêmica do Ministério Publico em qualquer assunto de uma comunidade, que imagino que poderia ser resolvida de forma inteligente e amigável pelas partes. Será que é a mídia que está levando a esta interferência desnecessária? O MP deve cuidar do cumprimento das leis quando essas não são respeitadas…Isso de mesas e cadeiras em via publica é assunto de Prefeitura e Comerciantes locais. Agora tem espaço para todos no belo calçadão da Brueckeimer, em qualquer cidade turística do mundo tem nos seus calçadões, mesas e cadeiras, é só organizar e não complicar.

  • Vinicius diz: 20 de março de 2017

    “É certo que os donos dos imóveis e empresários pagaram boa parte da obra, incluindo o mobiliário, mas isso não lhes dá o direito de usá-los para benefício próprio.”
    oi? O MP realmente não deve ter NADA melhor para fazer…

  • Sérgio diz: 20 de março de 2017

    Correta a opinião do Pancho. Pode haver mesas e cadeiras. O que não pode é se utilizar do mobiliário público.

  • EDU diz: 21 de março de 2017

    QUE TAL O mp DAR UM PULO LA NO SAMAE

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