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Mudança de velocidade tem como base estudo técnico, diz diretor de planejamento viário

14 de junho de 2017 7
Placas foram instaladas ontem e nova velocidade já está valendo. Foto: Patrick Rodrigues

Placas foram instaladas ontem e nova velocidade já está valendo. Foto: Patrick Rodrigues

Impressiona a repercussão que gerou a notícia de que as avenidas Beira-Rio e Martin Luther tiveram a velocidade máxima padronizada em 50 km/h. Muita gente avaliou como um retrocesso, dizendo que os carros hoje são mais seguros e por isso poderiam andar a 60 km/h sem deixar o trânsito mais perigoso.

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A decisão, como muitos podem pensar, não foi tomada a esmo ou de uma hora para outra. Pelo menos é o que explica o diretor de Planejamento Viário da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano de Blumenau, Julian Plautz.

Segundo ele, mais de 70 vias da cidade – as principais – passaram por uma avaliação rigorosa. Trabalho que levou quase um ano e teve como base as diretrizes estabelecidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para definir as velocidades máximas de cada rua. Entre os critérios estão o volume de pedestres, os tipos de estabelecimentos instalados ao longo da via, a geometria das ruas e a quantidade de acidentes. Algumas terão a velocidade reduzida. Em outras a velocidade vai aumentar, mas na maioria haverá apenas um reforço na sinalização.

O fato é que fomos criados tendo o carro como o “todo-poderoso” das ruas de uma cidade, quando, na verdade, o veículo de quatro rodas é apenas o terceiro na hierarquia. Antes dele, o pedestre e a bicicleta têm a preferência e isso é mais facilmente respeitado aos 50 km/h do que aos 60 km/h.

A diferença

Fiz as contas do tempo que o condutor vai perder com a mudança. Supondo que as avenidas Beira Rio e Martin Luther permitissem 60 km/h em toda a extensão, os 3.130 metros seriam percorridos em 3 minutos e 8 segundos. Já para percorrer a mesma distância a 50 km/h seriam necessários 3 minutos e 45 segundos. Perderíamos, portanto, 37 segundos.

Como a realidade inclui semáforos e congestionamentos, onde todos estão parados ou rodam na mesma velocidade, a diferença é, na prática, ainda menor. Algo me diz que sobreviveremos.

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comentários

Comentários (7)

  • claudio kelbert diz: 14 de junho de 2017

    Primeiramente Sr. Plautz, verifique e arrume os buracos que estão em todos os lugares nas nossas vias. E não dizer que não é da sua responsabilidade.
    Nunca vi nenhum movimento de pessoas técnicas em nossas vias, essa de dizer que avaliaram e analisaram durante um ano é um absurdo.
    Dificilmente presenciei algum acidente na Beira- Rio, isso que passava por ela 4 vezes por dia durante 1 ano.
    TUDO ISSO É MAIS UMA VEZ PARA AUMENTAR O ARRECADAMENTO DE MULTAS, UM ABSURDO !!!!!!
    COTRAN ???? órgãos super desatualizados no Brasil, lei do tempo das carroças !!!!!

  • Ricardo A Azambuja diz: 14 de junho de 2017

    O transito no Brasil ,exige uma reflexão mais ampla, porque a realidade é a seguinte : – O estudo técnico, e a implantação de medidas sócio educativas, sempre devem vir associadas ‘a fiscalização e educação no trânsito. Ocorre que no Brasil elas sempre são dissociadas. Existe somente uma campanha por ano, “” paz no transito””, mas somente nos meios de comunicação panfletagem etc. A autoridade de trânsito nunca esta no trânsito, as medidas devem ser implantas com a presença da autoridade, mas uma autoridade colaborativa, não meia duzia de oficiais de transito, arrumando engarrafamentos porque não tem preparo para fazer concatenação nos horários de pico.
    Por sua vez os pedestres e ciclistas são muito mal educados, não respeitam a sinalização, e provocam, na maioria dos casos, os acidentes em que eles são os maiores prejudicados. Porque isto?? Porque a autoridade confunde a campanha, quando diz que ele é a prioridade, mas não diz que todos devem colaborar e respeitar a sinalização, Então, estudos de viabilidade técnica acabam dando com os burros água, porque a autoridade não faz o serviço completo, porque a prioridade no final das contas é arrecadatória. E guerra continua, veículos x pedestres x bicicletas e motos( aqui o capitulo a parte para as motos: a autoridade assiste as barbaridades que estes veiculos propiciam no transito e nada e feito, ou quase nada.

  • Emerson diz: 14 de junho de 2017

    Não importa a velocidade. O importante é bater a meta de multa do mês.

  • Djalma diz: 15 de junho de 2017

    Bom dia. Tirando os finais de semanas e feriados, quando que se consegue andar à mais de 50 nestas vias? Somente a noite e depois das 19:30. Se póderia sim fazer um estudo e se aplicar esta velocidade de segunda à sábado até 13 horas. Depois subir para 60, mas sim multar as pessoas que não colaboram, que são muitas por sinal. Não adianta chorar. Obedecer as regras é mais fácil e dói menos. Não se apeguem as multas. Fujão delas.Agora, os motoqueiros e entregadores de vida, “OPOS”entregadores de lanche e pizza, deveriam ser multados e os empregadores também.

  • Jose Carlos diz: 15 de junho de 2017

    No lugar de “estudo técnico” leia-se necessidade de gerar multas para satisfazer a máquina administrativa da prefeitura. Quando será que vai acontecer o “estudo técnico” para melhorar as nossas combalidas estradas, o Blumenauense não aguenta mais tantos buracos.
    Agora virá um período de estiagem e a desculpa será que que o tempo seco não permite “colar” mais asfalto nos buracos.
    Aliás, gostaríamos de saber quem arruma essas desculpas para os representantes da Prefeitura , haja criatividade, deve ter alguma empresa de marketing por trás disso.

  • Iza diz: 15 de junho de 2017

    Sr. Ottos Blumenau. É sim uma questão de 37 segundos, ou até, menos do que isto. Em 5 segundos fui atropelada sobre a faixa de pedestres por um carro conduzido em alta velocidade e que não teve tempo de parar. Perdi minha vida como a tinha planejado. Fui aposentada por invalidez; passei por cirurgias; 10 meses de 2 horas diárias de fisioterapia; a lista do que perdi é longa mas fico por aqui. Desejo que nunca um familiar seu passe por isto, por conta de alguns segundos a mais ou a menos. E Sr. Ricardo Azambuja, pedestres mal educados??? Por favor, menos! Motoristas mal educados e que se acham donos das ruas por estarem em seus potentes carros, aí sim, concordo! E que o aprendizado venha a estes pela dor de pagarem multas até que aprendam respeito pela vida!

  • Valmor Elcio diz: 15 de junho de 2017

    Concordo com os comentários já colocados.
    Agora, obrigar a todos o limite de velocidade de 50 km por hora fora dos horários de pico, realmente é voltar no tempo.
    Vale lembrar que não ruas para passeio e sim de acesso ao centro da cidade.
    Vale lembrar também que para os pedestres deve-se usar as faixas pintadas e sinalizações.
    É uma pena, em Blumenau parece que nunca se quer evoluir.

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