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Posts na categoria "desenvolvimento"

Trecho da Jorge Lacerda que foi elevado começa a receber asfalto

15 de dezembro de 2017 0
Foto: divulgação

Foto: divulgação

Quem passa pela rodovia Jorge Lacerda (SC-412) já percebeu que o trecho da estrada que está sendo elevado, entre Itajaí e Ilhota, já recebe a camada de asfalto. As máquinas aproveitam o tempo bom e a previsão de conclusão da pavimentação nesse trecho é 20 de dezembro, quarta-feira da próxima semana.

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A elevação dessa reta, conhecida pela distribuidora de gás que lá tem sede, é necessária para evitar alagamentos em tempos de enchente. A obra é parte da revitalização da rodovia, que está sendo executada do entroncamento com a BR-101 até a Ponte do Vale, em Gaspar, um trecho de 25 quilômetros.

Segundo a Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Blumenau 15% da obra já foram executados. Os trabalhos começaram em julho e devem se estender até dezembro de 2018. O investimento do governo estadual é de R$ 33,5 milhões. De 23 de dezembro a 2 de janeiro não haverá obra na rodovia.

Duplicação da BR-470 tem mais de R$ 150 milhões no orçamento de 2018

13 de dezembro de 2017 8
Foto: Lucas Correia, BD, 31/7/2017

Foto: Lucas Correia, BD, 31/7/2017Orça

O governo federal vai destinar cerca de R$ 155 milhões à duplicação da BR-470 em 2018. A informação foi dada ontem à tarde a presidentes de associações empresariais do Vale do Itajaí e parlamentares catarinenses pelo secretário executivo do Ministério dos Transportes, Fernando Fortes.

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Inicialmente o Orçamento da União previa R$ 45 milhões, o que seria insuficiente para manter os trabalhos já iniciados. Segundo o deputado federal João Paulo Kleinübing (PSD), coordenador do Fórum Parlamentar Catarinense, o aumento do valor só foi possível graças às emendas parlamentares da bancada de SC, que somaram cerca de R$ 110 milhões.

O dinheiro deve ser suficiente para dar continuidade aos trabalhos que são desenvolvidos nos lotes 1 e 2, entre Navegantes e Gaspar, além de iniciar a obra junto aos trevos do Badenfurt e Mafisa, cujos terrenos foram desapropriados em um mutirão de conciliação da Justiça Federal.

Fortes também garantiu aos presentes que o governo está empenhando outros R$ 27 milhões do orçamento de 2017 que vão garantir a continuidade das obras neste fim de ano e início do próximo até que o dinheiro do orçamento de 2018 seja liberado.

O presidente da Associação Empresarial de Blumenau, Avelino Lombardi,  comemora os resultados da reunião, mas diz que a região não pode deixar de cobrar agilidade e mais dinheiro para a duplicação:

— Não podemos admitir que uma região como a nossa deixe de crescer por causa da falta de dinheiro para a duplicação da BR-470.

Apesar da boa notícia, o valor destinado para a obra no próximo ano é bem menor que o necessário para garantir o ritmo ideal. No mês passado o superintendente do DNIT em SC, Ronaldo Carioni Barbosa, disse em Blumenau que R$ 150 milhões seriam suficientes para não deixar a obra parar, mas que o ritmo ideal só seria atingido com R$ 400 milhões. Com isso, fica fácil prever que dificilmente a obra será concluída antes de 2020, como desejado pelo governo. É possível que se estenda por mais alguns anos além disso.

 

Corredor de ônibus e ciclofaixas serão implantadas na Rua Itajaí a partir de janeiro de 2018

12 de dezembro de 2017 9
Estacionamento será proibido na Rua Itajaí. Foto: Patrick Rodrigues

Estacionamento será proibido na Rua Itajaí. Foto: Patrick Rodrigues

Está programada para começar em janeiro a obra de implantação do corredor de ônibus e ciclovia/ciclofaixa na Rua Itajaí, no bairro Vorstadt. Os serviços serão executados pela paranaense Tec Tubo Construtora de Obras ao preço de R$ 1,1 milhão. O prazo para conclusão das obras e de oito meses, ou seja, é possível que esteja concluída antes da próxima Oktoberfest.

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O corredor exclusivo para ônibus será instalado na pista que vem do bairro em direção ao Centro da cidade. Todas as vagas de estacionamento nesse sentido (foto) serão extintas, desde o entroncamento com a Rua Pedro Krauss Senior até o entroncamento com a Rua XV de Novembro.

Para bicicletas

Já o espaço para bicicletas será implantado na outra calçada e terá cerca de 3,5 quilômetros, da Rua XV de Novembro até o trevo do Sesi. Segundo o secretário municipal de Infraestrutura, Régis Evaloir da Silva, haverá trechos de calçada compartilhada e outros com ciclovias e ciclofaixas.

No mesmo trecho o asfalto será trocado, um novo sistema de drenagem será instalado e também uma nova sinalização horizontal e vertical. Como a Rua Itajaí é palco de diários congestionamentos, muita paciência será exigida do condutor que por lá passa em 2018.

Ex-prefeito busca recursos para plano diretor do Aeroporto Quero-Quero

11 de dezembro de 2017 0
Foto: Patrick Rodrigues, BD, 5/7/2017

Foto: Patrick Rodrigues, BD, 5/7/2017

Entusiasmado e multitarefa, o ex-prefeito Felix Theiss tem passado o chapéu pelas empresas da região. Na condição de coordenador de expansão do Aeroporto Quero-Quero na Associação Empresarial de Blumenau (Acib), ele arrecada verba com o intuito de bancar um novo plano diretor para o aeródromo do bairro Itoupava Central. Dos R$ 197 mil necessários, já conseguiu R$ 145 mil.

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Mesmo sem todo o montante, o trabalho já começou a ser elaborado pela Zênite Engenharia, empresa de Blumenau que atuou mais recentemente na ampliação do Aeroporto de Maringá. O plano diretor dará as possibilidades de expansão do Quero-Quero, também conhecido como Aeroporto Regional de Blumenau.

Theiss se mostra sempre indignado quando vê que aeroportos de cidades bem menores conseguem atrair voos comerciais regulares para São Paulo. Na reunião do conselho e diretoria da Acib na semana passada, ele citou o caso de Caçador que em breve deve ter voos da Azul para a capital paulista.

Ampliação da pista

O objetivo, claro, é fazer com que alguma empresa manifeste interesse em operar na cidade depois de feitas as adequações necessárias. Theiss acredita que será possível ampliar a pista em mais alguns metros, assunto que sempre gerou polêmica na cidade, pela necessidade de desvio das ruas Pedro Zimmermann e Franz Volles ou pelo fato de termos a pouco mais de 50 quilômetros daqui o Aeroporto de Navegantes.

É bom lembrar que, além da Acib, temos o Comitê em Prol do Aeroporto Regional de Blumenau (Copraer Blumenau), entidade que luta por uma cerca decente e sinalização que permita a operação noturna no aeroporto. Bom seria que todos unissem forças em torno de um mesmo propósito, sempre pensando no melhor para a comunidade. Essa é a equação mais difícil de resolver.

Troca na coordenação

Na reunião da semana passada Felix Theiss disse que está deixando o cargo de coordenador de expansão do Queo-Quero. Depois de anos passará o bastão para o arquiteto Paulo Herwig, diretor da HS Arquitetos.

Regularização fundiária do Horto Florestal vai começar pela Rua indaiatuba

09 de dezembro de 2017 0
Rua Indaiatuba será a primeira a ter lotes regularizados. Foto: Pancho

Rua Indaiatuba será a primeira a ter lotes regularizados. Foto: Pancho

Dezessete imóveis da Rua Indaiatuba, no bairro Salto, em Blumenau, devem ser os primeiros a serem regularizados no Horto Florestal, área que foi ocupada de forma irregular depois das enchentes da década de 1980. Outros 241 lotes na mesma região aguardam a tão sonhada regularização fundiária, prometida há décadas e que anda a passos de tartaruga no poder público.

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Se tudo correr como previsto pelo secretário municipal de Habitação e Regularização Fundiária, Juliano Gonçalves, é possível que no primeiro semestre do próximo ano os lotes passem a constar como regulares.

A regularização do Horto é parcela pequena do problema. Há outras 17 áreas ocupadas irregularmente que já foram declaradas Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis), primeira fase para a regularização. Dessas, apenas sete, com 1098 lotes no total, tiveram o processo iniciado e não há previsão de quando esse trabalho será concluído. Para se ter uma ideia do tempo que leva, já se passaram mais de 20 anos desde que o processo do Horto Florestal começou. E não pense que o problema termina por aqui.

Além das 17 áreas que foram decretadas Zonas Especiais de Interesse Social, há outros 38 locais mapeados, e pelo menos uma centena que ainda requer um trabalho de identificação mais apurado por parte do poder público. Algumas dessas áreas já estão urbanizadas, como o próprio Horto Florestal e o Morro Dona Edith, mas boa parte delas é formada por favelas que ocupam os morros da periferia e até mesmo áreas de risco.

Processo lento

No Horto Florestal as primeiras notícias sobre a regularização fundiária surgiram em 1996, mais de uma década depois da ocupação da área. Em 2008, foi publicado o decreto que delimita a área abrangida, algo em torno de 95 mil metros quadrados. O projeto de regularização foi aprovado em 2013. A individualização das matrículas ocorreu em 2014 e só em outubro passado houve sanção da lei municipal 8.495, que estabelece as normas de alienação, gratuita ou onerosa, da área pública aos moradores.

Como a avaliação ocorreu há quatro anos, esse serviço teve que ser refeito. No momento a prefeitura finaliza o recadastramento das famílias da Rua Indaiatuba. Feito isso, os dados seguem para a Procuradoria Geral do Município que vai elaborar os contratos. O cronograma das regularizações deve ser apresentado no próximo ano.

Variáveis dificultam

São inúmeras as variáveis que tornam o trabalho de regularização moroso. Cada área tem suas particularidades. Alguma são urbanizadas, em alguns casos, a área ocupada é pública e em outros, privada. Além disso, a elaboração de todo esse processo tem o acompanhamento do Ministério Público e da Justiça, que nem sempre concordam com a maneira escolhida pelo poder público para fazer as regularizações fundiárias. E não é só isso. Os trâmites na prefeitura são lentos.

O processo requer esforço de inúmeros setores que dividem a tarefa com outras demandas importantes. Nesse aspecto o secretário Juliano Gonçalves diz que sugeriu a centralização de algumas etapas na Secretaria de Regularização Fundiária, o que ainda não ocorreu. Também estão sendo avaliadas quais ZEIS podem ser enquadradas no programa Lar Legal, do Tribunal de Justiça, que agiliza a emissão do título de propriedade.

O problema existe, é grande e pode ficar ainda maior se nada for feito para agilizar todos esses processos. Uma força-tarefa reunindo todos os interessados seria, mais do que nunca, bem-vinda.

Indaial precisa de R$ 4,5 milhões para concluir ponte

07 de dezembro de 2017 0
Foto: Pancho

Foto: Pancho

Quem passa pela Rua Marechal Deodoro da Fonseca, em Indaial, até pode ter a impressão de que falta pouco para que a prefeitura libere o trânsito pela nova ponte sobre o Rio Itajaí-Açu. O acesso na margem direita está praticamente pronto e, apesar das barreiras colocadas, muitos motociclistas arriscam a travessia mesmo com a obra inacabada.

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Se em um lado os trabalhos estão adiantados, no outro ainda o cenário é diferente . O prefeito André Moser (PSDB) conta que falta R$ 4,5 milhões para concluir os acessos e liberar o trânsito. A prefeitura pretende conseguir o valor por meio do Fundo de Apoio aos Municípios (Fundam), mas por enquanto não há confirmação do governo estadual.

Mutirão de desapropriações para a duplicação da BR-470 foi um sucesso

07 de dezembro de 2017 1
Trevo da Mafisa é um dos pontos mais congestionados da rodovia. Foto: Patrick Rodrigues, BD< 14/8/2017

Trevo da Mafisa é um dos pontos mais congestionados da rodovia. Foto: Patrick Rodrigues, BD< 14/8/2017

Foi um sucesso o mutirão de desapropriação de terrenos nos quais serão executadas obras da duplicação da BR-470. A avaliação é do juiz-corregedor do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscon) da Justiça Federal em Blumenau, Vitor Hugo Anderle, que coordenou os trabalhos de segunda a quarta-feira.

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Dos 36 terrenos incluídos nos trabalhos apenas um ficou com a conciliação pendente. Mesmo assim, o caso deve ser resolvido até fevereiro do próximo ano. As desapropriações conciliadas somaram algo em torno de R$ 10 milhões, dinheiro já disponível na conta do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT).

Os terrenos em questão estão nos lotes 3 e 4. A maior parte está concentrada junto ao trevo de acesso a Pomerode e no trevo do viaduto da Mafisa. De acordo com informações recebidas por Anderle do DNIT em Santa Catarina, as obras nesses locais, com a construção de viadutos e complexos viários, podem começar já em fevereiro de 2018.

A ideia do DNIT é atacar inicialmente os pontos mais críticos do trecho que pouca obra ainda registrou. No lote 3 apenas 6% da duplicação foram executados. No lote 4 as obras nem sequer começaram.

 

Fatma pede mais documentos e estudos sobre a ponte Norte-Sul

05 de dezembro de 2017 0

Uma série de documentos e estudos foram pedidos pela Fundação do Meio Ambiente (Fatma), órgão do governo estadual, à prefeitura de Blumenau no processo de licenciamento ambiental da ponte Norte-Sul. A estrutura está projetada para ser erguida entre as ruas Itajaí e Paraguay, junto à mais conhecida curva do Rio Itajaí-Açu, que abriga a Prainha. A relação está em documento emitido na semana passada, depois de quase dois meses de análise no órgão estadual.

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Entre as exigências estão a formalização de autorização de corte de vegetação necessárias à obra, estudo ambiental prévio ou simplificado, projeto executivo, cronograma de execução da obra entre outros. A Fatma também pede documentos relacionados a duas questões questionadas pelo Ministério Público Federal no processo que suspendeu a licitação da obra: avaliação de disponibilidade hídrica, necessária nos casos em que a obra interfere no regime hídrico do curso d’água, e cópia de parecer técnico do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) relativo ao diagnóstico do patrimônio presente na área afetada pela ponte.

A prefeitura tem 60 dias para providenciar a documentação.

Documentação

Segundo o presidente da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Faema), Alexandre Baumgratz, muita coisa do que foi pedido já está no processo encaminhado à Fatma. Vale lembrar que a Faema chegou a licenciar a obra, mas a licitação para escolher a empresa que ergueria a ponte foi suspensa por uma decisão liminar da Justiça Federal que entendeu que a licença deveria ser emitida pelo órgão do governo estadual.

O restante dos documentos deve ser providenciado em breve, segundo vice-prefeito Mário Hildebrandt, que acompanha de perto o processo..

Projeto diferente

ponte

Projeto antigo prevê passagem inferior na Rua Itajaí. Foto: divulgação, PMB

Surpreende na relação da Fatma a exigência de um “programa de comunicação social/evacuação por inundação/enxurrada da Rua Itajaí em função de seu rebaixamento”. Ora, o rebaixamento da via estava previsto no primeiro projeto elaborado anos atrás. O projeto que foi aprovado pela Caixa e teve a licitação lançada não tem rebaixamento. Como então a Fatma analisa o projeto antigo em vez daquele que será, de fato, executado?

A prefeitura encaminhou à Fatma o processo que já havia tramitado no órgão municipal Baumgratz diz que a Faema licenciou o projeto completo, com o rebaixamento, e que isso não seria impeditivo para a prefeitura executar um parte e, no futuro, executar o rebaixamento. Já o secretário de Desenvolvimento Urbano, Ivo Bachmann Jr., prefere checar de perto com o pessoal da Fatma e os colegas da prefeitura possíveis equívocos no envio do material.

 

Curso da Furb traz novas oportunidades para apenados de Blumenau

04 de dezembro de 2017 0
Aulas ocorreram na Universidade Regional de Blumenau. Foto: Renato Becker, divulgação

Aulas ocorreram na Universidade Regional de Blumenau. Foto: Renato Becker, divulgação

Vinte e quatro egressos do sistema prisional que cumprem pena em regime aberto se formaram na semana passada em um curso que tem tudo para ajudá-los no retorno à sociedade com mais dignidade e oportunidades. Eles foram os primeiros participantes do projeto Voltando ao Mundo do Trabalho, prática de extensão da Universidade Regional de Blumenau (Furb) comandada pela Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (ITCP).

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Em 12 encontros, eles receberam noções de cidadania e foram provocados a pensar e empreender em torno de um ofício que eles gostariam de exercer. O resultado foi animador. Dois deles já estão encaminhados como Microempreendedores Individuais (MEI) e outros estão trabalhando para constituir uma cooperativa de trabalho para a prestação de serviço na construção civil.

Segundo a coordenadora do ITCP, professora Claudia Fronza, a cada semestre uma nova turma será formada e estimulada para o trabalho e, por consequência, para a reinserção na sociedade. A iniciativa é uma parceira com a Central de Execução Penal. Além dos diplomas, os apenados poderão somar as horas de estudo na remição da pena.

Dia 11 será a última oportunidade para avaliar o Plano de Mobilidade de Blumenau

03 de dezembro de 2017 0
Transporte público de qualidade é solução para congestionamentos. Foto: Pancho

Transporte público de qualidade é parte da solução para congestionamentos. Foto: Pancho

Um passo importante para o futuro e o desenvolvimento de Blumenau será dado no dia 11 de dezembro, quando a comunidade vai se reunir em audiência pública para avaliar o relatório final do Plano de Mobilidade Urbana da cidade. Antes, no dia 7, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano vai apresentar os dados que foram apurados no diagnóstico das diferentes características da circulação viária da cidade. O relatório final do plano já está disponível para download em bit.ly/mobbnu.

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O estudo parte do óbvio: se nada for feito, em 2035 os congestionamentos na cidade estarão três vezes maiores, o que fará com que o cidadão leve mais tempo nos deslocamentos diários, aumentando a poluição na cidade e diminuindo a qualidade de vida.

Segundo o relatório, três itens são indispensáveis para enfrentar o problema. O primeiro é elaborar proposta ambiciosa em relação ao transporte coletivo. Ambiciosa suficiente para fazer com que o cidadão deixe o carro e adote o ônibus como meio de transporte. Isso seria possível, por exemplo, com a implantação de mais corredores exclusivos para o transporte público a ponto de, a longo prazo, podermos adotar meios de transporte com maior capacidade em determinados trechos, como o BRT, por exemplo.

O segundo é fazer com que menos automóveis circulem na área central da cidade, priorizando espaços para pedestres. Em muitas cidades motoristas pagam para circular no Centro. Em outras, calçadões são implantados em vias que antes eram dominadas pelos motores.

O terceiro é criar alternativas viárias eficientes para deslocamentos médio e longos. Em parte, isso seria possível com a requalificação de importantes vias da cidade, algo que já ocorre, por exemplo, na Humberto de Campos e General Osório, mas seria indispensável na Pedro Zimmermann, por exemplo.

A meta do plano, pelo menos no relatório final que ainda será avaliado pela população antes de ser oficializado, é recuperar a distribuição dos deslocamentos da cidade entre os diferentes tipos de transporte que havia em 2001. Naquele ano, os carros respondiam por 38% das viagens cotidianas. Hoje eles alcançaram o índice de 57%.

Ligação Velha-Garcia

velha

Alternativas viárias também foram avaliadas na proposta do Plano de Mobilidade. Fica claro, por exemplo, a necessidade de novas pontes, como a Norte-Sul, entre as ruas Itajaí e Paraguay, e a Ponte do Centro, entre as ruas Rodolfo Freygang/Beira-Rio e Chile. Outra opção avaliada é a tão comentada ligação Velha e Garcia, dois dos maiores e mais populosos bairros da cidade. A obra teria quatro quilômetros, com parte executada em túnel, e custaria algo em torno de R$ 350 milhões.

Com base nas pesquisas de origem/destino e contagens de veículos feitas na cidade, o consórcio Mobilidade Sustentável, contratado para esses estudos técnicos, chegou a algumas conclusões. Uma delas é que a obra diminuiria em 11% os congestionamentos no restante da cidade. No Centro (7 de Setembro e Beira-Rio) essa redução poderia chegar a 52% nos horários de pico. Mesmo assim, o texto recomenda que a obra deveria ser melhor avaliada.

Legado e confiança

Para o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Ivo Bachmann Jr., um dos aspectos mais importantes neste processo é a quantidade de informações e dados obtidos por meio de pesquisas e estudos elaborados pelo consórcio contratado para auxiliar na elaboração do plano. Mais do que isso, o contrato prevê que a prefeitura receba do consórcio todos os softwares e equipamentos usados no trabalho. Ou seja, além de ter dados atualizados sobre a mobilidade na cidade será possível acompanhar esses indicadores para saber se as ações adotadas estão surtindo o efeito desejado.

Para isso, parte da equipe da secretaria tem sido capacitada ao longo desses meses de trabalho. É o primeiro Plano de Mobilidade da cidade e é importante que a comunidade tome conhecimento do que está sendo planejado para o nosso dia a dia.

Agende

Exposição dos itens do diagnóstico e prognóstico do Plano de Mobilidade
Quando: 7 de dezembro, às 9h
Onde: salão nobre da prefeitura de Blumenau
Aberto ao público

Audiência pública do Plano de Mobilidade Urbana de Blumenau
Quando: 11 de dezembro, às 19h
Onde: auditório da Escola Técnica de Saúde de Blumenau (ETSUS). Rua 2 de Setembro, 1.510
Aberto ao público