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Posts de setembro 2011

Nossaville, Buracoville, Chuville, Multaville...

28 de setembro de 2011 1

O leitor Mário Mancini enviou uma carta ao jornal A Notícia lembrando as discussões já travadas sobre a Joinville que temos e aquela que queremos. E frisou que a cidade precisa aceitar as críticas, mirando no crescimento e na resolução dos problemas. Leia a carta dele na íntegra e comente. Concorda com ele?

"Joinville é a maior cidade do Estado, com a maior economia de SC, arborizada, florida e até pacata – para os padrões atuais, está se tornado tão grande que consegue abranger todos os conceitos: Nossaville, Buracoville, Florville, que, por sinal, concordo e acrescentaria Chuville, Carroville, Multaville, etc.

Mas é a cidade que nos acolheu ou que escolhemos para viver. Como todas, tem virtudes e defeitos, que serão potencializados pela administração municipal.

No caso atual, os defeitos estão saltando aos olhos. Mas isto é outra história. Nos últimos 20 anos, Joinville mudou muito, para melhor.

Crescemos culturalmente, com o maior Festival de Dança do mundo, e entramos na rota dos shows, os ingressos nem vêm mais com Joinville/PR, como nos anos 80. Deixamos de ser a primeira chuva à esquerda, para quem vem de Curitiba.

Joinville é uma cidade que merece respeito, elogios, etc., mas também deve saber aceitar as críticas construtivas, pois quando apontamos problemas, esperamos soluções, não réplicas e tréplicas."

A importância dos licenciamentos ambientais

28 de setembro de 2011 3

Agora que a Operação Simbiose recolheu documentos, em ação autorizada pela Justiça, espera-se celeridade na apuração das denúncias em relação ao licenciamento ambiental em Joinville. Que venham logo os esclarecimentos, com a comprovação ou não das acusações e consequente desfecho do caso.

A área de licenciamento ambiental é de extrema importância. Nas últimas duas décadas, houve reforço na legislação, e as cobranças aos empreendedores são cada vez maiores. Obter uma licença ambiental se tornou uma etapa importante de cada obra e, em muitos casos, decisivas, como se vê em grandes empreendimentos pelo País.

Além disso, o licenciamento analisa o impacto ambiental e suas consequências. É de vital importância para a preservação da natureza e respeito à legislação ambiental. Por todos esses motivos, é preciso toda a atenção da autoridades em relação aos procedimentos. No caso das obras de maior porte, audiências públicas são necessárias para tentar publicizar ao máximo os impactos.

O respeito aos prazos para a concessão das autorizações pelos órgãos públicos e a divulgação dos motivos dos atrasos, seja por causa de falhas nos projetos ou mesmo incompatibilidade legal, são providências sempre a serem perseguidas. Quanto às eventuais irregularidades em Joinville, que sejam apuradas com eficiência.

Mais um outdoor contra aumento de vereadores

27 de setembro de 2011 0

O fotográfo Pena Filho registrou mais uma manifestação contra o aumento do número de vereadores em Joinville. Esse outdoor está na rua Albano Schmitd, no Bairro Boa Vista.

Em julho, o blog do Saavedra mostrou outro outdoor que também se manifestava contra o aumento de parlamentares na Câmara.

E você, o que acha? Joinville precisa de mais vereadores? Comente aqui no blog!

Continuamos na pressão pela BR-280

27 de setembro de 2011 0

Entre outros temas, o governador Raimundo Colombo volta a tratar da BR-280 hoje em Brasília. A licitação, depois de uma luta iniciada ainda na década de 1990, pelo menos, foi suspensa após os escândalos no Ministério dos Transportes. Ainda que a decepção fosse grande, houve uma certa compreensão com a necessidade de colocar a casa em ordem.

Todas as concorrências foram suspensas, não somente a BR-280. Só que o tempo está passando e não são divulgadas informações sobre quando a licitação será reaberta. Se hoje o governador não receber informações consistentes sobre a reabertura do edital, será preciso reforçar a mobilização e a pressão sobre o governo federal. Quanto tempo mais o Norte terá de esperar pela segunda pista entre Jaraguá do Sul e São Francisco do Sul? Se a comunidade não voltar a exigir a obra com veemência, a demora pelo relançamento do edital vai se prolongar.

Neste momento, está sendo concluída a obra de ampliação do calado do porto de São Francisco do Sul, um investimento superior a R$ 100 milhões. O crescimento industrial de Joinville se espalha de forma mais vigorosa em cidades vizinhas, em especial Araquari. O Porto de Itapoá, mais ao Norte, faz parte desse fase de fortalecimento econômico da região.

Além de facilitar a movimentação de mercadorias, a BR-280 é uma importante via para os balneários no Norte. Soma-se isso à mais importante de todas as vantagens, a segurança dos usuários, e pronto, poucas obras como a duplicação têm tamanha importância na região Norte.

As mais lidas entre 19 e 25 de setembro no AN.com.br

26 de setembro de 2011 0

As cinco matérias mais lidas no site do AN na última semana trataram de assuntos de polícia, acidentes de trânsito, esporte e até a polêmica marcha da maconha, que já ficou entre as mais lidas na semana passada. A primeira foi publicada logo após o ocorrido, na noite de terça-feira, e o site publicou com agilidade (e exclusividade) a história.

Confira abaixo as top 5 do AN.com.br. Você estava por dentro dessas notícias?

1 Homem é morto ao tentar assaltar policial civil em Joinville

2 Pessoa morre carbonizada após batida entre caminhão e carro em Guaramirim
Um cinegrafista amador capturou imagens logo após o acidente. O corpo de quem dirigia o Gol foi todo carbonizado e ainda não identificado.



3 JEC arranca com vitória na segunda fase da série C
O JEC está sempre no nosso top 5 - e essa notícia só foi publicada após o jogo, no domingo. Mesmo assim, os internautas provam sua paixão pelo tricolor e sempre deixam as notícias do time entre as mais lidas.

4 Marcha da Maconha reúne cerca de 200 pessoas em Joinville
Essa notícia já estava entre as mais lidas da semana passada (não entre as cinco) - e continuou despertando interesse essa semana. A marcha aconteceu no domingo passado.

5 Remédio pode ter matado duas pessoas em Corupá, Norte de SC

As cinco matérias mais lidas no site do AN na última semana trataram de assuntos de polícia, acidentes de trânsito, esporte e até a polêmica marcha da maconha, que já ficou entre as mais lidas na semana passada. A primeira foi publicada logo após o ocorrido, na noite de terça-feira, e o site publicou com agilidade (e exclusividade) a história.
Confira abaixo as top 5 do AN.com.br. Você estava por dentro dessas notícias?


1 Homem é morto ao tentar assaltar policial civil em Joinville

2 Pessoa morre carbonizada após batida entre caminhão e carro em Guaramirim  
Um cinegrafista amador capturou imagens logo após o acidente. O corpo de quem dirigia o Gol foi todo carbonizado e ainda não identificado.
3 JEC arranca com vitória na segunda fase da série C  
O JEC está sempre no nosso top 5 - e essa notícia só foi publicada após o jogo, no domingo. Mesmo assim, os internautas provam sua paixão pelo tricolor e sempre deixam as notícias do time entre as mais lidas.
4 Marcha da Maconha reúne cerca de 200 pessoas em Joinville  
Essa notícia já estava entre as mais lidas da semana passada - e continuou despertando interesse essa semana.
5 Remédio pode ter matado duas pessoas em Corupá, Norte de SC


Artigo: É a economia, Estúpido!

26 de setembro de 2011 0

A frase, atribuída ao ex-presidente norte-americano Bill Clinton, foi cunhada por seu chefe de campanha, James Carville. A mensagem era clara e direta: o importante para os eleitores é a economia. Se a economia vai bem, os seus empregos estão assegurados, a arrecadação de impostos aumenta pela maior movimentação da economia e se gera prosperidade. Hoje, quando o mundo atravessa uma crise de proporções difíceis de mensurar, ela continua mais atual do que nunca.

O debate sobre o aumento do número de vereadores em Joinville é político. É a oportunidade que a sociedade tem para pensar globalmente e agir localmente. Bombardeada um dia sim e outro também pelos abusos que acontecem na longínqua Brasília, ou pelos que sucedem na Capital do Estado, o eleitor médio se sente impotente para deter não só a gastança irresponsável de recursos públicos, mas principalmente para se vingar do deboche com que a casta política ri dos cidadãos. Gente como você e como eu, que paga seus impostos, cumpre seus compromissos e vê que, a cada mês, tem menos dias no seu salário. E que, apesar do trabalho árduo, o dinheiro não chega e os serviços públicos custeados com a pesada carga tributária são cada dia piores, quando não inexistentes.

O sentimento de raiva, resultado da impotência, materializa-se hoje num movimento de protesto contra a possibilidade de que se aumente o número de vereadores. Nas enquetes realizadas por jornais e sites, o percentual de manifestações contrárias ao aumento de vagas oscila entre 85% e 92%, números tão expressivos que dificilmente podem ser ignorados. Os defensores do aumento do número de vereadores evitam a todo custo enfrentar uma sociedade que cansou de carros alugados, de assessores parlamentares em excesso (alguns até fantasmas) e diárias para cursos de aprimoramento em balneários e resorts do Nordeste brasileiro.

O discurso de uma melhor representatividade não tem eco. A própria Câmara, para convencer a sociedade de que seria adequado aumentar para 25 vereadores, propõe um pacote de corte de despesas, focando o debate na redução de gastos, que a bem da verdade já deveria ter sido levada a cabo se a administração da nossa casa de leis aplicasse os mais elementares critérios de economicidade. O que nasceu como um grito de revolta está se convertendo num movimento organizado, ao que se soma a cada dia mais e mais gente comum, que sente que pode, sim, fazer ouvir a sua voz e que se manifesta cada vez com maior intensidade e veemência contra o que considera um abuso e um desatino.

É normal que, no meio do caminho, surjam os Calabares de plantão. Entidades que se posicionaram contrariamente, num primeiro momento, agora afinam a voz, ajustam o discurso e passam a sensação de que podem passar a aceitar conversar sobre o aumento de vagas se a Câmara provar que isto não implicaria aumento de gastos – como se isso fosse possível na vida real. Quem defende mais vagas esquece e quer que ignoremos que o orçamento do Legislativo local tem crescido ano após ano, mesmo mantendo o atual número de vereadores. E que a Câmara tem acumulado sobras significativas. Aceitar um pequeno aumento, por menor que seja, seria como aceitar que fosse possível uma pequena gravidez ou um pequeno estupro.

O Estado – e o Legislativo, nos seus três níveis, é um dos seus pilares – tem se convertido num ogro insaciável, que devora a cada ano uma quantidade maior de recursos públicos. Na Europa, o modelo já se esgotou. E entre a incredulidade de uns e o estupor de outros, salários de funcionários públicos são reduzidos. Lá, deputados e senadores já custam menos que aqui e só a permanente vigilância de uma sociedade atuante consegue deter o seu avanço sobre os recursos finitos. A redução do custo da máquina pública permitiria que mais recursos sejam destinados para onde são mais necessários, como educação, saúde ou manutenção e aprimoramento da infraestrutura pública.

A própria Câmara já entendeu qual é o ponto da discussão. E pretende convencer a sociedade de que conseguiria viabilizar o aumento de vagas entregando alguns anéis de pouco valor, como uma redução temporária do número de carros ou o corte de alguns assessores – nada que depois não possa ser novamente contratado e voltemos ao patamar de gastos atuais. É o momento de os legisladores mostrarem sensibilidade e grandeza de espírito. A história está lhes oferecendo a oportunidade de escrever uma parte dela. A eles corresponde a decisão de deixar sua marca com honra e orgulho. E de serem reconhecidos como legisladores responsáveis ou como pusilânimes.

Parafraseando Bill Clinton e James Carville, é necessário repetir à exaustão: o debate sobre o número de vereadores “é sobre a economia, estúpido!”

O texto acima é de Jordi Castan, paisagista em Joinville e articulista de “A Notícia”, e foi publicado na edição de domingo do jornal. Comente aqui no blog o que você achou da opinião dele.

Novos tempos no trânsito de Joinville

26 de setembro de 2011 0

Em 1997, os impactos da discussão pública sobre o novo Código de Trânsito Brasileiro foram tão expressivos que o número de acidentes chegou a cair assim que a nova lei entrou em vigor – o rigor do dispositivo também contribuiu. Nos últimos dias, Joinville viveu uma mobilização sobre o trânsito sem precedentes, cujo pontos altos foram as campanhas de respeito à faixa de pedestre e o Dia sem Carro, com bloqueio ao trânsito de automóveis e motos em ruas da área central.

Nunca o trânsito, com enfoque positivo, ocupou tantos espaços na mídia. Se a mobilização continuar, com certeza pode se repetir em Joinville o ocorrido na esfera nacional com o novo código no final da década de 1990. É só manter o foco.

O trânsito ganhou um grau de complexidade que ações isoladas pouco ou de nada adiantarão. As ações começam desde campanhas de conscientização, inclusive de crianças, além dos óbvios motoristas, até maior reforço na fiscalização, inclusive com repressão às condutas inadequadas. Passam pela priorização do transporte coletivo e cruzam pelas melhorias na estrutura viária.

A integração entre os vários órgãos envolvidos com o trânsito, como Ippuj, Seinfra e Conurb, no caso específico de Joinville, também faz parte desse esforço. Não dá é para esmorecer e encarar as tragédias diárias no trânsito como inevitável. “AN”, na sua condição de órgão de informação, se manterá atenta ao esforço por novos tempos no trânsito.

O que você achou da Semana do Trânsito em Joinville? Deixe sua opinião aqui no blog!

As mudanças no Conselho da Cidade

23 de setembro de 2011 0

Talvez ainda mais importante do que ampliar a participação da sociedade e adotar mecanismo mais democráticos, como a escolha do presidente pelo voto direto dos conselheiros, o Conselho da Cidade de Joinville precisa é ser mais rápido. Mais célere nas tomadas de decisões. Isso pode ser feito com a elaboração de uma pauta mais enxuta e concentrada em prioridades.

Cobrança por rapidez geralmente é confundida com pressão por aprovação sem análise. Não se trata de defender atropelos nem ignorar as câmaras técnicas. Só que o dinamismo econômico e social demanda mais agilidade. Se Joinville se transforma rapidamente, por que as instâncias de decisão – ou mesmo de aconselhamento, como o Conselho da Cidade –, precisam continuar lentas? Será que o projeto da nova lei de ordenamento territorial já não poderia estar no Legislativo, por exemplo?

O Conselho da Cidade é uma iniciativa muito vinda. Dá transparência e ajuda a aprimorar a discussão sobre assuntos de grande importância para a cidade. Mas maior rapidez também é bem-vinda. Se Executivo e Legislativo já não andam em alta velocidade, ficará ainda mais complicado se uma outra instância se juntar ao ritmo lento. É preciso decidir. Imaginar que será possível consensos em temas de tamanha complexidade é utopia. Democracia pressupõe recuos e avanços nos interesses de cada grupo da sociedade. Nunca será possível agradar a todos.

O que você acha? Deixe suaa opinião nos comentários deste blog!

Leia também: Mudanças sugerem Conselho da Cidade mais democrático em Joinville

Opinião de AN: O dia sem carro

22 de setembro de 2011 12

O Dia Mundial sem Carro dá nesta quinta-feira uma excelente oportunidade para testar a receptividade de parte da população de Joinville à restrição ao uso dos automóveis. Claro que a experiência tem limites: apenas determinadas ruas estarão com tráfego bloqueado aos carros durante 13 horas de um só dia.

Ainda assim, com exíguo campo de análise, é possível captar a reação da cidade. Bloquear trechos do Centro aos carros já é uma ação ousada. A partir de hoje, pode ser que Joinville mostre receptividade a outras providências ainda mais radicais, a serem implantadas de forma gradativa. A experiência será válida para medir a temperatura.

Outras providências em relação ao trânsito na área central e também em outros pontos terão de ser tomadas, concorde a população ou não. O Dia Mundial sem Carro é uma ação voluntária que hoje, pela primeira vez em Joinville, terá restrições ao trânsito de automóveis. Mais adiante, mais restrições terão de ser adotadas. Se forem compreendidas pelos motoristas, melhor ainda. Mas não há como manter o atual modelo.

A frota de veículos avança exponencialmente e mesmo com o dreno de todos os recursos públicos somente para ampliar a estrutura viária – hipótese inviável dada outras demandas públicas –, nem assim seria possível atender a toda a demanda dos automóveis. Se a cultura pró-carro não mudar, experiências esporádicas como a de hoje vão se transformar em regra.

Mais vereadores: como passarão à história?

21 de setembro de 2011 5

Os 19 vereadores de Joinville, eleitos em 2008 para representar os interesses dos moradores da cidade, têm uma enorme responsabilidade em suas mãos. É deles a intransferível missão de decidir o número de vagas que o Poder Legislativo terá a partir de 2013.

O jornal A Notícia tem mostrado ao eleitor como o seu vereador tem se posicionado sobre este relevante tema e como ele deverá votar. Tem ainda estimulado o debate de ideias, como na edição de domingo passado, quando abordou dois dos principais aspectos em discussão: se haverá mais representatividade ou se haverá mais gasto público.

Semanas atrás, também numa edição dominical, “AN” publicou o resultado de uma iniciativa que a Câmara ainda não tomou: ouvir a comunidade. Das 150 entidades representativas consultadas pelo jornal, 111 (ou 74% delas) foram contra a ampliação de vagas. Assim como cobra posicionamento de entidades, partidos e vereadores, o jornal também se posicionou em editorial sobre o assunto, considerando que Joinville não precisa de mais vereadores.

E repete o apelo para que os parlamentares escutem a opinião de quem os elegeu. Se fizerem isto, terão a oportunidade de passar para a história como os legisladores que votaram contra o inchaço do Poder Legislativo. Se a decisão final for pelas 25 vagas, serão lembrados e cobrados pela história como os vereadores que aumentaram o número de vagas em 31,6%, a um custo de quase R$ 3 milhões a mais por ano.