Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Pai alerta sobre assaltos na saída da universidade em Joinville

17 de setembro de 2014 0

Preocupado com o que considera uma onda de assaltos perto do acesso à Univille e à Udesc, um pai enviou e-mail para a Redação do “AN” para relatar a violência sofrida por seu próprio filho, alertar a população sobre esta sensação de insegurança e pedir providências das autoridades policiais. Confira a seguir a íntegra da carta.

Sensação de insegurança
“Meu filho de 15 anos foi assaltado na última 6ª feira (12/9) vindo da Univille para casa, um trajeto de aproximadamente 1km onde transitam diversas pessoas entre estudantes de ensino fundamental, médio, universitário e diversos trabalhadores da região. A ocorrência se passou ao lado dos muros de uma das maiores empresas de Joinville.
Foi um assalto simples, sem maiores consequências, mas que vem se repetindo com bastante frequência. Ontem tivemos a notícia de outro evento envolvendo uma estudante que quase foi estuprada no mesmo trajeto.
Além dessas certezas temos a outra certeza de que a Polícia não está fazendo a sua parte preventiva. Após as ocorrências o atendimento é imediato, e no caso do meu filho conseguiram até prender um dos marginais, porém isto é o depois, nada é feito preventivamente, e há até um tratamento meio que de conformismo. Não se vê rondas na porta da Univille e da Udesc há muito tempo. Há local e horários que seria importante uma viatura em cima do canteiro para prevenção.”

Dirceu Mattos

AN Verde - Dia do Meio Ambiente: Refletir e agir

05 de junho de 2014 0

carangueijo
Em busca de tema para esta edição do AN Verde, uma situação saltou aos olhos: onde vão parar as carradas de resíduos gerados especialmente pelo volume de construções existente em Joinville?

Este é o propósito das reportagens e artigos deste caderno: trazer o tema ao debate, mostrar que a estrutura pública tenta engatinhar ainda no campo dos projetos e, sobretudo, a falta de consciência de parte da população na
destinação dos resíduos sólidos.

Há muito o que se fazer por um meio ambiente efetivamente saudável. Há grande campo no qual o setor público precisa atuar. Há, quem sabe, um nicho para a iniciativa privada investir e transformar também este lixo em riqueza. Há muito no que se avançar na educação por uma cidade melhor, livre de aterros clandestinos a ameaças a rios e mangues. Que as revelações, as preocupações e os debates aqui contidos sejam os passos iniciais para que o tema venha a ser tratado de forma prática com a urgência e a seriedade que merecem, como nos lembra sempre esta data dedicada à
reflexão sobre o meio em que vivemos.

Sobre o ódio na internet

10 de maio de 2014 0

Bem antes de um jovem suspeito de roubo ser preso a um poste no dia 31 de janeiro deste ano e desencadear a onda de justiceiros no País – já foram 20 vítimas em 2014, segundo a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) –, observam-se o discurso de ódio e a discriminação na sua expressão online. Amparados pela sensação de insegurança e descrença no Estado, muitos comentam, compartilham e disseminam a mentalidade punitiva via redes sociais.

O caso do espancamento de Fabiana Maria de Jesus, no Guarujá, na Baixada Santista (SP), é um exemplo de como estes discursos são constantes e irresponsáveis. Moradores da região teriam confundido Fabiana com a suspeita de sequestros de crianças na cidade. Havia uma foto de uma mulher parecida com ela circulando na web. E havia um boato. A mulher morreu por espancamento, mas não havia crime. Mesmo que houvesse, compete ao Judiciário diferenciar culpados de inocentes.

Nosso direito é questionar o poder público para que este dever seja cumprido por ele. A página no Facebook onde o retrato foi divulgado teria sido vista por muitos com credibilidade, porque é abastecida pelos próprios moradores e se confia no autor dela (hoje, seguidos por muitos, o usuário único também se torna um transmissor de conteúdo). E os comentários dos internautas podem ter sido o elemento extra para a mentira ter sido vista como verdade absoluta.

Nem precisa ir tão longe para observar esta postura. Em Joinville, o caso da jovem Mara Tayana Decker é um exemplo disso. Antes e depois de a comunidade tomar conhecimento do triste desfecho, Mara foi julgada por estar num bar, por sair de madrugada, como se essa explicação reducionista fosse o problema da violência. A mãe de Mara até recebeu mensagens de que a menina estaria na casa de um amigo. Infelizmente, eram boatos. A velocidade da informação faz com que tudo seja compartilhado e nada conferido. Esta rapidez da notícia, somada aos anseios por justiça, não pode ser justificativa para ecoar o fervor do ódio. E o caso é ainda mais grave quando ganha voz em veículos de comunicação, que têm como dever primário do jornalismo checar a informação e utilizar seus canais atuando como combatente da mentalidade violenta. A indignação precisa se manter viva no sentido de cobrar dos órgãos competentes.

Com o Marco Civil da Internet, aprovado em abril pela presidente Dilma Rousseff, o indivíduo que se sentir lesado com manifestações virtuais pode entrar com recursos contra o autor da mensagem, não o meio (o Facebook, neste caso). Contudo, as suposições, os comentários e os boatos dão lugar a outros com a mesma velocidade com que aparecem. A dor que eles causaram permanecerá nas famílias de Fabiana, Mara e tantas outras.

CAROLINA WANZUITA | EDITORA ASSISTENTE DE AN ONLINE

Concessão do poder de polícia aos bombeiros militares não pode ser ameaça aos voluntários

20 de março de 2014 3

A concessão do poder de polícia aos bombeiros militares não pode ser ameaça à atuação das corporações voluntárias. Essa condição, defendida por “AN” durante a discussão da legislação sobre o tema na Assembleia, em 2013, é repetida agora que o Tribunal de Justiça modificou dispositivo da lei. Com a alteração, o poder de polícia dos militares passa a valer também em municípios como Joinville, onde há convênio da Prefeitura com os bombeiros voluntários.

Assim, abre-se a possibilidade de atuação dos militares na cidade. A decisão não impede que voluntários continuem fazendo vistorias, mas defensores do modelo voluntário temem que essa “concorrência” com os militares esvazie a atuação de uma entidade perto de completar 122 anos. E isso Joinville não pode aceitar.

A defesa do modelo voluntário, por suas décadas de excelência em serviços prestados a Joinville, com maior economia e eficiência, não significa detrimento dos bombeiros militares, entidade que também cumpre importantes funções. O inusitado é preparar terreno para a atuação militar em cidades onde os voluntários dão conta do recado, enquanto existem municípios sem cobertura alguma.

O apoio incondicional à corporação criada em 1892, antes de qualquer iniciativa estatal, é fruto de uma cultura que também se identifica com o voluntariado. Por que tamanha ofensiva contra uma instituição exemplar? Chegou até a ser citado que os voluntários estavam atrás do poder de polícia, prerrogativa que nunca foi solicitada. Em Joinville, essa condição continuou sendo exclusiva da Prefeitura. E mesmo que a mudança na lei seja mantida, o trabalho dos voluntários não pode ser atrapalhado ou mesmo eliminado.

Dez presentes para Joinville ser uma cidade cada vez melhor

08 de março de 2014 2

Toda época tem seus desafios. Em 163 anos de história, Joinville acumulou conquistas. Mas também novas demandas. Sempre houve mais um degrau, sempre foi necessário dar mais um passo. Neste momento de festa, é importante valorizar o passado e celebrar o presente. Mas também é uma oportunidade de desenhar o futuro. De nos prepararmos para subirmos novos degraus, darmos novos passos, avançarmos.

:: Mural: Que prioridade você acrescentaria a esta lista? ::

Antes do exame das demandas, é preciso lembrar que Joinville sempre teve êxito na construção do futuro ao longo de sucessivas gerações. Em uma homenagem aos pioneiros, é preciso reforçar que talvez nenhuma época tenha sido tão difícil quanto a enfrentada pelos primeiros imigrantes. Havia uma cidade inteira a ser construída. Ao longo de mais
de um século e meio, cada época impôs novas exigências.

Mesmo em períodos recentes, como o final da década de 1990 e início dos anos 2000, havia temor quanto ao futuro econômico. Pois em pouco mais de dez anos, Joinville conseguiu criar 80 mil empregos, boa parte justamente na
indústria, contrariando previsões  de que o setor estava se esgotando.

A população universitária se multiplicou. Consolidou-se uma rede de serviços e lazer quase inimaginável poucos anos atrás – a Via Gastronômica é um ícone deste avanço, mas o fortalecimento do comércio nas principais vias dos bairros é o melhor exemplo desse novo momento.

A cidade se manteve atrativa para a migração. Um indicador econômico dá a dimensão do quanto a cidade mais populosa do Estado continua avançando: apenas entre 2007 e 2011, ano da última apuração do IBGE, o PIB do município passou de R$ 11,5 bilhões para R$ 18,8 bilhões, elevando Joinville do 31º para o 28º lugar no ranking das cidades mais ricas do Brasil.

Antes desta expansão, também havia uma nuvem de dúvidas e questionamentos sobre o futuro. Mas avançamos. É com essa confiança, baseada em histórico de êxitos – que, infelizmente, não contemplaram toda a população de forma equânime – que os desafios atuais precisam ser enfrentados. A lista é extensa, mas sempre é possível definir prioridades. São novos degraus, futuros presentes para a cidade que celebra 163 anos neste final de semana.

1) A ampliação da capacidade de atendimento do Hospital São José, em especial dos leitos de UTI, é uma das demandas mais urgentes na saúde pública. A ativação deverá ficar para o próximo ano, conforme acordo a ser fechado com o Ministério Público. Apesar do prazo razoável, o histórico de decepções envolvendo o Complexo Emergencial Ulysses Guimarães cobra vigilância permanente.

2) A tão sonhada e defendida eficiência da rede básica – os populares postinhos – ainda permanece um desafio, mesmo que o sistema tenha se capilarizado. Também nesse campo, a ampliação do Estratégia Saúde da Família – hoje cobrindo
um terço da cidade – precisa ganhar um senso de urgência que até agora não se observou.

3) A infraestrutura cobra investimentos pesados. Nos rankings de qualidade de vida, Joinville teve no saneamento
básico o indicativo que impediu melhores resultados, ainda que a performance nesse tipo de levantamento tenha sido
satisfatória. Mas se fossem levados em conta índices de pavimentação, por exemplo, a cidade não apresentaria um
desempenho tão bom. Só 60% dos joinvilenses moram em ruas pavimentadas. Em Florianópolis, o índice chega perto de 90%.

4) A mobilidade se transformou em uma questão crucial. Não há como ampliar a malha viária a ponto de atender ao exponencial crescimento da frota de veículos – mas Joinville não pode ficar parada. As duplicações da Santos Dumont e
da Dona Francisca, a instalação de mais vias exclusivas para ônibus e maior atenção às principais rotas da zona Sul devem entrar nesse esforço que Joinville não tem como resolver sem participação dos governos federal e estadual.

5) A ampliação da capacidade da BR-101 e a duplicação da BR-280 também são vitais para a infraestrutura de Joinville,
duas demandas que ficam na conta das pendências do governo federal, mas cuja solução depende do poder de fogo da nossa representação política e da articulação das nossas lideranças empresariais e comunitárias.

6) No aeroporto, há que se festejar a instalação do ILS, que está encaminhada. Mas há sempre o passo seguinte, que, no caso do aeroporto, é a ampliação da pista, uma forma da incentivar a instalação do terminal de cargas e de um distrito industrial.

7) Os 70 pontos de alagamento registrados na chuvarada de terça-feira lembram que a drenagem não pode mais esperar. Com uma conta de R$ 2,3 bilhões na bacia do rio Cachoeira, é uma intervenção cara, cuja participação federal é imprescindível. Em um tema correlato, a despoluição do rio Cachoeira representaria a redenção para uma cidade que conseguiu destruir o símbolo de sua fundação – afi nal, foi por ali que os primeiros imigrantes chegaram, há 163 anos.

8) No campo da educação, são inegáveis os avanços do ensino superior, o crescimento da rede de ensino técnico e a qualificação profissional. Mas nesse terreno, não há espaço para acomodação: é preciso subir novos degraus permanentemente. A universalização da educação infantil é a meta mais ambiciosa e prioritária.

9) A defesa do meio ambiente, que é, antes de tudo, a defesa do homem, precisa estar na agenda. O avanço sobre os mangues, ainda que restem extensas porções do bioma original, cobra um preço até hoje. Os 52 mil hectares de mata atlântica ainda intactos são um trunfo ambiental que não pode ser desperdiçado, assim como as áreas urbanas remanescentes.

10) Na segurança pública, a escalada de assaltos, furtos e outros tipos de violência impõe uma reação que Joinville não está conseguindo colocar em curso. As cobranças por mais efetivo das polícias Civil e Militar e de infraestrutura – como as prometidas novas câmeras de vigilância, ainda sem data para instalação – vão se repetindo ao longo dos anos e as respostas ainda são pífias. Os índices de violência até podem ser razoavelmente baixos em comparação com outras cidades do mesmo porte, mas conseguem servir de escudo contra uma realidade indiscutível: a sensação de medo e de insegurança que cresce entre os joinvilenses.

A lista dos desafios não tira o brilho dos avanços que construímos e conquistamos de 1851 até hoje e que tanto orgulham a todos nós, moradores de Joinville. Ao longo dos próximos anos, muitas destas demandas serão resolvidas, e outras novas vão surgir. Parceiro de 91 anos dos 163 que Joinville comemora neste final de semana, o jornal “A Notícia” renova os compromissos de dar voz às demandas da comunidade, de cobrar soluções, de celebrar conquistas e, principalmente, de propor reflexões que ajudem Joinville a escalar os novos degraus que nos levarão a uma cidade cada vez melhor.

Os significados da realização da Expogestão na Expoville

26 de fevereiro de 2014 0

A realização da Expogestão na Expoville tem uma série de significados para Joinville. O mais representativo é que, ao chegar à 12ª edição, a exposição dedicada à gestão reforça o status de referência no segmento, cuja consolidação é comprovada pela lista de palestrantes já confirmados exibida na edição de hoje.

]A condição de evento da Expogestão reforça a modalidade de turismo em Joinville, considerada uma das mais promissoras na cidade. A economia é dinâmica e passa por transformações profundas em pouco tempo, mas nada supera hoje os eventos como setor a ser mais explorado em Joinville na área turística. A Expogestão mostra, mais uma vez, a capacidade de Joinville de realizar um evento com possibilidade de repercussão internacional, situação vivida pelo Festival de Dança ainda há mais tempo. Para o congresso deste ano, a Expogestão espera a presença de 1,5 mil pessoas por palestra.

Também é importante registrar o fato de a Expogestão ser montada em novo ambiente, a Expoville. A concessão do complexo para a iniciativa privada, defendida por este jornal desde o início das tratativas pela Prefeitura, tem se mostrado um acerto.

A própria conquista da Expogestão, no segundo ano de administração do consórcio, é uma comprovação desse novo bom momento. O centro de convenções é um dos equipamentos que consolidam a rede de espaços para eventos em Joinville (Centreventos, Expocentro e Megacentro fazem parte, entre outros, dessa lista). Claro que as exigências vão crescendo e novas melhorias serão necessárias no futuro. Mas assim como a Expogestão, a Expoville também está trilhando esse caminho da permanente atualização.

Aniversário de A Notícia teve o tradicional canto de parabéns, com direito a bolo e recepção aos conselheiros

25 de fevereiro de 2014 0

 

 

009c912e

 

Uma história com o leitor que começou em 24 de fevereiro de 1923. O jornal “A Notícia” celebrou 91 anos de atividades na segunda-feira e, para marcar a data, colaboradores se reuniram para fazer uma fotografia do aniversário junto a um grupo de convidados especiais: os integrantes de três conselhos de leitores – do “AN”, da revista +Estilo e do caderno de
economia Negócios & Cia.

– Como assinante há mais de 40 anos, como participante do Conselho do Leitor e ainda como anunciante, posso dizer que me sinto orgulhosa de estar participando desse evento. O jornal “A Notícia” já provou que é um veículo que transmite confiabilidade e modernidade, agora também virtual, informando com seriedade e, principalmente, interagindo com seus leitores – avaliou a conselheira Sulamita Kaiser, que participa do conselho da revista + Estilo.

O executivo Jonas Tilp, do Conselho do Leitor do caderno Negócios & Cia, também participou do encontro.

– “A Notícia” é um jornal que se confunde com a identidade da cidade. Não é qualquer meio de comunicação que chega aos 91 anos. Só se constrói isso quando se constrói uma boa reputação – definiu Jonas.

A versão impressa de “A Notícia” está presente em 90% dos municípios catarinenses. Mais de 500 pontos de vendas estão na região Norte, que contabiliza 78% da circulação do jornal. Na internet, o site AN.com.br fechou o mês de janeiro com aproximadamente 1,8 milhão de acessos, cerca de 27% acima do registrado no mesmo período do ano anterior. Nas redes sociais, o jornal é seguido por quase 160 mil internautas, entre Facebook e Twitter, um número quatro vezes maior que o registrado um ano atrás.

– No dia em que celebra seus 91 anos, o “AN” reúne seus conselheiros para simbolizar a renovação do compromisso de oferecer aos leitores e internautas um jornalismo cada vez mais qualificado, útil, interessante e comprometido com as causas de Joinville e região. Sempre com a participação ativa nosso público – afirma o editor-chefe Domingos Aquino.

A celebração também teve bolo de mais de 15 quilos e refrigerante para colaboradores e convidados.

Colunistas homenageiam o AN e os leitores

24 de fevereiro de 2014 0

Jornal A Notícia é jovem aos 91 anos

24 de fevereiro de 2014 0

* Por Domingos Aquino, editor-chefe

A auxiliar administrativa Mayra da Conceição de Miranda, 24 anos, dá os primeiros passos de sua trajetória profissional.

O gerente de compras Luiz Henrique Ristow, 55 anos, vive um momento de solidez e de maturidade na carreira que construiu.

Os dois moram em Joinville e gostam de estar bem informados sobre os principais fatos que ocorrem na cidade e na região.

Os dois estão entre os milhares de leitores e internautas fiéis que escolheram o “AN” como principal fonte de informação para o seu dia a dia.

Mayra é assinante da versão digital. Afirma gostar da agilidade, da precisão e da qualidade do AN.com.br. Ela também acessa as redes sociais, mas não abre mão do “AN” para se informar.

– Tem muito boato circulando nas redes. Quem quer verdade, credibilidade e qualidade precisa procurar um jornal sério – explica.

Luiz Henrique é assinante da versão impressa. Diz enxergar fidelidade na relação do “AN” com seu público, além de compromisso e parceria com a cidade.

– O jornal inova, evolui e se transforma constantemente, acompanhando as mudanças de Joinville e do mundo – avalia. E acrescenta que a mãe dele, dona Deolinda Ristow, também assina o jornal e não começa o dia sem ler o “AN”.

Ao celebrar 91 anos, o “AN” renova seu principal compromisso, que é oferecer aos leitores e internautas um jornalismo cada vez mais qualificado, útil, ético e interessante. Sempre comprometido com as causas de Joinville e região. Reinventando-se de forma permanente para acrescentar o frescor e a energia da juventude à credibilidade e tradição que conquistou ao longo de mais de nove décadas. E sempre com a participação ativa do público, seja com dicas de reportagens, seja com artigos que contribuem para a reflexão sobre as mazelas da cidade e região, seja com feedbacks que fazem o jornal evoluir.

“A Notícia” aproveita o dia do aniversário para antecipar que 2014 reserva novidades bacanas para nossos leitores e internautas. O lançamento da TV AN no site e a apresentação de novos colunistas são algumas das surpresas que estão sendo preparadas com muito carinho para sermos cada vez mais úteis ao dia a dia da Mayra, do Luiz Henrique, da dona Deolinda e de você, prezado leitor.

O paradoxo da ascensão social

03 de fevereiro de 2014 0

O Brasil atingiu em dezembro do ano passado a menor taxa de desemprego de toda a história. A renda média cresce, o poder aquisitivo da população também, o consumo é maior e um contingente enorme de pessoas saiu da pobreza e ingressou na classe média. Mas a violência urbana não regride na mesma proporção. Pelo contrário, a criminalidade ganha espaço, aterroriza os cidadãos nos grandes centros urbanos e também nas cidades médias. São homicídios, assaltos, roubos de veículos, saques, ônibus incendiados, crimes de toda ordem. A violência manifesta-se em todos os lugares e em todas as suas formas, o que inclui o aumento dos ataques aos patrimônios público e privado e das agressões pessoais, incluindo estupros e abuso de crianças.

Os instrumentos à disposição das autoridades e dos cientistas sociais dedicados à compreensão do fenômeno parecem insuficientes para explicar a controversa situação. Não basta para o entendimento desse cenário que se apontem fatores considerados históricos, como a desagregação familiar e as desigualdades sociais. A abordagem legal também falha ao argumentar que não há polícia ostensiva em número suficiente nas ruas, que os governos falham na prevenção, que as investigações são precárias e que a Justiça contribui para a impunidade que realimenta o crime.

Das 50 cidades mais violentas do mundo, 16 são brasileiras. O contraste entre a prosperidade evidente de vasta camada da população e o aumento da agressividade exige bem mais dos que se dedicam a estudá-lo e de todas as instituições que, por obrigação legal, precisam corrigi-lo. Mesmo que a autoria da violência não esteja restrita às populações mais pobres, não há como negar que essas representam a maior parcela dos envolvidos em delitos graves. Camuflar essa realidade, em nome de desculpas, como a de que as ações violentas devem ser vistas como manifestações políticas, é negligenciar diante de uma questão urgente, que tem vítimas em todas as classes. O paradoxo do Brasil violento, num ambiente favorecido por melhoria de vida, é desconcertante para todos. Como as respostas têm fracassado, há urgência no aprofundamento do debate e da busca de soluções, ou o País continuará enredado em explicações e saídas superadas.