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A Notícia é uma das 39 empresas homenageadas pela Acij

09 de abril de 2013 0

A reunião do conselho deliberativo da Associação Empresarial de Joinville (Acij) de ontem foi marcada por comemorações. As empresas associadas que fizeram aniversários múltiplos de dez anos foram homenageadas. Representantes de 22 das 39 empresas homenageadas foram receber pessoalmente o diploma de reconhecimento pela contribuição para o desenvolvimento econômico e social da cidade.

O jornal “A Notícia” estava entre os homenageados, pelos 90 anos de história completados no dia 24 de fevereiro. O gerente-geral de Mercado do Grupo RBS em Joinville, Alberto Cimenti Neto, recebeu o diploma de homenagem ao “AN”.

O diretor financeiro da Acij, César Döhler, representou o presidente Mario Cezar de Aguiar durante a reunião e acompanhou a entrega dos diplomas. “Nós ficamos felizes por ver essas empresas completarem 10, 20, 90 e até cem anos, vivas e fortes. Isso é uma característica de Joinville, e a Acij procura celebrar por meio dessa homenagem singela. Temos que motivar para que as empresas continuem a sua caminhada”, afirmou o diretor.

Letícia Gabriela Grawe: As lembranças vão na mala

06 de abril de 2013 0

Uma das lembranças mais queridas da dona de casa Dora Grawe, 67 anos, moradora de Joinville, remetem-na há 24 anos, quando realizou uma inesquecível viagem ao estado vizinho do Rio Grande do Sul. Em 1989, participando de uma excursão, ela conheceu as principais cidades gaúchas.

A viagem durou três dias e ficou guardada na memória desta joinvilense. No primeiro dia, na cidade de Gramado. Dora encantou-se com a cultura, a agilidade com que os casais dançavam a chula e aquela comida típica gaúcha deliciosa. Depois de dormir dentro de um ônibus, com aquela bagunça da turma da excursão, conheceu a Lagoa dos Patos, localizada em Arambaré, capital das Figueiras. “Valeu muito a pena”, disse Dora.

A última cidade que conheceu foi Caxias do Sul, cidade do vinho. Conheceu a cultura do vinho, como se é fabricado. “Apreciar o delicioso gosto desta bebida, foi muito gratificante”, contou ela. “Nada melhor do que reunir a família e amigos em uma excursão para outro estado.

Essa viagem vai ficar guardada para sempre em minha memória. Para uma menina que cresceu trabalhando na roça, com muito orgulho de suas raízes, conhecer um pouquinho desta beleza das cidades do Brasil, é uma experiência marcante e inesquecível”, complementou a viajante.

Manoela Furtado: Doce Lembrança

06 de abril de 2013 0

Dona Eliete Martinho Silva, 63 anos, lembra-se bem dos tempos em que era pequenina, que os motivos de seus choros eram por não poder ir brincar na rua em dia de chuva, por não saber que cor de prendedor colocar no cabelo, ou por ter caído e ralado o joelho. “Ah, tempo bom aquele! Tempo da inocência”, relembrou Eliete.

Já hoje, as lágrimas caem por motivos bem diferentes, que envolvem a dor da saudade, a dor da perda, a dor do não. Tempos passados, aqueles em que ainda acreditavam no animal de pelos branquinhos e olhos vermelhos que entregava ovos de chocolate. Não era sempre que ela recebia a visita do “adocicado coelho”, pois como sua mãe costumava dizer, muitas vezes ele ficava sobrecarregado, e não conseguia visitar todas as crianças comportadas na manhã de Páscoa. Sim, as crianças comportadas.

Segundo seu falecido pai, apenas as crianças que se comportassem receberiam a tão esperada visita do animalzinho. “É incrível como a inocência que tínhamos naquele tempo nos fazia acreditar em tudo aquilo”, disse ela, com lágrimas no olhos. “No entanto, na época, eu e nenhuma das outras crianças sabíamos que o tal coelho eram nossos pais, e nem desconfiávamos que se na manhã de Páscoa o coelhinho não tivesse deixado os ovos por ali, não era por ele ter ficado sobrecarregado, e sim pelo motivo de nossos anjos da guarda, que chamamos de pai e mãe, não terem dinheiro para comprar, por menor que fosse, um chocolate. E isso acontecia frequentemente”, conta dona Eliete.

Mas isso não a abalava, pois ela amava acordar na manhã de Páscoa e ir correndo até a cama de seus irmãos para acordá-los aos gritos e anunciar que o dia havia chegado e o quão importante era aquele dia para ela. Ficava simplesmente histérica, pelo simples fato de ser Páscoa, de saber que encontraria toda a sua família, que brincaria com seus primos na rua, dentro e em volta da casa, e que sua mãe brigaria por estar correndo onde não devia.

Tudo isso virou apenas uma boa e doce lembrança guardada eternamente em sua memória, “relembrar tudo isso é como sentir cada aroma, cada brisa, é como viver cada minuto, cada segundo novamente, sem deixar passar um mísero detalhe”, observou ela. Hoje em dia, Eliete ainda sente a mesma alegria que sentia na época, a única diferença é que sabe toda a verdade oculta sobre a Páscoa, mas ainda acredita e sente o verdadeiro espírito da Páscoa

Emily Pedroso Chiamulera: A guerreira do Nova Brasília

06 de abril de 2013 0

Iria Pedroso aposentada, com 79 anos, uma guerreira, que criou sete filhos com grandes dificuldades. Em 1933 dona Iria nasceu na cidade de Erval Velho, no Meio Oeste de Santa Catarina. Sempre foi muito responsável. Ajudava sua mãe nas tarefas domésticas, era muito obediente a seus pais.

Quando mocinha, aprendeu a arte de costurar e bordar em tecidos, sempre mostrou-se muito dedicada neste aprendizado. Aos 23 anos, casou-se e foi morar no estado do Paraná. Em 1970 teve seu sétimo filho. Quatro anos mais tarde, sem o marido, começou a desenvolver a arte que havia aprendido quando menina.

Precisava trabalhar para o sustento da casa. "Costurava em casa, ao mesmo tempo que cuidava de sete filhos", conta dona Iria. Os filhos mais velhos, na adolescência, começaram a trabalhar para ajudar nas despesas. Em 1955 a família voltou para Santa Catarina.

Foram muitos anos de dificuldades em vários aspectos, mas Dona Iria ,sempre muito perseverante e firme, nunca desistiu de lutar, e hoje prestes a completar 80 anos, rodeada dos filhos e netos agradece a Deus a força que lhe deu

Um brinde à história

23 de fevereiro de 2013 0


Quando a força-tarefa do centenário do “AN” estiver organizando a celebração da data, daqui a dez anos, provavelmente vai se debruçar sobre a foto acima. Esta imagem entra para a história deste jornal como o momento em que funcionários e diretores do Grupo RBS fazem um brinde aos 90 anos do “AN”. Nela, é possível observar pessoas sorrindo, felizes, com brilho nos olhos, que transmitem a sensação de orgulho e de missão cumprida até aqui.

Este é o time que fez a edição especial de 292 páginas que abriu a programação dos 90 anos, na edição conjunta da virada de ano. Este é o time que preparou a promoção Aniversário Premiado para os assinantes. Este é o time que lançou os novos cadernos “Negócios&Cia.” e “Tevê+Lazer” e a nova revista “+ Estilo”. Este é o time que criou uma página especial no site AN.com.br para que os internautas possam curtir conteúdos especiais sobre o aniversário, como um vídeo que mostra o caminho da notícia até você. Este é o time que organizou e realizou o evento em que confraternizamos com parceiros, leitores e lideranças políticas e empresariais, nesta sexta-feira. Este é o time que fez o caderno especial “90 Personagens”, encartado nesta edição.

E tem mais surpresas pela frente. O time da foto acima renova o compromisso de oferecer produtos, novidades e soluções que agreguem cada vez mais valor para leitores, anunciantes, parceiros e comunidade. Com o mesmo orgulho e brilho nos olhos registrados na foto acima.

Domingos Aquino, editor-chefe

Balanço do Carnaval: mobilização no trânsito precisa continuar

15 de fevereiro de 2013 0

A queda no número de mortes em acidentes de trânsito em rodovias federais, atribuída preliminarmente às novas regras para detecção e punição de motoristas embriagados, é um incentivo para o reforço na fiscalização.

Inclusive em Joinville, onde a PM promoveu mais blitze, além das rotineiras, após a nova versão da lei seca. Conforme o balanço divulgado ontem, o Carnaval deste ano registrou o menor índice proporcional de mortes nos últimos dez anos. Com o endurecimento da lei, a fiscalização ganhou eficiência e é apontada como fator determinante para a queda.

Em 2008, a primeira versão da lei seca também ajudou na redução de acidentes. Nos primeiros meses de vigência da legislação, estatísticas em Joinville também demonstraram essa queda. O temor da punição maior e o debate intenso em torno das novas determinações colaboraram para um momento melhor no trânsito da cidade.

Não demorou muito tempo e a preocupação foi sendo deixada de lado, seja em Joinville ou no resto do País. Foram as brechas agora enfrentadas pelas mudanças que levaram ao enfraquecimento da lei seca. Agora, a mobilização precisa continuar. Ainda mais neste momento em que a lei se tornou uma aliada da fiscalização. As demandas no trânsito são complexas e o enfrentamento da mistura de álcool com volante é uma das medidas mais importantes.

Redução do repasse mensal da Prefeitura de Joinville pode ser reforçada

06 de fevereiro de 2013 0

A redução do repasse mensal da Prefeitura de Joinville para a manutenção da Câmara de Vereadores, acertada nesta semana, é uma medida positiva que pode ser reforçada com a definição de um orçamento do Legislativo mais perto da realidade. Desde o final da década de 1990, pelo menos, os vereadores fazem devolução de valores ao final de cada exercício. As exceções ocorreram nos três anos de construção da sede própria da Câmara, em 2006 – ainda assim, é claro, o dinheiro estava sobrando, apenas não foi devolvido para o município por causa das obras.

Se for elaborado um orçamento mais condizente com as necessidades e possibilidades de gastos da Câmara, acaba a necessidade de duodécimos menores, como está ocorrendo agora, e acaba também a festiva devolução de final de ano. Em Joinville e nas demais cidades do País onde o orçamento é superestimado, as sobras são apresentadas como fruto de “economia”, de “zelo” com dinheiro público. Ainda que exista economia, a maior parte é fruto do orçamento exagerado, ainda que legal por respeitar patamares definidos pela Constituição. Neste momento em que a administração de Joinville tem dificuldades para pagar débitos deixados pelo governo anterior, não faria sentido um poder ir acumulando reservas que não poderão ser gastas pela Câmara. O montante não chega a ser expressivo, mas foi pela criação de gastos proporcionalmente irrelevantes que a máquina da Prefeitura inchou de forma assustadora.

Batalha contra acidentes de trânsito em Joinville ainda vai longe

09 de janeiro de 2013 0

Ainda que o número de acidentes de trânsito em Joinville tenha recuado no ano passado na comparação com 2011, como informa reportagem na edição de hoje, a violência nas ruas ainda é avassaladora na cidade. São mais de 11 acidentes diários com necessidade de atendimento pelos bombeiros, o que significa ocorrência de vítimas, ainda que feridos leves em boa parte das situações. O balanço das mortes ainda não foi fechado, o número pode ficar abaixo do registrado em 2011. Mas até outubro, já eram 110 vítimas fatais. A carnificina pode se repetir em outras cidades e há vários anos. Nem por isso Joinville deve se acomodar.

Se houve uma queda nos acidentes em mais de 10% entre um ano e outro, é possível buscar ainda mais a redução, ainda que a frota de veículos continue crescendo velozmente, aumentando estatisticamente a possibilidade de acidentes. Em períodos de campanhas, por exemplo, como a desenvolvida em favor do respeito à faixa de segurança a população se mostra mais atenta e cuidadosa. Se esses momentos forem repetidos, vai crescendo a consciência, embora todos saibam que o trânsito só matará menos quando uma soma de fatores for atacada. Maior vigilância sobre o consumo do álcool, como está ocorrendo neste momento, é outra tarefa importante. Mas os números mostrados hoje comprovam que essa batalha ainda vai longe.

Indefinições na Zona Azul de Joinville

08 de janeiro de 2013 1

As turbulências iniciadas ainda no final de 2011 no estacionamento rotativo de Joinville, ainda não encerradas, são uma lição sobre a necessidade de melhor planejamento nos períodos de transição de um serviço público. A última polêmica, depois de uma guerra jurídica que ainda continua – confronto este que suspendeu a licitação para escolha de nova empresa para administrar a Zona Azul – envolve a validade dos cartões vendidos pela antiga concessionária, já fora do sistema e cuja saída gerou confronto judicial. A prorrogação da validade, sobre s qual ainda não está claro se o tempo concedido é o suficiente, foi correta. Mas impressiona o vaivém, com os usuários sendo surpreendidos a todo momento com novas diretrizes.

A Prefeitura precisa demonstrar que aprendeu a lição e preparar a nova licitação com o maior cuidado possível. É óbvio que toda concorrência merece essa preocupação, mas o histórico da Zona Azul cobra zelo extra. Os usuários já sofreram demais para suportar novos percalços, além de toda a insegurança jurídica. Antes do confronto judicial, Joinville parecia ter superado essa questão, sem mais questionamentos sobre a necessidade do serviço. Mas a cidade acabou andando para trás. Os períodos sem cobrança, no passado, com escassez de vagas de estacionamento, mostrou a importância do sistema.

Oferta de água no Litoral Norte de SC

07 de janeiro de 2013 0

Apesar do permanente debate sobre a necessidade de mais competitividade turística, ainda há cidades no Litoral Norte pecando no mais básico da infraestrutura, o fornecimento de água, com demonstrou “AN” na edição de sábado. As alegações para o desabastecimento vão variando com o passar dos anos, mas geralmente se concentram na dificuldade para manter produção e distribuição de um volume necessário somente durante algumas semanas do ano.

Seria um investimento pesado demais para prefeituras com orçamentos exíguos, com necessidade prioritária de atender outras demandas, principalmente da população. São justificativas importantes. Mas não valem para cidades que pretendem realmente transformar o turismo em locomotiva econômica. Afinal, sem um insumo básico como água, fica complicado montar grandes planos.

Os investimentos em infraestrutura não são apenas usufruto dos turistas. Ainda que não haja demanda no restante do ano, a população local ganha um serviço mais confiável, tratando-se da água – o mesmo vale para outros setores (acesso, saúde, segurança, por exemplo). Também há queixas, em determinadas cidades, de que o grande fluxo de turistas não traz receitas em volume correspondente às despesas. Mas se os investimentos forem feitos de forma consistente, o ciclo se inverte.