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Posts com a tag "Araquari"

Protocolo da BMW

08 de abril de 2013 0

O investimento da BMW em Araquari, a ser oficializado hoje, é suficiente isoladamente para comemoração em Santa Catarina e merecedor da definição de histórico. Mas o futuro vai deixar o presente ainda mais importante: a vinda da montadora alemã, uma das grifes mundiais em automóveis de luxo, poderá atrair ainda outros investimentos além daqueles complementares à unidade fabril.

Pode haver melhor propaganda para o Norte do que a vinda da BMW e da GM, além do robusto polo metalmecânico? Como a conquista das montadoras não foi fruto de agressiva guerra fiscal, a localização estratégica, a qualidade da mão de obra e a infraestrutura adequada foram os principais motivos da vinda das multinacionais.

Fatores que certamente também vão chamar a atenção de outras empresas. A criação de um polo automobilístico é bem-vinda pela diversificação. O setor industrial passou por profundas transformações em Joinville nas últimas duas décadas, desde modo de produção até mudança no controle de empresas, passando pela conquista de maiores fatias no comércio exterior.

Apesar de previsões pessimistas, se manteve como principal empregador em Joinville, posto que a expansão atual manterá intacto nos próximos anos. Hoje, esta história ganha um novo capítulo, felizmente positivo e de compromisso com o futuro.

BMW em Araquari reforça necessidade de maior integração de Joinville com cidades vizinhas

23 de outubro de 2012 8

Virou mais do que obrigação. Com a confirmação da instalação da fábrica da BMW em Araquari, reforçou a necessidade de maior integração de Joinville com as cidades vizinhas. O que tinha caráter de fundamental, agora passa a ser de urgência.

A vinda da montadora alemã vai trazer mais indústrias para o Norte de Santa Catarina, em expansão inédita mesmo para o acelerado desenvolvimento da região, já apontada pela consultoria McKinsey como uma das mais promissoras do mundo. Nesse contexto grandioso, soa até ridículo Joinville e Araquari (e as demais cidades do entorno) não conseguirem nem articular uma linha comum de transporte coletivo, para ficar no exemplo mais persistente.

A integração, tão defendida em discursos, mas quase inexistente na prática, precisa ser estendida à infraestrutura, saneamento, habitação, entre outros. No caso dos loteamentos, não podem existir diferenças profundas de exigências mínimas. Distorções no passado levaram Joinville a ter de incorporar loteamentos de cidades vizinhas.

O abastecimento de água pode e deve ser tratado de forma conjunta entre os municípios. Não dá é para ficar esperando que os problemas se resolvam sozinhos, como tem acontecido nos últimos anos. A chegada da BMW comprova o potencial. Mas no caso da integração metropolitana, a região precisa se ajudar.

Vigilância para evitar nova decepção na BR-280

29 de setembro de 2012 5

 

 

“Nova esperança para a BR-280”. Foi com esta manchete estampada na capa da edição da última segunda-feira que “A Notícia” definiu o ato de lançamento do edital de duplicação de um trecho de 14 quilômetros da rodovia. Uma esperança principalmente de que a decepção não se repita. Afinal, se os planos originais do governo federal tivessem se transformado em realidade, pelo menos alguns dos trechos entre Jaraguá do Sul e São Francisco do Suljá estariam hoje com pista duplicada.

Como o prazo de conclusão dos três lotes – que totalizam 74 quilômetros – é estimado em três anos, hoje já seria possível transitar em pista dupla, ainda que parcialmente, se a promessa feita em maio de 2008 pela então ministra da Casa Civil e hoje presidente Dilma Roussef tivesse sido cumprida. Naquele mês, a então ministra participou de um “Painel RBS” em Joinville para discutir os gargalos de infraestrutura de Santa Catarina. E diante de lideranças empresariais e políticas que lotaram o Teatro Juarez Machado, comprometeu-se com a abertura de licitação até outubro daquele ano.

Naquele momento, seria de um pessimismo extremo imaginar que mais de quatro anos depois não haveria sequer uma máquina trabalhando na obra. A importância do empreendimento foi reconhecida publicamente, o projeto estava em elaboração e havia um cronograma, ainda que mínimo. Pois ganhou a aposta quem adotou uma postura mais cética e duvidou. A concorrência acabaria sendo aberta somente em 2010 – mas foi cancelada duas vezes por diferentes motivos.

Espera-se que o relançamento da concorrência, no auditório da Associação Empresarial de Jaraguá do Sul, seja definitivo e para valer. Com o propósito de prevenir uma nova decepção, “A Notícia” conclama lideranças políticas, empresariais e sociais de uma região que concentra 20% do PIB de Santa Catarina a se manterem atentas e vigilantes mais do que nunca.

É preciso colocar um ponto final neste histórico de desilusões a respeito de uma estrada de uma região que produz 33% das exportações do Estado. Na solenidade da última segunda-feira, os ministros Paulo Sérgio Passos (Transportes) eIdeli Salvatti (Relações Institucionais) fizeram questão de mostrar o edital publicado no “Diário Oficial da União”.

Publicação oficial é uma garantia importante, mas nunca foi absoluta. É preciso, portanto, vigiar para que não apenas a concorrência do trecho entre Guaramirim e a BR-101 seja feita dentro do prazo; é fundamental garantir o lançamento dos editais dos lotes restantes até o fim do ano.

Também há necessidade de definição imediata em relação à ponte sobre o canal do Linguado, obra que também terá um edital específico. O Linguado envolve complexas questões ambientais, ainda não esclarecidas na ação do Ministério Público Federal que propõe a abertura do canal. É preciso estarmos atentos para evitar interrupções na obra mais adiante. A complicada conclusão do trecho Sul da BR-101 é um exemplo próximo e contemporâneo o bastante para ser ignorado.

Como um dos motivos responsáveis pelo atraso na reabertura da concorrência foi a exigência da presidente Dilma para que houvesse um projeto executivo da duplicação, espera-se que o detalhamento mais apurado da obra contribua para evitar percalços e ajude no andamento mais rápido dos trabalhos. Mas sem vigilância nem cobrança, o Norte catarinense corre o risco de enfrentar novos dissabores.

Vale lembrar que não fosse a mobilização política e empresarial de maio deste ano, quando uma comitiva da região participou de audiência no Ministério dos Transportes, talvez os editais só fossem para a rua em 2013. E a sonhada duplicação ficaria para uma data ainda mais distante. Com mais mortes em acidentes, mais prejuízos econômicos com atrasos de transportes de carga e mais obstáculos ao desenvolvimento do turismo da região.

Ainda neste ano, a BR-280 foi fechada momentaneamente em protestos contra atropelamentos em Araquari. Duplicação também é vida. Desde maio de 2008, quando foi feita a primeira promessa de duplicação, até este mês de setembro de 2012, o trecho a ser duplicado registrou nada menos do que 3.876 acidentes, com a perda de 88 vidas. Só isto já seria sufi ciente para sensibilizar o governo federal a honrar sua palavra.

A BR-280 duplicada será um reforço para o desenvolvimento turístico de São Francisco e Barra do Sul. A BR-280 qualifica a logística, a ligação com o cada vez mais fundamental Porto de São Francisco. Com mais uma pista na rodovia, tornam-se ainda mais importantes os investimentos nos berços de atracação e na ampliação do calado.

A BR-280 duplicada reforça um eixo de desenvolvimento, atraindo mais empresas para o Norte, região valorizada pelos investimentos da GM e prestes a receber a confirmação da BMW. É difícil encontrar outra obra de infraestrutura que hoje tenha mais relevância e seja capaz de trazer tantos benefícios para a região Norte do Estado quanto a duplicação da BR-280.

Repousa aí a unanimidade em torno da necessidade e urgência do investimento. Em tarefa alinhada à sua atuação comunitária, “AN” tem erguido a bandeira pela duplicação da BR-280. A cada lançamento de edital, mesmo sem deixar de lembrar as frustrações anteriores, este jornal festeja a esperança de que desta vez é para valer.

Foi esse o tom da cobertura da solenidade da última segunda-feira. E é com essa confiança que se espera o cumprimento dos prazos e o fim definitivo das pendências restantes. E que o lançamento dos editais de duplicação – tanto da BR-280 quanto da BR-470, na região do Blumenau – a duas semanas das eleições municipais não passe de uma simples coincidência do calendário.

AN lança série de reportagens sobre eleições na região

26 de julho de 2012 0

Em série de reportagens iniciada hoje, com duração até domingo, “A Notícia” traça um perfil dos candidatos a prefeito e também das prioridades das cidades de abrangência da Secretaria de Desenvolvimento Regional de Joinville. É um material útil para análise dos planos e desejos de sete cidades vizinhas do município de maior população do Estado.

Cada município apresenta suas peculiaridades. O turismo e as atividades portuárias predominam evidentemente nas cidades litorâneas. Quem consegue juntar os dois segmentos, como São Francisco do Sul e Itapoá, ganha vantagens. A proximidade com Joinville tem contribuído para a expansão empresarial em Araquari.

O Porto Itapoá também ajuda Garuva, interessada em ampliar os espaços reservados para a instalação de empresas. Balneário Barra do Sul poderá entrar em novo patamar se ganhar o sonhado asfaltamento da ligação com a BR-101. A contínua instalação de empreendimentos ao longo da rodovia federal é uma das esperanças de Barra Velha e, também, em menor escala, de São João do Itaperiú.

O horizonte de desenvolvimento para as cidades da região é promissor. Boa parte desse futuro pode ser construído no debate proporcionado pelas eleições municipais. A oportunidade não pode ser desperdiçada.

Integração entre Joinville e Araquari deve servir de exemplo para região Norte

11 de julho de 2012 0

O demorado e complexo acordo da integração do transporte coletivo de Joinville com Araquari deveria, agora que está perto de ser fechado, servir como exemplo para maior interação entre os municípios da região Norte.

Claro que o episódio das linhas de ônibus no Itinga, tão lento e complicado, pode ter deixado os gestores municipais envolvidos receosos, afinal, o tema não parecia tão difícil assim e se tornou uma novela. Invertendo o raciocínio e assumindo o ângulo do copo meio cheio, dá para ser otimista: se até o transporte entre Joinville e Araquari foi resolvido, por que outras áreas também não podem ser acertar?

O leque de possibilidades é amplo. Inclusive no transporte coletivo há demandas pela ampliação das linhas urbanas entre cidades. No saneamento básico, não é novidade o plano de captação no rio Itapocu, como forma de abastecer também a região Sul de Joinville. Hoje, parte do abastecimento de Araquari é feito pela Companhia Águas de Joinville.

Uma usina de lixo para transformar em energia os detritos produzidos na região também está na pauta do Norte. A Costa do Encanto não deixa ser um exemplo de tentativa de integração turística. Se as relações metropolitanas se ampliarem, com certeza novos setores também poderão se integrar. Mas é preciso criar o hábito.

Sem determinação, integração entre Joinville e Arquari não irá adiante

27 de junho de 2012 0

Na edição desta quarta-feira, mais uma vez “A Notícia” trata do já inacreditável imbróglio da integração do transporte coletivo entre Joinville e Araquari. Pelo tempo decorrido atrás de uma solução de uma pendenga citada desde o fim da década de 1990, imagina-se que o compartilhamento de linhas de ônibus no Itinga seja de uma complexidade jurídica e administrativa capaz de consumir vários anos.

Não é. Outras cidades do Estado conseguem fazer a integração intermunicipal. O problema da ligação entre Joinville e Araquari é o vaivém das negociações, em dados momentos recomeçando do zero. E, é claro, a falta de determinação dos envolvidos em buscar uma solução de maior alcance para os usuários.

A integração metropolitana é defendida para vários setores, além do transporte. Como saneamento básico, segurança, entre outros. Como já foi frisado, fica difícil imaginar incremento na relação entre as cidades da região se ações mais básicas, como a integração do transporte, ainda não ganhou forma mais adequada.

Agora, está surgindo nova proposta, a ser apresentada às prefeituras das duas cidades. Como o tema é debatido exaustivamente há tanto tempo, com participação de tanta gente, é razoável supor que a sugestão venha a ser adotada, afinal, presume-se, incorpora um histórico longo de debate. Mas sem a determinação de ampliar a integração nada irá adiante.

Bloqueio da rodovia não é mobilização adequada para mais segurança na BR-280

08 de junho de 2012 0

Os protestos com bloqueio da rodovia ao tráfego não são a mobilização adequada para a conquista de mais segurança na BR-280. A estrada enfrentou três bloqueios em menos de duas semanas, causando transtornos e criando riscos de confrontos. Também há necessidade de respostas mais consistentes das autoridades, em especial do DNIT, responsável pela rodovia federal.

Ninguém nega a gravidade da situação. Somente em maio, foram quatro mortes por atropelamento no trecho alvo de protestos, em Araquari. Providências precisam ser tomadas. Há um cronograma para a instalação de radares para a vigilância eletrônica, mas os moradores do entorno estão cobrando outras ações, como as ilhas para pedestres no leito da BR.

Tais equipamentos, assim como as urbanas lombadas eletrônicas ou físicas, por exemplo, implicam em trânsito mais lento. Só que a segurança precisa vir em primeiro lugar. Já foi destacado que o ideal seria uma certa distância de aglomerações urbanas das rodovias, mas como a situação já está criada e é irreversível, são necessárias adequações. Outra providência a ser tomada é a instalação de passarelas.

Sabe-se que há certa resistência de pedestres ao equipamento, mas a opção de segurança precisa ser oferecida. Com a duplicação, a começar no fim do ano ou início de 2013, novas técnicas de segurança deverão ser introduzidas. Só que enquanto as obras não começam, que a segurança seja reforçada.

Por mais segurança na BR-280

01 de junho de 2012 0

A forma de mobilização é equivocada, punindo quem não tem responsabilidade alguma na situação, mas isso não apaga a necessidade de mais investimentos em segurança nas rodovias com grande fluxo de pedestres e ciclistas. Na noite de quarta, moradores do bairro Acaraí, em Araquari, bloquearam a BR-280 para protestar após morte de um homem por atropelamento. A mobilização foi interrompida pela Polícia Rodoviária Federal, com liberação da pista em 15 minutos.

A travessia de rodovias em áreas habitadas sempre causa controvérsia, mas a segurança jamais pode ser deixada em segundo plano em nome da fluidez do tráfego. Seria um absurdo. O adequado seria a criação de uma determinada zona de amortecimento às margens das estradas, mas em situações já consolidadas, é preciso adequações.

A ocupação residencial das margens da BR-101 no trecho Norte, por exemplo, hoje enfrenta entraves. Mas na BR-280, especialmente em Araquari, o contingente populacional já está instalado e não há como reverter. Por isso, radares de controle de velocidade, perto de serem instalados pelo DNIT; passarelas; maior fiscalização policial possível; ilhas de segurança para a travessia etc. precisam ser adotados. A segurança é sempre prioridade. As comunidades agem corretamente em fazer cobranças, mas não é com bloqueios que autoridades devem ser sensibilizadas.